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O diagnóstico diferencial é realizado com situações passíveis de cavitação como neoplasia primária ou secundária do pulmão, vasculites pulmonares (por exemplo, granulomatose de Wegener), sequestração pulmonar, enfarte pulmonar, quisto hidático, sarcoidose, bolha ou quisto pulmonar infetado, bronquiectasias infetadas, piopneumotórax e tuberculose.
Os exames complementares compreendem:
— Avaliação analítica geral englobando hemograma, PCR, função renal e hepática.
— Radiografia de tórax documenta habitualmente imagem hipotransparente de limites mal definidos com hipertransparência central e nível hidroaéreo abrangendo segmentos pulmonares preferenciais (ver “Pneumonia de Aspiração”).
— TC de tórax permite quantificar e caracterizar melhor as lesões, excluir patologia pulmonar associada e distinguir lesão pulmonar de pleural.
— A broncofibroscopia desempenha um papel primordial no despiste de patologia endobrônquica, estando particularmente indicada quando os abcessos não se localizam nos segmentos dependentes do pulmão e na ausência de fatores predisponentes.
— Colheita de expetoração (coloração Gram, pesquisa de BAAR, cultura e teste de sensibilidade antibiótica) e hemoculturas. Se houver derrame pleural, efetuar toracentese diagnostica.
O tratamento engloba uma abordagem em várias vertentes:
— Antibioterapia empírica com especial vantagem para fármacos com espectro de ação alargado que combinam um P-lactâmico com inibidor das P-lactamases (por exemplo, piperacilina + tazobactam 4,5 g e.v. 8/8 horas, amoxicilina + ácido clavulânico 2,2 g e.v. 8/8 horas) [4J. No tratamento da infecção pulmonar anaeróbia, a clindamicina 600 mg e.v. 8/8 horas pode ser a opção embora não seja consensual a sua utilização como 1ª linha na terapêutica empírica do abcesso pulmonar (normalmente polimicrobiano) dada a ausência de atividade contra os bacilos Gram-negativo e aparecimento de elevado número de resistências. Apesar do metronidazol ser um dos fármacos mais ativos contra as bactérias anaeróbias, não cobre os Streptococcus microaerofílicos e a experiência clínica não lhe é favorável com 50% de taxa de insucesso no tratamento do abcesso pulmonar. Face ao risco elevado de recorrência, o regime antibiótico deve ser administrado por via oral logo que possível com uma duração média total de 3-6 semanas, mantendo-se até resolução da imagem radiológica ou redução para lesão residual estável.
— Cinesiterapia respiratória promovendo a drenagem e prevenindo sequelas.
– A intervenção cirúrgica é raramente necessária, limitando-se aos casos de má resposta à terapêutica médica, hemorragia grave ou suspeita de patologia neoplásica.
– Dreno torácico no caso de empiema ou piopneumotórax. Não existe indicação formal para drenagem broncoscópica. Em doentes selecionados pode ser necessário efetuar a drenagem percutânea dos abcessos pulmonares.
Em geral o prognóstico é favorável, podendo persistir sequelas pulmonares com cavidade residual, bronquiectasias ou fibrose pulmonar localizada.

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