As complicações tardias aparecem 4 a 6 meses após a o fim da RT, podendo evoluir no sentido da sua resolução ou agravamento, estabelecendo-se na maioria dos casos entre 18 e 24 meses após o tratamento, variando com os tecidos considerados. São independentes dos anteriores, devem-se a alterações de fundo no tecido conjuntivo e na microvascularização, sendo clinicamente evidentes como fibrose mais ou menos severa ou mais raramente telangiectasias. Algumas destas complicações tardias não se evidenciam espontaneamente, mas apenas se ocorrer algum traumatismo sobre a zona previamente irradiada, manifestando-se então a insuficiência do tecido para a cicatrização. Isto deve-se à permanência de alterações no genoma celular, motivadas pelas radiações, que não impedindo as funções vegetativas da célula, comprometem definitivamente a sua capacidade de replicação.
O factor mais importante para o aparecimento das complicações tardias parece ser a dose por tracção, para doses totais biologicamente equivalentes. Fraccionar a dose, isto é, administrar a dose total em pequenas fracções num período de várias semanas, permite aos tecidos sãos uma recuperação pelo menos parcial das lesões impostas pela RT, que lhes possibilita manter a integridade do organismo, exprimindo alterações a um nível tolerável. O emprego de uma técnica correcta mantém a taxa de incidência de complicações de grau 3 e 4 (escala da OMS) abaixo dos 5% e 1% respectivamente, sendo o seu tratamento essencialmente conservador.
Tal como em relação aos efeitos secundários precoces, também aqui as medidas preventivas são de primordial importância. A lenta mas constante perda de eficiência da rede microvascular devida à expressão das lesões radicas pelas células endoteliais, e um depauperamento insidioso da quantidade de fibroblastos no tecido conjuntivo pelas mesmas razões, contribuem para a fragilização dos tecidos, tornando-os susceptíveis de, à mais pequena solicitação, desenvolver situações mais ou menos graves.
Alterações estruturais na fibrina, que se torna mais espessa e curta, contribui também para o espessamento e perda de elasticidade dos tecidos irradiados.
As medidas tomadas são no sentido de prevenir ou minimizar os traumatismos locais e variam de acordo com a zona irradiada. Na prática todas as medidas aplicadas durante o tratamento para prevenir ou reduzir a intensidade dos efeitos secundários precoces podem ser empregues, e mesmo tornadas hábitos. Medidas locais como a massagem e os alongamentos podem contribuir para uma melhoria da elasticidade dos tecidos.

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