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Aparelhos de Tratamento

Os equipamentos usados para administração dos tratamentos são por excelência os aceleradores lineares. Estes podem também ser designados genericamente por aparelhos de teleterapia de megavoltagem. Neles são produzidos feixes de electrões de alta energia, que podem ser utilizados directamente ou transformados internamente em feixes de fotões.

Articulo Principal infecciones 180x180 - Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Idealmente aplicada por via i.m., o local de eleição deverá ser a face lateral da coxa.
A dose inicial será de 0,3 a 0,5 ml no adulto, de uma solução 1:1000 (0,3 a 0,5 mg).
Na criança deve ser respeitada a dosagem de 0,01 ml/kg, sendo usada a partir dos 12 anos a dose de 0,3 ml. Recentemente e para facilitar o uso deste fármaco, recomendam-se as seguintes dosagens pediátricas – 6 a 12 anos: 0,25 ml (0,25 mg); crianças dos 6 meses aos 6 anos: 0,12 ml (0,12 mg) e crianças com menos de 6 meses: 0,05 ml (0,05 mg). Recomendamos, no primeiro ano de vida, a preparação da diluição de 1:10000 (1 ml de adrenalina diluído em 9 ml de soro fisiológico), sendo então a dose recomendada de 0,1 ml/kg). De acordo com a resposta clínica sugere-se a repetição de doses de 15/15 ou de 20/20 minutos, até três administrações; no caso de não se verificar resposta, o tratamento deverá continuar em unidades de cuidados intensivos, recorrendo-se à administração e.v. do fármaco (em diluições de 1:10000 ou de 1:100000).
Para uso em ambulatório em doentes de risco anafiláctico, temos disponível no mercado nacional kits para auto-administração de adrenalina, em dose de adulto (0,30 mg) e pediátrica (0,15 mg). Consiste num sistema auto-injector que, após se retirar uma tampa de segurança, administra uma dose de adrenalina ao aplicar-se sobre a pele com uma leve pressão. Tal como é internacionalmente referido, a maioria dos doentes com estas situações não têm ainda acesso a este recurso terapêutico, o qual deve ser considerado mandatório. O paciente/família/amigos devem ser informados sobre o modo de utilização e que a sua aplicação não dispensa o recurso subsequente a um serviço de urgência para melhor caracterização e orientação terapêutica do episódio de anafilaxia.

metodos contracetivos 180x180 - Vias de Administração de Contracepção Hormonal

Vias de Administração de Contracepção Hormonal

— Preparações combinadas contendo estrogénio e progestagénio.
— Via oral (contraceptivos orais).
— Via vaginal (anel vaginal).
— Via transcutânea (sistema transdérmico).
— Preparações contendo apenas progestagénio.
— Via oral (contraceptivos orais com progestagénio isolado).
— Injectável.
— Implante subdérmico.
— Sistema intra-uterino libertador de levonorgestrel.

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Quimioprofilaxia

A utilização de fármacos antibióticos para prevenir a doença, ou quimioprofilaxia (QP), tem, hoje em dia, aplicações num pequeno número de situações bem estabelecidas.
Assenta no princípio de que uma intervenção antibiótica num indivíduo saudável mas com risco elevado de estar (ou vir a estar) contaminado por um microrganismo patogénico pode erradicar (ou impedir) essa contaminação e evitar a ocorrência de doença. A decisão quanto ao início de QP é um processo de avaliação e gestão de risco, que deve ter em conta:
—> O risco de contaminação, tendo em conta o tipo de exposição ao agente infeccioso e a duração desta exposição.
—> O risco de desenvolver doença e as consequências desta, com base na virulência do agente e na mortalidade e morbilidade da doença associada.
—> O risco de desenvolver doença e as consequências desta, com base nas características de imunidade do hospedeiro.
— O benefício da administração de antibiótico, tendo em conta a evidência científica de eficácia e o tempo decorrido entre o momento da potencial contaminação e a visita clínica.
— O risco de reacções adversas relacionadas com a QP, incluindo o de selecção de estirpes microbianas resistentes, com eventual compromisso das opções terapêuticas futuras.
— Por fim, o custo da intervenção farmacológica.
Mesmo com base em evidência científica consistente, um processo de decisão desta natureza pode associar-se a um grau de incerteza considerável quanto ao valor da relação benefício/risco. Em situações como: infecções urinárias recorrentes da mulher pré-menopáusica, reactivações do herpes simplex ou profilaxia da diarreia do viajante em doentes que efectuam deslocações de curta duração para regiões de risco, a decisão deve ser tomada caso a caso, com base no risco individual e no impacto que a ocorrência da doença pode ter de acordo com as características do indivíduo exposto.

35dc0e4cccd314b0382c019de110d900 180x180 - Imumoduladores (Esclerose Múltipla)

Imumoduladores (Esclerose Múltipla)

—> Imumoduladores (Formulações de IFN-p e acetato de glatirâmero).
O interferão-P (IFN-(3) recombinante foi o primeiro fármaco que revelou ter um efeito terapêutico na EM, alterando a história natural da doença. O IFN-P 1b (Betaferon) é uma citosina imunomodeladora obtida por técnica recombinante a partir da Escherichia coli que, administrada por via subcutânea, demonstrou reduzir em cerca de 30% a frequência de surtos. RM seriadas revelaram que este fármaco diminui o número de novas lesões e reduz a carga lesionai total. O IFN-p 1b foi aprovado em 1993 para o tratamento crónico de doentes com EM evoluindo por surtos, na dose de 8 MIU s.c. em dias alternados. Outra molécula recombinante de IFN-p (IFN P 1a) foi desenvolvida posteriormente. Existem ensaios controlados com duas formulações de IFN-P 1a, utilizando doses e vias de administração diferentes, com resultados igualmente favoráveis. Existem três preparados de IFN-P la disponíveis (Avonex – 6 MIU i.m./1xsemana, Rebife – 22 u s.c./3xsemana e Rebife – 44 ug/3xsemana).
Globalmente têm um idêntico perfil de segurança e de efeitos secundários. Induzem quadros gripais com febre e mialgias, nas administrações iniciais, pelo que a sua administração deve ser precedida de paracetamol. Fadiga, depressão, alteração das provas hepáticas, leucopenia e disfunção tiroideia são outros efeitos adversos referidos. Nos preparados administrados por via s.c. ocorrem lesões cutâneas nos locais de injeção, tendo ocasionalmente sido relatados com o IFN-p 1b necrose e ulceração.
Há poucos estudos comparando a eficácia relativa destes diferentes preparados. Os estudos disponíveis não são isentos de críticas, pelo que este assunto é ainda controverso. Os dados disponíveis parecem, contudo, indicar que as formulações de administração sucutânea são mais eficazes. A escolha da formulação a utilizar depende sobretudo de fatores individuais que determinarão a boa aceitação do tratamento pelo doente e uma boa adesão a longo prazo. Estas formulações foram ensaiadas em formas secundariamente progressivas da doença. Uma análise crítica dos resultados dos dois ensaios disponíveis permitem concluir que a sua utilidade nestas formas continua a ser uma redução de surtos, não havendo evidência de controlarem a progressão. Há já estudos em aberto sobre os resultados a longo prazo destas formulações. Apesar das limitações dos estudos existentes, os dados disponíveis indicam que os diferente preparados de IFN-p, desde que utilizados precocemente, atrasam a entrada em fase progressiva e a incapacidade a longo prazo.
O copolímero 1 (Cop 1) (Copaxone – acetato de glatirâmero) é um polipéptido sintético de quatro aminoácidos que é semelhante a uma das componentes da bainha de mielina. Um grande ensaio controlado mostrou que o Cop 1, administrado por via s.c. reduzia significativamente a frequência de surtos (RRR=29%). Parece atuar como indutor dum subgrupo de linfócitos T reguladores indutores de supressão. Nos ensaios realizados, é patente nas RM de crânio seriadas uma ação significativa na redução quer da atrofia cerebral, quer das áreas de hipointensidade em T1 (buracos negros) que se correlacionam com perda axonal. Admite-se assim que, para além duma atividade anti-inflamatória, o Copl possua uma ação neuroprotectora. Este fármaco é administrado diariamente por via s.c, mas tem menos efeitos secundários sistémicos do que as formulações de IFN-B. Existem ensaios recentes que comparam formulações de IFN-P com Cop 1. Os resultados apontam para uma eficácia muito semelhante no controlo evolutivo da doença. O tratamento precoce dos doentes com EM evoluindo por surtos com uma destas formulações disponíveis é hoje prática corrente. A escolha da formulação a utilizar dependerá sobretudo de fatores individuais que determinarão a boa aceitação do tratamento pelo doente e uma boa adesão a longo prazo.

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Terapêutica Sintomática

A eficácia de um fármaco, na terapêutica aguda das crises, é habitualmente expressa pela sua capacidade de reduzir/eliminar a dor 2 horas após a administração e pela percentagem de recidivas que se verificam nas primeiras 24 horas. Atualmente, existem vários fármacos com eficácia comprovada cuja escolha depende da preferência e contraindicações individuais, dos efeitos adversos e do custo. Um mesmo indivíduo pode usar diferentes esquemas terapêuticos conforme a intensidade das crises.
Sabe-se que a intervenção na crise é tanto mais eficaz quanto mais precocemente for iniciada. Todavia, é necessário ponderar a vantagem da terapêutica precoce frequente (antes mesmo do doente ter a certeza que a crise vai evoluir) e o risco de abuso medicamentoso. Uma vez que as crises se acompanham de gastroparesia, ou mesmo de vómitos, a via oral pode não ser a mais eficaz para a administração de fármacos. Têm-se desenvolvido outras vias de administração (orodispersível, intranasal, injetável e rectal), mas também se pode associar um antiemético (metoclopramida 20 mg ou domperidone 10 mg) para tratar os sintomas digestivos da enxaqueca.

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Vias de Administração – Nutrição Entérica

A NP pode ser administrada em veia central através de cateter venoso central colocado no território cava superior ou inferior, enquanto a NP parcial é administrada em veia periférica. Neste último caso, a solução escolhida não deve ter osmolalidade >800-900 mOsm/L e os acessos venosos periféricos não deverão permanecer mais de 48-72 horas na mesma veia. Esta forma de nutrição deverá, no entanto, ser evitada em doentes com mau património venoso periférico, com necessidade previsível de NP >7 dias ou com necessidade de restrição hídrica.

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Nutrição Entérica – Início de Alimentação Entérica

—> Início de alimentação entérica – independentemente da solução entérica e da via de administração escolhida, a dieta deve iniciar-se com débito baixo e gradualmente aumentar-se ao longo de 24-48 horas até ao ritmo de administração pretendido.
A administração contínua é preferível na alimentação nasoduodenal ou nasojejunal para evitar o dumping, mas também pode ser utilizada na alimentação NG, em particular em doentes com intestino curto.
—> Dieta gástrica intermitente – para soluções com 1,0-1,5 Kcal/ml, devemos iniciar a 100cc cada 4 horas; para soluções com 2,0 Kcal/ml, iniciar a 50cc cada 4 horas.
Aumentar o débito de 50cc cada 4-8 horas até ao volume pretendido. Deve lavar-se a sonda com um volume mínimo de água de 30cc cada 4 horas.
—> Dieta jejunal – deve ser contínua, iniciando com débito de 10-20 ml/hora e aumentando 10 ml/hora cada 4-8 horas até ao débito pretendido.
Nota: antes de iniciar ou reiniciar a dieta gástrica (por via de SNG ou PEG), deve aspirar-se o conteúdo gástrico. O volume gástrico residual reflete a capacidade de esvaziamento gástrico e é usado para nos orientar acerca do timing da próxima administração. No entanto, não existe nenhum valor absoluto para este volume residual acima do qual o risco de aspiração traqueal é maior e, portanto, se deva preconizar a suspensão temporária da dieta entérica.
Se o esfíncter esofágico inferior e o estômago forem funcionalmente competentes, a administração NG é a via preferível e é mais simples. Uma das consequências da alimentação entérica, sobretudo gástrica, é a aspiração traqueobrônquica com risco de pneumonia. Podemos evitá-la recorrendo a:
• Agentes estimulantes da motilidade gastroesofágico – procinéticos: metoclopramida, domperidona, eritromicina.
• Elevação da cabeceira a 45°.
• Optar por administração jejunal em vez de alimentação gástrica.

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Nutrição Entérica – Método de administração

– Método de administração – a nutrição entérica pode ser administrada de duas formas: contínua, o que pode ser feito por gravidade, controlada por clamp de controlo, ou por bomba infusora; ou intermitente, o que pode acontecer por gravidade, por bomba infusora ou, mais frequentemente, por seringa.

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Nutrição Entérica – Dispositivos

—> Dispositivos – variam no material de que são feitos, no calibre, na presença de fio guia para a sua colocação, no comprimento, no número de lúmenes e de ports de administração.
• Material – a maioria são de poliuretano ou silicone, sendo nestes últimos mais toleráveis porque são mais macios, embora colapsem com mais facilidade.
• O comprimento depende do local de introdução e do local de colocação da extremidade. Quanto ao calibre, os tubos de menor calibre são mais toleráveis, causam menos sinusite quando introduzidos por via nasal, mas obstroem mais facilmente.
• Número de lúmenes – alguns tubos têm mais de um lúmen, o que permite a administração de medicação sem interromper a administração da dieta.