04 180x180 - ANTIBIOTERAPIA (Endocardite Infeciosa)

ANTIBIOTERAPIA (Endocardite Infeciosa)

O tratamento antibiótico deve ser preferencialmente iniciado após identificação do agente e orientado por antibiograma.
No entanto, nos casos de endocardite aguda, com um quadro clínico rapidamente evolutivo, pode se iniciar a antibioterapia logo após a colheita de sangue para as hemoculturas, mesmo antes de se conhecer o seu resultado. Nesse caso deverá ser escolhido o esquema orientado para o microrganismo mais provável na situação clínica em causa.

VACINA 12 1 180x180 - Objectivo da Terapêutica (Hepatite Crónica B)

Objectivo da Terapêutica (Hepatite Crónica B)

Consideram-se objectivos racionais do tratamento a normalização persistente das transaminases e a seroconversão do AgHbe e, eventualmente, do AgHBs, como metas favoráveis acessíveis, que se traduzem em redução significativa do risco de cirrose hepática e de carcinoma hepatocelular. A melhoria histológica, com resolução do processo inflamatório e regressão da fibrose, ou mesmo reversão de cirrose já documentada, tem-se observado em estudos de seguimento, após períodos contínuos de tratamento superiores a 2 anos com análogos de nucleós(t)idos, ou em controlos tardios após curso terapêutico com interferão.
O objectivo mais significativo da terapêutica consiste na rápida redução da carga viral, até à negativação persistente da viremia, e suspensão da reinfecção de novos hepatócitos e da necrose hepatocelular, ainda que sob terapêutica prolongada, ou mesmo contínua.
Recentemente o estudo REVEAL demonstrou a correlação significativa entre o valor da carga viral no doente e a probabilidade de evolução para cirrose hepática descompensada e carcinoma hepatocelular.
A partir desta observação, a negativação de viremia passou a justificar a manutenção da terapêutica por período indefinido, sobretudo na hepatite crónica AgHBe negativa, que recidiva mesmo após um período de 5 anos de tratamento eficaz. Na hepatite crónica AgHBe positiva, considera-se adequado a suspensão após a seroconversão do AgHBe, mas o risco de recidiva, pela emergência de mutantes e desenvolvimento de hepatite crónica Ag HBe negativa, tem sugerido que apenas a seroconversão para Ac anti-HBs garante a remissão definitiva da hepatite crónica.
A terapêutica permite atingir uma fase quiescente da infecção VHB, com transaminases normais, viremia suprimida e melhoria ou regressão das lesões histológicas da hepatite crónica. Proporciona a seroconversão do AgHBe em 50-70% dos casos com AgHBe positivo, e eventualmente a seroconversão do AgHBs tardia em proporção limitada (3-5% com análogos de nucleós(t)idos, 3% com interferão peguilado.
O objectivo ideal seria a erradicação do VHB com imunoeliminação das células infectadas e desaparecimento dos reservatórios virais no hospedeiro. À luz dos conceitos actuais, mesmo nos doentes com cura espontânea com conversão serológica rápida, mantém-se a presença de cccDNA-VHB intranuclear, ainda que sem expressão patológica. Nos doentes com evolução prolongada, a integração de segmentos do DNA virai no genoma do hospedeiro vai ocorrendo de modo fortuito; pode precipitar o desequilíbrio entre genes promotores e supressores da oncogénese hepática e vir a propiciar o desenvolvimento deferido do carcinoma hepatocelular.
Os fármacos antivirais viabilizam a negativação virai e a conversão serológica no sangue periférico, sem evidência confirmada de redução dos níveis de ccc-DNA intra-hepático; esta limitação não deve suscitar condicionamento das indicações terapêuticas, mas antes alertar para a vigilância contínua do carcinoma hepatocelular nos doentes com contacto prévio com o VHB.

ted engenheiro cardiaco large 180x180 - Estenose Valvular Mitral

Estenose Valvular Mitral

Embora a EM (estenose mitral) possa ser congénita ou por acentuada calcificação do anel, a etiologia mais frequente continua a ser a cardite reumática.
Nos países desenvolvidos e em climas quentes, o período de latência entre a febre reumática e o aparecimento de sintomas varia entre 20 e 40 anos.
A área mitral normal varia entre 4 e 6 cm2, não produzindo sintomas, habitualmente até valores inferiores a 2,5 cm2.

macrocitosis 180x180 - Etiologia (Anemia Megaloblástica)

Etiologia (Anemia Megaloblástica)

– Deficiência de ácido fólico – por diminuição de ingestão (alcoolismo), mal-absorção, necessidades aumentadas (hemólise, gravidez), efeito de fármacos; pode instalar-se em semanas a meses.
– Deficiência de vitamina B12 – por diminuição de ingestão, consumo por parasitas ou infecção intestinal, insuficiência pancreática, gastrectomia, ileíte/ressecção intestinal, anemia perniciosa (a mais importante); geralmente demora anos na sua instalação.

coluna corpo vertebral hemangioma tumor e 180x180 - Diagnóstico (Compressão Medular)

Diagnóstico (Compressão Medular)

Os sintomas mais frequentes são:
– Dor sobre o corpo vertebral e/ou dor radicular.
– Uma dor surgida de novo deve justificar uma avaliação por imagem, para a excluir ou identificar precocemente o risco de compressão.
– A diminuição da força (mais tardia), a alteração da sensibilidade, alterações dos reflexos osteotendinosos ou dos esfíncteres (que podem evoluir rapidamente em dias ou, por vezes, em horas) deverão obrigar a uma avaliação imediata e tratamento de eventual compressão medular. Habitualmente o exame mais usado é a TC do segmento suspeito, mas a RM permite uma melhor definição bem como a identificação de eventuais outros níveis de compressão.

maxresdefault 13 180x180 - Entubação Orotraqueal

Entubação Orotraqueal

É a via de entubação traqueal preferencial em qualquer doente. É tecnicamente mais fácil permitindo a colocação de um tubo de maior calibre do que na entubação nasotraqueal. Deve haver algum cuidado na entubação de casos de epiglotite, instabilidade atlantoaxial, traumatismo maxilofacial severo e lesão da coluna cervical.

APEF 20081011052133 varizes do esofago 180x180 - Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

– Corpo e fundo, padrão em mosaico ou “pele de cobra” (não específico) e manchas vermelhas (mais grave), mais em doentes com DHC avançada, com varizes esofágicas e que já tenham feito LE/esclerose; 3% dos casos apresentam-se com HDA aguda, 15% com sangramento crónico.
– Octoreótido (ou terlipressina) na HDA aguda; bloqueantes e ferro na hemorragia crónica; em casos graves, se transplante não possível, considerar TIPS ou shunt porto-cava cirúrgico.

Acne 121 180x180 - Tratamentos Tópicos (Acne)

Tratamentos Tópicos (Acne)

Estão indicados nas formas ligeiras ou moderadas, como tratamento isolado ou associado, ou como adjuvante de tratamentos sistémicos.
—> Retinóides tópicos – normalizam a descamação do epitélio infundibular, facilitando a eliminação dos comedões (acção comedolítica), e têm alguma acção anti-inflamatoria.
Utilizam-se a tretinoína, a isotretinoína, o adapaleno e o tazaroteno (não disponível em Portugal). O adapaleno, que pode ser utilizado em creme ou gel (0,1%), tem acção comedolítica semelhante aos outros, mas é menos irritante e mais bem tolerado.
Devem ser aplicados lxdia, à noite, mas é conveniente nas primeiras semanas de tratamento aplicar apenas 2-3xsemana, para evitar situações de irritação aguda. O retinol e o retinaldeído têm acção comedolítica muito menos marcada, mas em compensação têm melhor tolerabilidade, pelo que se usam, muitas vezes, em fases de manutenção.
—> Antibióticos tópicos – actuam reduzindo a colonização bacteriana e a resposta inflamatória/imunitária. Estão indicados também nas formas inflamatórias ligeiras a moderadas; são, em regra, bem tolerados, mas podem induzir resistências bacterianas.
Os mais frequentemente utilizados são a clindamicina (1% em loção ou gel) e a eritromicina (2% em creme, 2 e 4% em solução, associada ou não a acetato de zinco).
—> Outros antimicrobianos – o PB (peróxido de benzoílo) (5-10% em gel, creme ou como loção de limpeza) tem acção microbiana e, embora limitada, alguma acção comedolítica. Tem como vantagem em relação aos antibióticos o facto de não induzir resistências bacterianas, mas necessita de ser utilizado com cuidado, pois tem alguma acção irritante, pontualmente sensibilizante, e pode ocasionar descoloração de cabelos e roupa.
– Outras associações e tópicos – a associação no mesmo tópico de dois antiacneicos tem vantagens posológicas, maior comodidade de aplicação e potencia o efeito de cada um dos produtos. Existem actualmente comercializadas associações de (0,1% + 2,5%), eritromicina + isotretinpína (2% + 0,5%).
O ácido azelaico, e os alfa e p-hidróxiácidos (ácidos glicólico e salicílico) têm eficácia limitada, mas podem ser utilizados como adjuvantes em fases de manutenção.
– Cosméticos – não devem ser considerados como agentes terapêuticos, mas apenas adjuvantes. Incluem-se produtos de lavagem, hidratantes, bálsamos labiais, emulsões com alguma acção comedolítica ou seborreguladora.

curso online futuro dos antibioticos 180x180 - Gestão da toxicidade medicamentosa

Gestão da toxicidade medicamentosa

Os fármacos antituberculosos, embora geralmente bem tolerados, podem originar reacções adversas capazes de influenciar a continuidade do tratamento. As mais frequentes relacionam-se com o potencial para hepatotoxicidade, o qual, embora se associe virtualmente com qualquer dos quatro fármacos de 1.ª linha (INH, RFP, PZA, EMB), é particularmente significativo para a INH e a RFP, sendo um dos principais motivos pelos quais não se recomenda o tratamento universal da TB latente. A monitorização periódica dos parâmetros laboratoriais é fundamental para reduzir os riscos de consequências graves associadas a reacções adversas hepáticas. Em caso de elevação das transaminases, a medicação deve ser suspensa até à sua normalização, reintroduzindo-se os fármacos de forma gradual, com início pela INH e, se bem tolerada, reintroduzindo-se a RFP. A comprovação de intolerância a qualquer dos fármacos obriga à utilização de esquemas alternativos recorrendo a fármacos de 2.ª linha, com o necessário ajuste da duração da terapêutica.
A PZA pode originar elevações, normalmente assintomáticas, da uricemia. O prolongamento do tratamento com EMB por mais de 2 meses pode associar-se a neurite óptica retrobulbar com perda da visão. Esta complicação, embora não seja frequente, é irreversível na maioria dos casos, pelo que, nos casos em que se torne necessário mantê-la por mais tempo, impõe-se uma monitorização periódica especializada da acuidade visual, embora a sensibilidade da avaliação meramente clínica seja baixa.


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Feocromocitoma 180x180 - Diagnóstico (Feocromocitoma)

Diagnóstico (Feocromocitoma)

Doseamento sérico das catecolaminas e urinário do ácido vanilmandélico, metanefrinas e ácido homovanílico.
Pode haver indicação para despiste de feocromocitoma nos casos de crianças e adultos jovens com HTA, doentes com clínica sugestiva, HTA que não responde ao tratamento convencional, HTA lábil com hipotensão ortostática, história familiar de MEN2 e nos casos de adenoma da SR e HTA.
O feocromocitoma pode ocorrer em qualquer local que haja células cromoafins como gânglios simpáticos e plexos nervosos, no entanto, 95% dos feocromocitomas encontram-se no abdómen e, destes, 85% na SR.
Pode ser multicêntrico em 10% dos casos e normalmente pequeno (<100 g), hipervascularizado com áreas quísticas e de hemorragia. A RM é superior à TC na localização destes tumores, já que o feocromocitoma apresenta uma imagem hiperintensa em T2 em contraste com a maioria dos outros tumores da SR. O MIBG é um exame bastante específico para a detecção de massas que produzem catecolaminas, como o feocromocitoma e neuroblastomas. Mostra-se particularmente útil na identificação de tumores extra-abdominais e metástases. O tratamento médico prévio a cirurgia permite o controlo dos sintomas e da HTA, bem como a normalização do volume plasmático, o que permite um melhor equilíbrio tensional na altura da cirurgia. Utiliza-se antagonistas alfa-adrenérgicos como a fenoxibenzamina (20 a 40 mg com aumento progressivo até controlo clínico), fentolamina e nitroprussato de sódio durante o acto operatório. Os bloqueantes como o propanolol para o controlo da taquiacardia ou arritmias só devem ser utilizados após o bloqueio alfa-adrenérgico. Imediatamente após o tratamento cirúrgico observa-se uma queda acentuada da tensão arterial, que deve ter tratamento com expansores do plasma, sendo que a não ocorrência desta queda da tensão arterial pode significar uma persistência do tumor.