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Dar tempo para a família amadurecer as suas decisões. Se necessário, utilizar facilitadores como assistentes sociais, psicólogos, ou capelões.
— Evitar falta de elasticidade e atitudes de confronto em relação às hesitações ou decisões da família e colegas, o consenso é indispensável e a nossa opinião não é necessariamente mais equilibrada do que a dos outros intervenientes. Raramente esta é baseada apenas em factos científicos ou em experiência clínica, envolve todo o nosso sistema de valores e como tal é só mais uma opinião.
— Responder com empatia aos sentimentos de desgosto, hostilidade e culpa da família.
— Nunca utilizar informação incorrecta ou tendenciosa para obter um consenso, nem ser cínico ou desonesto na acção terapêutica, como em reanimações de fachada em doentes que deveriam ter prescrições explícitas de não ressuscitação.
— O interesse do doente deve sobrepor-se sempre a qualquer juízo de custo/utilidade e deve ser defendido na base da igualdade de acesso a recursos que forem julgados úteis para a sua situação clínica, sem segregação baseada na idade, estilo de vida prévio ou capacidade intelectual.
— Não iniciar um tratamento tem o mesmo significado ético e moral do que iniciá-lo e depois interrompê-lo se não tiver sucesso. Acatar este princípio constitui uma solução de compromisso a favor da vida e pró-tratamento, que assim será testado em vez de a priori recusado. Devemos, pois, utilizar “provas terapêuticas”, mas ser bem explícitos com colegas e família por quanto tempo e que objectivos pretendemos atingir.
— Após decidir pela suspensão terapêutica, ser particularmente rigoroso na qualidade da terapêutica paliativa e de conforto, disponibilizando sempre internamento se o doente ou família assim o desejarem.
— A prescrição de não ressuscitação cardiorrespiratória, vulgo DNR, tipifica um caso particular de não início de uma terapêutica considerada fútil para um determinado doente.
— Documentar cuidadosamente no processo todos os passos e razões do processo decisório.
— Procurar na comissão de ética da instituição não as soluções para o caso concreto, mas a existência de doutrina e registos de precedentes que nos orientem nesse caso, que é, como todo o acto médico, da nossa exclusiva responsabilidade.
— Quer a doutrina da igreja católica, quer o código deontológico da Ordem dos Médicos sancionam os fundamentos e os procedimentos descritos, já a lei portuguesa autoriza o não início de terapêutica considerada inútil, mas não reconhece legitimidade à suspensão de terapêutica de suporte de vida, que possa acelerar o óbito do doente. Não existe, no entanto, um único caso de litígio judicial contra um médico que tenha prescrito a suspensão de terapêutica de suporte, actuando de boa fé, em defesa do interesse e conforto do seu doente, obtendo os consensos recomendados e documentando com rigor todo o processo decisório.

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