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Blenorragia

É a infecção provocada pela Neisseria gonorrhoeae. Manifesta-se a maioria das vezes como uretrite mucopurulenta nos homens e como endocervicite assintomática ou com sintomatologia mínima nas mulheres. Tem um período de incubação de 2 a 5 dias. As localizações extragenitais são a faríngea, a anal e a forma disseminada.
Os doentes infectados com N. gonorrhoeae estão também, frequentemente, infectados com Chlamydia trachomatis, pelo que alguns autores sugerem o tratamento concomitante das duas afecções.
Actualmente, e em face do grande número de estirpes resistentes à penicilina, esta deixou de ser o tratamento aconselhado.

F915.large  180x180 - Herpes Simples e Genital

Herpes Simples e Genital

É causado pelos vírus do herpes simples (VHS) de que há dois tipos: I e II. O primeiro produz, sobretudo, infecções na face, enquanto o segundo é o principal responsável pelas lesões genitais. Há, contudo, um número significativo de casos em que ocorre o inverso.
Clinicamente, caracteriza-se por erupção vesiculosa agrupada, localizada sobre base eritematosa. Na face surge nos lábios (mucosa, semimucosa ou pele), mento, por vezes nas regiões malares ou, mais ramente, periocular; no herpes genital pode localizar-se nos genitais externos, região inguinopúbica ou nádegas. Nas recorrências, as manifestações clínicas são, habitualmente, precedidas (12-24 horas) de sensações parestésicas- prurido, ardor, formigueiro ou mesmo dor local – e durante os surtos a sintomatologia é variável – ardor, prurido, dor local, por vezes acompanhada de sintomas gerais, tipo síndrome gripal e adenopatia satélite (mais frequente no herpes genital).
O primeiro episódio de herpes diz-se primário (primo-infecção), quando ocorre em indivíduos que nunca foram infectados por nenhum tipo do vírus e não têm anticorpos, ou inicial, se esses anticorpos já existem (por exemplo, por primo-infecção prévia assintomática). Os episódios primários faciais, pelo vírus I, verificam-se predominantemente na infância e são, com bastante frequência, subclínicos. Calcula-se que, até aos 14 anos, 60-70% dos adolescentes já têm anticorpos anti-VHS I. O herpes primário genital é muito mais habitual depois da puberdade, quase sempre transmitido por contacto sexual e, em regra, com expressão clínica exuberante.
Depois do primeiro episódio de herpes, o vírus, quer do tipo I quer do tipo II, persiste nos gânglios nervosos sensitivos em estado de latência. Em situações diversas, tais como traumatismo cutâneo, infecções, stress psíquico, exposição solar, menstruação, ou qualquer outra que induza depressão imunológica transitória, pode abandonar o estado de latência, deslocar-se ao longo da fibra nervosa sensitiva e reproduzir a doença no mesmo local, ou em área próxima da infecção primária. Estes episódios recidivantes têm, quase sempre, menor expressão clínica que a primo-infecção (quando esta é sintomática) e duram cerca de 5-7 dias.
A infecção pelo vírus desencadeia resposta imunitária, humoral e celular, que não protege contra as recidivas, embora estas sejam mais frequentes e exuberantes quando há imunossupressão. As principais complicações são a queratoconjuntivite, o eczema herpeticum, forma generalizada observada quase sempre em indivíduos com eczema atópico (EA), o eritema exsudativo multiforme e a meningoencefalite.

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Follow-up (Sífilis)

O controlo serológico com VDRL faz-se aos 3, 6 e 12 meses após o tratamento, sendo de esperar redução progressiva dos títulos. Nas situações de infecção latente, a diminuição dos títulos é muito mais lenta.
Nos casos em que não se observa queda dos títulos ao fim de 6 meses, que haja aumento dos mesmos ou em que os sinais clínicos persistam, deve efectuar-se novo tratamento.
Nas primeiras 24 horas após o tratamento, em especial na sífilis secundária, pode surgir uma reacção febril aguda – reacção de Jarisch-Herxheimer – que não deve confundir-se com alergia à penicilina, e que resulta da destruição maciça de treponemas. Os doentes deverão ser avisados desta possibilidade e medicados com antipiréticos.

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Ectima

O agente causal é o Streptococcus, mais raramente o Staphylococcus, podendo, no entanto, ambos estar incriminados.
Clinicamente, surge uma vesícula ou vesico-pústula, que rapidamente ulcera, ficando coberta por crosta aderente acastanhada, que ao curar deixa cicatriz atrófica. Surge mais frequentemente nas situações de má-nutrição ou associado a condições de má higiene e localiza-se, preferencialmente, nos membros inferiores.

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Herpes Disseminado ou Associado a Imunossupressão

Nestas situações a terapêutica deve recorrer a doses superiores dos antivirais e ser prolongada por períodos maiores. Se necessário deve recorrer-se mesmo à terapêutica e.v., em doses de 5 mg/kg de 8/8 horas, durante 7-10 dias ou até ao desaparecimento total das lesões.
Em caso de resistência a estes antivirais, poderá ter de se usar outros, em geral apenas em ambiente hospitalar, como sejam o foscarnet, vidarabina ou cidofovir.

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Educação dos doentes e medidas gerais (Psoríase)

A terapêutica da psoríase passa pela correcta informação e educação do doente, para melhor adaptar a sua vida à doença e à terapêutica. Os fármacos potencialmente agravantes devem ser evitados. Devem ser tratados os focos infecciosos, em particular as infecções estreptocócicas ORL. As medidas dietéticas não parecem ter influência significativa, mas o consumo excessivo de álcool deve ser evitado, bem como as situações de stress psíquico e de agressão cutânea repetida. A higiene corporal deve ser cuidada, evitando detergentes agressivos. A exposição solar em doses adequadas beneficia a maioria dos doentes.

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Parceiros Sexuais (Sífilis)

Os parceiros sexuais nos 3 meses anteriores ao diagnóstico de sífilis primária, nos 6 meses anteriores (sífilis secundária) ou nos 12 meses anteriores (sífilis latente) deverão ser avaliados.

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Melasma

O melasma corresponde ao aumento da pigmentação, localizado sobretudo nas áreas frontal e geniana. Atinge principalmente grávidas ou mulheres a tomar anticoncepcionais orais. Pode subdividir-se o melasma em epidérmico, com hipermelanose das camadas basal e suprabasais, e dérmico, no qual os melanófagos se localizam na derme superficial. O primeiro tem tom castanho-caramelo e é acentuado pela luz de Wood (UVA), enquanto no dérmico, de tom azulado, esta luz não intensifica a cor. Os pacientes com melasma epidérmico respondem melhor a tratamentos com despigmentantes, enquanto no melasma dérmico, o objectivo é eliminar o pigmento via transporte pelos macrófagos, pois aquele não está acessível às substâncias despigmentantes.

1 eccema dishidrotico de manos 180x180 - Eczema Desidrótico

Eczema Desidrótico

A desidrose caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas vesículas nos bordos dos dedos das mãos que evoluem para descamação e cura; a recorrência dos surtos conduz a eczematização, com tendência a fissuração. Este quadro pode estender-se às palmas e, em formas mais intensas, originar edema das mãos e vesicobolhas, intensamente pruriginosas.
Trata-se de um padrão reaccional que pode corresponder a várias causas. Na maioria dos casos existe um fundo atópico, sobre o qual se enxertam factores como a alergia de contacto, a irritação, o stress, temperatura ambiente elevada, infecção secundária, os quais funcionam, simultaneamente, como factores desencadeantes e de manutenção.
A terapêutica segue as regras gerais já enunciadas anteriormente, não olvidando a característica recidivante e a localização nas mãos – eliminação, quando possível, dos factores de agravamento e manutenção, aplicação de corticosteróide tópico (em creme ou pomada, consoante o estádio do eczema) lxdia, e aplicação de cremes emolientes
Requentes vezes ao longo do dia. Nas formas agudas vesicobolhosas ou com infecção secundária manifesta, o recurso, respectivamente, à corticoterapia oral por período curto ou à antibioterapia pode encontrar plena justificação.

Eczema Numular 2 180x180 - Eczema Numular

Eczema Numular

Esta forma de eczema deve o nome à forma como clinicamente se manifesta – em lesões numulares (em forma de moeda) dispersas pelo tegumento, com intenso prurido. Tem curso arrastado crónico-recidivante, resistente ao tratamento, constituindo desafio à arte terapêutica.
Existe componente constitucional determinante, embora em casos pontuais (sobretudo nas mãos) possa haver alergia de contacto sobreposta; em todos eles a colonização ou infecção por Staphylococcus aureus é um factor determinante.
Conquanto a terapêutica geral destes eczemas siga as regras enunciadas para os outros tipos de eczema, nesta situação particular assume importância a antibioterapia local (ácido fusídico, bacitracina) ou geral (macrólidos, flucloxacilina), consoante os casos.
À semelhança do referido para o EA, a utilização de tópicos com alcatrão, outrora muito empregados, caiu em desuso pelas razões atrás expostas. Os inibidores da calcineurina podem aqui ser de alguma utilidade, em especial nas situações em que existe alguma menor resposta aos corticóides tópicos.