medicamentos 1024 180x180 - Terapêutica Específica  (Miocardite)

Terapêutica Específica (Miocardite)

Existe terapêutica específica para alguns casos de miocardite (por exemplo, infeção por Mycoplasma, doença de Lyme, etc); não é, porém, claro se tal terapêutica influi positivamente na inflamação miocardica em si.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
ted engenheiro cardiaco large 180x180 - BIOPSIA MIOCÁRDICA

BIOPSIA MIOCÁRDICA

Justificável em casos selecionados (<5%): Quando se suspeita duma etiologia específica de terapêutica dirigida. > Quando se considera a introdução de fármacos imunossupressores.
> Quando existe uma dúvida substancial no diagnóstico de miocardite aguda vs miocardiopatia dilatada idiopática; o diagnóstico de miocardite ativa não específica envolve uma restrição da atividade física e uma monitorização e follow-up mais rigorosos que a miocardiopatia dilatada idiopática.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 8 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30

Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 19 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
239312 www.GdeFon.com  180x180 - Terapêutica não específica (Miocardite)

Terapêutica não específica (Miocardite)

O tratamento de suporte constitui a terapêutica por excelência das miocardites.
—> Repouso – embora permitindo as atividades sedentárias.
—> Terapêutica clássica da insuficiência cardíaca.
• O2 na fase aguda.
• Restrição salina.
• Diuréticos.
• Vasodilatadores (nos pacientes com pressões de enchimento elevadas, considerar nitroprussiato ou nitroglicerina e.v.).
– IECA em todos os pacientes com FE (fração de ejeção) <0,40 (o mais estudado no contexto de miocardite é o captopril). - Hidralazina + DNI nos pacientes com intolerância ou contraindicação aos IECA. • Digitálicos e/ou outros inotrópicos. - Atenção à diminuição do limiar de intoxicação digitálica nos doentes com miocardite. • Bloqueantes. • Antagonistas da aldosterona nos pacientes que persistam na classe funcional III ou IV da NYHA. 1 -> AINEs – contraindicados nas 2 primeiras semanas duma presumível miocardite viral.
Antiarrítmicos e/ou pacemaker provisório – na fase aguda, algumas formas de miocardite apresentam uma particular afinidade para o sistema de condução, pelo que os pacientes devem estar sob telemetria. Apesar das indicações para prescrição de antiarrítmicos e/ou implantação de pacemaker provisório seguirem as indicações gerais deste tipo de fármacos e procedimento, no caso dos primeiros, o benefício tem que exceder claramente o risco, uma vez que a maioria dos fármacos antiarrítmicos são inotrópicos negativos.
Anticoagulação oral:
• Trombo cardíaco.
• Fibrilhação auricular.
• Ritmo sinusal com FE <0,20. Contraindicação relativa: pericardite concomitante dado o risco de tamponamento pericárdico hemorrágico. Angiografia coronária nos pacientes que se apresentem com ST, biomarcadores cardíacos e sintomas isquémicos. Imunossupressão – controversa, reservada para: Pacientes sob tratamento standard para a insuficiência cardíaca mas com deterioração progressiva e persistência de atividade histológica comprovada por biopsia. Miocardite de células gigantes. Miocardite por doenças sistémicas auto-imunes (LED (lúpus eritematoso disseminado), esclerodermia, poliomiosite). Estão estabelecidos dois protocolos, com duração de 24 semanas, baseados nas doses do Myocarditis Treatment Trial. Azatioprina + prednisona. Azatioprina: 1 mg/kg/2xdia p.o., durante 24 semanas. Prednisona: - 1,25 mg/kg/dia, em doses repartidas, durante 1 semana. - Dose em aproximadamente 0,08 mg/kg/semana de forma a que na 12ª semana a dose se situe nos 0,33 mg/kg/dia, que se manterá até à 20ª semana, inclusive. - Dose nas últimas 4 semanas em decréscimos de 0,08 mg/kg/semana até à suspensão total no fim da 24ª semana. Ciclosporina + prednisona. Ciclosporina: doses tituladas por ciclosporinemias. Iniciar a 5 mg/kg/2xdia, e titular de forma a atingir ciclosporinemias de 200-300 ng/ml durante a 1ª semana, de 100-200 ng/ml durante as 2ª, 3ª e 4ª semanas e 65-150 ng/ml durante as restantes 20 semanas. Prednisona: - 1,25 mg/kg/dia, em doses repartidas, durante 1 semana. - dose progressivamente até à dose de 0,15 mg/kg/dia a atingir no fim da 3ª semana. - 1 dose para 0,08 mg/kg/dia na última semana (24ª). Balão intra-aórtico - na insuficiência cardíaca congestiva refratária ou no contexto de choque cardiogénico não reversível por terapêutica médica máxima. Aparelhos de assistência ventricular mecânica - os aparelhos utilizados são o Heart-Mate, o Novocor, o Thoratec VAS e o CardioWest TAH. Os dois primeiros são totalmente implantáveis, permitindo o bypass do ventrículo esquerdo sem remoção do coração nativo e a ambulação virtualmente normal do paciente. O Thoratec VAS é um sistema paracorporal (consola) capaz de assistência uni ou biventricular. O CardioWest substitui temporariamente a totalidade do coração nativo. Estes aparelhos são utilizados atualmente no contexto de miocardite refratária ao tratamento médico com dois objetivos: • Como ponte para transplante, permitindo a sobrevivência do paciente, frequentemente em regime de ambulatório, até à disponibilidade de um órgão compatível. • Como ponte para a recuperação (bridging to recovery), permitindo a sobrevivência do doente até que a remissão, espontânea ou secundária à terapêutica, ocorra. Transplante cardíaco - a miocardite crónica na sua forma de miocardiopatia refratária com persistência de insuficiência cardíaca congestiva constitui uma indicação para transplante cardíaco.

511 180x180 - Miocardite

Miocardite

A miocardite é um processo inflamatório do miocárdio produzido por uma miríade de agentes, a maioria dos quais infeciosos.
A etiologia mais frequente é a viral, em particular os Coxsackievirus B os Echovirus. Regra geral, a miocardite é subclínica, assintomática e autolimitada. Nos pacientes com tradução clínica observa-se remissão espontânea em 50% dos casos.
Acredita-se que a miocardiopatia dilatada idiopática é, na maioria dos casos, a sequela de uma miocardite viral.