cuidados paliativos imagem grande 180x180 - Cuidados Paliativos (CP) e Tratamento da Dor

Cuidados Paliativos (CP) e Tratamento da Dor

A medicina paliativa, no seu esforço académico actual, tem duas prioridades bem definidas. A primeira é a que diz respeito à expansão do conhecimento no controlo sintomático (tal como a abordagem da dor refractária intratável e outros sintomas relacionados com o cancro), a segunda diz respeito à transferência do conhecimento e à investigação em inovação da educação (nomeadamente no que tem a ver com a formação para a percepção do sofrimento e da morte, etapa essencial para o desenvolvimento do conceito de vida com dignidade).
Os cuidados paliativos, segundo a OMS (2002), começariam quando a cura já não é possível e definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias.
São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.
Numa perspectiva mais recente pretende-se uma integração desde o início do diagnóstico da doença oncológica, num sentido cooperativo muito mais precoce. As perspectivas de mudança das necessidades dos doentes em diferentes fases da sua trajectória da doença obrigam a inter-relacionar conceitos de “terapêutica de suporte”, “cuidados paliativos” e “cuidados em fim de vida”.
As infra-estruturas organizacionais da prática de excelência destes cuidados requerem cooperação e coordenação com médicos de outras áreas (incluindo radioterapia, cirurgia, fisiatras, psico-oncólogos, anestesistas de unidade de dor e medicina paliativa bem como profissionais de enfermagem, assistência social, psicologia, terapeutas ocupacionais, agentes da pastoral, e outros.

4805f5 cateter 180x180 - Tipos (Acessos Vasculares)

Tipos (Acessos Vasculares)

– Cateteres simples ou duplos, com uma ou duas câmaras.
– Cateteres com válvula terminal e sem válvula (estes permitem colheita de sangue).
– De inserção em veia periférica ou em veia central (habitualmente subclávia).

radioterapia prostata 180x180 - Radioterapia (RT) em Cancro Avançado

Radioterapia (RT) em Cancro Avançado

Garantindo a maior inocuidade possível, planeado no contexto do status da doença global e seu performance status, deve o doente ter consciência de que o efeito paliativo da radiação pode levar alguns dia a ser alcançado.
As indicações da RT paliativa são:
– Metastização óssea, fracturas patológicas.
– Síndrome de compressão medular (é essencial a precocidade de actuação antes do desenvolvimento da paralisia instalada; a sobrevivência vai desde cerca de 7 meses em doentes ambulatórios a cerca de 6 semanas em doentes com grave compromisso neurológico).
– Metástases cerebrais caracterizadas por TC ou RM cranioencefálica (requerem sempre corticosteróides em simultâneo, como dexametasona 20 mg/dia).
– Carcinomatose leptomeníngea.
– Cancro do pulmão inoperável (NSCLC) com invasão mediastínica.
– Síndrome da veia cava superior.
– Neoplasia do esófago.
– Massa pélvica sangrante.

cropped cuidados paliativos05 180x180 - Diarreia (Cuidados Paliativos)

Diarreia (Cuidados Paliativos)

Embora não seja um sintoma de grande prevalência nos doentes em CP (7-10%), associa-se a efeito indesejável da quimioterapia (5-FU, irinotenano, docetaxel) e da RT pélvica que requer muitas vezes redução de intensidade de dose no tratamento. O tratamento sintomático passa por garantir a hidratação. A loperamida ou outros opióides como a morfina ou codeína podem ser usados para reduzir o número de dejecções. O octreótido, análogo da somatostatina, está indicado para a diarreia secretória intratável ou diarreia causada por tumor neuroendócrino.

cuidados paliativos 180x180 - Distúrbios Gastrintestinais (Cuidados Paliativos)

Distúrbios Gastrintestinais (Cuidados Paliativos)

Em doentes sob terapêutica opióide, a xerostomia é um dos sintomas mais frequentes e a obstipação ocorre em cerca de 1/3 dos doentes tratados com morfina. Estes doentes necessitam do uso de meios rectais (supositórios laxantes, enemas). Um dos mecanismos para optimização da abordagem de obstipação crónica promovida pela toma de opióides é a sua rotação. O fentanil é menos obstipante que a morfina oral. Os expansores de volume não estão indicados na obstipação induzida por opiáceos. A lactulose por vezes não basta, pode coexistir massa fecal palpável no cego e fezes pétreas no cólon descendente que requerem propulsor colónico.
As náuseas e vómitos são dos sintomas mais prevalentes (60-70%) dos doentes em CP.
As causas podem estar directamente relacionadas com o cancro (síndromes oclusivas ou suboclusivas) ou serem iatrogénicas (quimioterapia ou opióides). O tratamento sintomático passa pelo uso de drogas do grupo dos procinéticos (metoclopramida domperidona), corticosteróides (em especial dexametasona), antagonistas 5-HT3 (ondansetron e outros), fenotiazinas, butirofenonas, antagonista Nkl (aprepitant).

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Uso de Fármacos (Cuidados Paliativos)

Uso de Fármacos (Cuidados Paliativos)

Em cuidados paliativos e de acordo com as indicações de especialistas internacionais de cuidados paliativos, credíveis, como a EAPC (european association ofpaliative care) ou a IAHPC (associação internacional de cuidados paliativos), foi elaborada uma lista de medicamentos essenciais nesta área que identifica um grupo vasto de alternativas farmacológicas que podem ser usadas por várias vias de administração.
Os fármacos abaixo indicados podem ser usados, em alternativa, por via subcutânea (com claros benefícios e comodidade para doente e família):
– Salbutamol.
– Furosemido.
– Dexametasona.
– Metoclopramida.
– Morfina,
– Tramadol.
– Haloperidol.
– Midazolam.
– Cloropromazina.
– Ceftriaxone.
– Butilescopolamina.
– Diclofenac.
– Octreótido.
– Ranitidina.

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Cirurgia em Cancro Avançado

Tem de haver uma clara distinção entre a cirurgia de intenção curativa e paliativa.
É necessário conjugar a co-morbilidade e a mortalidade e as probabilidades de sobrevivência, na discussão com o doente antes de uma decisão final. E muito importante que o doente e os seus familiares estejam bem informados acerca do tipo de cirurgia que se vai praticar, e do que é esperado deste procedimento cirúrgico. A decisão última é sempre do paciente ou de seu legal representante, mas a visão da melhor opção terapêutica é-lhe apresentada após discussão conjunta multidisciplinar.


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Terapêutica Médica

Têm elevada prevalência (80-90%) em fase avançada da doença. As medidas farmacológicas utilizadas nesta síndrome incluem desde corticóides, psicoestimulantes (metilfenidato), acetato de megestrol.
A utilização das epoietinas em doentes com anemia <10 g/dl mostrou ser de relevância na melhoria da qualidade de vida em doentes com prognóstico vital superior a 2 meses.

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Delirium ou Estados Confusionais

Registado como um sintoma prevalente em doentes sob terapêutica opióide, idade avançada, desidratação, e em últimos dias de vida. As causas subjacentes de delirium têm de ser identificadas e se possível tratadas. Várias medidas não farmacológicas mostraram-se efectivas, mas o plano de intervenção farmacológica prevê desde o uso de haloperidol até à inclusão do midazolam no delirium terminal.

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Sintomas Respiratórios (Cuidados Paliativos)

O mais frequente é a dispneia, que é também um dos sintomas que gera mais preocupação no doente e na sua família. Ocorre em 70% dos doentes com cancro nas últimas semanas de vida e é grave em 25% dos doentes na última semana. O tratamento farmacológico da dispneia passa por conjugar oxigénio, broncodilatadores, corticosteróides, antibióticos e opióides.