Adenoid cystic carcinoma cytology 180x180 - Carcinoma Tiroideu

Carcinoma Tiroideu

O carcinoma tiroideu tem uma incidência de 1,3-2,6 em homens e 2-3,8 em mulheres por 100000 habitantes, sendo 2-4 vezes mais frequente no sexo feminino e entre os 45-50 anos.
Em áreas sem défice de iodo, mais de 85% destes carcinomas são tumores bem diferenciados, sendo os tumores papilares os mais comuns (60-80%). Pelo contrário, os carcinomas foliculares e indiferenciados são mais comuns em áreas com défice de iodo.
—> Carcinoma papilar da tiroideia.
Trata-se de um tumor de origem epitelial com diferenciação folicular e com aspectos nucleares característicos e que apontam para o diagnóstico:
• Núcleos maiores do que os das outras células foliculares.
• Pálido e transparente ao centro, com cromatina hipodensa.
• Com limites irregulares que podem assemelhar-se a “grãos de café”.
Macroscopicamente aparece como um tumor firme, não capsulado ou parcialmente capsulado, podendo apresentar áreas necróticas e quísticas. É frequentemente multifocal num lobo e pode ser bilateral em 30-80% dos casos.
Frequentemente o carcinoma papilar invade os vasos linfáticos precocemente, podendo haver adenopatias no momento do diagnóstico em 30 a 50% dos doentes.
No entanto, as metástases a distância são raras.
Tem um prognóstico excelente com uma sobrevida aos 20 anos de 95%.
– Carcinoma folicular da tiroideia.
Ao contrário do carcinoma papilar, o carcinoma folicular apresenta-se normalmente como um nódulo único, mais ou menos capsulado. As adenopatias são extremamente incomuns na altura do diagnóstico, no entanto, pode ocorrer metástases a distância em 50-20% dos doentes.
O diagnóstico é baseado na demonstração inequívoca de invasão vascular e da cápsula e, portanto, é impossível fazer o diagnóstico apenas através da citologia.
De acordo com o grau de invasibilidade, o tumor é classificado em carcinoma folicular de invasão mínima (capsulado) ou de invasão extensa.
Outro importante factor de prognóstico é o grau de diferenciação, estes carcinomas variam desde tumores bem diferenciados com folículos formados contendo colóide, até tumores pouco diferenciados com um padrão de crescimento celular sólido e com pior prognóstico.

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Diagnóstico Diferencial da Síndrome de Cushing Devido a Secreção de ACTH e a Síndrome de Cushing Independente de ACTH

Utiliza-se o doseamento de ACTH associado ou não a prova de CRH.
Na síndrome de Cushing independente do ACTH, este <5 pg/ml e a resposta ao CRH não ultrapassa os 10 pg/ml. Já na síndrome de Cushing dependente do ACTH, o doseamento de ACTH é >10 pg/ml, frequentemente >50 pg/ml.

tiroide 180x180 - Tiroideia

Tiroideia

A tiroideia é um órgão com cerca de 15-20 g nos adultos e 2×2,5×4 cm de diâmetro.
O iodo inorgânico é rápida e eficazmente absorvido pelo tubo digestivo, que por sua vez é absorvido pelas células tiroideias através da bomba Na+/I ATPase sob estimulação da TSH.
A oxidação do iodo inorgânico é feita pela enzima peroxidase da tiroideia, que utiliza peróxido de O2 e NADPH oxidases como doadores de O2, posteriormente este iodo é incorporado aos resíduos de tirosina da tireoglobulina (Tg) que é secretada pelas células foliculares para o interior do folículo, formando monoiodotirosina e diiodotirosina (organificação).
Finalmente forma-se triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que são as formas activas e que são libertadas para a circulação após a proteólise da Tg por parte das células foliculares sob estimulação da TSH.
O principal modulador do estado funcional e morfológico da glândula tiroideia é a TSH.
A secreção de TSH é estimulada pela TRH e inibida pelas hormonas tiroideias.
Assim, o défice de iodo pode levar à diminuição da síntese T4 e consequentemente ao aumento da TSH que, por sua vez, leva ao aumento da captação de iodo, da organificação e da proliferação celular com bócio.

CU c3 d01 180x180 - RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

RM da Hipófise (Identifica o Adenoma em 50-60% dos casos)

Quando a RM evidencia um adenoma da hipófise em doente com hipercortisolismo e ACTH suprimida, a probabilidade de tratar-se de uma doença de Cushing é de quase 100%.
Deve-se ter em conta que 10% da população entre os 20-50 anos tem adenomas (incidentalomas) da hipófise evidentes em RM.

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Meglitinidas

Formam uma ligação ao receptor das sulfonilureias e restauram a primeira fase de secreção de insulina (rápida); possuem um início de acção rápido e semivida curta e devem ser administradas imediatamente antes das refeições em 3 tomas ao dia.

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Fisiopatologia (DM tipo 2)

A DM tipo 2 é o resultado de factores genéticos e ambientais, sendo que os factores genéticos determinam a maior parte da susceptibilidade a DM tipo 2.
O principal factor ambiental que contribui para a DM tipo 2 é a excessiva ingestão calórica que predispõe a obesidade. NA verdade, o risco de desenvolver DM é 40 vezes maior em doentes com IMC >35 do que em indivíduos com IMC <23. A obesidade abdominal com a deposição de ácidos gordos viscerais é particularmente importante em induzir a insulinorresistência através da liberação por parte do tecido adiposo de várias substâncias como o factor de necrose tumoral que inibe a acção do receptor de insulina. A insulinorresistência caracteriza-se pela incapacidade da insulina em produzir os seus efeitos biológicos habituais em concentrações que são eficazes em indivíduos normais, pode ser transmitida como um traço familiar poligénico e associado a factores ambientais como obesidade e sedentarismo. Embora a insulinorresistência seja um factor importante no desenvolvimento de diabetes, ela não ocorre a não ser que haja uma falência da célula B. Assim verifica-se que existe um défice de processamento da pró-insulina, uma alteração da normal secreção pulsátil da insulina e perda da 1.ª fase de secreção da insulina. Cerca de metade dos doentes com DM tipo 2 apresentam-se com os sinais e sintomas clássicos de hiperglicemia e a outra metade é diagnosticado através de exames de rotina. Cerca de 40% dos doentes com DM tipo 2, quando diagnosticados, já apresentam complicações. A doença macrovascular, nomeadamente o EAM (enfarte agudo do miocárdio), o AVC, a isquemia dos membros inferiores, é a principal causa de morte em mais de 50% dos doentes com DM tipo 2. A cegueira normalmente ocorre devido a edema da mácula e cataratas.

20090523203205 180x180 - Diagnóstico Diferencial - Doença de Graves

Diagnóstico Diferencial – Doença de Graves

Se a doença de Graves não estiver numa fase tirotóxica e não houver exoftalmia, o bócio difuso da doença de Graves só pode ser diferenciado do bócio difuso simples pela presença de TRAb.

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Défice de GH

Adultos:
• Diminuição da força muscular e da tolerância ao exercício.
• Diminuição do bem-estar físico e psíquico.
• Aumento da gordura corporal e distribuição irregular, principalmente subcutânea abdominal.
• Diminuição da massa magra.
• Aumento do LDL.
• Osteopenia (principalmente coluna lombar).
• Aumento da mortalidade geral (devido a doenças cardiovasculares).
A terapêutica de substituição reverte a maioria destes sintomas.
Crianças (a sintomatologia depende da idade em que se dá o défice de GH):
• Baixa estatura e diminuição da velocidade de crescimento.
• Se o défice for congénito (défice de GHRH, aplasia ou hipoplasia da hipófise), e como não é necessário a acção da GH para o crescimento intra-uterino, estas crianças nascem com tamanho normal, havendo no entanto risco de hipoglicemia grave.
• Observa-se redução da velocidade de crescimento durante os 2 anos seguintes.
Causas de défice de GH na criança:
• Idiopático.
• Esporádico (défice de GHRH isolado ou como parte de pan-hipopituitarismo).
• Orgânico.
• Radioterapia (LLA, retiblastoma, meduloblastoma, glioma óptico).
• Tumores do SNC (craniofaringioma).
•Traumatismo.
• Malformações (quistos aracnoideus supra-selares).
• Associado a outras doenças (histiocitose X com diabetes insípida, DM).

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Glitazonas

Rosiglitazona (Avandia 4 e 8 mg) e pioglitazona (Actos 15,30 mg).
Provoca um aumento da sensibilidade a insulina no músculo, tecido adiposo e fígado com uma redução da HbA1c entre 0,5 e 1,4%. Além disso, reduz a tensão arterial, a hiperplasia da íntima das coronárias e a microalbuminúria.
Os efeitos secundários mais frequentes são o aumento ponderal semelhante às sulfonilureias, edema e retenção hídrica (em doente com ICC grau III/IV) e possivelmente aumento do risco de fracturas.
Podem ser utilizadas em associação com as sulfonilureias e metformina.

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Clínica (Hipotiroidismo)

— Pele:
• Edema (mixedema) nos olhos, dorso das mãos, dorso dos pés e fossa supraclavicular.
• Pele pálida, fina, fria (vasoconstrição) e seca (diminuição da sudorese).
• Equimoses fáceis (fragilidade vascular).
• Cabelos frágeis e secos e unhas quebradiças.
— Metabolismo:
• Diminuição do metabolismo e da produção de calor com diminuição do apetite e sensação de frio.
• Diminuição da síntese e degradação de proteínas.
• A síntese e a degradação de lípidos é mais lenta com o aumento de LDL e triglicéridos.
– Aparelho cardiovascular:
• Diminuição da frequência cardíaca e do débito cardíaco, eventualmente com bradicardia sinusal e intervalo pressão de pulso prolongado.
• Diminuição da amplitude da pressão de pulso.
• HTA (10-20% dos doentes).
— Aparelho respiratório:
• Diminuição da força dos músculos respiratórios com diminuição de ventilação alveolar.
• Hipercapnia em casos graves que pode contribuir para o coma nos casos de mixedema.
• Diminuição da capacidade de difusão de O2.
• Derrame pleural.
— Aparelho gastrintestinal:
•Anorexia.
• Diminuição do trânsito intestinal com obstipação, megacólon ou raramente íleus paralítico.
– Rim:
• Retenção hídrica que se deve a redução da taxa de filtração glomerular e a secreção inapropriada de hormona antidiurética (HAD).
— Sangue:
• Anemia normocítica/normocrómica devido à diminuição das necessidades de O2 e consequente redução da eritropoietina.
– Sistema reprodutor:
• Nos adultos pode ocorrer diminuição da libido, impotência e oligospermia.
• Em mulheres em idade fértil, oligomenorreia, infertilidade e aborto espontâneo.
– SNC:
• Défice do processo cognitivo e dificuldade de articulação das palavras.
• Prostração, letargia e sonolência.
• Depressão, psicose.
• Atraso dos reflexos tendinosos.
Raramente ocorre coma.