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Classificação (Distonias)

-> Classificação – entre as várias classificações possíveis, assumem particular relevância na abordagem terapêutica as efetuadas de acordo com a etiologia, distribuição anatómica e características clínicas.

osteoporose

Avaliação do risco fracturário

O objetivo da avaliação clínica na OP é não só determinar a existência de baixa massa óssea, como também identificar os indivíduos com elevado risco fracturário em cuja intervenção terapêutica é mandatória.
A avaliação do risco absoluto de fractura (expressa como probabilidade de fractura a 10 anos) é a mais recente recomendação da OMS para a abordagem da OP. Esta avaliação é feita através da utilização de algoritmos disponíveis numa ferramenta de trabalho disponível online. Mesmo que o acesso não seja possível em tempo real, o conhecimento e ponderação dos vários fatores de risco pode, e deve, ser facilmente aplicado na prática clínica diária.

Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Tratamento

Tratamento

A abordagem terapêutica pode envolver diversas atitudes.
As principais queixas do paciente devem ser controladas, até que a investigação seja concluída. A dor da obstrução aguda deve ser prontamente controlada com AINEs, analgésico e, por vezes, opióides. As náuseas e os vómitos podem originar desidratação e aIterações do equilíbrio hidroelectrolítico, que necessitam de correção. Devem ser utilizados antibióticos se existir suspeita ou confirmação de infeção; os mais utilizados incluem fluoroquinolonas, nitrofurantoína, trimetroprim-sulfametoxazol e cefalosporinas.
Não esquecer que sempre que possível o antibiótico deve ser escolhido com base no antibiograma.
A existência de uma obstrução suficientemente importante para gerar compromisso da função renal e/ou dificuldade na drenagem de urina obriga à realização de uma derivação urinária. A existência de uma hidronefrose (uni ou bilateral) pode obrigar à colocação de uma nefrostomia percutânea ou de um stent duplo “J”. Numa obstrução infravesical, com retenção, pode ser necessária a colocação de uma algália ou de um cateter de cistostomia suprapúbica. O tratamento etiológico torna-se imperioso neste tipo de situações. A derivação pode originar alívio sintomático e proteger a função renal, mas não é a resolução definitiva da situação. O doente com obstrução deve ser cuidadosamente estudado, de modo a obter um diagnóstico correto, bem como o seu prognóstico.
A existência de litíase obriga, na maioria dos casos, à realização de litotrícia extracorporal por ondas de choque ou, em casos seleccionados, à litoextracção endoscópica ou Cirúrgica. Um tumor do urotélio, obstrutivo, obriga a um tratamento adequado ao estádio em causa. A detecção de obstruções congénitas (aperto da junção pieloureteral, válvulas da uretra posterior), obriga, em geral, à correcção cirúrgica destas, e muitas vezes ao tratamento das disfunções vesicais associadas. No idoso, a existência de hipertrofia prostática com queixas obstrutivas obriga ao seu tratamento, quer médico (com um ou mais dos diversos fármacos existentes no mercado), quer cirúrgico. A patologia obstrutiva da uretra (não prostática) requer, em geral, correção cirúrgica endoscópica ou por cirurgia convencional. Os novos stents termossensíveis não reepitelizáveis podem oferecer um solução possível nos casos em que outras opções falharam.

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Diagnóstico (Imunoalergologia)

A abordagem das doenças alérgicas passa antes de mais pela colheita de uma história clínica detalhada, onde se avalia a existência de antecedentes nos familiares directos, caracterizando os sinais e sintomas e sua frequência, as situações de agravamento (incluindo aspectos relacionados com profissão ou actividades de lazer) ou de alívio, o resultado das intervenções efectuadas, nomeadamente as terapêuticas.
O exame objectivo completa a anamnese (salientamos a observação da pele e das mucosas; execução de rinoscopia anterior, acessível a qualquer clínico por observação directa das fossas nasais, permitindo caracterizar a mucosa e alterações de volume dos cornetos ou deformações da porção anterior do septo nasal; auscultação pulmonar cuidada, permanecendo em cada foco durante alguns ciclos respiratórios, valorizando a existência de alterações sonoras na inspiração e/ou na expiração, as características de duração do tempo expiratório, por vezes solicitando a colaboração do doente na execução de algumas manobras expiratórias forçadas, que podem ser muito reveladoras).
O exame objectivo completa a anamnese (salientamos a observação da pele e das mucosas; execução de rinoscopia anterior, acessível a qualquer clínico por observação directa das fossas nasais, permitindo caracterizar a mucosa e alterações de volume dos cornetos ou deformações da porção anterior do septo nasal; auscultação pulmonar cuidada, permanecendo em cada foco durante alguns ciclos respiratórios, valorizando existência de alterações sonoras na inspiração e/ou na expiração, as características de duração do tempo expiratório, por vezes solicitando a colaboração do doente na execução de algumas manobras expiratórias forçadas, que podem ser muito reveladoras).

Things to know about Uric Acid 180x180 - Terapêutica (Gota)

Terapêutica (Gota)

A artrite gotosa aguda é considerada uma das experiências mais dolorosas no Homem. O primeiro objetivo na abordagem terapêutica de um doente com gota e hiperuricemia consiste em cessar a crise aguda e prevenir futuras crises. A hiperuricemia assintomática associada às seguintes situações deve ser tratada:
– Hiperprodução aguda de ácido úrico (isto é, síndrome de lise tumoral).
– Hiperuricemia >12 mg/dl.
– Uricosúria acima de 1100 mg/24 horas.
– Risco significativo para desenvolver litíase renal.

F1.large 2 180x180 - Terapêutica (Hemibalismo)

Terapêutica (Hemibalismo)

A abordagem terapêutica deve ter em atenção dois aspetos da sua história natural: na fase aguda, a exuberância dos movimentos pode provocar lesões osteoarticulares, cutâneas ou mesmo exaustão física; o quadro clínico tende a melhorar espontaneamente ou mesmo remitir num período de 6 a 12 meses.
—> Terapêutica não farmacológica – consiste em medidas de suporte para evitar outras complicações médicas: boa higiene cutânea, prevenção da aspiração do vómito, prevenção da automutilação acidental e suporte nutricional (dieta hipercalórica).
-» Terapêutica farmacológica – consiste no tratamento da doença causal e na intervenção sintomática sobre o hemibalismo. A raridade dos quadros de hemibalismo dificulta a existência de ensaios clínicos controlados. Assim, com base nos dados de séries de doentes publicados, são sugeridas as seguintes terapêuticas:
• Clorpromazina (largactil comprimidos 25 mg, 100 mg, gotas 4%, largatrex comprimidos 25 mg, 100 mg, gotas 4%). Dose de manutenção: 75-200 mg/dia tid. Deve ser considerada a diminuição da dose ou suspensão após 3 a 6 meses de tratamento.
• Haloperidol (haldol comprimidos 1 mg, 2 mg, 5 mg, 10 mg, solução oral 2 mg/ml, serenelfi comprimidos 1 mg, 5 mg, solução oral). Dose de manutenção: 3 a 12 mg/dia bid ou tid. Deve ser considerada a diminuição da dose ou suspensão após 3 a 6 meses de tratamento.
• Clozapina (leponex comprimidos 25 mg, 100 mg, clozapina MG). Dose de manutenção: 50-75 mg/dia. Contra-indicações: doença mieloproliferativa, epilepsia e em associação com outros fármacos com efeito supressor sobre a medula óssea. Efeitos adversos: agranulocitose (exige a realização de hemograma semanal nos primeiros 6 meses e posteriormente quinzenal), sedação, hipotensão ortostática, convulsões.
Estão reportados casos de melhoria com clozapina em doentes previamente tratados de forma ineficaz com haloperidol.
• Tetrabenazina (nitoman 25 mg). Dose de manutenção: 12,5 a 75 mg/dia tid.
Terapêutica cirúrgica. Estão descritos casos de melhoria, em doentes refratários à terapêutica farmacológica, com a talamotomia ventrolateral e estimulação talâmica.

cigarro causa ansiedade 2013 180x180 - Considerações Terapêuticas (Cessação Tabágica)

Considerações Terapêuticas (Cessação Tabágica)

A dependência física e psicológica do tabaco é um fenómeno complexo, com influências ambientais e genéticas. O tabagismo pode ser encarado como uma doença crónica, com múltiplos períodos de recaída e remissão, que requer cuidados continuados, esperando-se uma taxa de sucesso após tratamento de 15-35% aos 12 meses.
A abordagem terapêutica requer uma estratégia global que alia a prevenção do início do consumo, à promoção da cessação, à proteção da exposição ao tabagismo passivo e à adoção de um estilo de vida saudável.

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Abordagem Diagnóstica

Quer em termos de conceito, quer como utilidade operacional, a classificação da AKI em pré-renal (efeito da hipovolemia sem lesão parenquimatosa, rapidamente reversível) e renal ou NTA (necrose tubular aguda) é atualmente obsoleta.
A AKI é caracterizada por uma acentuação da heterogeneidade funcional dos nefrónios, em que a apresentação fenotípica dos nossos doentes em pré-renal vs renal, ou oligúrica vs não oligúrica, resultam do seu posicionamento num determinado momento num função renal basal, intensidade e duração cos insultos à função renal e das terapêuticas a que já foi sujeito, como diuréticos ou depamina.
Indicadores laboratoriais, tais como o rácio ureia/creatinina, ou osmolalidade soro/urina, excreções fraccionais de sódio ou ureia, que pretendem testar se a função tubular estaria íntegra (lesão pré-renal) ou afetada (NTA , têm fraquíssima capacidade discriminante, mormente em doentes com sépsis, que recebem grandes quantidades de volume e.v., vasopressores e diuréticos, inquinando o significado destes índices laboratoriais.
Em resumo, a AKI é diagnosticada pela medição da creatinina. Infelizmente um marcador imperfeito, que, quando começa a elevar-se, em geral já se perdeu 50% da função renal basal, oscila com o metabolismo muscular e as variações do volume extracelular, tudo parâmetros muito instáveis nestes doentes.
A ecografia renal e vesical continua a ter um papel fundamental, devendo ser efetuada precocemente em todos os doentes suspeitos dos estádios iniciais de AKI. Permite, ao olhar para os rins, excluir obstrução, a presença de massas neoplásicas ou inflamatórias, litíase e, mais importante, afirmar se os rins já teriam falência crónica prévia. Para o operador mais experiente é ainda possível confirmar por Doppler se há fluxo nas duas artérias renais e as suas características.