ted engenheiro cardiaco large 180x180 - Estenose Valvular Mitral

Estenose Valvular Mitral

Embora a EM (estenose mitral) possa ser congénita ou por acentuada calcificação do anel, a etiologia mais frequente continua a ser a cardite reumática.
Nos países desenvolvidos e em climas quentes, o período de latência entre a febre reumática e o aparecimento de sintomas varia entre 20 e 40 anos.
A área mitral normal varia entre 4 e 6 cm2, não produzindo sintomas, habitualmente até valores inferiores a 2,5 cm2.

macrocitosis 180x180 - Etiologia (Anemia Megaloblástica)

Etiologia (Anemia Megaloblástica)

– Deficiência de ácido fólico – por diminuição de ingestão (alcoolismo), mal-absorção, necessidades aumentadas (hemólise, gravidez), efeito de fármacos; pode instalar-se em semanas a meses.
– Deficiência de vitamina B12 – por diminuição de ingestão, consumo por parasitas ou infecção intestinal, insuficiência pancreática, gastrectomia, ileíte/ressecção intestinal, anemia perniciosa (a mais importante); geralmente demora anos na sua instalação.

coluna corpo vertebral hemangioma tumor e 180x180 - Diagnóstico (Compressão Medular)

Diagnóstico (Compressão Medular)

Os sintomas mais frequentes são:
– Dor sobre o corpo vertebral e/ou dor radicular.
– Uma dor surgida de novo deve justificar uma avaliação por imagem, para a excluir ou identificar precocemente o risco de compressão.
– A diminuição da força (mais tardia), a alteração da sensibilidade, alterações dos reflexos osteotendinosos ou dos esfíncteres (que podem evoluir rapidamente em dias ou, por vezes, em horas) deverão obrigar a uma avaliação imediata e tratamento de eventual compressão medular. Habitualmente o exame mais usado é a TC do segmento suspeito, mas a RM permite uma melhor definição bem como a identificação de eventuais outros níveis de compressão.

maxresdefault 13 180x180 - Entubação Orotraqueal

Entubação Orotraqueal

É a via de entubação traqueal preferencial em qualquer doente. É tecnicamente mais fácil permitindo a colocação de um tubo de maior calibre do que na entubação nasotraqueal. Deve haver algum cuidado na entubação de casos de epiglotite, instabilidade atlantoaxial, traumatismo maxilofacial severo e lesão da coluna cervical.

APEF 20081011052133 varizes do esofago 180x180 - Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

Gastropatia Hipertensiva Portal (GHP)

– Corpo e fundo, padrão em mosaico ou “pele de cobra” (não específico) e manchas vermelhas (mais grave), mais em doentes com DHC avançada, com varizes esofágicas e que já tenham feito LE/esclerose; 3% dos casos apresentam-se com HDA aguda, 15% com sangramento crónico.
– Octoreótido (ou terlipressina) na HDA aguda; bloqueantes e ferro na hemorragia crónica; em casos graves, se transplante não possível, considerar TIPS ou shunt porto-cava cirúrgico.

Acne 121 180x180 - Tratamentos Tópicos (Acne)

Tratamentos Tópicos (Acne)

Estão indicados nas formas ligeiras ou moderadas, como tratamento isolado ou associado, ou como adjuvante de tratamentos sistémicos.
—> Retinóides tópicos – normalizam a descamação do epitélio infundibular, facilitando a eliminação dos comedões (acção comedolítica), e têm alguma acção anti-inflamatoria.
Utilizam-se a tretinoína, a isotretinoína, o adapaleno e o tazaroteno (não disponível em Portugal). O adapaleno, que pode ser utilizado em creme ou gel (0,1%), tem acção comedolítica semelhante aos outros, mas é menos irritante e mais bem tolerado.
Devem ser aplicados lxdia, à noite, mas é conveniente nas primeiras semanas de tratamento aplicar apenas 2-3xsemana, para evitar situações de irritação aguda. O retinol e o retinaldeído têm acção comedolítica muito menos marcada, mas em compensação têm melhor tolerabilidade, pelo que se usam, muitas vezes, em fases de manutenção.
—> Antibióticos tópicos – actuam reduzindo a colonização bacteriana e a resposta inflamatória/imunitária. Estão indicados também nas formas inflamatórias ligeiras a moderadas; são, em regra, bem tolerados, mas podem induzir resistências bacterianas.
Os mais frequentemente utilizados são a clindamicina (1% em loção ou gel) e a eritromicina (2% em creme, 2 e 4% em solução, associada ou não a acetato de zinco).
—> Outros antimicrobianos – o PB (peróxido de benzoílo) (5-10% em gel, creme ou como loção de limpeza) tem acção microbiana e, embora limitada, alguma acção comedolítica. Tem como vantagem em relação aos antibióticos o facto de não induzir resistências bacterianas, mas necessita de ser utilizado com cuidado, pois tem alguma acção irritante, pontualmente sensibilizante, e pode ocasionar descoloração de cabelos e roupa.
– Outras associações e tópicos – a associação no mesmo tópico de dois antiacneicos tem vantagens posológicas, maior comodidade de aplicação e potencia o efeito de cada um dos produtos. Existem actualmente comercializadas associações de (0,1% + 2,5%), eritromicina + isotretinpína (2% + 0,5%).
O ácido azelaico, e os alfa e p-hidróxiácidos (ácidos glicólico e salicílico) têm eficácia limitada, mas podem ser utilizados como adjuvantes em fases de manutenção.
– Cosméticos – não devem ser considerados como agentes terapêuticos, mas apenas adjuvantes. Incluem-se produtos de lavagem, hidratantes, bálsamos labiais, emulsões com alguma acção comedolítica ou seborreguladora.

curso online futuro dos antibioticos 180x180 - Gestão da toxicidade medicamentosa

Gestão da toxicidade medicamentosa

Os fármacos antituberculosos, embora geralmente bem tolerados, podem originar reacções adversas capazes de influenciar a continuidade do tratamento. As mais frequentes relacionam-se com o potencial para hepatotoxicidade, o qual, embora se associe virtualmente com qualquer dos quatro fármacos de 1.ª linha (INH, RFP, PZA, EMB), é particularmente significativo para a INH e a RFP, sendo um dos principais motivos pelos quais não se recomenda o tratamento universal da TB latente. A monitorização periódica dos parâmetros laboratoriais é fundamental para reduzir os riscos de consequências graves associadas a reacções adversas hepáticas. Em caso de elevação das transaminases, a medicação deve ser suspensa até à sua normalização, reintroduzindo-se os fármacos de forma gradual, com início pela INH e, se bem tolerada, reintroduzindo-se a RFP. A comprovação de intolerância a qualquer dos fármacos obriga à utilização de esquemas alternativos recorrendo a fármacos de 2.ª linha, com o necessário ajuste da duração da terapêutica.
A PZA pode originar elevações, normalmente assintomáticas, da uricemia. O prolongamento do tratamento com EMB por mais de 2 meses pode associar-se a neurite óptica retrobulbar com perda da visão. Esta complicação, embora não seja frequente, é irreversível na maioria dos casos, pelo que, nos casos em que se torne necessário mantê-la por mais tempo, impõe-se uma monitorização periódica especializada da acuidade visual, embora a sensibilidade da avaliação meramente clínica seja baixa.


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Feocromocitoma 180x180 - Diagnóstico (Feocromocitoma)

Diagnóstico (Feocromocitoma)

Doseamento sérico das catecolaminas e urinário do ácido vanilmandélico, metanefrinas e ácido homovanílico.
Pode haver indicação para despiste de feocromocitoma nos casos de crianças e adultos jovens com HTA, doentes com clínica sugestiva, HTA que não responde ao tratamento convencional, HTA lábil com hipotensão ortostática, história familiar de MEN2 e nos casos de adenoma da SR e HTA.
O feocromocitoma pode ocorrer em qualquer local que haja células cromoafins como gânglios simpáticos e plexos nervosos, no entanto, 95% dos feocromocitomas encontram-se no abdómen e, destes, 85% na SR.
Pode ser multicêntrico em 10% dos casos e normalmente pequeno (<100 g), hipervascularizado com áreas quísticas e de hemorragia. A RM é superior à TC na localização destes tumores, já que o feocromocitoma apresenta uma imagem hiperintensa em T2 em contraste com a maioria dos outros tumores da SR. O MIBG é um exame bastante específico para a detecção de massas que produzem catecolaminas, como o feocromocitoma e neuroblastomas. Mostra-se particularmente útil na identificação de tumores extra-abdominais e metástases. O tratamento médico prévio a cirurgia permite o controlo dos sintomas e da HTA, bem como a normalização do volume plasmático, o que permite um melhor equilíbrio tensional na altura da cirurgia. Utiliza-se antagonistas alfa-adrenérgicos como a fenoxibenzamina (20 a 40 mg com aumento progressivo até controlo clínico), fentolamina e nitroprussato de sódio durante o acto operatório. Os bloqueantes como o propanolol para o controlo da taquiacardia ou arritmias só devem ser utilizados após o bloqueio alfa-adrenérgico. Imediatamente após o tratamento cirúrgico observa-se uma queda acentuada da tensão arterial, que deve ter tratamento com expansores do plasma, sendo que a não ocorrência desta queda da tensão arterial pode significar uma persistência do tumor.

11 180x180 - TIAZIDAS

TIAZIDAS

(hidroclorotiazida, bendroflurotiazida, triclorotiazida e indapamida)
Depois dos trabalhos de Dent, sabemos que as tiazidas reduzem o cálcio urinário, quer nos casos de hipercalciúria, quer em indivíduos normais, esta redução é de 20 a 30%. Foi igualmente descrita a redução da absorção do cálcio no lume intestinal e redução do oxalato na urina. A redução do turnover do osso é igualmente um efeito protetor das tiazidas, sobretudo em doentes hipercalciúricos.
Os efeitos secundários mais descritos são: a perturbação do metabolismo glucídico e a gota, para além de poder mascarar um hiperparatiroidismo normocalcémico. A disfunção eréctil é um achado constante e de difícil resolução. É obrigatório que o doente, durante o tratamento, obedeça a controlos de cálcio, potássio, ácido úrico e glicemia. A hipocaliemia pode apresentar-se com quadros clínicos variados e que nem sempre levam ao diagnóstico de imediato.
Vários trabalhos científicos apoiam o seu uso nos doentes com hipercalciúria e litíase oxalocálcica, e com certo grau de sucesso, embora também haja quem demonstre que o efeito foi nulo ou pelo menos igual ao do grupo de controlo.
Em resumo, podemos dizer que as tiazidas são uma droga útil, no tratamento dos casos de litíase oxalocálcica recorrente e com hipercalciúria demonstrada. Os efeitos secundários são elevados e a adesão ao tratamento é baixa.

1385984493 180x180 - Hepatite crónica B AgHB e negativa

Hepatite crónica B AgHB e negativa

Esta fase pode emergir da evolução natural a partir da hepatite crónica AgHBe positiva, a que se segue a infecção activa com VHB mutante sem capacidade para produção ou secreção do AgHBe, mas com capacidade replicativa preservada com produção de viriões infectantes. As mutações mais frequentes localizam-se ou na região pré-core (G1896A predominante nos doentes com genótipo D do Mediterrâneo), ou no promotor do gene core (A1762T e G1764A, mais frequente no Extremo Oriente, com os genótipos B e C, ocorrendo em frequência similar à anterior, e também associada com ela).
Esta variante de hepatite crónica tem padrões de doença muito variáveis, frequentemente com apresentação incipiente, com níveis baixos de transaminases (1,5-3 vezes acima do limite superior do normal), até mesmo normais, cargas virais menores e flutuantes (>2000 Ul/ml), por vezes períodos de aparente remissão intercalados com episódios de exacerbação.
A biopsia hepática revela hepatite crónica com necro-inflamação activa e estádio de fibrose avançado (30% já com cirrose hepática), o que reflecte a agressividade da doença ou o balanço cumulativo da história natural da doença com várias fases de doença activa, com sequelas fibróticas permanentes. Esta fase tem risco acrescido de evolução para cirrose hepática (8-10%/ano) e carcinoma hepatocelular.
Foi considerada como uma indicação evidente para terapêutica antiviral, mas com a ressalva de ser clarificado previamente o diagnóstico diferencial com a fase de portador AgHBs e antiHBe positivo. A distinção pode ser laboriosa em fase quiescente da hepatite crónica, obrigando a monitorização das transaminases e carga virai VHB de 3/3 meses durante 1 ano e, frequentemente, ao recurso à biopsia hepática.