Surgeons at Work 180x180 - Intoxicações Adquiridas em Meio Hospitalar

Intoxicações Adquiridas em Meio Hospitalar

Os efeitos paradoxais atribuídos a doses elevadas de benzodiazepinas e.v. são consequência do solvente, o propilenoglicol.
Os anestésicos tópicos podem induzir meta-hemoglobinemia. A benzocaína e a lidocaína, mesmo em doses terapêuticas, são os mais frequentemente implicados sobretudo nas crianças.
O propofol em perfusão pode induzir uma síndrome caracterizada por acidose metabólica grave, rabdomiólise, colapso cardiovascular e morte. O uso prolongado e as doses elevadas estão na sua génese. Os corticóides e as aminas vasopressoras parecem ter um papel contributivo. Perante a suspeita, a suspensão do fármaco deve ser imediata.
Os desinfetantes das mãos que contêm álcoois como o propanol já foram implicados em intoxicações agudas.

SOL 04138 7 180x180 - Preparados de Ervas

Preparados de Ervas

Passamos a expor algumas breves palavras sobre os preparados de erva, tão na moda atualmente e utilizados com os mais diversos fins.
Os alcalóides da efedra (usados no emagrecimento) podem provocar uma síndrome simpaticomimética.
A Kava kava (utilizada na ansiedade) tem sido relacionada com necrose hepática.
A Ginkgo biloba (para melhorar o desempenho cognitivo) e o alho (como antibacteriano) podem provocar hemorragias.
O ginseng (aconselhado na astenia) pode induzir hipoglicemia.
Já foram descritas arritmias com chás e laxantes à base de glicósidos cardíacos como a foxglova.

maxresdefault 13 180x180 - Entubação Orotraqueal

Entubação Orotraqueal

É a via de entubação traqueal preferencial em qualquer doente. É tecnicamente mais fácil permitindo a colocação de um tubo de maior calibre do que na entubação nasotraqueal. Deve haver algum cuidado na entubação de casos de epiglotite, instabilidade atlantoaxial, traumatismo maxilofacial severo e lesão da coluna cervical.

VLP 4000 site 180x180 - Ventilação controlada por volume e regulada por pressão

Ventilação controlada por volume e regulada por pressão

Modalidade mista, em que o ciclo respiratório é controlado por pressão, mas o valor de pressão é automaticamente modulado de forma a fornecer um determinado volume predefinido.
Quando esta modalidade é selecionada, é definido o volume corrente pretendido e o 1.° ciclo é controlado por volume, de seguida o ventilador determina a pressão alvo no final da inspiração e posteriormente todos os ciclos assumem a forma de controlo por pressão. A pressão inspiratória é ajustada automaticamente pelo ventilador para manter o volume corrente alvo.
Permite uma maior liberdade na interação doente-ventilador em cada ciclo e simultaneamente permite o controlo do volume. A pressão inspiratória é automaticamente descalada quando o doente aumenta a sua atividade inspiratória espontânea.
Baseada em técnicas sofisticadas disponíveis apenas nos ventiladores mais modernos.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 8 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
759984 180x180 - Tratamento de Suporte

Tratamento de Suporte

O tratamento de suporte tem como objetivo principal manter a homeostasia até a destoxicação estar terminada e ao mesmo tempo prevenir e tratar as complicações secundárias, e inclui:
Proteção da via aérea com intubação endotraqueal precoce nos doentes:
Com depressão do estado mental, nomeadamente, os que não respondem a estímulos verbais, os que não c:onseguem estar sentados e beber líquidos sem ajuda, os que têm convulsões.
Com risco elevado de aspiração do conteúdo gástrico, sobretudo se estiver preconizada a descontaminação digestiva.
• Que necessitem de ventilação mecânica.
—> Ventilação mecânica nos doentes:
• Com insuficiência respiratória aguda, depressão respiratória (PCO2>45 mmHg) ou hipoxia, sendo fundamental a monitorização atempada da oximetria e dos gases no sangue arterial.
• Com depressão do SNC incluindo letargia significativa e coma (Glasgow <7). • Com necessidade de sedação e/ou paralisia nas situações de hiperactividade neuromuscular, de forma a prevenir complicações como a hipertremia, a acidose e a rabdomiólise. -» Tratamento das arritmias, tendo em conta que, para além do uso de drogas anti-arrítmicas, poderá ser necessário corrigir alterações ácido-base e eletrolíticas. —> Suporte hemodinâmico com manutenção da perfusão tissular:
• A hipotensão deve ser corrigida com administração de volume.
• As aminas vasoactivas, como a noradrenalina, estão preconizadas nas situações em que se estabelece insuficiência cardíaca (antidepressivos tricíclicos).
—» Tratamento das convulsões, reconhecendo outras causas subjacentes que possam estar implicadas, como isquemia, edema e hipertermia.
—> Correção das alterações da temperatura evitando extremos.
—> Correção dos distúrbios metabólicos.
—> Suporte em caso de disfunção renal e/ou hepática.
—> Prevenção das complicações secundárias.

talking 180x180 - Agitação e Delírio

Agitação e Delírio

A ansiedade, a agitação e o delírio são frequentes nos doentes críticos.
Por agitação entende-se as alterações de comportamento que refletem a incapacidade do doente tolerar o ambiente da unidade onde está internado.
O delírio caracteriza-se pela alteração aguda do estado de consciência, pensamento desorganizado, níveis de vigília flutuantes durante o dia e diferentes tipos de manifestações motoras (hipoactivo, hiperactivo ou misto). Parece estar associado a hipoperfusão de extensas regiões cerebrais, nomeadamente do lobo occipital e tronco cerebral. A sua incidência em doentes críticos é de 50 a 80% (maior nos doentes ventilados), e o seu diagnóstico traduz um aumento de mortalidade aos 6 meses de 3 a 11 vezes.
As causas de ansiedade, agitação e delírio no contexto do doente crítico são múltiplas.
Em primeiro lugar estão causas corrigíveis como a dor e o desconforto, alterações metabólicas, efeitos secundários de fármacos e síndromes de privação.
Se estas não estiverem presentes, deverão ser equacionadas outras etiologias tais como: a dificuldade do doente em comunicar (IOT (intubação oro traqueal), barulho e movimento excessivos na UCI, imobilização); a incompreensão da sua situação clínica e daquilo que lhe é transmitido pelo pessoal da UCI; a luz contínua na UCI com alteração do ciclo noite/dia.
Como consequências da agitação e do delírio estão a não adaptação à ventilação assistida/controlada, o aumento de consumo de 02, o arrancamento pelo doente de tubos, drenos e cateteres, as lesões provocadas por queda ou por imobilizações excessivamente apertadas e a síndrome de stress pós-traumático.

pcr viasaereas 180x180 - Manutenção Básica da Via Aérea

Manutenção Básica da Via Aérea

Deve fazer-se uma avaliação rápida da existência de obstrução da via aérea – corpos estranhos, vómito.
Nos traumatismos, verificar a ocorrência de fraturas da face, mandíbula, laringotraqueais.
Devem ser efetuadas manobras de rectificação da via aérea como a hiperextensão cervical e pulsão anterior da mandíbula de forma a corrigir a obstrução da glote pela queda da língua. Nos traumatizados, a hiperextensão cervical está contra-indicada dada a possível coexistência de traumatismo cervical. Em doentes com artrite reumatóide, espondilite anquilosante e artrite psoriática, tal manobra também pode ser causa de lesão medular cervical por subluxação atlanto-axial. Nestes casos a pulsão anterior da mandíbula com protecção da coluna cervical é recomendada. Esta manobra deve ser executada, preferencialmente, por dois operadores.

home reanimacao cardiaca 180x180 - Logística Da RCR

Logística Da RCR

1) Assegurar em primeiro lugar que o doente não responde a estímulos, não tem pulso carotídeo ou tons cardíacos.
2) Pedir auxílio imediato, se possível um segundo médico e uma enfermeira, ou até a equipa de RCR, se existir uma instituída.
3) Posicionar o doente em decúbito dorsal com o plano do leito na horizontal, se o leito é duro, a tábua dorsal pode ser dispensável, pois acarreta sempre uma interrupção e uma perda de tempo precioso de massagem cardíaca. Se o doente não estava na cama, deitá-lo no chão para iniciar RCR.
4) Fazer chegar o carro de urgência, ligar logo que possível o doente a um monitor cardíaco (eléctrodos colocados fora da face anterior do tórax) ou a um electrocardiógrafo só com as derivações dos membros e iniciar uma tira de ritmo contínua.
É essencial ter o diagnóstico do tipo de paragem, em FV ou em assistolia (bradicardia progressiva até ao desaparecimento de complexos no traçado).
Não interromper constantemente a RCR só para ver se o doente já tem traçado electrocardiográfico autónomo, ou para entubação traqueal ou cateterismo central por pessoal com pouca experiência.

Arterial kateter 180x180 - Métodos Directos (Invasivos)

Métodos Directos (Invasivos)

A medição invasiva da PA implica sempre a canulação de uma artéria e a conexão da mesma a um sistema de leitura de pressão. Para medir uma pressão invasiva é necessário um transdutor, um amplificador e um monitor/gravador.
O cateter arterial fica conectado a um prolongamento, habitualmente com uma torneira de três vias para colheitas de sangue, que termina no transdutor, o qual está por sua vez ligado a um monitor. Do transdutor parte outro prolongamento até um saco de soro pressurizado. Nesta ligação existe uma válvula (que deixa passar soro a 3 ml/hora), uma torneira de três vias, que permite calibrar o sistema com a pressão atmosférica, e um sistema de abertura da válvula para se poder fazer um flush do sistema e dos prolongamentos com o soro pressurizado.
A PA varia continuamente com a sua pulsatibilidade característica. Estas variações da PA são transmitidas através do cateter arterial a uma coluna de água. Uma vez que a água é um fluido não compressível, as variações de pressão dentro da artéria são transmitidas por esta coluna de água, a qual termina no transdutor.
O transdutor “sente” as oscilações da PA numa membrana, o diafragma, o qual está em contacto com a coluna de água, contínua até ao lúmen arterial. Esse diafragma está ligado a um sistema elétrico, denominado ponte de Wheatstone, o qual tem a capacidade de transformar variações de pressão em sinais eléctricos (por regra 10 mmHg de pressão geram 50 U.V). Posteriormente, o sinal eléctrico é amplificado com o mínimo de distorção possível, é filtrado para retirar o “ruído” e é apresentado num osciloscópio, num monitor ou num registo em papel.
Estes sistemas de monitorização, através de coluna líquida, têm alguns problemas físicos que importa especificar: a frequência de resposta do sistema, a frequência natural relativa e o amortecimento (dumping).
A frequência de resposta do sistema é uma das características importantes na capacidade de medir sinais pulsáteis com diferentes comprimentos de onda. Se a frequência de resposta do sistema for inferior à do sinal biológico, a pressão medida vai ser inferior à real, porque o sistema não reproduzirá frequências elevadas.
Por seu lado, a frequência natural relativa é a frequência com a qual as oscilações atingem a amplitude máxima, isto é, a frequência em que o sistema entra em ressonância.
Essa depende das características do cateter e dos prolongamentos (os quais devem ter menos de 1 metro). O sistema “vibra” ou entra em ressonância, se a frequência do sinal se aproxima da frequência natural do sistema; neste caso a pressão sistólica é mais elevada, a diastólica mais baixa e há grandes oscilações da curva de PA, mas a pressão média mantém-se perto da real.
O amortecimento ou damping do sistema traduz a perda de sinal durante a transmissão. Para conseguir uma boa transmissão das ondas de pressão, os prolongamentos devem ser rígidos, de forma a não distenderem (como acontece aos sistemas de infusão de soros) e estar todos preenchidos com água. Se houver bolhas de ar ou coágulos, mesmo que pequenos, estes vão amortecer a transmissão da pressão. Cada sistema tem o seu coeficiente de damping, o qual descreve a rapidez com que um sistema oscilatório volta à posição de repouso.
A aplicação duma infusão rápida de soro pressurizado (flush) através da linha arterial permite avaliar a performance do sistema de leitura. Esse início e suspensão brusca duma pressão põem todo o sistema em vibração, e estas vibrações podem ser medidas de forma a determinar a frequência de ressonância do sistema.
No primeiro caso, a frequência é de 25 Hz e a leitura do sinal é boa. No segundo caso, a frequência de ressonância é menor e o sistema é pouco amortecido (underdamped), o que resulta numa amplificação da PA sistólica e diminuição da diastólica. No terceiro caso, o sistema está sobreamortecido (overdamped), o que resulta numa curva de PA com pouca amplitude. Nestas duas situações, se não se conseguir a desobstrução do sistema, deve ser ponderada a substituição da linha arterial.
Um bom sistema de leitura deve apresentar uma frequência natural relativa elevada e um coeficiente de damping óptimo.

revista saude hdl circulacao sanguinea 180x180 - Determinação da PA

Determinação da PA

A pressão existente dentro de um vaso sanguíneo resulta da força motriz do coração, que gera o débito cardíaco (DC) duma forma pulsátil, dependente da contração ventricular.
No entanto, o movimento do sangue não é intermitente, tipo “avança/pára/avança/para”, em consequência da sístole ventricular mas, pelo contrário, é contínuo, apresentando flutuações de débito que correntemente se designam por pulsatibilidade. Este facto resulta do continente (isto é, das artérias) não ser rígido, mas pelo contrário elástico e distensível. Assim, durante a sístole ventricular existe alguma distensão das artérias com acumulação de energia elástica nas suas paredes, a qual, durante a diástole (altura em ventrículo está relaxado e não há ejeção de sangue), é responsável pela impulsão do sangue. Logo, o débito deixa de ser intermitente para se tornar num débito contínuo, pulsátil Deste modo o débito sanguíneo e a PA têm um componente sistólico (que corresponde à contração ventricular) e um componente diastólico (que resulta da energia elástica acumulada nas paredes arteriais).
As técnicas de medição da PA podem ser divididas nas técnicas indiretas (não invasivas) e diretas (invasivas).