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osteoporose 180x180 - Clínica (Osteoporose)

Clínica (Osteoporose)

A OP cursa durante muito tempo de forma assintomática. O quadro clínico da OP estabelecida é dominado pelas fraturas ósseas, que surgem com traumatismos mínimos ou de forma espontânea. As localizações mais frequentes são a extremidade distal do rádio (fratura de Colles), as vértebras (dorsais e lombares), o fémur proximal (colo do fémur e intertrocantérico) e a extremidade proximal do úmero. As duas primeiras localizações são típicas da OP pós-menopáusica, enquanto as segundas são habituais nos idosos.
Quando já existem múltiplas fraturas vertebrais, as alterações posturais podem condicionar o aparecimento de dor axial crónica, com ritmo mecânico. A progressiva diminuição de altura leva a uma procidência do abdómen e muitas vezes a caixa torácica chega a tocar a crista ilíaca. Estas deformações são responsáveis pelas manifestações clínicas da OP vertebral grave: enfartamento pós-prandial, infeções e insuficiência respiratória.


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Feocromocitoma 180x180 - Diagnóstico (Feocromocitoma)

Diagnóstico (Feocromocitoma)

Doseamento sérico das catecolaminas e urinário do ácido vanilmandélico, metanefrinas e ácido homovanílico.
Pode haver indicação para despiste de feocromocitoma nos casos de crianças e adultos jovens com HTA, doentes com clínica sugestiva, HTA que não responde ao tratamento convencional, HTA lábil com hipotensão ortostática, história familiar de MEN2 e nos casos de adenoma da SR e HTA.
O feocromocitoma pode ocorrer em qualquer local que haja células cromoafins como gânglios simpáticos e plexos nervosos, no entanto, 95% dos feocromocitomas encontram-se no abdómen e, destes, 85% na SR.
Pode ser multicêntrico em 10% dos casos e normalmente pequeno (<100 g), hipervascularizado com áreas quísticas e de hemorragia. A RM é superior à TC na localização destes tumores, já que o feocromocitoma apresenta uma imagem hiperintensa em T2 em contraste com a maioria dos outros tumores da SR. O MIBG é um exame bastante específico para a detecção de massas que produzem catecolaminas, como o feocromocitoma e neuroblastomas. Mostra-se particularmente útil na identificação de tumores extra-abdominais e metástases. O tratamento médico prévio a cirurgia permite o controlo dos sintomas e da HTA, bem como a normalização do volume plasmático, o que permite um melhor equilíbrio tensional na altura da cirurgia. Utiliza-se antagonistas alfa-adrenérgicos como a fenoxibenzamina (20 a 40 mg com aumento progressivo até controlo clínico), fentolamina e nitroprussato de sódio durante o acto operatório. Os bloqueantes como o propanolol para o controlo da taquiacardia ou arritmias só devem ser utilizados após o bloqueio alfa-adrenérgico. Imediatamente após o tratamento cirúrgico observa-se uma queda acentuada da tensão arterial, que deve ter tratamento com expansores do plasma, sendo que a não ocorrência desta queda da tensão arterial pode significar uma persistência do tumor.

20100523232031 180x180 - Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

O raio X do abdómen ou TC podem sugerir a causa da insuficiência da SR.
Nos doentes com insuficiência da SR devido a tuberculose, pode observar-se calcificações em 50% dos casos.
Uma SR pequena sugere uma doença poliglandular auto-imune, e uma SR grande bilateralmente aponta para hemorragia, tumores, doenças infecciosas ou infiltrativas.

Abdomen definition meaning what is it dictionary 180x180 - Abdómen e Pélvis (Complicações da RT)

Abdómen e Pélvis (Complicações da RT)

A irradiação de vísceras ocas é aquela que gera uma maior quantidade de sintomas mal tolerados, sendo o risco maior em zonas de fixação de ansas intestinais, principalmente de intestino delgado. Isto acontece porque, sendo a acção das radiações proporcional à dose absorvida, qualquer órgão que se possa movimentar, e eventualmente deslocar-se para fora do campo de tratamento, está menos sujeito a evidenciar essas lesões.
Os sintomas vão desde as náuseas e vómitos iniciais, de maior ou menor intensidade, até à diarreia mais ou menos intensa. No tratamento da diarreia, é habitualmente empregue a loperamida com eficácia. As náuseas e vómitos são facilmente controlados com os procinéticos do tipo da metoclopramida. A irradiação da ampola rectal pode levar ao aparecimento de tenesmo rectal, embora com pouca frequência, podendo obter-se alívio local empregando enemas com corticóide.
Durante o tratamento de tumores pélvicos pode ainda ocorrer uma sintomatologia típica de cistite. Todos os sinais e sintomas descritos pelo doente são sobreponíveis aos de uma cistite infecciosa, no entanto a análise microbiológica da urina raramente tem critérios de infecção. A irradiação provoca uma lesão no urotélio, em tudo idêntica à devida a uma sobrepopulação bacteriana, donde a semelhança do quadro. O tratamento das situações mais avançadas inclui a hidratação e eventual acidificação da urina, através da administração da vitamina C.
Curiosamente a administração de antibióticos, como numa cistite infecciosa, é eficaz no alívio desta situação, suportando a hipótese de a sintomatologia se dever à acção da população bacteriana da bexiga, pela descida relativa do seu limiar infeccioso (habitualmente estabelecido numa concentração de 100000 bactérias por mm3) condicionado por uma mucosa fragilizada.

abdomen ascites4 1 180x180 - Tratamento (Ascite)

Tratamento (Ascite)

A terapêutica depende da extensão da ascite, bem como do tipo de neoplasia que a provoca. Para além da necessidade de diagnóstico, a paracentese deve ser reservada para ascites volumosas e sintomáticas. A repetição de paracenteses pode facilitar a formação de locas e impor a realização prévia de ecografia para individualizar a melhor zona do abdómen para se executar este procedimento. Na ascite neoplásica é habitual drenarem-se maiores quantidades de líquido (comparativamente com o que se faz, por exemplo, na doença hepática crónica), mas dever-se-á também ter em consideração não fazer espoliação excessiva de proteínas nem provocar desequilíbrios hidroelectrolíticos ou excessiva contracção do volume intravascular.
O uso de diuréticos, repouso e restrição salina não são habitualmente muito úteis nesta situação. É frequente o uso de diuréticos (espironolactona mais ou menos furosemido) que têm uma eficácia limitada nesta situação; porque não raro se recorrem a doses elevadas e prolongadas, é necessário controlar eventuais distúrbios electrolíticos.
Nos tumores do aparelho digestivo não há resposta significativa à quimioterapia; no entanto, caso do carcinoma do ovário, é possível encontrar respostas completas.
Outras terapêuticas como a realização de quimioterapia intraperitoneal, shunts peritoneo-venosos, cateteres de drenagem ou peritonectomia encontram indicação em situações muito particulares.

pcronica3 1024x771 180x180 - Imagiologia (Pancreatite Crónica)

Imagiologia (Pancreatite Crónica)

—> Raios X simples do abdómen – é um exame simples e deve ser realizado em todos os doentes com suspeita de PC. Revela calcificações na área pancreática apenas em 30% dos casos.
-» CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica). Invasivo.
Sensibilidade 70 a 90% e especificidade 80 a 100%. No entanto, nas fases iniciais da doença, estes valores são mais baixos. A sua principal indicação é a terapêutica.
—> EUS (endoscopia ultrassónica). Invasivo.
A EUS avalia o parênquima e os canais pancreáticos.
Sensibilidade 79-87% e especificidade 72-91%.
EUS com PAF (punção com agulha fina) aumenta o valor preditivo na PC para cerca de 100%.
—> CPRM (colangiopancreatografia por ressonância magnética). Não invasivo.
A CPRM com secretina aumenta a capacidade de diagnóstico significativamente, ao visualizar melhor o canal pancreático principal e os canais secundários. Se for associada a RM no estudo do parênquima pancreático, temos uma técnica não invasiva que permite avaliar o parênquima e canais pancreáticos.
—> TC helicoidal – é o método de escolha nas complicações da PC.

dolor abdominal 180x180 - Dispepsia Funcional

Dispepsia Funcional

A dispepsia deve ser definida como “uma dor ou desconforto persistente ou recorrente localizada ao abdómen superior, que pode ou não estar relacionada com as refeições”.
Constitui uma das queixas mais frequentes nos países ocidentais, salientando-se que na população geral 20-40% dos indivíduos têm queixas dispépticas, com uma incidência anual de cerca de 1%.
É causa de grande consumo de cuidados médicos, representando 2-3% das consultas de clínica geral e 20-40% das consultas de gastrenterologia.
A dispepsia, ao conduzir ao absentismo profissional, ao consumo de medicação e ao recurso a exames complementares de diagnóstico, representa elevados custos económicos.
Diversos estudos realizados em doentes dispépticos têm revelado que a doença do refluxo gastresofágico (DRGE) é encontrada em 20-25%, a úlcera péptica em 15-20% e o cancro gástrico em menos de 2% destes doentes.
Cerca de 50%-60% dos doentes com dispepsia crónica ou recorrente que foram investigados sumariamente com exames laboratoriais, endoscopia digestiva alta e ecografia não têm evidência de qualquer lesão estrutural que justifique a sua sintomatologia. Estes doentes com dispepsia na ausência de anormalidades morfológicas e/ou bioquímicas são rotulados de dispépticos funcionais.
Assim importa diferenciar a dispepsia não investigada da dispepsia funcional (DF) que exige a realização de endoscopia digestiva alta sem alterações e/ou gastropatia.
Foram definidos os critérios de Roma, usados para o diagnóstico de DF:
– Dor abdominal ou desconforto crónico ou recorrente no abdómen superior; duração maior de 1 mês, com presença de sintomatologia em mais de 25% do tempo.
– Ausência de clínica (sintomas de alarme: hematemeses, melenas, icterícia, emagrecimento, disfagia), bioquímica, sinais endoscópicos ou ecográficos que expliquem uma doença orgânica.
-Subcritérios para dispepsia tipo úlcera e dismotilidade.
Em algumas classificações ainda existe um subgrupo de dispepsia tipo refluxo que nem sempre é considerada, pois na maioria dos casos corresponde a doença do refluxo gastresofágico.
Contudo, um estudo recente revelou que nos doentes com DF existia sobreposição na sintomatologia entre estes subgrupos, sendo possível integrar apenas 12% dos doentes, exclusivamente num subgrupo. Actualmente, devido ao pressuposto anterior, tem-se optado pela classificação com base no sintoma dominante.
A DF é uma entidade nosológica muito heterogénea do ponto de vista físiopatológico, onde podem concorrer vários factores.