0010545058N 1920x1280 180x180 - Citostáticos

Citostáticos

A actividade dos citostáticos relaciona-se com o seu efeito sobre o ciclo celular. Alguns têm efeito específico sobre determinada fase do ciclo, outros não são específicos.
—> Agentes específicos de fase – na fase GO (fase de repouso) a maior parte das células são refractárias a qualquer terapêutica:
• Fase G1 (síntese proteica e de RNA) – L-aspariginase e terapêuticas antisense.
• Fase S (síntese de DNA) – antimetabolitos, campotecinas, procarbazina e hidroxiureia.
• Fase G2 (persiste síntese de proteínas e RNA; síntese dos precursores microtubulares do fuso mitótico) – bleomicina, alcalóides da vinca e taxanos.
• Fase M (mitose) – alcalóides da vinca e taxanos.
—> Agentes não específicos de fase – actuam em qualquer fase do ciclo das células em divisão (alquilantes, platinos, inibidores de sinalização, trastuzumab) ou sobre as células que não estão em divisão (esteróides, antibióticos antitumorais). De forma geral, os agentes não específicos de fase têm uma curva de dose-resposta linear, ou seja, quanto maior a dose, maior a taxa de células tumorais mortas.

DSCN8476 180x180 - Mucosite

Mucosite

A inflamação das mucosas é uma complicação frequente em quimioterapia. Todas podem ser afectadas: gastrintestinal, genital, urológica, respiratória, ocular.
A mais frequente e intensamente afectada é a do tracto gastrintestinal.
A estomatite (inflamação da mucosa oral) pode ser muito limitante, chegando a constituir quadros graves traduzidos em dor intensa que pode impedir de forma total a alimentação.
Minimiza-se a sua ocorrência mantendo-se uma higiene oral adequada e bom estado de nutrição; a crioterapia (mastigar cubos de gelo enquanto se administra a quimioterapia) também tem sido usada em alguns regimes nomeadamente com 5-FU em bolus. Uma vez instalado o quadro, podem-se usar dois tipos de agentes: higienizadores e analgésicos. Os agentes mais comuns de higiene oral deverão ser evitados já que a maior parte dos que estão disponíveis são muito irritantes para a mucosa oral; preferir clorexidina, eventualmente diluída, para minimizar o incómodo que o bochecho pode provocar; o bicarbonato de sódio tem a mesma função. Como analgésicos podem-se usar agentes referidos como cicatrizantes como o sucralfate ou antiácidos, anestésicos tópicos como lidocaína viscosa ou ainda analgésicos sistémicos (AINEs ou mesmo opiáceos). O uso de antimicrobianos está dependente de existir ou não infecção concomitante; em tratamento de leucemia ou em transplantação é frequente a reactivação de herpes simplex tipo I contribuir para a lesão das mucosas, estando preconizado o uso de aciclovir em profilaxia ou tratamento.
Outra manifestação de mucosite do tracto gastrintestinal é a diarreia, de intensidade variável. O controlo sintomático passa por: adaptação dietética, eventual reequilíbrio hidroelectrolítico, obstipantes (loperamida, codeína – não devem ser usados durante mais de 24 horas se não tiver sido excluída infecção); octreótido pode ser útil em casos mais graves e prolongados; a atropina ou escopolamina devem ser reservados para quadros também intensos e dolorosos (cólicas).

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Indicações (Transplantação)

– Doenças não malignas – aplasia medular, talassemia ou drepanocitose, doenças auto-imunes, imunodeficiências, doenças metabólicas.
– Doenças malignas – leucemias agudas e crónicas, linfomas, mielomas, mielodisplasia, doenças mieloproliferativas, alguns tumores sólidos.

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Anticoagulação no doente com neoplasia do SNC

Seja tumor primário ou metástase, estas lesões têm um risco de hemorragia acrescido no doente anticoagulado. Considera-se, contudo, que mesmo nestes doentes será preferível fazer anticoagulação; este risco será minimizado com o uso de heparina de baixo peso molecular. As excepções a esta orientação são as metástases de melanoma e carcinoma de células renais que têm um maior potencial de hemorragia.

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Cavidade Oral (Complicações da RT)

Os dentes, se existentes, estão mais sujeitos a desenvolver cáries, pela redução do fluxo salivar e consequente diminuição no aporte local de flúor. Se a isto juntarmos uma mucosa oral em lenta mas constante atrofia, pela alteração no tecido vascular-conjuntivo, que progressivamente vai deixando expostas zonas dos dentes não recobertas de esmalte e, consequentemente, mais sensíveis, rapidamente se torna evidente que este é um dos pontos de maior morbilidade, nesta localização.
O tecido ósseo não manifesta com frequência alterações devidas às radiações. As células que nele existem, osteoclastos e osteoblastos, mantêm uma actividade vegetativa inalterada e, mercê de um tempo de duplicação excepcionalmente lento, raramente demonstram de uma forma evidente as lesões radicas. Ocorre no entanto um processo, lento mas constante, de rarefacção óssea.
Uma das complicações mais temidas ocorre no caso de uma infecção nas gengivas progredir para o osso ou a degradação de uma peça dentária impor a sua extracção, a osteonecrose. Aquelas situações criam a necessidade de replicação de osteoblastos, para reconstruir o osso destruído, evidenciando-se, então, a lesão no genoma e a insuficiência do tecido para a sua própria conservação. O resultado é a formação de sequestros ósseos cuja sintomatologia álgica requer, por vezes, a remoção cirúrgica.
Mais uma vez, as medidas preventivas são essenciais. Uma boa higiene oral e aplicação local de flúor assumem um papel fundamental. O risco de osteonecrose é reduzido se antes do início da RT se proceder à extracção de peças dentárias em mau estado ou ao tratamento conservador se for possível, e a um acompanhamento pós-terapêutico, de modo a corrigir rapidamente qualquer alteração local, cárie ou infecção periodontal. No caso de serem necessárias extracções, devem ser usadas técnicas atraumáticas. A osteoradionecrose é mais frequente na mandíbula que no maxilar superior, mas no geral e uma ocorrência pouco frequente, atingindo 2 a 5% dos doentes, não ocorrendo de todo em desdentados totais.

paraneo img 31 180x180 - Síndromes Paraneoplásicas

Síndromes Paraneoplásicas

As síndromes paraneoplásicas são um conjunto heterogéneo de quadros clínicos que têm em comum relacionarem-se com uma neoplasia, não sendo provocadas por invasão local desta nem por metástases. Resultam antes de um de dois mecanismos principais: mediados por hormonas ou citoquinas produzidas pelas células neoplásicas, ou mediados por mecanismo imunológico.
A síndrome paraneoplásica acompanha a evolução da neoplasia. Pode preceder o seu diagnóstico (sendo forma de apresentação) ou a recorrência. O tratamento eficaz da neoplasia pode resultar num controlo efectivo da síndrome paraneoplásica; no entanto, pode adquirir autonomia em relação à própria neoplasia com a qual se relaciona, especialmente nos casos em que o mecanismo é imunomediado (podendo também ser resistente a outras terapêuticas utilizadas em situações análogas, mas não relacionadas com neoplasia).

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Complicações da RT

Os efeitos secundários precoces desenvolvem-se desde o início do tratamento até cerca de 3 meses após a sua conclusão. Tipicamente aparecem entre 2 a 3 semanas após o início do tratamento, prolongando-se até 3-4 semanas após o seu fim. São inevitáveis e por regra toleráveis, sendo habitualmente resolvidos ou aliviados com medicação sintomática e algumas medidas locais. São limitados no tempo, a sua intensidade e duração são proporcionais ao volume de tecido irradiado e à dose por fracção. O tempo médio até à manifestação destes efeitos secundários é típico do tecido em causa, tendo a ver com a sua velocidade de renovação (turnover).
Podemos distinguir os efeitos sistémicos, quase sem relação com o local irradiado, normalmente devidos à libertação para a circulação sanguínea de produtos da lise tumoral. Ocorrem tipicamente no início do tratamento de grandes massas tumorais ou de tumores com elevada sensibilidade às radiações (por exemplo, linfomas) ou quando são prescritas doses elevadas por fracção (por exemplo, flash hemostático). A reacção observada pode corresponder a um prurido generalizado, controlável com anti-histamínicos, ou a uma sensação de mal-estar com náuseas e vómitos, geralmente de pequena intensidade, que respondem bem à administração de procinéticos do tubo digestivo (por exemplo, metoclopramida). Pode ainda ocorrer nos primeiros dias de tratamento, quando ocorre a maior destruição tumoral em termos absolutos, uma elevação transitória do ácido úrico no sangue, com risco de lesão renal. Nestes casos é recomendável o uso profiláctico de alopurinol.

764780 180x180 - SÍNDROME DE LISE TUMORAL

SÍNDROME DE LISE TUMORAL

Não sendo uma complicação frequente é, no entanto, potencialmente letal.
Pode ocorrer em diversos tipos de tumor, mas principalmente naqueles que têm uma maior cinética celular como é o caso das leucemias agudas e linfomas de alto grau; com menor frequência há casos associados a tumores de células germinais ou de pequenas células do pulmão; pode surgir espontaneamente ou com o início da quimioterapia.
Com a morte celular são libertadas para o sangue uma série de substâncias contidas na célula: aniões, catiões e produtos da degradação metabólica de proteínas e ácidos nucleicos São normalmente excretados (principalmente pelo rim), mas em situações de catabolismo excessivo podem ultrapassar a normal capacidade de excreção.

cirurgia da atm2 180x180 - Sequelas Anatómicas e Funcionais da Cirurgia

Sequelas Anatómicas e Funcionais da Cirurgia

Na sequência da cirurgia (por vezes em associação a outras terapêuticas feitas sequencialmente, em particular a RT) podem surgir diversas complicações resultantes quer de alterações morfológicas, quer funcionais: bridas (nomeadamente em cirurgia abdominal), estenoses, dumping (gastrectomias), fístulas, linfedema, dor, disestesia.
O tratamento das estenoses, por exemplo, pode ser multidisciplinar: dependendo da localização anatómica pode justificar o recurso a dilatações mecânicas, uso de prótese ou mesmo de cirurgia correctiva.
Na cirurgia do tumor da mama, o linfedema do braço é uma das complicações resultantes do esvaziamento axilar; além da limitação funcional e de compromisso da imagem corporal, é sede frequente de celulite.

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Componentes e Indicações

Os componentes sanguíneos utilizados na clínica são concentrados eritrocitários, concentrados plaquetários, plasma fresco congelado e crioprecipitado; a sua preparação, apresentação e cuidados prévios à administração ao doente podem variar e serão descritos de seguida.