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Diagnóstico II (Imunoalergologia)

A caracterização das co-morbilidades atinge uma expressão fundamental quando se considera a clínica do doente alérgico, onde frequentemente existe patologia das vias aéreas e ocular, da pele e das mucosas, de hipersensibilidade a alimentos ou a medicamentos; por outro lado, vários membros da mesma família estão igualmente afectados por alergias, reforçando igualmente a hipótese de diagnóstico. O inquérito imunoalergológico desempenha então um papel essencial no controlo global do problema individual e da família, articulando-se quer com os clínicos que se encontram na 1.ª linha de monitorização e de promoção da saúde das populações (medicina geral e familiar, pediatria), quer com os especialistas vocacionados para a abordagem diferenciada de aspectos particulares da síndrome alérgica (otorrinolaringologista, dermatologista, pneumologista, oftalmologista,…).
Na posse deste informação, de riqueza extrema se bem colhida, estamos então com capacidade para tomar decisões:
— Estamos habilitados para instituir o tratamento e monitorizar a sua evolução, avaliando o grau de controlo obtido.
— Precisamos de exames complementares de diagnóstico.
— Sentimos que devemos referenciar o doente para uma abordagem complementar.
No primeiro caso, provavelmente correspondendo a situações ligeiras a moderadas, deve-se ter consciência que o tratamento se baseia numa actuação racional, tendo disponível medidas de evicção alergénica e/ou abordagem farmacológica, estando habitualmente subdividida em tratamentos de alívio e de controlo. O conhecimento dos fármacos e modos de administração, particularmente relevante quanto à inaloterapia do doente asmático, tal como os custos directos envolvidos, têm que estar presentes. O estabelecimento de metas correspondentes ao controlo da clínica permite que o agendamento de consultas posteriores avaliem da eficácia da actuação.
Se achamos fundamental solicitar exames complementares, então devemos desde logo considerar e antecipar se o resultado dos mesmos vai alterar a nossa actuação: levará a uma referência para outro clínico ou à prescrição de um determinado tratamento?
Saberemos interpretar os resultados? É de facto relevante?
Deve o clínico conhecer os métodos que tem disponíveis para estudar os quadros de patologia imunoalérgica, sendo no entanto muito cuidadoso, ponderando custos e não condicionando uma actuação ou referência a resultados que nem sempre são de interpretação linear (resultados falsos positivos e negativos são muito frequentes).

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