dengue

O vírus da febre amarela (um flavivírus) é transmitido ao homem através de um mosquito infectado (Aedes aegypti, na forma urbana da doença, Haemagogus spp. na forma silvática). A infecção é mantida na natureza através de infecção vectorial entre primatas, podendo o reservatório ser o homem em regiões de elevada endemicidade (forma urbana da doença, que é a que tem significado clínico e epidemiológico, sendo a forma silvática apenas ocasional).
A doença pode evoluir clinicamente em três períodos, sendo o primeiro caracterizado por um quadro febril inespecífico, associado a cefaleias, mal-estar, astenia, náuseas e vómitos, seguido de um breve período de remissão, assintomático, ao qual se pode suceder um quadro de febre hemorrágica, manifestado por icterícia, hemorragia gastrintestinal, miocardite, instabilidade hemodinâmica, albuminúria e oligoanúria. A mortalidade é de 20 a 30%.
A doença é endémica nas regiões tropicais de Africa subsariana, onde ocorrem cerca de 90% dos casos, da América do Sul e no Panamá. A transmissão ocorre sobretudo durante as estações chuvosas, mas as recomendações referentes à vacinação de viajantes devem ser aplicadas a deslocações durante qualquer estação do ano. Apesar da existência do vector na Ásia, a doença não ocorre nesta região por escassez de reservatórios naturais.
O risco de exposição é determinado pelo exercício de actividades a céu aberto, incluindo de lazer e desporto, em zonas endémicas. A prevenção passa, portanto, também pela observação das medidas destinadas a reduzir o risco de picada pelo vector, que deve ser sempre reforçado, particularmente em indivíduos nos quais a vacina não estiver recomendada.
A vacinação está indicada em todos os indivíduos com mais de 9 meses que se desloquem a zonas endémicas e em técnicos de laboratório com risco de exposição profissional ao vírus. Além disso, é requerida, por lei, à entrada em muitos países, mesmo quando o viajante não provenha de uma região endémica, sobretudo em países asiáticos onde o vector é endémico.
A vacina recomendada é uma vacina viva atenuada (estirpe 17D), que deve ser administrada numa única toma i.m. (0,5 ml, deltóide). Tem imunogenicidade elevada, com anticorpos detectáveis a partir de 10 dias após a vacinação, ocorrendo em cerca de 90% dos vacinados imunocompetentes, e confere protecção por 10 anos.
A vacinação de indivíduos imunodeprimidos com mais de 60 anos ou grávidas deve ser cuidadosamente ponderada quanto aos riscos e benefícios, devendo, no caso das grávidas, ser protelada, sempre que possível, para depois da gestação. Para os viajantes para zonas endémicas nos quais a vacina não esteja recomendada, poderá ser emitido um documento comprovativo da isenção. A revacinação está indicada de 10 em 10 anos, desde que se mantenha o risco de exposição.
A administração concomitante de outras vacinas atenuadas deverá, idealmente, ser separada de 4 semanas, embora possam ser feitas conjuntamente se a necessidade se impuser. Pode ser feita conjuntamente com qualquer vacina inactivada.
A vacina é geralmente segura, podendo ocorrer reacções adversas locais ou sistémicas ligeiras em 2 a 5% dos vacinados, geralmente nos 10 dias que se seguem à vacinação.
Foi descrita uma reacção adversas severa, manifestada por um quadro de falência multiorgânica (doença neurotrópica associada à vacina da febre amarela), ocorrendo em 0,7/100000 vacinados, mas significativamente mais frequente em receptores com mais de 60 anos (4,2/100000).

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