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Prognóstico e Evolução (Pancreatite Aguda)

A maioria das pancreatites agudas (80-85%) cursam de forma benigna, no entanto as restantes (20-25%) apresentam complicações locais e/ou sistémicas com elevada morbilidade e mortalidade. Por esse motivo é importante poder de forma precoce avaliar a gravidade da doença. Em 1974, Ranson e posteriormente Glasgow apresentaram critérios para avaliar a gravidade da pancreatite aguda (11 e 8 critérios respectivamente) que têm como maior limitação necessitarem de 48 horas desde a admissão do doente para serem calculados e não permitirem avaliações posteriores. Nesse sentido, o sistema APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation) que foi desenvolvido para identificar e monitorizar doentes graves, tem como vantagem poder fazer a avaliação da gravidade da pancreatite não só na admissão, como depois diariamente, mas a sua complexidade constitui a maior desvantagem, razão pela qual não é geralmente utilizado.
Em Atlanta estabeleceram-se os critérios clínicos de pancreatite aguda grave, tendo em conta o processo inflamatório agudo pancreático, peripancreático e de órgãos à distância.
Foram igualmente propostos parâmetros únicos para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, tanto clínicos (idade superior a 70 anos, índice de massa corporal (IMC) >30 kg/m2, derrame pleural) como laboratoriais (hematócrito inicial >44%, péptido activador do tripsinogénio na urina 24 horas >35 nmol/L, PCR às 48 horas >15 mg/dl).

icone rounded 180x180 - Triagem Prognóstica e Referência a Neurocirurgia

Triagem Prognóstica e Referência a Neurocirurgia

Mais de 80% dos TCE que solicitam atenção médica (a maioria no contexto de um serviço de urgência) são traumatismos ligeiros. A observação e encaminhamento destes doentes pode e deve ser efetuada ao nível das estruturas dos cuidados primários de saúde. Só os casos selecionados de doentes que careçam de observação especializada ou da realização de exames complementares mais sofisticados (por exemplo, TC cranioencefálica) devem ser enviados ao hospital de referência. A observação neurocirúrgica destes doentes deverá constituir a exceção e não a regra.
Os TCE sem PC e com exame neurológico normal têm alta após observação, devidamente alertados para o eventual aparecimento de sinais de agravamento neurológico que determinem o regresso ao médico ou ao serviço de urgência, e que devem constar de um folheto informativo a fornecer aos doentes no momento da alta: cefaleias de intensidade e frequência progressivas apesar da medicação instituída, manutenção ou agravamento do estado nauseoso, vómitos, alteração do estado de consciência, ou qualquer situação que configure um novo défice neurológico (por exemplo, alteração da linguagem ou da força dos membros).
Exceções a esta conduta devem ser salvaguardadas na presença de fatores de risco associados a maior incidência de lesão intracraniana, que incluem doentes idosos (mais de 65 anos), crianças pequenas (menos de 2 anos), amnésia pós-traumática mantida, doentes sob ação de substâncias depressoras do sistema nervoso (fármacos, drogas ou álcool) e doentes que vivam sós ou em local isolado e distante de um centro onde possam recorrer de forma expedita para observação médica.
Nestes casos deve-se optar por um período de vigilância clínica de 24 horas ou, caso esteja disponível, pela realização de TC cranioencefálica que obvia esse período de internamento na ausência de alterações.
Doentes com estados que interfiram com a coagulação (antiagregação, anticoagulação oral, discrasias hemorrágicas) têm indicação formal para realizar TC cranioencefálica.
Todos os TCE ligeiros que tenham de facto sofrido uma perda de conhecimento ou que apresentem GCS 13 ou 14 devem efetuar TC cranioencefálica à entrada. Poderão ter alta se a TC cranioencefálica for normal com as mesmas recomendações.
No primeiro mês após o traumatismo, estes doentes ocasionalmente referem queixas persistentes de cefaleia moderada, dificuldade na memória ou concentração, que se enquadram numa síndrome pós-concussional e resolvem espontaneamente sem implicações na conduta a seguir.
Se o traumatismo tiver ocorrido no contexto de uma atividade desportiva, esta está contra-indicada pelo período mínimo de 1 semana.
No grupo dos TCE ligeiros ou moderados, importa realçar os doentes com etilismo agudo, cujo comportamento ou depressão do estado de consciência devem ser valorizados e não atribuídos de forma displicente ao seu estado de embriaguez.

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Cuidados Paliativos (CP) e Tratamento da Dor

A medicina paliativa, no seu esforço académico actual, tem duas prioridades bem definidas. A primeira é a que diz respeito à expansão do conhecimento no controlo sintomático (tal como a abordagem da dor refractária intratável e outros sintomas relacionados com o cancro), a segunda diz respeito à transferência do conhecimento e à investigação em inovação da educação (nomeadamente no que tem a ver com a formação para a percepção do sofrimento e da morte, etapa essencial para o desenvolvimento do conceito de vida com dignidade).
Os cuidados paliativos, segundo a OMS (2002), começariam quando a cura já não é possível e definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias.
São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.
Numa perspectiva mais recente pretende-se uma integração desde o início do diagnóstico da doença oncológica, num sentido cooperativo muito mais precoce. As perspectivas de mudança das necessidades dos doentes em diferentes fases da sua trajectória da doença obrigam a inter-relacionar conceitos de “terapêutica de suporte”, “cuidados paliativos” e “cuidados em fim de vida”.
As infra-estruturas organizacionais da prática de excelência destes cuidados requerem cooperação e coordenação com médicos de outras áreas (incluindo radioterapia, cirurgia, fisiatras, psico-oncólogos, anestesistas de unidade de dor e medicina paliativa bem como profissionais de enfermagem, assistência social, psicologia, terapeutas ocupacionais, agentes da pastoral, e outros.

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Lúpus Eritematoso Sistémico

O LES (lúpus eritematoso sistémico) é uma doença reumática auto-imune caracterizada pela produção de auto-anticorpos não específicos de órgão dirigidos contra antigénios nucleares, citoplasmáticos e da superfície celular. Afeta preferencialmente mulheres jovens (mais de 90% dos doentes são do sexo feminino e com uma idade média de 35 anos à data do diagnóstico), mas o predomínio do sexo feminino ainda é mais notório quando a doença se inicia entre os 16 e os 49 anos, isto é, durante o período fértil.
Trata-se de uma doença rara, estimando-se a sua prevalência em 10-50 casos por 100000 habitantes. A etiologia do LES permanece desconhecida, mas a suscetibilidade genética, fatores hormonais e ambientais contribuem de forma significativa para o desencadear desta doença. Caracteristicamente existe uma desregulação do sistema imunitário, com produção excessiva de auto-anticorpos, formação de imunocomplexos e lesão dos tecidos por mecanismos imunomediados.

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Tipos (Acessos Vasculares)

– Cateteres simples ou duplos, com uma ou duas câmaras.
– Cateteres com válvula terminal e sem válvula (estes permitem colheita de sangue).
– De inserção em veia periférica ou em veia central (habitualmente subclávia).


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Paracenteses Evacuadoras de Grande Volume Sob Expansão da Volemia

A terapêutica diurética convencional apresenta limitações pela heterogeneidade de resposta, com variações individuais amplas e eficácia imprevisível no próprio doente, e pela frequência de efeitos adversos que prejudicam a resposta excretora renal consistente, pelas intermitências da posologia.
Na década de 1980-90 foi amplamente experimentada a alternativa de tratamento com paracenteses evacuadoras de grande volume, associadas a reposição da volemia com infusão de albumina, ou expansor de volemia sintético, para manter a pressão oncótica elevada e permitir a retirada superior a 4 L de líquido ascítico, sem repercussão hemodinâmica.
As indicações para esta opção são a ascite refractária e a ascite sob tensão. Incluem a ascite resistente à terapêutica, em que não se observa a resposta aos diuréticos, com perda de peso inferior a 1 kg na primeira semana e inferior a 2 kg nas semanas subsequentes, a ascite refractária por limitação da terapêutica devido aos efeitos adversos frequentes, impedindo a optimização da posologia, e a ascite de grau 3, em que se prevê um período de internamento prolongado, com risco de infecção hospitalar e com desconforto arrastado para o doente.
Desde 1985 foi investigada a repercussão hemodinâmica da paracentese evacuadora de grande volume, associada a expansão da volemia com infusão de albumina. A paracentese terapêutica, de volume superior a 4 L, sem reposição, precipita uma sequência de alterações hemodinâmicas significativas, designada por PPCD (disfunção circulatória pós-paracentese), que se comprova pelo acréscimo de >50% no valor da renina plasmática (PRA) 1 semana após o procedimento.
A redução rápida da pressão intra-abdominal após a paracentese provoca uma redução similar da pressão intratorácica, com aumento do retorno venoso e do débito cardíaco e diminuição da resistência periférica. O aumento da compliance arterial periférica determina a redução da pressão arterial e da volemia eficaz, o que activa os mecanismos homeostáticos de compensação, com elevação da renina, aldosterona e noradrenalina séricas. Este desequilíbrio circulatório é persistente, irreversível e associa-se a menor probabilidade de sobrevida, por aumento da incidência de complicações decorrentes, como a insuficiência renal aguda pré-renal, a síndrome hepatorrenal, a encefalopatia porto-sistémica e a hiponatremia de diluição.
A incidência de PPCD depende do volume de líquido ascítico removido (16% com <5 L; 31% com 5-9 L; 56% com >9 L) e do tipo de expansor plasmático usado (60-70% sem expansão; 30-40% com expansores de volume sintéticos; 18% com albumina).
As guidelines do IAC recomendam que a albumina deve ser usada preferencialmente, por ser o produto com maior eficácia para prevenir a PPCD, mas sobretudo com drenagem superior a 5 L; deve ser prescrita na proporção de 8 g por cada litro de líquido removido.

coçar os olhos 180x180 - O que não fazer (Emergências em Oftalmologia)

O que não fazer (Emergências em Oftalmologia)

– Não pressionar ou permitir que o doente esfregue os olhos.
– Não remover lentes de contacto excepto em caso de ocorrência de rápido edema ou se não for possível obter rapidamente auxílio médico.
– Não tentar remover um corpo estranho localizado na córnea ou que pareça estar inserido noutra estrutura ocular – procure auxílio médico.
– Não utilize algodão seco ou instrumentos afiados.
– Não tente remover um objecto parcialmente inserido.
– Não deixe uma queimadura infectar. Evite respirar ou tossir sobre a área queimada.

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Hepatite Crónica B

A terapêutica da hepatite crónica B tem vindo a modificar-se significativamente na última década, pela introdução sucessiva de novos fármacos, com elevada eficácia antiviral e um excelente perfil de tolerância a longo prazo, o que alterou a abordagem da doença e permitiu alargar as indicações e gerar expectativas mais ambiciosas para os objectivos do tratamento.
As guidelines evoluíram significativamente desde há duas décadas, em que a abordagem terapêutica se limitava a indicações restritivas para a utilização do interferão convencional em casos muito seleccionados, já que os ganhos, em termos de conversão serológica e remissão da doença, eram frequentemente incompletos e transitórios.
A história natural da doença na hepatite crónica B inclui fases de exacerbação e de remissão da actividade inflamatória, com repercussão variável, fortuita e imprevisível na progressão para a cirrose hepática e risco de carcinoma hepatocelular.
Foram identificadas etapas na evolução da infecção crónica pelo VHB, podendo ocorrer evolução linear, de sucessão entre elas, ou mudanças súbitas, de regressão ou de avanço, tornando indispensável considerar as orientações para tratamento em cada fase.

Adenoid cystic carcinoma cytology 180x180 - Carcinoma Tiroideu

Carcinoma Tiroideu

O carcinoma tiroideu tem uma incidência de 1,3-2,6 em homens e 2-3,8 em mulheres por 100000 habitantes, sendo 2-4 vezes mais frequente no sexo feminino e entre os 45-50 anos.
Em áreas sem défice de iodo, mais de 85% destes carcinomas são tumores bem diferenciados, sendo os tumores papilares os mais comuns (60-80%). Pelo contrário, os carcinomas foliculares e indiferenciados são mais comuns em áreas com défice de iodo.
—> Carcinoma papilar da tiroideia.
Trata-se de um tumor de origem epitelial com diferenciação folicular e com aspectos nucleares característicos e que apontam para o diagnóstico:
• Núcleos maiores do que os das outras células foliculares.
• Pálido e transparente ao centro, com cromatina hipodensa.
• Com limites irregulares que podem assemelhar-se a “grãos de café”.
Macroscopicamente aparece como um tumor firme, não capsulado ou parcialmente capsulado, podendo apresentar áreas necróticas e quísticas. É frequentemente multifocal num lobo e pode ser bilateral em 30-80% dos casos.
Frequentemente o carcinoma papilar invade os vasos linfáticos precocemente, podendo haver adenopatias no momento do diagnóstico em 30 a 50% dos doentes.
No entanto, as metástases a distância são raras.
Tem um prognóstico excelente com uma sobrevida aos 20 anos de 95%.
– Carcinoma folicular da tiroideia.
Ao contrário do carcinoma papilar, o carcinoma folicular apresenta-se normalmente como um nódulo único, mais ou menos capsulado. As adenopatias são extremamente incomuns na altura do diagnóstico, no entanto, pode ocorrer metástases a distância em 50-20% dos doentes.
O diagnóstico é baseado na demonstração inequívoca de invasão vascular e da cápsula e, portanto, é impossível fazer o diagnóstico apenas através da citologia.
De acordo com o grau de invasibilidade, o tumor é classificado em carcinoma folicular de invasão mínima (capsulado) ou de invasão extensa.
Outro importante factor de prognóstico é o grau de diferenciação, estes carcinomas variam desde tumores bem diferenciados com folículos formados contendo colóide, até tumores pouco diferenciados com um padrão de crescimento celular sólido e com pior prognóstico.

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Terapêutica – Fibrinolíticos

– Fibrinolíticos – a administração intrapleural de estreptoquinase ou uroquinase no derrame septado não é consensual, embora alguns estudos evidenciem a possibilidade desta terapêutica diminuir a necessidade de tratamento cirúrgico.