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Clínica (Condrocalcinose)

A DDPC pode manifestar-se clinicamente sob seis formas principais:
– Tipo A – pseudogota – uma artrite aguda causada pela libertação de cristais de PPC (pirofosfato de cálcio) para o espaço articular. Os surtos são autolimitados, mono ou poliarticulares e por vezes associados a febre. Entre as crises, o doente está tipicamente assintomático. O joelho é a articulação mais frequentemente afetada (em 50% dos casos). Outras articulações podem ser atingidas: punhos, ombros, ancas ou tibiotársicas. Tal como na gota úrica, as crises podem ser desencadeadas por doenças médicas ou intervenções cirúrgicas.
A condrocalcinose pode estar associada ao hiperparatiroidismo, hemocromatose, hipofosfatemia ou hipomagnesemia, sendo mais frequente nos idosos.
-> Tipo B – pseudo-artrite reumatóide – é caracterizada por uma poliartrite crónica simétrica mimetizando a artrite reumatóide.
-> Tipo C – pseudo-osteoartrose com crises agudas – caracteriza-se por alterações degenerativas em múltiplas articulações com sobreposição de crises agudas.
-> Tipo D – pseudo-osteoartrose sem crises agudas – difere da anterior por não cursar com agudizações.
-> Tipo E – assintomática ou lantânica – é a forma de apresentação mais frequente. Traduz-se por alterações radiológicas sem manifestações clínicas.
-> Tipo F – pseudo-artropatia neuropática ou de Charcot – é uma artropatia rapidamente destrutiva, rara, semelhante à que ocorre nas neuropatias, mas sem que haja alterações neurológicas.

Se nao tratada dor no ombro pode gerar lesoes graves 180x180 - Tratamento (Ombro Senil Hemorrágico)

Tratamento (Ombro Senil Hemorrágico)

A terapêutica desta entidade é sintomática, sendo a artrocentese seguida da injeção intra-articular de corticóides e os AINEs orais os tratamentos de eleição. O ombro deve manter-se em repouso, na fase aguda, podendo o calor local ter um efeito benéfico.
A fisioterapia é fundamental para manter o normal arco de movimento da articulação e fortalecer os músculos periarticulares.

banner medicamentos 180x180 - Artrite Gotosa Aguda

Artrite Gotosa Aguda

Quanto mais precoce for o início do tratamento da crise aguda, mais rápida será a sua resolução. O tratamento da crise é dirigido à resposta inflamatória intensa.
– Medidas gerais – repouso da articulação afetada e aplicação de frio local
– Terapêutica farmacológica – a crise gotosa aguda pode ser tratada com sucesso com vários medicamentos, incluindo os AINEs, a colchicina e corticosteróides (locais e sistémicos). O sucesso do controlo da crise não reside na escolha do agente, mas na rapidez com que é iniciado. Quanto mais rapidamente for iniciado o tratamento, mais satisfatória será a resposta. A escolha do fármaco deve ser individualizada para o doente em questão, tendo em conta a eficácia e a toxicidade. O doente deve ser instruído a ter sempre um medicamento oral consigo para o iniciar assim que surgir uma crise. Esta estratégia pode abortar a crise e permitir uma resolução mais rápida, minimizando as doses de medicamentos necessárias. Estes fármacos atuam sobretudo na fase de inflamação aguda, não tendo qualquer efeito sobre o metabolismo do ácido úrico. Apesar de reduzirem a inflamação, aliviarem os sintomas da crise e ajudarem a cessar a mesma, os seus mecanismos de ação não corrigem a hiperuricemia, nem alteram a progressão da deposição de cristais de ácido úrico nos tecidos.
Uma vez que estes agentes atuam por mecanismos diferentes, podem ser combinados nas crises graves e refratárias.
Os medicamentos que alterem a concentração plasmática de ácido úrico, como os agentes hipouricemiantes, não devem ser alterados, iniciados, ou descontinuados durante a crise aguda. Tal como as alterações bruscas de níveis séricos de ácido úrico podem precipitar e/ou prolongar a crise, uma reação inflamatória em evolução pode agravar-se significativamente por oscilações dos níveis de ácido úrico.
– AINEs – constituem, atualmente, o grupo de fármacos de 1ª linha, uma vez que têm um efeito rápido, duradouro, e são geralmente bem tolerados quando utilizados por períodos curtos até ultrapassar a crise.
Atualmente existem numerosos AINEs tradicionais (isto é, indometacina, ibuprofeno, naproxeno e diclofenac) que inibem as isoformas de ciclooxigenase 1 e 2 (COX-1 e COX-2) e AINEs que inibem selectivamente a COX-2 (isto é, celecoxib, etoricoxib).
No que respeita ao alívio da dor e da inflamação, não existe evidência suficiente para recomendar um destes agentes em detrimento de outro. Assim, a opção do AINE a usar deve depender das patologias associadas do doente, do risco de efeitos laterais e do preço.
Em geral, os AINEs não devem ser utilizados em doentes com história de hemorragia digestiva ou úlcera péptica ativa, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal, ascite ou em doentes a fazer terapêutica com anticoagulantes. Também deve ser cautelosa a terapêutica com AINEs em doentes com risco acrescido de doença coronária.

acido urico 02 180x180 - Profilaxia das Crises Agudas de Gota - II

Profilaxia das Crises Agudas de Gota – II

O doente deve ser informado que durante os primeiros meses de tratamento pode haver maior frequência das crises. Pensa-se que isto resulte do aumento da mobilização dos cristais de MUS a partir dos tofos e deposição dos mesmos no espaço articular. A colchicina e/ou os AINEs, em doses baixas, devem, pois, ser utilizados, por reduzirem a frequência e a gravidade dessas crises. Um bom controlo da hiperuricemia deve conduzir à dissolução dos tofos, ao controlo da artrite e à preservação das funções articular e renal.
Em geral, a incidência dos efeitos secundários com alopurinol é baixa. São conhecidas as reações de hipersensibilidade cutânea obrigando, por vezes, a programas de dessensibilização, tendo os doentes com insuficiência renal um risco acrescido. Estão descritas, no entanto, algumas reações fatais, como hepatite fulminante, nefrite intersticial e epidermólise tóxica.
Interações medicamentosas importantes que todos devem conhecer:
-Rash cutâneo, associado à ampicilina.
-Supressão medular, associado a ciclofosfamida.
-Em doentes medicados com azatioprina ou mercaptopurina, deve reduzir-se a dose a 1/3 da habitual, uma vez que são fármacos inativados pela xantina
– O alopurinol prolonga a semivida da varfanna e teofilina.

—> Colchicina e AINEs – em doses baixas, são também utilizados profilacticamente, pois podem reduzir a frequência e a gravidade das crises. Recomenda-se a colchicina 0,5 -1 mg/dia durante 1-2 meses após a crise aguda ou durante vários meses em doentes com crises recorrentes ou que iniciam agentes hipouricemiantes. Deve ser utilizada de forma limitada ou em doses baixas nos doentes com alterações da função renal.
As recomendações para a abordagem terapêutica da gota, de acordo com o EULAR, definidas em 2006, são as seguintes:
• O tratamento optimizado da gota engloba as modalidades não farmacológicas e farmacológicas e deverão ser ajustadas de acordo com:
– Fatores de risco específicos (níveis de ácido úrico, crises prévias, sinais radiológicos).
– Estádio clínico (gota aguda/recidivante, gota intercrítica e gota tofácea crónica).
– Fatores de risco gerais (idade, sexo, obesidade, consumo etanólico, medicamentos que aumentam níveis de ácido úrico sérico, interações medicamentosas e co-morbilidades).
A educação do doente e a modificação de estilos de vida apropriada, tal como a perda de peso se obeso, dieta e redução de consumo de etanol (sobretudo cerveja) são aspetos fundamentais da terapêutica.

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Pseudo-Podagra por Hidroxiapatite

É a periartrite calcificante que surge em mulheres jovens na primeira metatarsofalângica, semelhante à podagra na gota. Pode ser diferenciada da gota por surgir em mulheres pré-menopáusicas, por não se identificarem cristais de MUS no líquido articular e pela calcificação periarticular característica na radiografia. As crises são autolimitadas, com duração de 1-3 semanas e respondem ao tratamento conservador com AINEs. Os corticosteróides intralesionais também têm sido utilizados com sucesso.

Ombro 8 180x180 - Tratamento (Periartrites Calcificantes)

Tratamento (Periartrites Calcificantes)

As crises agudas de periartrite calcificante do ombro podem ser tratadas como as outras artropatias microcristalinas.
-AINEs – são a pedra angular do tratamento, pois as crises agudas respondem bem aos AINEs.
– Colchicina – é eficaz no tratamento da periartrite calcificante aguda, mas atendendo aos seus efeitos tóxicos, deve ser utilizada com precaução e não como 1ª linha.
– Corticosteróides – as infiltrações locais podem dar um contributo importante no alívio dos sintomas.

calcaria01 180x180 - Periartrites Calcificantes

Periartrites Calcificantes

A maioria evidencia-se radiologicamente, podendo ser assintomáticas ou originar crises agudas. Por vezes, as calcificações desaparecem após uma crise aguda. São situações comuns nos doentes submetidos a hemodiálise de forma crónica. Na restante população ocorre entre os 30 e 60 anos de idade. O quadro clínico caracteriza-se por uma inflamação aguda, com dor, calor, eritema e edema da área afetada, associado a impotência funcional, durante várias semanas. O diagnóstico é sugerido pela presença de depósitos extra-articulares de cálcio, na radiografia.

1309386964 180x180 - SÍNDROME DO OMBRO DE MILWAUKEE (OMBRO SENIL HEMORRÁGICO)

SÍNDROME DO OMBRO DE MILWAUKEE (OMBRO SENIL HEMORRÁGICO)

Atinge sobretudo mulheres com idades acima dos 70 anos. Caracteriza-se pela existência de uma artropatia muito destrutiva da articulação glenumeral, com perda da coifa dos rotadores e acompanhada frequentemente de derrame hemático. O atingimento tende a ser bilateral, com maior gravidade do lado dominante. Os sintomas variam desde formas pouco sintomáticas, com ligeira dor à mobilização, até formas francamente dolorosas em repouso. O exame objetivo revela limitação dos movimentos ativos e passivos com crepitação. A radiografia do ombro mostra osteoartrose grave da articulação glenumeral associada à elevação da cabeça do úmero, indicando uma rutura na coifa dos rotadores. Podem também observar-se calcificações periarticulares.

cirurgia da atm2 180x180 - Formas Crónicas (Artropatia Crónica por PPC)

Formas Crónicas (Artropatia Crónica por PPC)

Para os doentes com dor e inflamação crónica pode instituir-se as seguintes terapêuticas, fisioterapia, analgésicos, colchicina, AINEs.
A cirurgia deve ser reservada para doentes com artropatia progressiva ou destrutiva de grandes articulações.

cirurgia da atm2 180x180 - Formas agudas (Pseudogota)

Formas agudas (Pseudogota)

Terapêutica local – a artrocentese, só por si, alivia grandemente a sintomatologia, podendo ser o único tratamento necessário. Outras opções incluem a injeção intra-articular de corticosteróides.