diagnóstico hipotiroidismo cuidatutiroides 180x180 - Diagnóstico da Tiroidite Linfocítica

Diagnóstico da Tiroidite Linfocítica

– Laboratório:
• Anticorpos antitireoglobulina e antimicrossomais (ATg e ATm).
A principal característica da tiroidite auto-imune é a presença de anticorpos antitiroideus. Os ATg estão presentes em 60% dos doentes com bócio, hipotiroidismo ou ambos e os ATm estão presente em 95% destes casos.
• TSH, T3 e T4 – inicialmente existe um aumento da TSH com T3 e T4 normais, posteriormente ocorre uma redução da T4 com manutenção da T3 e, finalmente, uma redução da T3 e T4.
– Imagiologia:
• A ecografia mostra uma tiroideia normalmente aumentada de tamanho, com um padrão hipoecogénico difuso.
• GGT com padrão extremamente variável, podendo assemelhar-se à doença de Graves, BMN ou podendo evidenciar um nódulo hiper ou hipofixante.
A imagiologia raramente é necessária em doentes com suspeita de tiroidite auto-imune.
—> Citologia:
Pode-se efectuar citologias em casos de nódulos suspeitos ou nos casos de um crescimento rápido da tiroideia.


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Pediculose Capitis

É a infestação do couro cabeludo pelo piolho da cabeça. O parasita é hematófago e alimenta-se no couro cabeludo e região cervical, depositando os ovos nos cabelos.
Pode ocorrer em qualquer grupo etário, mas é mais frequente nas crianças e no sexo feminino, pois o cabelo comprido das raparigas não só dificulta o tratamento como facilita a transmissão. Existem ainda factores individuais (atópicos?) que facilitam a infestação, uma vez que é comum a observação, no mesmo agregado familiar, de crianças que estão frequentemente infestadas a par de outras que raramente o estão. A transmissão faz-se através de chapéus, bonés, pentes e escovas, ou pelo contacto cabeça com cabeça.
Pode ser assintomática, mas na maioria dos casos provoca prurido acentuado nas regiões occipital e temporais. Podem observar-se escoriações e infecção secundária, associada com linfadenopatias occipitais e/ou cervicais.
No exame objectivo podem observar-se piolhos, geralmente em pequeno número (<10) e, sobretudo, lêndeas; estas são ovos do piolho fêmea, ovais, de cor branca acinzentada e estão fixas às hastes do cabelo. Como complicações, em regra em situações arrastadas, pode existir eczema das regiões occipital e nuca (secundárias ao prurido e à coceira), escoriações, crostas e impétigo do couro cabeludo, que podem ocultar os piolhos e lêndeas, dificultando o diagnóstico, e pápulas urticariformes, nas faces laterais da região cervical e nuca, resultantes das picadas do parasita.

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Leishmaniose

A infecção por Leishmania donovani infantum é endémica em Portugal, sendo perpetuada em reservatórios animais (canídeos, roedores) e transmitida ao homem através da picada da fêmea de mosquitos do género Phlebotomus. O ciclo do parasita inicia-se no intestino do mosquito, que inocula as formas promastigotas no hospedeiro humano através da sua picada. Estas formas são captadas pelos macrófagos locais, onde evoluem para amastigotas. A migração dos macrófagos é responsável pela disseminação sistémica do parasita e pela forma visceral da doença, que se manifesta, sobretudo, ao nível dos órgãos do sistema reticuloendotelial (baço, fígado, medula óssea, intestino).
Em Espanha, no final da década de 90, foi estimado que 60% dos casos de leishmaniose visceral ocorriam em doentes com infecção por VIH. Há, no entanto, dados que permitem admitir uma redução desta elevada incidência com a introdução da TARV.

comprimidos 180x180 - Controlo dos fatores de risco – Fármacos Cardioprotectores (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Controlo dos fatores de risco – Fármacos Cardioprotectores (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Além dos fármacos utilizados no tratamento da elevação da pressão arterial, lípidos e glicemia. Recomenda-se, sempre que possível, o uso de fármacos que comprovaram reduzir a morbilidade e mortalidade cardiovascular significativamente, no pós-enfarte.

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Tratamento (Policitemia Vera)

Deve ser adaptado ao risco, com uso de citostáticos nos casos de risco alto:
—> Baixo risco (doente com menos de 60 anos, sem trombose, sem factores de risco cardiovascular) – uso de flebotomias para redução de hematócrito abaixo de 45% no homem e 42% na mulher; aspirina em baixa dose (100 mg/dia).
—> Alto risco (doente com mais de 60 anos e/ou trombose prévia) – hidroxiureia é o padrão, em doses médias de 1 a 2 g/dia; flebotomia para controlo de hematócrito como referido; uso de aspirina em baixa dose.

Arterite de Takayasu Figura 2 180x180 - Arterite de Takayasu (Vasculites)

Arterite de Takayasu (Vasculites)

– Arterite de Takayasu – a terapêutica preconizada são os corticóides na dose inicial de 1 mg/kg/dia durante 1-3 meses, reduzindo posteriormente a dose. Nas situações de resistência aos corticóides, ou quando há efeitos secundários importantes, podem associar-se imunossupressores (metotrexato de preferência). O controlo da hipertensão arterial é fundamental. No caso de existirem estenoses significativas pode-se recorrer à cirurgia de revascularização.


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Dietas Elementares/Semi-Elementares

As dietas elementares contêm aminoácidos livres e polímeros de glicose com baixo teor de gorduras (<23% das calorias são TG), enquanto as dietas semi-elementares contêm proteínas parcialmente hidrolisadas (oligopéptidos), dipéptidos, tripéptidos e aminoácidos, e são mais ricas em TCM (relação de TCM/TG aumentada). Como os dipéptidos e tripéptidos são mais facilmente absorvidos do que os aminoácidos ou proteínas intactas, podem ser benéficos em doentes com patologia intestinal com má-absorção.

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Globo Faríngeo

Sensação de aperto ou desconforto na orofaringe, provavelmente por espasmo do músculo cricofaríngeo, que alivia com a ingestão de comida, que não causa disfagia e que agrava em momentos de maior ansiedade. Embora a maioria dos casos sejam de etiologia psicológica, deve sempre ser excluído doença esofágica ou gástrica (refluxo gastroesogágico, úlcera gástrica), ou patologia rinosinusal.

cefotaxima 02 180x180 - Cefotaxima

Cefotaxima

– Cefotaxima – mesmo espectro de actividade e indicações do que a ceftriaxona. A sua t1/2 de 1,4 horas exige administrações mais frequentes, o que reduz o interesse da sua utilização às infecções do recém-nascido, atendendo à toxicidade da ceftriaxona neste grupo etário (ver ceftriaxona).
• Posologia e administração – até 2 g e.v. de 6/6 horas. Nas infecções graves, em adultos, a ceftriaxona é o fármaco de eleição.

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Rolhão de Cerúmen

A presença de cerúmen no CAE é normal e necessária para a hemostase e integridade da pele.
A produção excessiva de cerúmen ou o uso de cotonetes que o empurram podem levar à formação de um rolhão, que cursa normalmente com hipoacusia e otalgia. O rolhão pode ser retirado com gancho de cerúmen sob visualização directa, ou com lavagem auricular após colocação de gotas otológicas para liquefacção do cerúmen. A presença de perfuração timpânica ou a história de otites externas de repetição contra-indicam a lavagem auricular e o uso de gotas otológicas.