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SII 180x180 - Diarreia Aguda

Diarreia Aguda

A grande maioria das diarreias agudas resolve espontaneamente sem necessidade de recorrer a observação médica.
Qualquer uma das seguintes características define a gravidade de uma diarreia e a consequente necessidade de cuidados médicos:
—> Diarreia aquosa profusa com desidratação (mucosas secas, baixo débito urinário, taquicardia).
—» Disenteria, caracterizada como a emissão de fezes com muco e sangue.
-> Febre (>38,5 °C, axilar).
—> Emissão de seis ou mais dejecções de fezes não moldadas em 24 horas ou doença com duração superior a 48 horas.
—> Diarreia com dor abdominal intensa em doente com mais de 50 anos de idade. Diarreia no idoso (70 ou mais anos de idade) ou em doentes com imunossupressão (SIDA, transplantados, sob quimioterapia ou corticoterapia).
O aspecto mais importante a considerar numa diarreia aguda, independentemente da sua etiologia, é a desidratação que, estando presente, deve ser rapidamente tratada. A terapêutica de eleição para a correcção dos desequilíbrios hidroelectrolíticos provocados por uma diarreia aguda é a reidratação oral, que deve ser feita com soluções contendo glucose e electrólitos (a OMS recomenda a seguinte composição para 1 L de solução de reidratação oral: 3,5 g de NaCl, 2,5 g de NaHC03, 1,5 g de KC1 e 20 g de glucose).
A evidência clínica que suporta a indicação de reidratação oral para todos os doentes com diarreia e desidratação encontra-se muito bem documentada, tendo inclusivamente esta indicação terapêutica sido considerada por alguns autores como o avanço médico mais importante do século XX.
A história clínica e epidemiológica é fundamental para podermos avaliar as probabilidades etiológicas de uma diarreia aguda e podermos indicar uma terapêutica adequada.
Uma diarreia aguda com 48 ou mais horas de duração, especialmente se acompanhada de febre e fezes sanguinolentas, é muito provavelmente causada por agentes bacterianos como Shigella, Salmonella ou Campylobacter, e sendo assim deve colher-se fezes para exame bacteriológico antes de iniciar uma terapêutica antibiótica empírica. Este procedimento é importante não só em termos epidemiológicos, como também para que possamos ter um teste de sensibilidade aos antibióticos, pois é comum verificarem-se diferentes susceptibilidades de um mesmo agente bacteriano em diferentes locais geográficos e/ou em diferentes alturas.
Embora não se considerem causas frequentes de diarreia aguda, algumas situações clínicas não infecciosas e/ou extra-intestinais podem apresentar-se de forma aguda, como é o caso de:
—> Doença inflamatória do intestino.
—» Isquemia intestinal por trombose das artérias mesentéricas.
—> Suboclusão intestinal.
—> Abcesso pélvico.
-» Anemia perniciosa, pelagra, malária, doença de Whipple, diabetes mellitus, esclerodermia, diverticulose do intestino delgado, síndrome de mal-absorção.


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maxresdefault 7 180x180 - Cardioversor desfibrilhador implantável

Cardioversor desfibrilhador implantável

O desenvolvimento de cardioversores desfibrilhadores implantáveis (CDI) teve início nos anos 80. Os primeiros sistemas eram volumosos, com longevidade reduzida e implicavam toracotomia com colocação de patches epicárdicos e geradores em posição abdominal, pelo que a implantação se associava a morbilidade e mortalidade significativas.
No início dos anos 90, com a introdução de sistemas de desfibrilhação por via transvenosa e a redução das dimensões dos geradores, passou a ser possível a sua colocação em posição peitoral, tal como um pacemaker. Simultaneamente, estes sistemas conheceram um enorme desenvolvimento tecnológico, dispondo atualmente de capacidade de estimulação antibradicardia e antitaquicardia, choque bifásico de alta energia, registos dos eletrogramas dos episódios de disritmias tratados, possibilidade de efetuar múltiplas terapêuticas diferenciadas e ajustadas a cada doente, estimulação biventricular para ressincronização cardíaca em doentes com insuficiência cardíaca congestiva e complexos QRS alargados, tendo a longevidade dos geradores melhorado substancialmente, sendo atualmente entre 6 a 9 anos.
Inicialmente os CDI eram apenas colocados para prevenção secundária, em doentes sobreviventes de morte súbita ou que apresentavam taquicardia ventricular refratária aos fármacos antiarrítmicos. Vários ensaios clínicos (AVID, CIDS, CASH) demonstraram redução significativa da mortalidade com a utilização de CDI neste contexto comparativamente aos antiarrítmicos, particularmente em doentes com disfunção ventricular esquerda e estabeleceram os CDI como terapêutica de 1ª linha nestes doentes, relegando os fármacos antiarrítmicos para terapêutica adjuvante, para redução do número de episódios de arritmia.
Nos últimos anos a utilização dos CDI começou a ser investigada para prevenção primária em doentes de risco. Inicialmente os ensaios clínicos MADIT e MUSIT estudaram doentes com doença coronária, disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, taquicardia ventricular não mantida no Holter e taquicardia ventricular indutível no estudo electrofisiológico. A implantação de CDI associou-se a uma redução da mortalidade total de cerca de 50% comparativamente a fármacos antiarrítmicos (essencialmente amiodarona ou a terapêutica convencional, sendo de realçar que esta redução da mortalidade foi até largamente superior às situações em que os CDI são utilizados para prevenção secundária.
O estudo MADIT II viria posteriormente a demonstrar uma redução significativa da mortalidade em doentes com antecedentes de enfarte agudo do miocárdio e disfunção sistólica grave do ventrículo esquerdo (fração de ejeção <30%), independentemente de terem ou não arritmias espontâneas no Holter e sem estudo electrofisiológico. Posteriormente o ensaio clínico SCD HeFT, que incluiu doentes com insuficiência cardíaca congestiva (classe funcional NYHA II e III) independentemente da etiologia isquémica ou não isquémica e fração de ejeção do ventrículo esquerdo <35%, demonstrou uma redução significativa da mortalidade total pelo CDI (mas não pela amiodarona). Estes resultados consolidados levaram a que atualmente esteja indicada a implantação de CDI profiláctico em todos os doentes com disfunção sistólica significativa do ventrículo esquerdo (fração de ejeção <35-40%), particularmente se apresentarem insuficiência cardíaca em classe funcional II-III (NYHA), independentemente da etiologia isquémica ou não isquémica e esperança de vida expectável superior a 1 ano.

abdomen ascites4 1 180x180 - Ascite

Ascite

Complicação frequente nos casos de tumores primários da cavidade abdominal, em particular do ovário ou do aparelho gastrintestinal; não raro também se observa nos tumores da mama ou em tumores de origem indeterminada. O seu diagnóstico agrava significativamente o prognóstico do doente, mas há casos, como na neoplasia do ovário (ou em mulheres sem primário definido e com ascite como forma de doença exclusiva), em que o prognóstico é mais favorável. O seu aparecimento relaciona-se com a existência de carcinomatose peritoneal.

medicina 2013 08 06 155546 180x180 - Risco Cirúrgico (Avaliação Pré-Operatória)

Risco Cirúrgico (Avaliação Pré-Operatória)

Definimos como cirurgia de risco elevado:
—> Cirurgia arterial major.
—> Cirurgia prolongada.
—> Cirurgia de emergência.
Cirurgia de risco intermédio:
—> Cirurgia torácica ou abdominal.
—> Endarterectomia da carótida.
—> Cirurgia ortopédica.
—> Cirurgia de cabeça e pescoço.

Equipe-Cirurgia-Geral

Factores de Risco (Risco Respiratório)

—> Cirurgia – as de maior risco são a cirurgia torácica ou abdominal alta, a reparação de aneurisma da aorta é a mais relevante.
—> Duração da cirurgia.
—> Anestesia – apesar de controverso, uma anestesia locorregional, pode reduzir o risco de complicações respiratórias.
—> Doença respiratória crónica, em si, nunca é uma contra-indicação.
—> Tabagismo.
—> Insuficiência cardíaca congestiva.
—> Hipoalbuminemia.
Na presença de uma infecção respiratória, devemos adiar uma cirurgia electiva para permitir o tratamento da infecção.
A obtenção de provas de função respiratória no pré-operatório só está indicada na tomada de decisões na cirurgia de ressecção pulmonar.

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Sinais e Sintomas (Glaucoma Agudo)

– Dor ocular ou frontal intensa.
– Visão enevoada ou halos.
– Esclerótica vermelha.
– Córnea turva.
– Pupila dilatada e não reactiva.
– Globo ocular duro à pressão.
– Náuseas e vómitos.
– Dor abdominal (não específica).
O aumento da pressão intra-ocular, devido a maior produção de humor aquoso ou menor drenagem, pode provocar:
– Edema da córnea.
– Paralisia do esfíncter da pupila.
– Degenerescência do nervo óptico.
– Eventual cegueira.

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Antidepressivos II

Do ponto de vista farmacológico, os SSRI têm efeitos anticolinérgicos mínimos ou nulos, sendo também muito mais seguros no plano cardiológico; as reacções adversas mais frequentes traduzem-se por manifestações gastrintestinais, nomeadamente desconforto abdominal, náuseas e vómitos; podem também causar alguma ansiedade e inquietação, a par de insónia; em regra, estas reacções adversas declinam com a continuação do tratamento. Por outro lado, as formulações disponíveis permitem esquemas posológicos simples, quase sempre em toma única, sem necessidade de titulação da dose e com doses óptimas sujeitas a fraca variação interindividual.
A par do crescente reconhecimento, pela comunidade médica e pela própria opinião pública, da importância clínica e social da depressão, a disponibilização de meios farmacológicos simples e eficazes veio banalizar o tratamento da depressão num sentido positivo. De forma mais notória ao longo dos últimos 10 anos, os tipos comuns de depressão ambulatória passaram a ser reconhecidos e tratados adequadamente em clínica geral, com vantagem para o doentes e para os próprios serviços de saúde.
Em anos mais recentes, surgiram os chamados SNRI, sendo a venlafaxina o composto de referência deste grupo. São antidepressivos que inibem selectivamente a recaptação da serotonina e da noradrenalina; no que diz respeito à tolerabilidade e reacções adversas, têm um perfil próximo do observado com os SSRI.
No que se refere à eficácia antidepressiva, há indicações de que os clássicos tricíclicos oferecem vantagens nas formas graves de depressão, e em particular nas depressões melancólicas ou endógenas. No caso de resistência terapêutica aos antidepressivos de nova geração, o recurso a tricíclicos permite, com frequência, a obtenção de melhorias clínicas, parecendo certo que o inverso raramente sucede. Há também dados sugestivos de que a venlafaxina, utilizada em doses altas, tem uma eficácia comparável à dos tricíclicos. Aliás, em anos recentes, assistiu-se a uma revisão das doses úteis de venlafaxina, no sentido do uso de doses mais elevadas do que as inicialmente propostas, pelo menos nas depresssõs intensas e/ou graves.

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Trombose da Veia Porta e Hepática

Pode ocorrer principalmente em doentes com doenças mieloproliferativas ou por neoplasia intra-abdominal. Nestes casos pode estar indicada trombólise por cateter, especialmente em doenças mieloproliferativas. Mantêm-se também as mesmas orientacões de anticoagulação antes referidas.

CIRURGIA DO THOR INTESTINAL 005 180x180 - Diagnóstico (Obstrução Gastrintestinal)

Diagnóstico (Obstrução Gastrintestinal)

Clinicamente consiste na presença (no todo ou em parte) de distensão abdominal, náuseas, vómitos, dor abdominal, paragem de emissão de gases e fezes. A radiografia simples do abdómen é frequentemente o primeiro exame e sugere o nível da obstrução.

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Obstrução Gastrintestinal

A obstrução gastrintestinal é uma complicação frequente no doente com neoplasia, em particular quando há envolvimento directo abdominal (gastrintestinal ou ginecológico) pelo tumor; outras causas são metabólicas, medicamentosas (citostáticos, opióides) ou em consequência da RT. A obstrução pode ser alta – neoplasia gástrica ou pancreática (por invasão gástrica ou do arco duodenal), do intestino delgado – bridas (que justificam intervenção cirúrgica para lise das mesmas) ou carcinomatose peritoneal, ou do cólon e recto – geralmente por obstrução do lúmen pelo tumor.