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Sinusites

Infecção dos seios perinasais, frequentemente afectando vários simultaneamente. O diagnóstico é clínico e imagiológico (TC).
— Sinusite aguda – infecção geralmente causada por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza, ou Staphylococcus pyogenes. O quadro manifesta-se por cefaleias frontais ou maxilares, obstrução nasal, rinorreia purulenta e por vezes febre, geralmente após uma infecção respiratória alta ou infecção dentária. Preconiza-se lavagem das fossas nasais com solução salina, antibioterapia oral (amoxicilina + ácido clavulanico, cefalosporinas, quinolonas), analgésicos, antipiréticos e vasoconstritores nasais.
— Sinusite crónica – frequentemente associada a alterações anatómicas (por exemplo, desvio do septo nasal, concha bolhosa, estenose infundibular), alergia, polipose ou imunodeficiência. Manifesta-se por obstrução nasal, rinorreia anterior e posterior, anosmia e cefaleias, principalmente nas agudizações. Nas agudizações, deve fazer-se terapêutica médica, com antibioterapia oral (amoxicilina + ácido clavulânico, quilonas), analgésicos, vasoconstritores e lavagem com solução salina. No caso de alterações anatómicas, pode ser feita terapêutica cirúrgica (septoplastia, cirurgia endoscópica nasosinusal).
Pode igualmente considerar-se a terapêutica com imunoestimulantes e tratamento termal com águas sulfurosas.
As complicações das sinusites (celulite ou abcesso orbitário, meningite, abcesso extradural, subdural ou cerebral, trombose do seio cavernoso) podem ser muito graves, devendo ser prontamente diagnosticadas e tratadas com apoio da especialidade, pois são potencialmente fatais.

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Vertigem

Consiste numa sensação subjectiva de movimento, geralmente rotatória, mas que pode ser linear. Frequentemente acompanhada de palidez, suores e vómitos. O sinal objectivo da vertigem é o nistagmo.
A manutenção do equilíbrio depende da informação integrada no cérebro proveniente dos ouvidos internos, visão e órgãos proprioceptivos.

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Neuronite Vestibular

A neuronite vestibular tem provavelmente origem viral, causa falência vestibular unilateral e não se acompanha de surdez nem acufenos. Provoca uma vertigem muito acentuada que impede o doente de se levantar. Dura 2 a 3 dias, após os quais o doente recupera rapidamente.

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Otite Externa

Trata-se de uma infecção bacteriana ou fúngica da pele do CAE (canal auditivo externo).
Consideram-se factores predisponentes a manipulação do CAE, a presença de eczema do CAE ou a entrada contínua de água no CAE (piscina, sauna, praia, lavagem auricular).
Manifesta-se normalmente por otalgia, otorreia e hipoacusia, sempre que se verifique a oclusão do canal. A resolução do quadro passa por uma aspiração cuidada e frequente do CAE e terapêutica tópica com gotas otológicas contendo antibiótico e corticóide.
No caso de infecção fúngica, para além de limpeza cuidadosa e sistemática do CAE, deve fazer-se terapêutica com nistatina e aplicação local de tintura de timerosal.
No caso de otite externa muito exuberante, deve fazer-se também antibioterapia oral (amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, ciprofloxacina). Nos doentes diabéticos, deve fazer-se o controlo da diabetes e terapêutica por via parentérica, sempre que necessário.

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Hematoma Septal

Está geralmente associado a traumatismo nasal e manifesta-se por obstrução nasal de grau variável. Exige rápida drenagem do hematoma e antibioterapia profiláctica. Se houver necrose da cartilagem septal, com consequente perfuração septal, pode originar deformidade nasal e epistaxe recorrentes.

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Corpos Estranhos na Hipofaringe

Espinhas, ossos, dentaduras e moedas são exemplos de corpos estranhos que devem ser retirados prontamente da hipofaringe ou esófago, sob risco de perfuração, mediastinite ou formação de abcesso. Após observação otorrinolaringológica cuidadosa e exame radiológico, se necessário para o diagnóstico ou localização, o corpo estranho deve ser retirado por laringoscopia ou esofagoscopia, o que exige anestesia geral.

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Amigdalite Aguda

Infecção das amígdalas palatinas, mais frequente nas crianças, geralmente causada por Streptococcus ou de origem viral. Manifesta-se por odinofagia, recusa alimentar, otalgia reflexa, febre e adenopatias. Repouso, hidratação, antibioterapia (penicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, cefalosporinas) e analgesia geralmente resolvem o quadro.

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Sialoadenite Crónica

Geralmente causada pela presença de um cálculo no dueto excretor, o que leva ao aumento do volume da glândula e dor intensa que agrava com a secreção salivar. Afecta mais frequentemente as glândulas submaxilares, também podendo afectar a parótida.
A remoção do cálculo resolve o quadro.

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Furunculose (Fossas Nasais)

Abcesso de um folículo piloso, que se manifesta por massa extremamente dolorosa. Deve ser feita antibioterapia sistémica e se necessário drenagem cirúrgica do abcesso. Pode ter complicações potencialmente fatais como a trombose do seio cavernoso. Deve tomar-se particular atenção em doentes diabéticos.

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Globo Faríngeo

Sensação de aperto ou desconforto na orofaringe, provavelmente por espasmo do músculo cricofaríngeo, que alivia com a ingestão de comida, que não causa disfagia e que agrava em momentos de maior ansiedade. Embora a maioria dos casos sejam de etiologia psicológica, deve sempre ser excluído doença esofágica ou gástrica (refluxo gastroesogágico, úlcera gástrica), ou patologia rinosinusal.