raloxifeno-oral

Tratamento (Tiroidite de Hashimoto)

– Tratamento médico com levotiroxina:
Há autores que defendem o tratamento com doses baixas de levotiroxina em bócios recentes, pouco volumosos e sintomáticos.
– Tiroidectomia:
Eficaz, com taxas de lesão das cordas vocais e hipoparatiroidismo de cerca de 2% dependendo das séries. Pode ocorrer recidiva em 10-20% dos doentes em 10 anos.

diagnóstico hipotiroidismo cuidatutiroides 180x180 - Diagnóstico da Tiroidite Linfocítica

Diagnóstico da Tiroidite Linfocítica

– Laboratório:
• Anticorpos antitireoglobulina e antimicrossomais (ATg e ATm).
A principal característica da tiroidite auto-imune é a presença de anticorpos antitiroideus. Os ATg estão presentes em 60% dos doentes com bócio, hipotiroidismo ou ambos e os ATm estão presente em 95% destes casos.
• TSH, T3 e T4 – inicialmente existe um aumento da TSH com T3 e T4 normais, posteriormente ocorre uma redução da T4 com manutenção da T3 e, finalmente, uma redução da T3 e T4.
– Imagiologia:
• A ecografia mostra uma tiroideia normalmente aumentada de tamanho, com um padrão hipoecogénico difuso.
• GGT com padrão extremamente variável, podendo assemelhar-se à doença de Graves, BMN ou podendo evidenciar um nódulo hiper ou hipofixante.
A imagiologia raramente é necessária em doentes com suspeita de tiroidite auto-imune.
—> Citologia:
Pode-se efectuar citologias em casos de nódulos suspeitos ou nos casos de um crescimento rápido da tiroideia.

sino 1 180x180 - Laboratório (Bócio Simples)

Laboratório (Bócio Simples)

De acordo com a definição, os valores de T3, T4 e TSH são normais.

tiroiditis que es y que tipos existen 180x180 - Tratamento (Doença de Graves)

Tratamento (Doença de Graves)

-> O tratamento médico antitiroideus de síntese (ATS) como o propiltiuracilo (PTU) ou metibasol (MMI) inibe a síntese das hormonas tiroideias e diminui a resposta auto-imune.
O PTU em doses de 50 a 200 mg tid ou MMI em doses de 5 a 20 mg bid (doses maiores podem ser necessárias em doentes com tirotoxicose grave e bócios grandes), são bastante eficazes no tratamento do hipertiroidismo, com mais de 90% dos doentes a apresentarem controlo do hipertiroidismo ao fim de 6 semanas.
Tem como desvantagens tratar-se de um tratamento normalmente prolongado com uma taxa de recidiva de 60-70%.
Os efeitos secundários são pouco frequentes, podendo ocorrer hipotiroidismo quando se utiliza doses excessivas de ATS ou por tempo prolongado, agranulocitose em 1% dos doentes, rash cutâneo e mais raramente hepatotoxicidade ou colestase, artralgias e mialgias.
A terapêutica com Iodo apresenta uma taxa de recidiva bastante menor, com 10-20%. Pode ocorrer agravamento da oftalmopatia e hipotiroidismo em 30% dos doentes ao fim de 5 anos.
Normalmente a terapêutica com 131I controla a doença de Graves em 3 a 6 meses após a sua administração e está reservada a situações de recidiva da doença, doses de manutenção com ATS elevadas e bócios volumosos.
– Com a opção cirurgia, a maioria dos doentes fica em eutiroidismo. O risco de hipotiroidismo pós-cirúrgico varia entre 4-30% nas diferentes séries e a recorrência é pouco frequente.

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Tratamento (Nódulo Tiroideu)

—> O tratamento cirúrgico é indicado em:
• NT malignos ou suspeitos.
• NT benignos solitários, únicos ou associados a BMN e com mais de 3-4 cm, com sintomas compressivos ou inestéticos.
—> Tratamento médico – o tratamento dos NT com levotiroxina ainda hoje é fonte de discussão entre os endocrinologistas, no entanto aceita-se como indicação para tratamento dos NT:
• Nódulo pequeno (menor que 2,5 cm), recente, com função tiroideia normal ou subnormal.
Citologia benigna.
• Doentes com menos de 50 anos e sem patologia cardíaca.

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Adenoma Tóxico (Doença de Plummer)

Hipertiroidismo causado por um ou mais adenomas autónomos da glândula tiroideia.
A tiroideia neste caso e ao contrário do BMN (que apresenta áreas de hiperfunção adenomatosa) é intrinsecamente normal.
Em termos de histopatologia são verdadeiros adenomas foliculares que apresentam uma mutação somática do receptor da TSH que faz com que ele esteja permanentemente activado sem o controlo da TSH.
Progressivamente existe um aumento do tamanho do nódulo e da sua função e instala-se um hipertiroidismo com supressão da restante glândula.
É mais frequente entre os 30-40 anos e a clínica é normalmente mais ténue do que na doença de Graves. Pode-se palpar um nódulo tiroideu.
As análises dependem do estádio da doença, desde TSH apenas ligeiramente suprimida com GGT normal até hipertiroidismo franco com T3 e T4 aumentadas.
A GGT mostra tipicamente um nódulo hiperfixante com supressão da restante glândula.
No tratamento está indicado o ,3II ou cirurgia, principalmente em doentes com menos de 20 anos ou com nódulos grandes. Em doentes com hipertiroidismo grave, deve-se fazer a preparação pré-operatória com antitiroideus de síntese para normalização prévia da função tiroideia.

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Factores de Prognóstico (Carcinoma Tiroideu)

– Idade do doente – acima dos 45 anos a recorrência do tumor ocorre mais cedo e o tempo entre recorrência e morte é menor.
– Tamanho inicial do tumor (no carcinoma papilar).
– Extensão extracapsular e metástases ganglionares (principalmente se grandes, múltiplas ou bilaterais).
– Metástases a distância (associadas a uma mortalidade 35-45% aos 5 anos e 70% aos 15 anos).
– Carcinoma papilar, variante de células altas ou colunares com pior prognóstico.
– Carcinoma folicular com invasão extensa ou variante de células de Hurthle com pior prognóstico.
– Diferenciação e aneuploidia.
– Ressecção cirúrgica incompleta.
– Utilização ou não de terapêutica de 131I.
– Tg elevada após cirurgia.

Adenoid cystic carcinoma cytology 180x180 - Carcinoma Tiroideu

Carcinoma Tiroideu

O carcinoma tiroideu tem uma incidência de 1,3-2,6 em homens e 2-3,8 em mulheres por 100000 habitantes, sendo 2-4 vezes mais frequente no sexo feminino e entre os 45-50 anos.
Em áreas sem défice de iodo, mais de 85% destes carcinomas são tumores bem diferenciados, sendo os tumores papilares os mais comuns (60-80%). Pelo contrário, os carcinomas foliculares e indiferenciados são mais comuns em áreas com défice de iodo.
—> Carcinoma papilar da tiroideia.
Trata-se de um tumor de origem epitelial com diferenciação folicular e com aspectos nucleares característicos e que apontam para o diagnóstico:
• Núcleos maiores do que os das outras células foliculares.
• Pálido e transparente ao centro, com cromatina hipodensa.
• Com limites irregulares que podem assemelhar-se a “grãos de café”.
Macroscopicamente aparece como um tumor firme, não capsulado ou parcialmente capsulado, podendo apresentar áreas necróticas e quísticas. É frequentemente multifocal num lobo e pode ser bilateral em 30-80% dos casos.
Frequentemente o carcinoma papilar invade os vasos linfáticos precocemente, podendo haver adenopatias no momento do diagnóstico em 30 a 50% dos doentes.
No entanto, as metástases a distância são raras.
Tem um prognóstico excelente com uma sobrevida aos 20 anos de 95%.
– Carcinoma folicular da tiroideia.
Ao contrário do carcinoma papilar, o carcinoma folicular apresenta-se normalmente como um nódulo único, mais ou menos capsulado. As adenopatias são extremamente incomuns na altura do diagnóstico, no entanto, pode ocorrer metástases a distância em 50-20% dos doentes.
O diagnóstico é baseado na demonstração inequívoca de invasão vascular e da cápsula e, portanto, é impossível fazer o diagnóstico apenas através da citologia.
De acordo com o grau de invasibilidade, o tumor é classificado em carcinoma folicular de invasão mínima (capsulado) ou de invasão extensa.
Outro importante factor de prognóstico é o grau de diferenciação, estes carcinomas variam desde tumores bem diferenciados com folículos formados contendo colóide, até tumores pouco diferenciados com um padrão de crescimento celular sólido e com pior prognóstico.

montagem tireoide 180x180 - Tiroidite de Hashimoto

Tiroidite de Hashimoto

Normalmente, nesta patologia a tiroideia é mais firme e irregular e caracteriza-se pela presença de anticorpos antitiroideia.

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Diagnóstico Diferencial – Doença de Graves

Se a doença de Graves não estiver numa fase tirotóxica e não houver exoftalmia, o bócio difuso da doença de Graves só pode ser diferenciado do bócio difuso simples pela presença de TRAb.