diferenca-entre-alergia-alimentar-intolerancia

As determinações de IgE específica, de requisição muito difundida e pouco criteriosa, se indiscriminadamente pedidas, relacionam-se com custos elevados, sem contribuir minimamente para o esclarecimento dos quadros clínicos, devendo a sua requisição ser muito criteriosa. Será importante recordar que se a identificação de uma resposta IgE mediada não implica por si só a existência de clínica, a negatividade de um teste pode não excluir o diagnóstico. Acresce que as IgE específicas podem continuar detectáveis muito para além de se alcançar a tolerância ao alimento.
Finalmente, mesmo conjugados os dados clínicos e os resultados dos exames auxiliares, em apenas até um terço dos casos se confirma a hipótese de diagnóstico inicial assumindo-se as provas de provocação como o gold standard na abordagem diagnostica e na avaliação evolutiva dos quadros de alergia alimentar.
O tratamento da alergia alimentar assenta fundamentalmente na evicção dos alimentos identificados e responsabilizados pelos quadros de alergia, embora seja promissora a abordagem com recurso a protocolos de indução de tolerância, já em curso no nosso país. A terapêutica farmacológica não é habitualmente utilizada, excepto a utilização de kits para auto-administração de adrenalina em doentes de risco anafiláctico.
As provas de provocação regulares em ambiente hospitalar, efectuadas de acordo com um calendário onde se inclui a idade do doente, os alergénios incriminados e as apresentações clínicas referidas constituem o seguimento adaptado a estas formas clínicas, sempre dependente da supervisão de clínicos com experiência nesta área muito particular com capacidade para interpretar padrões clínicos, resultados de exames auxiliares conseguir assim reduzir o impacto pessoal, familiar e social desta patologia emergente, potencialmente fatal.
Nos primeiros anos de vida para os alergénios mais frequentemente envolvidos (leite, ovo, trigo,..), as provas são programadas com uma periodicidade trimestral ou semestral; se as queixas persistem para além dos 2 anos, ou se estão envolvidos outros alimentos (peixe, legumes, frutos,…), então a periodicidade das provas de provocação passa a ser de anual até de 3 em 3 anos. .
As medidas de prevenção primária (Quadro 4.4) têm, em regra, mostrado algum efeito, quando são incluídos lactentes de risco atópico (ambos os progenitores alérgicos, ou um alérgico e um irmão alérgico ou um alérgico e marcadores in vitro do lactente claramente positivos).
Evicção da exposição tabágica é o único factor prevenível quanto à expressão de alergia respiratória, começando na gravidez. Assim, a dieta deve ser indiscutivelmente fornecida num ambiente sem tabaco…

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