01 Psoríase inicial nos joelhos

A psoríase é uma dermatose crónica, proliferativa, que atinge 1-3% da população mundial. Existem, genericamente, dois tipos, de acordo com a idade de início – um com início na 2.ª ou 3.ª década da vida, com frequência familiar, curso tendencialmente mais instável e severo; outro, surgindo pela 5.a ou 6.a décadas da vida, raramente familiar com tendência a evolução mais estável, e menos severa.
A patogénese envolve a inflamação crónica mediada por células T. Os fenómenos iniciais envolvem a activação das células apresentadoras de antigénio (CAA) na pele (por antigénio desconhecido), as quais migram para os gânglios satélites onde activam os linfocitos T (Thl) que, por sua vez, retornam à pele. Aqui estes linfócitos juntamente com as CAA activadas e os queratinócitos produzem citocinas inflamatórias (incluindo TNF-a) responsáveis pela proliferação epidérmica que conduz à formação da placa psoriásica. Esta interacção entre linfócitos T, CAA activadas e queratinócitos requero múltiplos níveis de sinais intercelulares – receptores celulares, sinais estimulatórios e co-estimulatórios, moléculas de adesão, citocinas várias – os quais são os alvos para diversas terapêuticas surgidas na última década – os medicamentos ditos biológicos.
Para além desta base genética e imunológica, a interacção com determinados factores desencadeantes pode revelar um status psoriásico preexistente ou agravar uma psoríase já evolutiva. O traumatismo local pode levar ao aparecimento de lesões em pele previamente sã (fenómeno de Kõebner). As infecções estreptocócicas da orofaringe tem sido associadas a psoríase gutata. A exposição solar é, em geral, benéfica. Vários medicamentos podem agravar a psoríase: lítio, (3-bloqueantes, sais de ouro, antimaláricos, AINEs e suspensão brusca de corticoterapia. O stress psicoemocional e o etilismo são, também, potenciais factores agravantes.
O quadro clínico da psoríase vulgar em placas é sobejamente conhecido – placas eritemato-descamativas, mais ou menos infiltradas, acompanhadas ou não de prurido, com localização preferencial nas superfícies de extensão dos membros e nas áreas sujeitas a maior atrito – cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombossagrada –mas podendo atingir qualquer local da superfície cutânea, incluindo as pregas (axilas, inguinais, interglúteas) – psoríase inversa – nas unhas e, muito raramente, as mucosas.
Existem ainda outras formas que, pela sua evolução e localização, merecem referência – psoríase em gotas ou gutata (pequenas lesões disseminadas, de aparecimento rápido, frequentemente pós-infecção estreptocócica), palmo-plantar, pustulosa (localizada – palmo-plantar – ou generalizada), generalizada ou eritrodérmica, artropática (acompanhada de artropatia).
A terapêutica da psoríase é largamente condicionada pela localização das lesões e pela forma clínica de psoríase.

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