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Alergia Medicamentosa

Os quadros de alergia medicamentosa têm evidenciado uma frequência crescente na população, inerente ao aumento generalizado do consumo de medicamentos, ocorrendo muito frequentemente mesmo durante os internamentos. A escassez de diagnóstico e de referenciação para centros de Imunoalergologia torna os estudos de prevalência de extrema dificuldade, sendo quase impossível a implementação de estratégias de prevenção.
A alergia a antibióticos, particularmente aos derivados da penicilina, e a intolerância a AINEs são as formas mais comuns, não devendo ser esquecida a regra de potencialmente qualquer fármaco poder, num determinado indivíduo, em determinada circunstância, desencadear uma reacção. No entanto, é habitual conseguir identificar-se alternativas seguras, pois frequentemente em idades mais avançadas várias doenças obrigam a efectuar muitos tratamentos, essenciais para a obtenção de uma razoável qualidade de vida.
Considera-se que um dos factores de risco mais importantes no desenvolvimento duma reacção de hipersensibilidade está relacionado com as propriedades químicas e peso molecular do fármaco, actuando os fármacos frequentemente como alergénios incompletos (haptenos). Outros factores de risco incluem: doses elevadas, via de administração parentérica, duração do tratamento prolongada, exposição repetida ao fármaco e doenças concomitantes. Dos factores mais importantes relacionados com o doente destacam-se a idade, o sexo feminino, a presença de atopia e os antecedentes familiares de alergia medicamentosa (comprovada).
O diagnóstico correcto destas situações é de extrema importância para o doente e para o clínico. Após uma reacção adversa a um fármaco, coloca-se inevitavelmente a questão se será seguro voltar a administrar o mesmo, sobretudo nos casos em que as alternativas disponíveis não são eficazes.
A avaliação clínica e diagnostica das reacções de hipersensibilidade baseia-se sobretudo em informação recolhida, numa sequência lógica, com o objectivo de dar resposta às seguintes questões: os sinais físicos e os sintomas são compatíveis com uma reacção de hipersensibilidade; existe uma relação temporal entre a toma do fármaco e o aparecimento da reacção; a classe e estrutura química do fármaco estão associadas a reacções imunológicas; o paciente recebeu previamente o fármaco suspeito; não há outra razão plausível para a reacção; os exames complementares disponíveis são compatíveis com o diagnóstico de reacção mediada por mecanismos imunológicos?

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