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Pancreatite Aguda

A primeira reunião internacional para a classificação de pancreatites ocorreu em 1963 em Marselha, classificando-se as alterações inflamatórias do pâncreas em duas categorias distintas, as pancreatites agudas e as pancreatites crónicas M. Esta distinção, que tem como base alterações morfológicas e funcionais do pâncreas, está limitada pela dificuldade em obter amostras de tecido pancreático. No entanto, classificam-se as pancreatites em agudas quando há restituição integral das alterações pancreáticas após a fase aguda da doença e em crónicas quando as lesões pancreáticas persistem e podem até progredir mesmo após a eliminação do agente causal. Esta distinção entre pancreatites agudas e crónicas pode não ser fácil sobretudo nas fases iniciais da doença.
Em 1992 em Atlanta, definiram-se vários critérios relacionados com a pancreatite aguda, entre eles o de pancreatite aguda grave, que se definiu como sendo um processo inflamatório agudo associado a complicações locais (necrose, abcesso ou pseudoquisto) e/ou insuficiências de outros órgãos.
A pancreatite aguda resulta de um processo de autodigestão causado pela activação prematura dos zimogenos em enzimas proteolíticas com a consequente lesão do pâncreas, contudo os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nesse processo não estão ainda totalmente esclarecidos.

Entamoeba histolytica 01 180x180 - Quadro Clínico (Amebíase)

Quadro Clínico (Amebíase)

Vários quadros clínicos podem ser descritos. Formas clínicas intestinais (disentéricas ou não) e extra-intestinais.
– Disenteria amebiana – o período de incubação é, geralmente, de 8 a 10 dias.
Cólicas abdominais, tenesmo, náuseas, diarreia muco-sanguinolenta.
– Abcesso amebiano do fígado – o período de incubação é variável, podendo prolongar-se por vários anos, o que justifica uma presunção de diagnóstico mesmo fora das áreas endémicas. O abcesso amebiano do fígado é diagnosticado, a maioria das vezes, em doentes sem queixas do foro gastrenterológico; contudo, em cerca de 50% dos casos, existe uma história prévia de diarreia.
Diagnóstico:
• Ecografia, TC, estudos hematológicos, estudos imunológicos, cintigrafia, radiografia do tórax, estudo do pus do abcesso, RM, peritoneoscopia.
• Dor no hipocôndrio direito, hepatomegalia, febre, subicterícia.
– Outras localizações – as amibas, a partir do foco de desenvolvimento primário, podem também metastizar para outros órgãos como o pulmão, o cérebro e o baço. Para além da propagação da infecção por via hematogénea, a extensão pode efectuar-se por contiguidade, a partir do intestino, para outros órgãos e para a pele. Amebíase Intestinal – Diagnóstico: pesquisa de trofozoítos a fresco; raspado ou zaragatoa das úlceras; pesquisa de quistos; clister opaco; endoscopias c/s biópsias; cultura das fezes.

desvio septo nasal 180x180 - Furunculose (Fossas Nasais)

Furunculose (Fossas Nasais)

Abcesso de um folículo piloso, que se manifesta por massa extremamente dolorosa. Deve ser feita antibioterapia sistémica e se necessário drenagem cirúrgica do abcesso. Pode ter complicações potencialmente fatais como a trombose do seio cavernoso. Deve tomar-se particular atenção em doentes diabéticos.

amebiase 1024x768 180x180 - Drenagem do Pus (Amebíase)

Drenagem do Pus (Amebíase)

Por vezes, é necessário proceder à aspiração percutânea do abcesso amebiano do fígado.
Esta manobra está indicada nos abcessos simples que quer pela sua dimensão, quer pela sua localização estejam em risco de ruptura, ou ainda naquelas situações de ineficácia da terapêutica medicamentosa.
Para evitar complicações, deve sempre executar-se a punção sob cobertura amebicida.
A drenagem cirúrgica dos abcessos é utilizada nas situações em que a aspiração não é exequível, ou é ineficaz, e nas situações de ruptura eminente, particularmente no abcesso do lobo esquerdo do fígado.

Abscesso Periamigdaliano Caso3 11 180x180 - Abcesso Periamigdalino

Abcesso Periamigdalino

Manifesta-se por odinofagia, disfagia e trismo, na sequência de uma amigdalite aguda.
Deve ser feita drenagem e antibioterapia para resolução do quadro agudo. Tem indicação para amigdalectomia após 6 semanas. A evolução do quadro clínico para abcesso cervical é potencialmente fatal.

amebiase 1024x768 180x180 - Amebíase

Amebíase

O agente etiológico da amebíase é um protozoário, a Entamoeba histolytica, que se encontra no lume do intestino grosso do homem e que, em determinadas condições, pode atingir alguns órgãos como o fígado, o pulmão, o coração, o cérebro, etc. O abcesso amebiano do fígado é a forma mais frequente da amebíase extra-intestinal.

0102 6720 abcd 27 02 00101 gf02 pt 180x180 - Tratamento (Supurações Anais)

Tratamento (Supurações Anais)

O tratamento assenta na drenagem atempada do abcesso perianal. Os antibióticos poderão ter um papel em circunstâncias especiais que incluem a doença valvular cardíaca, a imunossupressão, a celulite extensa ou a diabetes.
Aproximadamente metade dos abcessos resultará em fístulas crónicas da glândula anal inicial para a pele da margem do ânus, local externo da drenagem. O risco de desenvolver uma fístula é idêntico, seja a drenagem cirúrgica ou espontânea.
Como o risco de desenvolver uma fístula é elevado, a fistulotomia primária poderá ser recomendada na altura da drenagem do abcesso quando se identifica o orifício interno, localizado na glândula anal primária iniciadora do processo. Contudo, este procedimento conduz a uma elevada frequência de disfunção ano-rectal. Por exemplo, num estudo randomizado prospectivo, 70 doentes foram randomizados para incisão, drenagem e fistulotomia com esfincterotomia interna parcial, ou somente incisão e drenagem. Após um seguimento de 42,5 meses, a taxa de recorrência ou persistência combinadas foi significativamente mais elevada nos doentes que não fizeram fistulotomia (40% versus 3%). Todavia, os doentes submetidos a fistulotomia tiveram mais disfunção anal (40% versus 21%).
Assim, cerca de 50% dos doentes tratados somente com incisão e drenagem ficam bem, evitando-se a elevada taxa de disfunção ano-rectal associada à fistulotomia. A excepção a esta regra são os abcessos em ferradura, em que se deve proceder sempre à fistulotomia após a drenagem. Na prática, a incisão e drenagem devem ser o mais possível perto da margem do ânus, e sempre que possível canalizado o trajecto da fístula, suavemente, identificando o orifício interno, evitando-se falsos trajectos. Se o trajecto da fístula é baixo, a fistulotomia poderá ser realizada com pouco risco de disfunção do esfíncter.
O exame bacteriológico (cultura) não é necessário por rotina no tratamento dos abcessos anais.

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Diagnóstico Diferencial (Supurações Anais)

—> Quisto de inclusão epidérmico pré-sagrado infectado.
—> Hidradenite supurativa (afecção crónica supurativa das glândulas apócrinas).
—> Doença pilonodal (é uma doença comum da pele da fenda glútea, mais frequente nos homens jovens; envolve a infecção de folículos pilosos).
—> Abcesso das glândulas de Bartholin.

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Abcesso (Supurações Anais)

O abcesso perianal tem ponto de partida nas glândulas de Hermann e Desfosses (orifício interno ou primário), que se localizam a nível da linha pectínea e se abrem por um orifício muito pequeno na cripta de Morgani. As criptas são mais numerosas na parte posterior do canal anal. A infecção passa por três fases: primária (infecção da cripta); extensão para os espaços perianais (abcesso perianal); e abertura à pele ou mucosa (orifício secundário).

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Supurações Anais

A prevalência das supurações ano-rectais é difícil de estimar, pois muitos doentes com estas afecções não procuram ajuda médica e atribuem as queixas a hemorróidas. Os abcessos anais e fístulas são a mesma manifestação, respectivamene aguda e crónica, do mesmo processo perianal ou rectal. O abcesso anal é uma infecção num ou mais espaços anais. A fístula é uma conexão entre dois espaços epitelizados, sendo um o ânus ou o recto.