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Em Portugal, à semelhança do que sucede na maioria dos países, estão disponíveis outros antidepressivos, incluídos em grupos químico-farmacológicos diversos. É o caso da mirtrazapina, da trazodona, da tianeptina e da moclobemida. Este último medicamento é sobrevivente único de um grupo de inibidores selectivos e reversíveis da MAO-A; por contraposição aos clássicos IMAO, hoje praticamente abandonados, é um medicamento muito bem tolerado e seguro, mas com uma eficácia problemática pelo menos nas depressões com gravidade clínica, e cuja utilização se encontra em fase de manifesto declínio.
Mais recentemente, um “velho” antidepressivo com tradição de uso sobretudo nos EUA- o bupropião -, após um período de reciclagem como medicamento potencialmente útil na cessação do consumo tabágico, “reapareceu” como antidepressivo, com nova forma galénica e proposta de utilização em doses mais elevadas. É de facto um medicamento longamente conhecido, com uma acção neuroquímica essencialmente potenciadora da transmissão dopaminérgica, traduzida, no plano terapêutico, por propriedades activadoras.
Importa destacar que a depressão não é a única indicação terapêutica dos antidepressivos.
Em medicina é desde há muito reconhecido o benefício terapêutico de alguns tricíclicos em síndromes álgicas de natureza e etiologia diversas, nomeadamente na área das cefaleias e da dor reumatológica. Por seu turno, os SSRI surgem indicados na fibromialgia, na fadiga crónica e na síndrome de tensão pré-menstrual.
No âmbito da psiquiatria, outro aspecto importante relaciona-se com a utilização da clomipramina e de SSRI no tratamento de perturbações da ansiedade, como o pânico, as fobias e a perturbação obsessivo-compulsiva; a ansiedade generalizada é também uma indicação aprovada da generalidade dos SSRI e também da venlafaxina. Em especial, o uso desses medicamentos na perturbação de pânico, com ou sem agorafobia, revela-se dramaticamente eficaz. Merece referência que as doses óptimas na patologia ansiosa não só diferem entre os diferentes tipos de distúrbio ansioso como em relação ao uso dos mesmos medicamentos na depressão.
Pelo facto de serem medicamentos largamente utilizados – e muitas vezes em situações clínicas que se acompanham de insónia – interessa referir os efeitos dos antidepressivos sobre o sono. Os estudos poligráficos mostram que praticamente todos os antidepressivos são supressores do sono REM; já os efeitos sobre a duração e continuidade do sono, bem como sobre o sono lento profundo, são muito variáveis; deste ponto de vista, alguns antidepressivos têm efeitos inconvenientes, enquanto outros têm uma acção promotora do sono. Estas propriedades favoráveis explicam a utilização off label de alguns antidepressivos sedativos no tratamento sintomático da insónia. Esta posição é objecto de controvérsia, afirmando alguns que a modificação do sono REM e o perfil de efeitos secundários desaconselham esse tipo de utilização. No entanto, o efeito hipnótico pode ser conseguido com doses inferiores às que produzem efeitos indesejáveis, para além do facto de as acções sobre o sono REM não se associarem a efeitos deletérios conhecidos. A trazodona constitui, a este propósito, um caso particular, na medida em que está aprovada a sua utilização no tratamento da insónia.

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