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Amigdalite Aguda

Infecção das amígdalas palatinas, mais frequente nas crianças, geralmente causada por Streptococcus ou de origem viral. Manifesta-se por odinofagia, recusa alimentar, otalgia reflexa, febre e adenopatias. Repouso, hidratação, antibioterapia (penicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, cefalosporinas) e analgesia geralmente resolvem o quadro.

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Neuronite Vestibular

A neuronite vestibular tem provavelmente origem viral, causa falência vestibular unilateral e não se acompanha de surdez nem acufenos. Provoca uma vertigem muito acentuada que impede o doente de se levantar. Dura 2 a 3 dias, após os quais o doente recupera rapidamente.

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Sialoadenite Crónica

Geralmente causada pela presença de um cálculo no dueto excretor, o que leva ao aumento do volume da glândula e dor intensa que agrava com a secreção salivar. Afecta mais frequentemente as glândulas submaxilares, também podendo afectar a parótida.
A remoção do cálculo resolve o quadro.

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Furunculose (Fossas Nasais)

Abcesso de um folículo piloso, que se manifesta por massa extremamente dolorosa. Deve ser feita antibioterapia sistémica e se necessário drenagem cirúrgica do abcesso. Pode ter complicações potencialmente fatais como a trombose do seio cavernoso. Deve tomar-se particular atenção em doentes diabéticos.

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Globo Faríngeo

Sensação de aperto ou desconforto na orofaringe, provavelmente por espasmo do músculo cricofaríngeo, que alivia com a ingestão de comida, que não causa disfagia e que agrava em momentos de maior ansiedade. Embora a maioria dos casos sejam de etiologia psicológica, deve sempre ser excluído doença esofágica ou gástrica (refluxo gastroesogágico, úlcera gástrica), ou patologia rinosinusal.

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Rolhão de Cerúmen

A presença de cerúmen no CAE é normal e necessária para a hemostase e integridade da pele.
A produção excessiva de cerúmen ou o uso de cotonetes que o empurram podem levar à formação de um rolhão, que cursa normalmente com hipoacusia e otalgia. O rolhão pode ser retirado com gancho de cerúmen sob visualização directa, ou com lavagem auricular após colocação de gotas otológicas para liquefacção do cerúmen. A presença de perfuração timpânica ou a história de otites externas de repetição contra-indicam a lavagem auricular e o uso de gotas otológicas.

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Rinite

Pode ser de etiologia alérgica ou não alérgica. Geralmente manifesta-se por obstrução nasal, rinorreia serosa, crises esternutatórias e prurido nasal e ocular. Deve fazer-se terapêutica com corticóide tópico e anti-histamínico. Está contra-indicado o uso prolongado de vasoconstritores nasais, por serem causa de rinite medicamentosa. O tratamento ideal, no caso de atopia, passa pela evicção do alergénio.

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Parotidite Epidémica

Afecta mais frequentemente a glândula parótida, mas também pode afectar as glândulas submaxilares, manifestando-se por aumento de volume, não doloroso da glândula implicada. A terapêutica é de suporte.

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Paralisia de Bell (Paralisia Facial Idiopática)

Paralisia facial de etiologia desconhecida, provavelmente de origem viral. Habitualmente de bom prognóstico, espera-se uma recuperação total em 85% dos casos. Deve iniciar-se terapêutica com prednisolona oral nas primeiras 24 horas após o início do quadro.
É essencial a protecção do olho com lágrima artificial, oclusão nocturna e se necessário tarsorrafia, para evitar queratite. Esta entidade deve ser aceite como diagnóstico de exclusão, depois de eliminadas todas as outras causas de paralisia facial.

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Otite Média Crónica

— Otite média crónica purulenta simples.
Perfuração timpânica da pars tensa, geralmente associada a disfunção tubária crónica.
Manifesta-se por episódios de otorreia, especialmente após entrada de água no ouvido.
Aspiração frequente do CAE, antibioterapia oral e tópica e resolução de eventual infecção nasofaríngea levam geralmente à resolução da otorreia. Pode realizar-se timpanoplastia para encerramento da perfuração. A persistência dos episódios de otorreia pode levar à lise da longa apófise da bigorna, com interrupção da cadeia ossicular. Nestes casos, à timpanoplastia deve associar-se uma ossiculoplastia, para restabelecimento do efeito columelar.
— Otite média crónica colesteatomatosa.
Caracterizada por perfuração timpânica marginal ou bolsa de retracção da pars flácida ou do quadrante póstero-superior da pars tensa, associada à presença de matriz de colesteatoma. O diagnóstico é clínico, podendo manifestar-se por otorreia fétida persistente, pólipo no CAE ou simplesmente presença de matriz na caixa do tímpano num ouvido seco. A terapêutica é fundamentalmente cirúrgica.
Não tratada, a otite média crónica, sobretudo se colesteatomatosa, pode cursar com complicações graves como: mastoidite aguda, paralisia facial, labirintite, meningite, abcesso extradural, subdural ou cerebral, trombose do seio lateral ou petrosite. A resolução de qualquer uma destas complicações implica internamento, terapêutica e.v. e cirurgia.