04-de-marzo-de-2012_CUIDADOS-PALIATIVOS

Globalmente surge em 70-80% dos doentes, sendo a dor dependente da extensão da doença e relacionada com infiltração de tecidos moles, ósseos, infiltração neuropática ou obstrução de vias ou vísceras. Outras causas são as relacionadas com complicações do tratamento (enterite, cistite radiógena, necrose pós-quimioterapia, mucosite pós-quimioterapia) ou secundárias a complicações da evolução da doença (sépsis por sobreinfecção).
Identificada a causa, a analgesia deve ser regular, ajustando individualmente a dose, e antecipando a toma do analgésico ao aparecimento da dor. Deve ser contemplada a dose de resgate (para dor em acesso eruptivos) e prevenidos os efeitos secundários dos analgésicos (sempre laxantes e antieméticos quando usados opióides, protector gástrico na prescrição de AINEs).
O tratamento da dor oncológica baseia-se no uso racional de analgésicos e adjuvantes segundo a escada analgésica da OMS. Com esta prescrição em cerca de 80% dos casos consegue-se um bom controlo da dor; nos restantes deve ser ponderada a opção por tratamentos como a RT, analgesia epidural, analgesia locorregional.
Pode-se ter uma avaliação prognóstica do controlo da dor recorrendo a ESS (Edmonton staging system), sendo a dor incidental, a dor neuropática, a coexistência de stress emocional, antecedentes de adição e etanolismo, bem como o aumento rápido da dose de opióides factores desfavoráveis no controlo da dor com morfina oral. A noção da probabilidade da resposta ajuda-nos a estabelecer objectivos terapêuticos razoáveis e a propor medidas de tratamento específicas adaptadas aos doentes, famílias e equipas, sempre.
Os princípios do controlo da dor, definidos em 1986, afirmam:
– Prescrição pela boca (sempre que possível deve ser a 1.ª via de administração), seguida da via rectal, subcutânea, e.v. e, por último, i.m.
– Prescrição pelo relógio (intervalos regulares, de acordo com o tempo de acção de cada medicamento).
– Prescrição pela escada.
A escada analgésica deve ser usada conforme a intensidade da dor. De uma forma resumida, a prescrição analgésica deve seguir estes princípios:
– Para a dor de baixa intensidade (escala visual de dor 1-4) – analgésicos comuns de baixa potência +/- – AINEs +/- adjuvantes.
– Na dor de média intensidade (escala visual analógica da dor 5-7), um opióide fraco +/- AINEs +/- adjuvantes.
– Na dor severa (escala 8-10) deve ser usado um opióide forte somado ou não a um analgésico não opióide ou AINE.
Em todos os degraus, e desde o início do tratamento, o emprego de drogas chamadas de adjuvantes deve ser considerado.
Fármacos analgésicos de uso mais generalizado:
– Analgésicos não opióides – paracetamol, dipirona magnésica, AINEs.
– Adjuvantes – anti-depressivos tricíclicos (amitriptilina), anti-convulsivantes (gabapentina, carbamazepina), neurolépticos e outros (benzodiazepinas, miorrelaxantes bisfosfonatos).
– Analgésicos opióides fracos – tramadol (dose diária do tramadol não deve exceder 400 mg) ou codeína.
– Analgésicos opióides fortes – morfina, fentanil, buprenorfina.
Tratar a dor constitui um dos marcos essenciais numa relação de confiança entre o doente, a família e a equipa que dá suporte aos cuidados paliativos.

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