25497 hi impetigo face 0 180x180 - Tratamento (Dermatoses Infecciosas Bacterianas)

Tratamento (Dermatoses Infecciosas Bacterianas)

No tratamento do impétigo (em especial nas crianças) é fundamental o despiste de dermatoses pruriginosas prévias, como a escabiose ou as pediculoses. Nestes casos é fundamental tratar simultaneamente estas, pois, caso contrário, o impétigo recidivará.
Nas infecções localizadas, em especial no impétigo contagioso, o tratamento deverá ser essencialmente tópico. São importantes as medidas higiénicas locais, que incluem a remoção progressiva das crostas e a desinfecção das lesões com solutos antissépticos com clorexidina ou povidona iodada.
Na antibioterapia tópica podem utilizar-se diversos fármacos, que devem ser aplicados 2xdia, durante 7-10 dias: creme ou pomada de ácido fusídico, pomada de bacitracina ou, mais recentemente, pomada de retapamulina. A mupirocina tópica, muito utilizada noutros países, não está disponível, comercialmente, em Portugal a não ser em pomada para aplicação nasal. Quanto aos tópicos contendo gentamicina ou eritromicina são, em regra, menos utilizados, mas poderão ser úteis nalguns casos pontuais. Devem ser evitados os tópicos contendo neomicina, pelo perigo de desencadearem alergia de contacto.
A antibioterapia sistémica justifica-se nos casos em que a infecção é extensa ou está em fase de rápida disseminação.
Os antibióticos mais frequentemente utilizados no impétigo estreptocócico são: a eritromicina (30-50 mg/kg/dia durante 10 dias nas crianças; 2-3 g/dia durante 7-10 dias nos adultos), ou a claritromicina (15 mg/kg/dia, durante 10 dias nas crianças; 0,5-1 g/dia, durante 7-10 dias, nos adultos). No impétigo bolhoso aconselha-se a associação amoxicilina + ácido clavulânico (50 mg/kg/dia, durante 10 dias nas crianças; 2 g/dia, durante 7-10 dias nos adultos), ou a flucloxacilina (20-50 mg/kg/dia, durante 10 dias nas crianças; 1,5-2 g/dia nos adultos, durante 7-10 dias).

medula ossea research 180x180 - Transplantação

Transplantação

A transplantação de medula óssea foi introduzida como modalidade terapêutica nas leucemias agudas e aplasias medulares nos anos 60; actualmente, o seu âmbito de aplicação expandiu-se a outras patologias e deverá ser conhecida como transplantação de células progenitoras hematopoiéticas; na realidade, trata-se da infusão por via e.v. de células com potencial progenitor da hematopoiese normal, qualquer que seja a sua origem (sangue periférico, medula, cordão umbilical).
A decisão de propor um transplante de progenitores hematopoiéticos deve ser tomada em centros especializados. Os dadores são classicamente os irmãos compatíveis no sistema HL A (human leukocyte antigen), mas actualmente um número crescente de transplantes alogénicos faz-se recorrendo a dadores não relacionados registados em “bancos de medula”; com o número actual de dadores voluntários registados a nível mundial é possível encontrar um dador para a maior parte dos doentes.

transplante cardc3adaco 2 180x180 - Doença Valvular (Avaliação Pré-Operatória)

Doença Valvular (Avaliação Pré-Operatória)

A insuficiência valvular é em geral passível de ser tolerada com terapêutica médica, as estenoses mitral e principalmente a aórtica cerrada associam-se com frequência a choque cardiogénico e EM, devendo ser consultada a cardiologia para a necessidade de correcção do defeito valvular pré-operatório.

intesti1 1 180x180 - Doença de Crohn do intestino delgado

Doença de Crohn do intestino delgado

Na DC ligeira a moderada, a messalazina é o fármaco habitualmente utilizado, excepto no ileo distal onde o budesonido tem eficácia superior. Na DC moderada a grave, a abordagem é semelhante à referida no parágrafo anterior. A cirurgia, no caso de afecção do ileo terminal, que atinja um curto segmento intestinal, deve ser considerada mais precocemente como alternativa terapêutica, em comparação com outras localizações da doença.

Tratamento da hipertensão arterial 1361863427 74 180x180 - Diagnóstico, Estratificação de Risco, Classificação e Correta Técnica de Medição da Tensão Arterial

Diagnóstico, Estratificação de Risco, Classificação e Correta Técnica de Medição da Tensão Arterial

O diagnóstico da HTA baseia-se, para além da história clínica (que deve incluir os dados da tensão arterial prévia, sintomatologia sugestiva, estilos de vida, patologias pregressas e história familiar de doença CV (cardiovascular)) e do exame físico (incluindo uma correta medição da tensão arterial), num conjunto de exames auxiliares laboratoriais e de imagem.
Estes exames destinam-se, acima de tudo, a estratificar o risco basal do doente individual e a detetar lesões de órgão alvo (subclínicas ou não), devendo ser requisitados tendo em conta as características do doente individual e das complicações que apresente na altura da consulta.
Dividem-se em dois grupos:
– Testes laboratoriais – glicemia, colesterol total, HDL, LDL e triglicéridos, ionograma, creatinina, hemograma e proteinúria.
-Testes complementares – electrocardiograma, ecocardiograma, ultra-sonografia carotídea, medição ambulatória das 24 horas e teste à intolerância da glicemia.

loe feliz 180x180 - Cavidade Oral (Complicações da RT)

Cavidade Oral (Complicações da RT)

Os dentes, se existentes, estão mais sujeitos a desenvolver cáries, pela redução do fluxo salivar e consequente diminuição no aporte local de flúor. Se a isto juntarmos uma mucosa oral em lenta mas constante atrofia, pela alteração no tecido vascular-conjuntivo, que progressivamente vai deixando expostas zonas dos dentes não recobertas de esmalte e, consequentemente, mais sensíveis, rapidamente se torna evidente que este é um dos pontos de maior morbilidade, nesta localização.
O tecido ósseo não manifesta com frequência alterações devidas às radiações. As células que nele existem, osteoclastos e osteoblastos, mantêm uma actividade vegetativa inalterada e, mercê de um tempo de duplicação excepcionalmente lento, raramente demonstram de uma forma evidente as lesões radicas. Ocorre no entanto um processo, lento mas constante, de rarefacção óssea.
Uma das complicações mais temidas ocorre no caso de uma infecção nas gengivas progredir para o osso ou a degradação de uma peça dentária impor a sua extracção, a osteonecrose. Aquelas situações criam a necessidade de replicação de osteoblastos, para reconstruir o osso destruído, evidenciando-se, então, a lesão no genoma e a insuficiência do tecido para a sua própria conservação. O resultado é a formação de sequestros ósseos cuja sintomatologia álgica requer, por vezes, a remoção cirúrgica.
Mais uma vez, as medidas preventivas são essenciais. Uma boa higiene oral e aplicação local de flúor assumem um papel fundamental. O risco de osteonecrose é reduzido se antes do início da RT se proceder à extracção de peças dentárias em mau estado ou ao tratamento conservador se for possível, e a um acompanhamento pós-terapêutico, de modo a corrigir rapidamente qualquer alteração local, cárie ou infecção periodontal. No caso de serem necessárias extracções, devem ser usadas técnicas atraumáticas. A osteoradionecrose é mais frequente na mandíbula que no maxilar superior, mas no geral e uma ocorrência pouco frequente, atingindo 2 a 5% dos doentes, não ocorrendo de todo em desdentados totais.

APEF 20081011052133 varizes do esofago 180x180 - Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

– Corpo e fundo, padrão em mosaico ou “pele de cobra” (não específico) e manchas vermelhas (mais grave), mais em doentes com DHC avançada, com varizes esofágicas e que já tenham feito LE/esclerose; 3% dos casos apresentam-se com HDA aguda, 15% com sangramento crónico.
– Octoreótido (ou terlipressina) na HDA aguda; bloqueantes e ferro na hemorragia crónica; em casos graves, se transplante não possível, considerar TIPS ou shunt porto-cava cirúrgico.

13042012drogas remedios007 180x180 - Ergotamina

Ergotamina

— A ergotamina e seus derivados constituíam, no passado, os fármacos mais específicos para tratar a enxaqueca. Porém, existem poucos estudos sobre a sua eficácia. Em estudos comparativos, verificou-se que possuem uma eficácia semelhante à dos AINEs mas inferior à dos triptanos, relativamente aos quais têm apenas a vantagem de possuírem um maior tempo médio de vida, com menor recorrência das crises.
O tartarato de ergotamina pode ser administrado por via oral (comprimidos de 0,75 ou 1 mg) ou rectal (supositórios de 2 mg). Tem vários efeitos adversos que limitam o seu uso (náuseas, vómitos, diarreia, mal-estar geral, dores abdominais, cãibras musculares, vasoconstrição periférica). Está contraindicado na gravidez (pode induzir o aborto) e quando existe doença vascular cardíaca ou periférica ou fenómeno de Raynaud. A ergotamina não se deve associar aos triptanos na crise, devendo ser respeitado um intervalo de pelo menos 24 horas, entre a toma de ergotamina e os triptanos (ou de 6 horas entre os triptanos e a ergotamina) devido à eventual potenciação de efeitos secundários, com risco de vasoconstrição prolongada.

acinos 180x180 - Prognóstico e Evolução (Pancreatite Aguda)

Prognóstico e Evolução (Pancreatite Aguda)

A maioria das pancreatites agudas (80-85%) cursam de forma benigna, no entanto as restantes (20-25%) apresentam complicações locais e/ou sistémicas com elevada morbilidade e mortalidade. Por esse motivo é importante poder de forma precoce avaliar a gravidade da doença. Em 1974, Ranson e posteriormente Glasgow apresentaram critérios para avaliar a gravidade da pancreatite aguda (11 e 8 critérios respectivamente) que têm como maior limitação necessitarem de 48 horas desde a admissão do doente para serem calculados e não permitirem avaliações posteriores. Nesse sentido, o sistema APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation) que foi desenvolvido para identificar e monitorizar doentes graves, tem como vantagem poder fazer a avaliação da gravidade da pancreatite não só na admissão, como depois diariamente, mas a sua complexidade constitui a maior desvantagem, razão pela qual não é geralmente utilizado.
Em Atlanta estabeleceram-se os critérios clínicos de pancreatite aguda grave, tendo em conta o processo inflamatório agudo pancreático, peripancreático e de órgãos à distância.
Foram igualmente propostos parâmetros únicos para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, tanto clínicos (idade superior a 70 anos, índice de massa corporal (IMC) >30 kg/m2, derrame pleural) como laboratoriais (hematócrito inicial >44%, péptido activador do tripsinogénio na urina 24 horas >35 nmol/L, PCR às 48 horas >15 mg/dl).