Ciprofloxacin
Analgésicos Não Opióides

Sob esta denominação, incluem-se todos os analgésicos que não têm actividade opióide, apesar das substanciais diferenças que entre todos eles existem. Se se quiser encontrar a característica mais comum entre eles, para além da óbvia produção de analgesia, provavelmente será a existência de um efeito analgésico de tecto, acima do qual, por maior que seja a dose utilizada, a eficácia analgésica não aumenta.
O grupo farmacológico que domina esta classificação é o dos AINEs, que, em si mesmo, é já um grupo heterogéneo com dificuldade em contemplar um lugar adequado a cada fármaco que o constitui.
Serve-nos, no entanto, esta divisão, para considerarmos a existência de dois grupos dentro dos analgésicos não opióides: o primeiro, mais vasto, denominado grupo dos AINEs; o segundo, englobando na actualidade apenas dois fármacos, a que chamaremos grupo dos AA (analgésicos antipiréticos).
— AINEs – este grupo farmacológico, que constitui um dos que mais princípios activos e especialidades farmacêuticas possui no mercado português, deve a denominação à sua capacidade de intervir sobre a inflamação e de exibir uma tripla actividade analgésica, anti-inflamatória e antipirética comum a praticamente todos os fármacos que dele fazem parte, embora com diferenças entre eles que determinam serem uns mais anti-inflamatórios, outros mais antipiréticos e outros com maior capacidade analgésica.
Em geral, a principal indicação destes fármacos é a dor de intensidade leve a moderada, de preferência não visceral. São seguramente os analgésicos mais utilizados na prática clínica, constituindo o degrau 1 da escada analgésica da OMS.
São inúmeras as indicações para a sua utilização, desde a dor aguda à dor crónica, estando a patologia osteoarticular à frente das que mais levam ao consumo de fármacos deste grupo.
Uma reacção inflamatória começa sempre por ser uma resposta celular de defesa do organismo, embora a sua evolução a possa transformar, ela própria, num processo agressivo, a partir do metabolismo do ácido araquidónico que se inicia pela libertação dos fofolípidos libertados pela destruição da membrana celular.
Para que o metabolismo do ácido araquidónico se processe, é indispensável a intervenção de uma importante enzima, a ciclooxigenase, sobre a qual vão intervir os AINEs.
A ciclooxigenase é constituída por dois tipos de isoenzimas: a ciclooxigenase-1 (COX-1), constitutiva, que, como o nome sugere, existe distribuída profusamente pelo nosso organismo, como na mucosa gástrica, rim, endotélio vascular e plaquetas e a ciclooxigenase-2 (COX-2), indutível, que, como significa o seu nome, é induzida pela inflamação, praticamente inexistente nos tecidos e encontrando-se abundantemente em todos os processos inflamatórios.
Muitos dos efeitos indesejáveis dos AINEs, como a agressão da mucosa gástrica, do rim, da interferência na permeabilidade vascular e na agregação plaquetária, são devidos precisamente à inibição da COX-1, promovida pela maior parte dos AINEs que, por não terem uma actividade selectiva, inibem ambas as isoformas da ciclooxigenase.
Esta evidência tem levado ao aparecimento de alguns AINEs com capacidade para inibirem preferencialmente a COX-2 (nimesulide, meloxicam) e, mais recentemente, de outros que se apresentam como inibidores específicos da COX-2 (celecoxibe, valdecoxibe).

Algumas Etiquetas


cirurgia de hemorroida,cricotomia,herpes génital,fissura anal,radioterapia,trinitrato de glicerina,urticaria,leucocitos 14000,meralgia parestésica,cirurgia de hemorroidas.

Tambem podera gostar -