iStock 000003834834Large cmyk 180x180 - Fisiopatologia e Clínica (Insuficiência Valvular Aórtica)

Fisiopatologia e Clínica (Insuficiência Valvular Aórtica)

A IA provoca no coração uma condição mista de sobrecarga de volume e de pressão, que conduz lentamente a um remodeling ventricular com dilatação e hipertrofia excêntrica numa fase inicial dita “compensada” (fração de ejeção normal) e posteriormente “Patológica” (disfunção ventricular).
Pacientes com IA significativa podem permanecer “assintomáticos” ou com sintomas inespecíficos durante longos períodos, tolerando exercícios moderados sem dificuldade (mas não esforços mais intensos), sendo necessário por vezes efetuar, para além da avaliação clínica e dos exames de rotina (ECG, raio X do tórax, eco-Doppler), também prova de esforço ou mesmo ARN (angiografia de radionuclídeos) e RM, a fim de se classificar o seu “estádio”.
Uma vez estabelecida a cronicidade e a estabilidade do processo, a frequência da avaliação clínica e da repetição dos exames não invasivos depende da gravidade da regurgitacão, do grau de dilatação, da FVE (função do ventrículo esquerdo) e das alterações progressivas nas suas dimensões e na função.
Assim, doentes assintomáticos com IA ligeira ou moderada, com VE não ou pouco dilatado e normal FVE, devem ter exame clínico anual e ecocardiográfico de 1 ou 2/2 anos. Os pacientes assintomáticos com IA grave, normal FVE e dilatação significativa do VE (dimensão telediastólica >60 mm) requerem uma avaliação clínica trimestral ou semestral e ecocardiográfica semestral ou anual, dependendo da estabilidade dos sintomas e das avaliações não invasivas.

tiroide 180x180 - Tiroideia

Tiroideia

A tiroideia é um órgão com cerca de 15-20 g nos adultos e 2×2,5×4 cm de diâmetro.
O iodo inorgânico é rápida e eficazmente absorvido pelo tubo digestivo, que por sua vez é absorvido pelas células tiroideias através da bomba Na+/I ATPase sob estimulação da TSH.
A oxidação do iodo inorgânico é feita pela enzima peroxidase da tiroideia, que utiliza peróxido de O2 e NADPH oxidases como doadores de O2, posteriormente este iodo é incorporado aos resíduos de tirosina da tireoglobulina (Tg) que é secretada pelas células foliculares para o interior do folículo, formando monoiodotirosina e diiodotirosina (organificação).
Finalmente forma-se triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que são as formas activas e que são libertadas para a circulação após a proteólise da Tg por parte das células foliculares sob estimulação da TSH.
O principal modulador do estado funcional e morfológico da glândula tiroideia é a TSH.
A secreção de TSH é estimulada pela TRH e inibida pelas hormonas tiroideias.
Assim, o défice de iodo pode levar à diminuição da síntese T4 e consequentemente ao aumento da TSH que, por sua vez, leva ao aumento da captação de iodo, da organificação e da proliferação celular com bócio.

CU c3 d01 180x180 - RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

Quando a RM evidencia um adenoma da hipófise em doente com hipercortisolismo e ACTH suprimida, a probabilidade de tratar-se de uma doença de Cushing é de quase 100%.
Deve-se ter em conta que 10% da população entre os 20-50 anos tem adenomas (incidentalomas) da hipófise evidentes em RM.

medicamentos para controlar la diabetes 180x180 - Meglitinidas

Meglitinidas

Formam uma ligação ao receptor das sulfonilureias e restauram a primeira fase de secreção de insulina (rápida); possuem um início de acção rápido e semivida curta e devem ser administradas imediatamente antes das refeições em 3 tomas ao dia.

Comprimido no copo de 1362499732 34 180x180 - Radiologia (Sarcoidose)

Radiologia (Sarcoidose)

As alterações torácicas são divididas em estádios radiológicos:
– Estádio 0 – sem evidência de alterações radiológicas.
– Estádio I – linfadenopatias hilares e/ou mediastínicas.
– Estádio II – linfadenopatias e presença de alterações parenquimatosas.
– Estádio III: só alterações parenquimatosas.
– Estádio IV: evidência de fibrose e de lesões destrutivas. As adenopatias têm distribuição bilateral e contornos bem definidos. As alterações parenquimatosas são frequentemente bilaterais; têm predominância pelos andares superiores e médios, podendo apresentar-se como infiltrados alveolares, ou como opacidades nodulares ou micronodulares.

slide2 180x180 - Manifestações Extra-Articulares

Manifestações Extra-Articulares

Estas manifestações são importantes, não só para o estabelecimento do diagnóstico de espondilartrite seronegativa como para o diagnóstico diferencial dentro do grupo:
—> Envolvimento mucocutâneo – a pesquisa de aftas orais e/ou genitais, balanite/cervicite, psoríase (dando atenção aos locais mais frequentemente envolvidos como couro cabeludo, sulco interglúteo, leitos ungueais, superfícies de extensão de cotovelos e joelhos), deve ser efetuada de forma sistemática, quer no interrogatório, quer no exame objetivo, pois são manifestações que os doentes frequentemente omitem por as não valorizarem.
—> Envolvimento geniturinário – uretrite, cervicite.
—> Envolvimento ocular – pesquisa essencialmente de uveíte (habitualmente anterior, aguda, unilateral, recorrente, resolvendo-se geralmente em 2-3 meses) e conjuntivite, sendo em regra importante a observação oftalmológica. A tríade artrite-uretrite-uveíte constitui a síndrome de Reiter.
—> Envolvimento gastrintestinal – episódios de diarreia a anteceder o quadro clínico, caso das artrites reativas, ou antecedendo, sendo concomitantes ou aparecendo posteriormente às manifestações articulares como nas DII (doenças intestinais inflamatórias) (nestes casos acompanhando-se habitualmente por sangue, muco ou pus).
– Outras manifestações sistémicas podem ocorrer, salientando-se o envolvimento cardiovascular. A insuficiência da válvula aórtica e as anomalias de condução são as mais frequentemente observadas, embora raras.

trasplante renal 1024x768 180x180 - Transplante

Transplante

O transplante pulmonar uni ou bilateral é a última possibilidade terapêutica que se coloca nas doenças do interstício pulmonar. Deviam ser referenciadas para a lista de transplante as DDPP em estádio terminal com grave limitação funcional e esperança de vida inferior a 2 anos. Outros critérios que visam maximizar o sucesso do transplante são: idade inferior aos 65 anos, ausência de complicações da corticoterapia prolongada ou superior a 20 mg/dia, ausência de ventilação mecânica, ausência de hábitos tabágicos ou toxicodependência, perfil psicológico adequado, capacidade para entender e aceitar o processo, envolvimento major confinado ao pulmão e/ou parâmetros de doença sistémica que possam existir controlados, ausência de co-morbilidades graves.
A sobrevida pós-transplante nos centros de referência é de cerca de 70-80% no primeiro ano e de 50% aos 5 anos.

74dbb728d27d5b29200bd581f4e579b6 180x180 - Terapêutica (Pneumonia Intersticial Não Específica)

Terapêutica (Pneumonia Intersticial Não Específica)

O prognóstico é geralmente mais favorável do que na UIP, sobretudo nas formas com pouca expressão fibrótica. Geralmente melhora ou estabiliza com a terapêutica imunossupressora. A sobrevida é superior aos 70% aos 5 anos.

As Proteínas3 180x180 - Diminuição da ingestão proteica

Diminuição da ingestão proteica

Hoje não há dúvidas que o aumento do consumo proteico verificado nos países industrializados ocorreu em paralelo com o aumento da incidência de litíase nestes mesmos países. Todos os estudos epidemiológicos feitos à escala mundial são concordantes em realçar a importância dos fatores nutricionais, nomeadamente a ingestão de proteínas animais e de sódio, e o excesso calórico no aumento da prevalência das doenças ditas da civilização, tais como a hipertensão, o ateroma vascular, a litíase, a obesidade, etc. Dado que nem todos os indivíduos submetidos às mesmas condições apresentam a doença, temos que admitir que fatores genéticos, ou outros, existam de base e que, quando submetidos a estas sobrecargas, se manifestam.
A ingestão excessiva de proteínas provenientes de carne de animais como a vaca, o porco e o carneiro, carne de aves ou proteínas provenientes do peixe, aumenta a excreção do ácido úrico (degradação das purinas), faz descer o pH e o citrato urinário (devido à carga ácida excessiva) e aumenta a excreção do cálcio na urina por mecanismos ainda hoje não esclarecidos completamente. Dá-se no entanto muito valor à acidose, pois o cálcio existente no osso é rapidamente mobilizado para o sangue para tamponar o pH, corrigindo assim a acidose. Esta perda de cálcio pelo osso acaba por ser prejudicial em dois sentidos, um no que respeita à osteoporose e o outro é a hipercalciúria resultante. Estes fatores litógénicos tanto podem aumentar o risco da litíase úrica, como o da oxalo-fosfocálcica. A descida do pH e o aumento do ácido úrico facilitarão primeiro o excesso de cálcio, oxalato e ácido úrico e, por último, a diminuição do citrato na urina. A restrição proteica é, portanto, fundamental se quisermos diminuir os fatores litogénicos em excesso na urina. Aconselhamos os doentes a fazer uma redução importante na ingestão diária de proteínas animais, diminuindo as quantidades de forma a não ultrapassar os 70 g/dia, o ideal, até um máximo de 120 g/dia. O doente tem a hipótese de diminuir as doses e dividi-las pelas duas refeições ou fazer uma refeição diária sem carne nem peixe. Quando se limita a ingestão proteica aos 70 g/dia de proteínas ou, tendo em conta o peso corporal, limitar as proteínas a um máximo de 1,7 g/kg peso/dia, não se deve esquecer que, quando se fala de proteínas animais, igualmente se devem limitar as proteínas vegetais e, de uma forma geral, moderar o consumo de todos os alimentos. O consumo elevado de proteínas é, muito provavelmente, o maior responsável pela hiperuricosúria encontrada nos países industrializados e pela descida do pH urinário. As dietas ricas em purinas não se devem obrigatoriamente correlacionar com elevados consumos alimentares. Cereais completos como o milho e o trigo, que fazem parte predominante das dietas de certos povos (índia, por exemplo), têm um conteúdo elevado de purinas. A hiperuricosúria por elas desencadeada tem sido apontada como a principal causa da alta prevalência de cálculos vesicais de urato e ácido de amónio em doentes vivendo nestes países. A restrição proteica será, portanto, recomendável em todos os formadores de cálculos de oxalato de cálcio e de ácido úrico. Nos formadores de cálculos de cistina, sempre se recomendou uma dieta pobre em metionina por se saber que este aminoácido é fundamental para a produção de cistina. Contudo, torna-se impossível conseguir uma dieta rígida sem metionina, porque ela arrastaria a suspensão de toda a carne de vaca, borrego, porco e aves, assim como peixe, ovos, caseína, trigo, amendoins, soja, etc. Isto é impraticável e outras medidas são necessárias como a grande ingestão de líquidos e alcalinização da urina nos casos de cistinúria.

2fd080f893bd83c8eedc3934cb0432a5 3 180x180 - Inibidores da coagulação

Inibidores da coagulação

Os inibidores adquiridos podem surgir sem causa aparente ou associados a doenças linfoproliferativas ou outras (excluem-se aqui os induzidos por tratamento com factor VIII por exemplo).