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img quais sao as causas da fosfatase alcalina elevada 3841 orig 180x180 - Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

A profilaxia pós-exposição (PEP) tem como objectivo a minimização do risco de ocorrência de infecção após uma exposição esporádica a um agente microbiano transmissível.
Em doenças com risco elevado e/ou prolongado de transmissão inter-humana, a PEP deve ser encarada, também, na perspectiva da Saúde Pública. A quase totalidade dos casos de exposição ocorrem em circunstâncias acidentais, nas quais se devem incluir as decorrentes de perda permanente ou temporária do exercício das funções intelectuais.
É importante lembrar que a estimativa do risco de transmissão em cada situação concreta tem, geralmente, um grau de incerteza considerável e que a avaliação da eficácia e da segurança das intervenções pós-exposição se baseia em pressupostos teóricos ou, quando muito, em dados obtidos em modelos animais ou extrapolados a partir de intervenções com grau de afinidade variável em humanos. Neste contexto, a decisão quanto à prescrição de PEP é, muitas vezes, complexa, exigindo, da parte do médico:
— O esclarecimento, tão perfeito quanto possível, das circunstâncias associadas à exposição, incluindo as relativas aos aspectos epidemiológicos relacionados com o acidentado e com o indivíduo-fonte.
— Conhecimentos actualizados quanto à avaliação do risco, às intervenções recomendadas e às características farmacológicas dos meios de intervenção disponíveis.
— O pleno exercício do seu senso clínico.
— A observação do princípio da precaução, sempre que a magnitude da incerteza associada com a decisão o justifique.
A avaliação do benefício/risco da PEP deve ser ponderada em todas as situações de exposição, quer profissional, quer não profissional. A exposição em profissionais de saúde, ocorrendo no exercício da sua actividade profissional, deve ser objecto de regulação obrigatória por parte das entidades responsáveis pela saúde ocupacional das unidades de saúde.

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Intoxicações Agudas

As intoxicações agudas e sobredosagens por fármacos acidentais ou intencionais são uma fonte significativa de morbilidade. Contudo, a sua mortalidade global não ultrapassa os 0,05% subindo para 1 a 2% nos doentes hospitalizados.
A maioria das intoxicações causa efeitos minor, é aguda, envolve uma única substância, ocorre por via digestiva e é acidental.
Os dados estatísticos de 2007 do Centro de Informação Antivenenos do Instituto Nacional de Emergência Médica revelam, relativamente ao número de consultas recebidas por exposição humana a tóxicos, uma incidência em adultos de 11694 casos (52,3%) contra 10694 casos em crianças (47,7%). Os fármacos contaram para mais de metade dos episódios – 110112 (64%) – com as benzodiazepinas em primeiro lugar seguidas pelo paracetamol e antidepressivos; os tóxicos domésticos e industriais (lixívia soda cáustica), os pesticidas/herbicidas (organofosforados e carbamatos/paraquat) e os cosméticos corresponderam respetivamente a 26, 6 e 3% dos casos relatados.
O monóxido de carbono (CO), os analgésicos (paracetamol e salicilatos), os sedativos hipnóticos, os antidepressivos e os antipsicóticos, as “drogas de rua”, os organofosforados, os carbamatos insecticidas, o paraquat e os álcoois (metanol e etilenoglicol) são os responsáveis pelas principais intoxicações que levam à morte por ordem decrescente de frequência.