i48189

O vírus da encefalite japonesa (um flavivírus) é o principal agente responsável por casos de encefalite viral na Asia, com cerca de 50000 casos relatados por ano. A doença é transmitida por mosquitos vectores hematófagos do género Culex, que se reproduzem sobretudo nos arrozais, e que tendem a procurar alimento através da picada ao fim do dia ou durante a noite. E mantida na natureza através de reservatórios (porcos, aves) e, embora predomine em zonas rurais, pode ocorrer em zona urbana. A transmissão ocorre sobretudo durante o Verão e Outono em regiões temperadas e durante as estações chuvosas em regiões tropicais.
A infecção é assintomática em mais de 90% dos casos, sendo provável que muitos casos de infecção ligeira não sejam diagnosticados, mas pode ocasionar desde um quadro ligeiro de meningite asséptica até uma encefalite grave, com mortalidade de cerca de 25%, estando também descritos casos de mielite espinal que podem simular poliomielite. O quadro de encefalite manifesta-se por febre alta e alterações do estado de consciência que podem ir desde a desorientação ligeira até ao coma, estando o mutismo descrito como uma forma de apresentação possível. O quadro pode associar-se, ou não, a meningite, e a presença de convulsões generalizadas é um sinal de mau prognóstico.
A protecção do viajante passa pela prevenção da exposição ao mosquito através das precauções adequadas. Atendendo ao risco de reacções graves (ver adiante), a necessidade de vacinação deverá ser bem ponderada, estando indicada em indivíduos com mais de 1 ano que programem viagens por 30 ou mais dias com passagem por zonas de elevada endemicidade ou durante surtos epidémicos, devendo-se ter em conta o risco sazonal e o facto de que a exposição é mais provável em zonas rurais. Nos casos em que se preveja uma estadia predominante numa zona com risco elevado, dever-se-á considerar a vantagem da vacinação, mesmo com estadias inferiores a 1 mês.
A vacina recomendada é uma vacina inactivada, a ser administrada em 3 doses i.m. (deltóide) de 1,0 ml (0,5 ml até aos 3 anos de idade) nos dias 0, 7 e 30 ou, em caso de necessidade, nos dias 0, 7 e 14, embora, com este esquema, os títulos de anticorpos neutralizantes sejam mais baixos. Em ambos os casos, a última dose deve ser administrada 10 dias antes da viagem. Tem uma elevada imunogenicidade, induzindo anticorpos em 80% ou mais dos vacinados. A duração da protecção clínica não está estabelecida, estando recomendados reforços (toma única) de 2 em 2 anos se o risco de exposição se repetir. Podem ocorrer reacções adversas no local das injecções em até 20% dos recipientes, reacções sistémicas e exantema ligeiro em até 10%, estando descritas reacções anafilácticas graves em cerca de 0,5% dos vacinados. Embora estas reacções ocorram precocemente (até 12 horas), e sobretudo após a 1.ª toma da vacina, podem ocorrer após as tomas subsequentes de forma tardia (2-3 semanas), para o que é necessário manter o vacinado devidamente informado e com possibilidade de recursos medicamentosos (anti-histamínicos).
Recomenda-se a manutenção de vigilância clínica durante 30-60 minutos após cada toma da vacina, que deve ser feita sempre em ambiente com recursos materiais e humanos adequados. A vacina está contra-indicada apenas em indivíduos com história de reacção alérgica à vacina.

Algumas Etiquetas


cirurgia de hemorroida,cricotomia,herpes génital,fissura anal,radioterapia,trinitrato de glicerina,urticaria,leucocitos 14000,meralgia parestésica,cirurgia de hemorroidas.

Tambem podera gostar -