Transplante Renal 16 1 180x180 - Complicações da transplantação renal

Complicações da transplantação renal

O doente transplantado é acompanhado durante toda a vida pela sua unidade de transplantação, dispondo esta, em geral, de protocolos estritos para abordar as principais complicações destes doentes, como a infeção num doente imunossuprimido, ou a perda de função renal expressa pela elevação da creatinina no soro.
O clínico que receber um doente transplantado no seu serviço de urgência deverá sempre contactar a unidade de transplantação do doente e abordar a complicação aguda intercorrente em colaboração e sob orientação da equipa da unidade.

sangue 180x180 - Diagnóstico ( Púrpura Trombopénica Trombótica)

Diagnóstico ( Púrpura Trombopénica Trombótica)

—> É essencialmente clínico e baseado na observação do sangue periférico; testes para ADAMTS13 não são da prática clínica corrente.
—> O conjunto de manifestações hematológicas, a par de alterações neurológicas e da função renal, e ocasionalmente febre, deve evocar o diagnóstico.

829510 180x180 - Parâmetros de prescrição de uma sessão de hemodiálise

Parâmetros de prescrição de uma sessão de hemodiálise

– Número de horas e modelo do dialisador (área e membrana).
– Número de sessões /semana – geralmente são prescritas três sessões semanais. No entanto, em casos de doentes com ganhos de peso excessivos entre as diálises e em doentes com função cardíaca comprometida, que poderão não tolerar a sobrecarga de volume naquele intervalo, pode ser aconselhável prescrever quatro sessões ou mesmo mais.
– Dialisante – o dialisante tem uma composição electrolítica semelhante à do plasma, mas pode ser modificada se necessário. A concentração de potássio é geralmente de 2 mEq/L para permitir corrigir a hipercaliemia com que os doentes chegam a diálise.
– Peso seco – o chamado “peso seco” é um valor abstrato, acertado por tentativa e erro, correspondendo ao peso mínimo no final da diálise, bem tolerado, sem hipotensão-cãibras, ou sinais de hipoperfusão regional, isto é, o peso que o doente deve atinge ao terminar a sessão de diálise, após ultrafiltração do que se pensou ser o seu excesso de volume acumulado em balanço hídrico positivo no intervalo entre diálises.
O objetivo é obter a volemia ideal; atenção que esta pode estar baixa ainda que o doente tenha edemas (disproteinemias, aumento da permeabilidade capilar…) ou hipertensão, ou elevada no doente com hipotensão.
Ao pretender mudar a prescrição do peso seco, devemos fazê-lo variar 500 a 1000 g de cada vez e verificar o resultado clínico.
No doente com tensões arteriais lábeis, com dificuldade em atingir o que pensamos ser o seu peso seco, prolongar o tempo de diálise ou fazer uma diálise extra nessa semana. Uma ultrafiltração exercida de forma mais suave ajuda a baixar mais o peso com melhor tolerância.
– Anticoagulação – a anticoagulação destina-se a prevenir a coagulação do sangue no circuito extracorporal. Utiliza-se habitualmente a heparina, que geralmente é administrada por infusão contínua (cerca de 10U/kg/hora) após a administração inicial de uma dose de “carga” (40 a 50U/kg). Nos doentes com risco hemorrágico aumentado, podemos reduzir a dose de anticoagulação recorrendo a lavagens periódicas do circuito com bolus de 150cc de soro, associado a um aumento do débito de sangue no circuito, ou em casos mais delicados, recorrer a outros anticoagulantes como o citrato ou a hirudina de recombinação genética.
– Velocidade da bomba de sangue – o débito sanguíneo é regulado pela velocidade da bomba de sangue e está limitado pela qualidade do acesso vascular. Quanto maior for esse débito, mais eficaz é a diálise e menor a probabilidade de coagulação do sistema extracorporal. Habitualmente prescrevem-se débitos entre 300 e 450 ml/min.

vermelho 180x180 - Olho Vermelho

Olho Vermelho

Forma mais comum e inespecífica de apresentação das mais variadas perturbações oculares, desde as mais banais às potencialmente devastadoras. Como regra, é importante considerar o olho vermelho como sinal de doença ocular importante, sobretudo se acompanhado de dor ou diminuição da acuidade visual.

iStock 000003834834Large cmyk 180x180 - Fisiopatologia e Clínica (Insuficiência Valvular Aórtica)

Fisiopatologia e Clínica (Insuficiência Valvular Aórtica)

A IA provoca no coração uma condição mista de sobrecarga de volume e de pressão, que conduz lentamente a um remodeling ventricular com dilatação e hipertrofia excêntrica numa fase inicial dita “compensada” (fração de ejeção normal) e posteriormente “Patológica” (disfunção ventricular).
Pacientes com IA significativa podem permanecer “assintomáticos” ou com sintomas inespecíficos durante longos períodos, tolerando exercícios moderados sem dificuldade (mas não esforços mais intensos), sendo necessário por vezes efetuar, para além da avaliação clínica e dos exames de rotina (ECG, raio X do tórax, eco-Doppler), também prova de esforço ou mesmo ARN (angiografia de radionuclídeos) e RM, a fim de se classificar o seu “estádio”.
Uma vez estabelecida a cronicidade e a estabilidade do processo, a frequência da avaliação clínica e da repetição dos exames não invasivos depende da gravidade da regurgitacão, do grau de dilatação, da FVE (função do ventrículo esquerdo) e das alterações progressivas nas suas dimensões e na função.
Assim, doentes assintomáticos com IA ligeira ou moderada, com VE não ou pouco dilatado e normal FVE, devem ter exame clínico anual e ecocardiográfico de 1 ou 2/2 anos. Os pacientes assintomáticos com IA grave, normal FVE e dilatação significativa do VE (dimensão telediastólica >60 mm) requerem uma avaliação clínica trimestral ou semestral e ecocardiográfica semestral ou anual, dependendo da estabilidade dos sintomas e das avaliações não invasivas.

tiroide 180x180 - Tiroideia

Tiroideia

A tiroideia é um órgão com cerca de 15-20 g nos adultos e 2×2,5×4 cm de diâmetro.
O iodo inorgânico é rápida e eficazmente absorvido pelo tubo digestivo, que por sua vez é absorvido pelas células tiroideias através da bomba Na+/I ATPase sob estimulação da TSH.
A oxidação do iodo inorgânico é feita pela enzima peroxidase da tiroideia, que utiliza peróxido de O2 e NADPH oxidases como doadores de O2, posteriormente este iodo é incorporado aos resíduos de tirosina da tireoglobulina (Tg) que é secretada pelas células foliculares para o interior do folículo, formando monoiodotirosina e diiodotirosina (organificação).
Finalmente forma-se triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que são as formas activas e que são libertadas para a circulação após a proteólise da Tg por parte das células foliculares sob estimulação da TSH.
O principal modulador do estado funcional e morfológico da glândula tiroideia é a TSH.
A secreção de TSH é estimulada pela TRH e inibida pelas hormonas tiroideias.
Assim, o défice de iodo pode levar à diminuição da síntese T4 e consequentemente ao aumento da TSH que, por sua vez, leva ao aumento da captação de iodo, da organificação e da proliferação celular com bócio.

CU c3 d01 180x180 - RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

Quando a RM evidencia um adenoma da hipófise em doente com hipercortisolismo e ACTH suprimida, a probabilidade de tratar-se de uma doença de Cushing é de quase 100%.
Deve-se ter em conta que 10% da população entre os 20-50 anos tem adenomas (incidentalomas) da hipófise evidentes em RM.

medicamentos para controlar la diabetes 180x180 - Meglitinidas

Meglitinidas

Formam uma ligação ao receptor das sulfonilureias e restauram a primeira fase de secreção de insulina (rápida); possuem um início de acção rápido e semivida curta e devem ser administradas imediatamente antes das refeições em 3 tomas ao dia.

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Radiologia (Sarcoidose)

As alterações torácicas são divididas em estádios radiológicos:
– Estádio 0 – sem evidência de alterações radiológicas.
– Estádio I – linfadenopatias hilares e/ou mediastínicas.
– Estádio II – linfadenopatias e presença de alterações parenquimatosas.
– Estádio III: só alterações parenquimatosas.
– Estádio IV: evidência de fibrose e de lesões destrutivas. As adenopatias têm distribuição bilateral e contornos bem definidos. As alterações parenquimatosas são frequentemente bilaterais; têm predominância pelos andares superiores e médios, podendo apresentar-se como infiltrados alveolares, ou como opacidades nodulares ou micronodulares.

slide2 180x180 - Manifestações Extra-Articulares

Manifestações Extra-Articulares

Estas manifestações são importantes, não só para o estabelecimento do diagnóstico de espondilartrite seronegativa como para o diagnóstico diferencial dentro do grupo:
—> Envolvimento mucocutâneo – a pesquisa de aftas orais e/ou genitais, balanite/cervicite, psoríase (dando atenção aos locais mais frequentemente envolvidos como couro cabeludo, sulco interglúteo, leitos ungueais, superfícies de extensão de cotovelos e joelhos), deve ser efetuada de forma sistemática, quer no interrogatório, quer no exame objetivo, pois são manifestações que os doentes frequentemente omitem por as não valorizarem.
—> Envolvimento geniturinário – uretrite, cervicite.
—> Envolvimento ocular – pesquisa essencialmente de uveíte (habitualmente anterior, aguda, unilateral, recorrente, resolvendo-se geralmente em 2-3 meses) e conjuntivite, sendo em regra importante a observação oftalmológica. A tríade artrite-uretrite-uveíte constitui a síndrome de Reiter.
—> Envolvimento gastrintestinal – episódios de diarreia a anteceder o quadro clínico, caso das artrites reativas, ou antecedendo, sendo concomitantes ou aparecendo posteriormente às manifestações articulares como nas DII (doenças intestinais inflamatórias) (nestes casos acompanhando-se habitualmente por sangue, muco ou pus).
– Outras manifestações sistémicas podem ocorrer, salientando-se o envolvimento cardiovascular. A insuficiência da válvula aórtica e as anomalias de condução são as mais frequentemente observadas, embora raras.