0711-aborto (1)

Os cumarínicos têm um potencial efeito teratogénico no primeiro trimestre da gravidez. Nas doentes com indicação para efetuar esta terapêutica, existem quatro alternativas, sem vantagens demonstradas entre os vários esquemas:
—> Substituir o hipocoagulante oral por heparina s.c. antes da conceção, manter a heparina durante todo o primeiro trimestre e voltar aos cumarínicos até 2 semanas antes do parto (reiniciando a heparina neste período).
—> Substituir o hipocoagulante oral por heparina s.c. antes da conceção, manter a heparina durante toda a gravidez (risco de osteoporose considerável).
—> Se a gravidez não foi planeada, substituir o hipocoagulante oral por heparina s.c. logo que se saiba da gravidez e optar depois por um dos esquemas acima.
—> Manter os cumarínicos no período pré-concepcional, efetuando testes de gravidez frequentes, para interrupção do fármaco logo que o diagnóstico se confirme. Depois optar pelo 1.° ou 2.° esquema.
Apesar de em muitos centros se estar a utilizar heparinas de baixo peso molecular na gravidez, em vez da heparina e.v., não existem estudos suficientes a documentar a eficácia/segurança desta prática.

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