670px Know if You Have a Cold Vs. a Fever Step 2Bullet2 180x180 - Febre Tifóide

Febre Tifóide

A febre tifóide, hoje em dia excepcional em Portugal como doença endémica, mantém níveis de endemicidade importantes em muitas regiões com baixos índices sanitários, com cerca de 22 milhões de novos casos ocorridos em 2007, ocorrendo sobretudo na Ásia, África, Caraíbas e América Central e do Sul, com cerca de 200000 casos fatais.
Causada por Salmonella entérica, serotipo typhi, é habitualmente transmitida por veículo comum, através de água, sobretudo quando não fervida ou desinfectada, ou alimentos contaminados, sobretudo se forem consumidos crus. A emergência de níveis elevados de resistência aos antimicrobianos (amoxicilina, co-trimoxazol) nalgumas regiões endémicas, particularmente no sul da Ásia, está descrita já há mais de 30 anos, constituindo um argumento adicional para o benefício da vacinação em viajantes para essas regiões.
A doença tem um período de incubação entre 2 a 3 semanas, pelo que, quando adquirida em viagem, se pode manifestar após o regresso, devendo ser considerada no diagnóstico diferencial dos quadros febris em viajantes regressados de zonas endémicas, mesmo quando imunizados.
A vacinação está recomendada em viajantes para zonas endémicas, mesmo que por curtos períodos, sobretudo para aqueles que visitem zonas fora dos roteiros turísticos habituais, designadamente em ambiente rural.
Estão disponíveis dois tipos de vacinas contra a febre tifóide:
—> Uma vacina viva, fabricada a partir de uma estirpe atenuada de S. entérica serotipo typhi (Ty21a). Os indivíduos imunocompetentes não eliminam os bacilos vacinais nas fezes, pelo que não constitui risco epidemiológico em zonas não endémicas. O esquema de vacinação consiste em 4 tomas, p.o., de uma cápsula, tomada em dias alternados, devendo-se assegurar de que são feitas as 4 tomas a fim de garantir a efectividade, e o esquema ser completado, pelo menos, 1 semana antes da viagem. A taxa de protecção clínica está estimada em, pelo menos 51%, podendo perdurar por 3 anos. Como reacções adversas, pode causar quadros febris e cefaleias, ambos em até 5% dos vacinados.
Como qualquer vacina viva, está contra-indicada em imunodeprimidos e não deve ser administrada a indivíduos com quadros diarreicos agudos nem conjuntamente com antibióticos (aguardar, pelo menos, 24 horas após a suspensão do antibiótico, ou de acordo com a sua semivida de eliminação). A sua segurança durante a gravidez não foi estabelecida, devendo ser evitada.
– Duas vacinas inactivadas polissacáridas, fabricadas a partir do antigénio Vi, habitualmente associado a virulência. Devem ser administradas por via i.m. (deltóide), em toma única, na dose de 25 g (0,5 ml), pelo menos 2 semanas antes da viagem. Conferem uma protecção clínica em cerca de 55% dos vacinados, perdurando por 2 anos.
Como reacções adversas, estão descritas cefaleias (até 20%) e febre (1%). Apenas estão contra-indicadas em indivíduos com reacções locais ou sistémicas graves em exposições anteriores, devendo ser preferida em doentes com doenças imunossupressoras.
A segurança durante a gravidez não foi avaliada.
Os viajantes devem ser informados de que a taxa de protecção das vacinas é relativamente baixa e de que não conferem protecção contra outras causas de diarreia aguda do viajante, não devendo nunca ser descuradas as medidas de prevenção universais das toxi-infecções alimentares.

Vacinação Brumado 180x180 - Vacina Antimeningocócica

Vacina Antimeningocócica

A vacina monovalente conjugada é a única disponível em Portugal. Esta vacina associou-se a uma taxa de protecção significativa num estudo observacional realizado no Canadá, na sequência de uma operação de vacinação em massa, com uma redução da incidência de novos casos de 78/100000 horas para 36/100000 horas, com uma efectividade de 96,8%. Em adultos, está indicada tem doentes com asplenia anatómica ou funcional, em estudantes residentes em internatos,, militares durante a recruta e profissionais de saúde com elevado risco de exposição, designadamente trabalhadores de laboratórios de patologia clínica. Neste grupo, está recomendada a administração de uma única toma da vacina, com repetição eventual ao fim de 3 a 5 anos, se as condições de exposição se mantiverem.

art wdppo1803  vacinas 1 180x180 - Vacina contra o HPV

Vacina contra o HPV

Estão disponíveis duas vacinas do tipo inactivado, constituídas por partículas semelhante a virões (virus-like particles), não infecciosas, produzidas por tecnologia de ADN recombinante, destinadas à prevenção de infecções por HPV: infecções persistentes, lesões intra-epiteliais de baixo grau (CIN1 ou LSIL), lesões precursoras do cancro (CIN2/3 ou HSIL) e, finalmente, cancro do colo do útero. A vacina bivalente inclui antigénios dos subtipos 16 e 18 do HPV, responsáveis por 70 a 75% de casos de cancro do colo do útero. A vacina tetravalente inclui, para além de antigénio destes subtipos, antigénios dos subtipos 6 e 11, responsáveis por cerca de 90% de casos de verrugas genitais/condilomas.
Qualquer dos tipos está recomendado, sendo ambos altamente imunogénicos, e tendo demonstrado protecção, quer através da obtenção de títulos elevados de anticorpos específicos persistindo por mais de 5 anos, quer através da redução significativa da ocorrência de lesões do tipo CIN de grau 2 ou superior, tanto em mulheres sem infecção prévia por estirpes oncogénicas de HPV como em mulheres sem infecção prévia apenas pelos subtipos incluídos na vacina.
São administradas em 3 tomas (0, 2 e 6 meses). Ambas contêm hidróxido de alumínio como adjuvante. A vacina é considerada segura, sendo frequentes as reacções de eritema no local de injecção (deltóide) e raros casos de lipotimia, pelo que se recomenda o decúbito durante 15 minutos após a administração. Foram levantados alertas de segurança relacionados com casos de morte súbita potencialmente relacionados com a vacina tetravalente, embora, na opinião das autoridades reguladoras de saúde da Europa e dos EUA, não tenha sido estabelecida a relação com a administração da vacina.
Não está estabelecida a duração da protecção induzida pela vacina, embora não esteja recomendada a realização de reforços. De notar que a vacina não confere protecção contra lesões causadas por subtipos oncogénicos de HPV para além do 16 e 18, pelo que a sua introdução não deve afectar as recomendações actuais para a prevenção secundária da neoplasia cervical. A vacina não foi avaliada na protecção de doença associada ao HPV no sexo masculino nem em doentes com infecção por VIH.


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vacinas 01 180x180 - Vacinas Recomendadas em Adultos com Imunodepressão

Vacinas Recomendadas em Adultos com Imunodepressão

De modo geral, os indivíduos com doenças associadas a estados de imunodepressão ou medicados com fármacos imunossupressores, incluindo os transplantados, não devem ser vacinados com vacinas atenuadas (BCG, VOP, varicela, VASPR). Em doentes que recuperem de um estado de imunodepressão, deve ser respeitado um intervalo de 3 meses até à administração de qualquer vacina.
Nos indivíduos infectados por VIH, a imunodepressão celular pode afectar a resposta imunológica às vacinas, pelo que as recomendações gerais aceites para a vacinação em adultos devem ser cumpridas tão precocemente quanto possível no decurso da infecção. Em doentes com má situação imunológica inicial mas com boas perspectivas de resposta à terapêutica anti-retroviral (TARV), pode ser razoável aguardar pela recuperação da imunidade para garantir uma efectividade sustentada das vacinas. Foi descrito um aumento da carga viral do VIH após diferentes vacinações, mas é duvidoso que essas elevações, transitórias, se traduzam num risco aumentado de progressão da doença, sobretudo no actual contexto terapêutico. Para além do cumprimento do PNV, está recomendada a vacinação contra o Streptococcus pneumoniae com a vacina 23-valente. Num estudo de coorte prospectivo observou-se uma redução de cerca de 10 vezes no risco de infecção pneumocócica invasiva nesta população, relativamente à qual se recomenda, adicionalmente, o reforço da vacina 5 anos após a primeira administração. A vacinação contra a gripe consta das recomendações actuais da DGS, embora seja duvidosa a sua utilidade em doentes com situação imunitária avançada, designadamente com contagens de CD4 <200 células/mm3. A DGS considera, também, o reforço da Hib, quando aplicável, mas não a sua administração pela primeira vez. Das vacinas vivas incluídas no PNV, a BCG é a única contra-indicada, em qualquer fase da infecção (sintomática ou assintomática), devido ao risco de doença associada à estirpe vacinal. A vacina inactivada da poliomielite (VIP) deve ser a preferida nestes doentes. Em doentes que viajam para zonas endémicas, a vacinação contra a febre amarela poderá ser considerada, particularmente em doentes com boa situação imunitária, embora a sua segurança não esteja estabelecida, devendo ser feita uma cuidadosa ponderação entre os riscos e os benefícios desta intervenção. Quando esteja indicada a vacina contra a febre tifóide, deve ser utilizada a vacina inactivada.

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Encefalite Japonesa

O vírus da encefalite japonesa (um flavivírus) é o principal agente responsável por casos de encefalite viral na Asia, com cerca de 50000 casos relatados por ano. A doença é transmitida por mosquitos vectores hematófagos do género Culex, que se reproduzem sobretudo nos arrozais, e que tendem a procurar alimento através da picada ao fim do dia ou durante a noite. E mantida na natureza através de reservatórios (porcos, aves) e, embora predomine em zonas rurais, pode ocorrer em zona urbana. A transmissão ocorre sobretudo durante o Verão e Outono em regiões temperadas e durante as estações chuvosas em regiões tropicais.
A infecção é assintomática em mais de 90% dos casos, sendo provável que muitos casos de infecção ligeira não sejam diagnosticados, mas pode ocasionar desde um quadro ligeiro de meningite asséptica até uma encefalite grave, com mortalidade de cerca de 25%, estando também descritos casos de mielite espinal que podem simular poliomielite. O quadro de encefalite manifesta-se por febre alta e alterações do estado de consciência que podem ir desde a desorientação ligeira até ao coma, estando o mutismo descrito como uma forma de apresentação possível. O quadro pode associar-se, ou não, a meningite, e a presença de convulsões generalizadas é um sinal de mau prognóstico.
A protecção do viajante passa pela prevenção da exposição ao mosquito através das precauções adequadas. Atendendo ao risco de reacções graves (ver adiante), a necessidade de vacinação deverá ser bem ponderada, estando indicada em indivíduos com mais de 1 ano que programem viagens por 30 ou mais dias com passagem por zonas de elevada endemicidade ou durante surtos epidémicos, devendo-se ter em conta o risco sazonal e o facto de que a exposição é mais provável em zonas rurais. Nos casos em que se preveja uma estadia predominante numa zona com risco elevado, dever-se-á considerar a vantagem da vacinação, mesmo com estadias inferiores a 1 mês.
A vacina recomendada é uma vacina inactivada, a ser administrada em 3 doses i.m. (deltóide) de 1,0 ml (0,5 ml até aos 3 anos de idade) nos dias 0, 7 e 30 ou, em caso de necessidade, nos dias 0, 7 e 14, embora, com este esquema, os títulos de anticorpos neutralizantes sejam mais baixos. Em ambos os casos, a última dose deve ser administrada 10 dias antes da viagem. Tem uma elevada imunogenicidade, induzindo anticorpos em 80% ou mais dos vacinados. A duração da protecção clínica não está estabelecida, estando recomendados reforços (toma única) de 2 em 2 anos se o risco de exposição se repetir. Podem ocorrer reacções adversas no local das injecções em até 20% dos recipientes, reacções sistémicas e exantema ligeiro em até 10%, estando descritas reacções anafilácticas graves em cerca de 0,5% dos vacinados. Embora estas reacções ocorram precocemente (até 12 horas), e sobretudo após a 1.ª toma da vacina, podem ocorrer após as tomas subsequentes de forma tardia (2-3 semanas), para o que é necessário manter o vacinado devidamente informado e com possibilidade de recursos medicamentosos (anti-histamínicos).
Recomenda-se a manutenção de vigilância clínica durante 30-60 minutos após cada toma da vacina, que deve ser feita sempre em ambiente com recursos materiais e humanos adequados. A vacina está contra-indicada apenas em indivíduos com história de reacção alérgica à vacina.

dengue 180x180 - Febre Amarela

Febre Amarela

O vírus da febre amarela (um flavivírus) é transmitido ao homem através de um mosquito infectado (Aedes aegypti, na forma urbana da doença, Haemagogus spp. na forma silvática). A infecção é mantida na natureza através de infecção vectorial entre primatas, podendo o reservatório ser o homem em regiões de elevada endemicidade (forma urbana da doença, que é a que tem significado clínico e epidemiológico, sendo a forma silvática apenas ocasional).
A doença pode evoluir clinicamente em três períodos, sendo o primeiro caracterizado por um quadro febril inespecífico, associado a cefaleias, mal-estar, astenia, náuseas e vómitos, seguido de um breve período de remissão, assintomático, ao qual se pode suceder um quadro de febre hemorrágica, manifestado por icterícia, hemorragia gastrintestinal, miocardite, instabilidade hemodinâmica, albuminúria e oligoanúria. A mortalidade é de 20 a 30%.
A doença é endémica nas regiões tropicais de Africa subsariana, onde ocorrem cerca de 90% dos casos, da América do Sul e no Panamá. A transmissão ocorre sobretudo durante as estações chuvosas, mas as recomendações referentes à vacinação de viajantes devem ser aplicadas a deslocações durante qualquer estação do ano. Apesar da existência do vector na Ásia, a doença não ocorre nesta região por escassez de reservatórios naturais.
O risco de exposição é determinado pelo exercício de actividades a céu aberto, incluindo de lazer e desporto, em zonas endémicas. A prevenção passa, portanto, também pela observação das medidas destinadas a reduzir o risco de picada pelo vector, que deve ser sempre reforçado, particularmente em indivíduos nos quais a vacina não estiver recomendada.
A vacinação está indicada em todos os indivíduos com mais de 9 meses que se desloquem a zonas endémicas e em técnicos de laboratório com risco de exposição profissional ao vírus. Além disso, é requerida, por lei, à entrada em muitos países, mesmo quando o viajante não provenha de uma região endémica, sobretudo em países asiáticos onde o vector é endémico.
A vacina recomendada é uma vacina viva atenuada (estirpe 17D), que deve ser administrada numa única toma i.m. (0,5 ml, deltóide). Tem imunogenicidade elevada, com anticorpos detectáveis a partir de 10 dias após a vacinação, ocorrendo em cerca de 90% dos vacinados imunocompetentes, e confere protecção por 10 anos.
A vacinação de indivíduos imunodeprimidos com mais de 60 anos ou grávidas deve ser cuidadosamente ponderada quanto aos riscos e benefícios, devendo, no caso das grávidas, ser protelada, sempre que possível, para depois da gestação. Para os viajantes para zonas endémicas nos quais a vacina não esteja recomendada, poderá ser emitido um documento comprovativo da isenção. A revacinação está indicada de 10 em 10 anos, desde que se mantenha o risco de exposição.
A administração concomitante de outras vacinas atenuadas deverá, idealmente, ser separada de 4 semanas, embora possam ser feitas conjuntamente se a necessidade se impuser. Pode ser feita conjuntamente com qualquer vacina inactivada.
A vacina é geralmente segura, podendo ocorrer reacções adversas locais ou sistémicas ligeiras em 2 a 5% dos vacinados, geralmente nos 10 dias que se seguem à vacinação.
Foi descrita uma reacção adversas severa, manifestada por um quadro de falência multiorgânica (doença neurotrópica associada à vacina da febre amarela), ocorrendo em 0,7/100000 vacinados, mas significativamente mais frequente em receptores com mais de 60 anos (4,2/100000).


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Cópia de IMGP4441 180x180 - Vacina contra e Hepatite B

Vacina contra e Hepatite B

A situação epidemiológica atual de Portugal relativamente à hepatite B pode ser considerada de baixa endemicidade, com cerca de 1% de portadores de AgHBs na população.
A vacina deve se administrada em adultos com risco elevado de exposição (toxicodependentes, receptores crónicos de derivados do sangue e plasma, hemodialisados, contacto homossexual masculino) ou sexual promíscuo, profissionais de saúde, indivíduos trabalhando em instituições parra deficientes ou reclusos, co-habitantes de portadores crónicos e viajantes para zonas de elevada endemicidade). A vacina inactivada é constituída por AgHBs purificado, obtido por métodos recombinantes, administrada em 3 tomas (0, 1 e 6 meses, sendo possível um esquema “acelerado” de 0, 1 e 2 meses, após o qual está recomendada uma nova toma ao fim de 1 ano), sendo bastante imunogénica embora possa ocorrer uma resposta insuficiente (título de anti-HB após a vacinação <10 MUI/ml)

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Febres Hemorrágicas Virais

Incluem os vírus Ebola e Marburg (filovírus), o vírus da febre de Lassa e arenaviroses do Novo Mundo (Guanarito, Machupo, Junin e Sabia), e as febres hemorrágicas do vale do Rift e do Congo-Crimeia. Embora alguns dos vírus causem doenças febris ligeiras e autolimitadas, outros podem causar quadros fatais, geralmente com componente de lesão vascular grave, podendo evoluir para quadros de falência multiorgânica e morte.
Não estão, actualmente, disponíveis vacinas para a imunização activa contra estes agentes.
Embora o risco da sua transmissão associado com viagens turísticas seja baixo, sobretudo se a estadia for em hotéis; pode ser maior fora dos circuitos turísticos habituais, particularmente em viajantes para zonas rurais de região endémica (profissionais de saúde em trabalho, cooperantes ou contratados para trabalhos de construção, jornalistas). Os viajantes devem ser aconselhados a não permanecer em zonas onde existam surtos activos ou recentes. Quando a viagem for necessária, deverão ser aconselhados a evitar, particularmente, o contacto com roedores (zonas endémicas para o vírus da febre de Lassa ou Bunyavirus), com gado (febre do vale do Rift), observando estritamente as medidas de prevenção contra a exposição a insectos vectores. Nos profissionais de saúde, deve ser reforçada a necessidade de observação das precauções básicas contra a transmissão de doenças infecciosas.

Saùde Viagem 180x180 - Vacinação em Viajantes

Vacinação em Viajantes

A frequência elevada com que as populações humanas se deslocam entre regiões diferentes quanto ao clima e à ecologia microbiana, por motivos de trabalho ou de lazer, levou ao desenvolvimento da chamada “Medicina do viajante”, existindo, já, numerosos centros que proporcionam consultas nesta área. Nestas, para além da gestão dos problemas gerados pela adaptação de patologias individuais preexistentes aos recursos clínicos específicos da região para onde se viaja, deve ser ponderada a necessidade de tomar medidas de prevenção contra patologias frequentes no local de destino, incluindo a necessidade de vacinação contra doenças infecciosas, a qual varia de acordo com o estado prévio de imunização individual e com as condições que afectam o risco de transmissão (região, estação do ano, duração da estadia, entre outras). Nesta secção, não cabendo estabelecer os critérios para essa ponderação, são apenas abordadas as características das principais vacinas disponíveis, no âmbito do tema da vacinação em adultos.

Vacinação Brumado 180x180 - Vacinação em Profissionais de Saúde

Vacinação em Profissionais de Saúde

Os profissionais de saúde devem ter sido imunizados de acordo com o PNV. Para além destas, são recomendadas imunizações adicionais para aqueles que apresentem risco elevado de exposição a agentes transmissíveis, tendo em conta que a sua imunização pode, também, reduzir o risco de transmissão de doenças aos doentes pelos quais são responsáveis. Nesta perspectiva, a sua imunização poderá, em certos casos, ser do foro da Saúde Ocupacional.
O BCG não está recomendado fora do âmbito do PNV. A vacinação contra a gripe é recomendada pela DGS, na perspectiva da redução do risco para os doentes que contactem com estes profissionais, devendo ser proporcionada universalmente, anualmente, aos trabalhadores das unidades de saúde.
Nos profissionais não imunizados com risco elevado de exposição, devem ser consideradas as vacinações contra a hepatite A, hepatite B, varicela e meningococo.