Artigos

0010545058N 1920x1280 180x180 - Citostáticos

Citostáticos

A actividade dos citostáticos relaciona-se com o seu efeito sobre o ciclo celular. Alguns têm efeito específico sobre determinada fase do ciclo, outros não são específicos.
—> Agentes específicos de fase – na fase GO (fase de repouso) a maior parte das células são refractárias a qualquer terapêutica:
• Fase G1 (síntese proteica e de RNA) – L-aspariginase e terapêuticas antisense.
• Fase S (síntese de DNA) – antimetabolitos, campotecinas, procarbazina e hidroxiureia.
• Fase G2 (persiste síntese de proteínas e RNA; síntese dos precursores microtubulares do fuso mitótico) – bleomicina, alcalóides da vinca e taxanos.
• Fase M (mitose) – alcalóides da vinca e taxanos.
—> Agentes não específicos de fase – actuam em qualquer fase do ciclo das células em divisão (alquilantes, platinos, inibidores de sinalização, trastuzumab) ou sobre as células que não estão em divisão (esteróides, antibióticos antitumorais). De forma geral, os agentes não específicos de fase têm uma curva de dose-resposta linear, ou seja, quanto maior a dose, maior a taxa de células tumorais mortas.

2812 antibioticos getty 180x180 - Tratamento no Hospital - Escolha do antibiótico inicial

Tratamento no Hospital – Escolha do antibiótico inicial

No doente com critérios de internamento hospitalar, devem ser ponderados os factores de risco para o envolvimento de agentes infecciosos específicos, designadamente a possibilidade de aspiração, as co-morbilidades significativas e a exposição recente a antibióticos.
Tendo em conta que os agentes etiológicos implicados têm origem na comunidade, aplicam-se as mesmas considerações feitas relativamente à pneumonia tratável no domicílio quanto à escolha dos antibióticos de acordo com o perfil esperado de susceptibilidade.
A terapêutica inicial deve incluir, de preferência e tendo em conta as recomendações actuais, um P-lactâmico em combinação com um macrólido. De facto, alguns estudos apontam para alguma vantagem desta associação em termos da redução da duração da estadia hospitalar e da mortalidade, mas nem sempre estes benefícios são igualmente significativos. Por outro lado, o benefício da associação de um P-lactâmico com uma quinolona não foi evidente. Embora a monoterapia com levofloxacina ou moxifloxacina possa ser uma alternativa aceitável em termos de eficácia, os riscos associados à utilização alargada de quinolonas em meio hospitalar, designadamente quanto à emergência de doença associada ao Clostridium difficile e à menor evidência de eficácia em doentes com pneumonia grave devem recomendar a sua utilização apenas nos doentes intolerantes aos esquemas em combinação propostos.

super bacteria 2010 180x180 - Terapêutica Infecciosa (Litíase das Vias Biliares)

Terapêutica Infecciosa (Litíase das Vias Biliares)

Os agentes microbianos “habituais” nas infecções da LV e litíase das vias biliares são bactérias aeróbias Gram-negativo (E. coli e Klebsiella spp.), estreptococos entéricos Gram-positivo e anaeróbios (Bacteroides, Clostridium spp.). Algumas espécies como a Pseudomonas são mais frequentes em doentes com cirurgias múltiplas ou terapêuticas endoscópicas recentes. As infecções fúngicas estão relacionadas com uso prolongado de antibióticos e doentes imunodeprimidos. Infecções raras (criptosporídeos, microsporídeos e citomegalovírus) observam-se em doentes com síndrome da imunodeficiência adquirida.

canulas Nasofaringeas1 180x180 - Agentes Adjuvantes

Agentes Adjuvantes

—> Tubo nasofaríngeo – trata-se de um tubo fabricado em borracha macia ou plástico que determina uma via entre o orifício externo de uma ou das duas narinas e a orofaringe, impedindo a obstrução glótica pela queda da língua. Está indicado nos doentes conscientes ou semiconscientes ou nos doentes inconscientes em que seja impossível inserir um tubo orofaríngeo (convulsões, traumatismo mandibular, trismo).
Existem várias medidas e calibres destes tubos. O calibre depende do tamanho do doente, enquanto que o comprimento adequado pode ser encontrado justapondo externamente o tubo junto à face do doente. O orifício exterior estando ao nível da narina, a extremidade interna deve ficar ao nível do trago. Tubos excessivamente compridos podem causar vómito ou laringospasmo.
—> Tubo orofaríngeo – é um dispositivo rígido introduzido através da boca que mantém a base da língua afastada da parede posterior da faringe. Deve ser usado apenas em doentes inconscientes. As dimensões do tubo a usar podem ser calculadas segurando o tubo junto à face. O orifício exterior fica ao nível dos incisivos enquanto a extremidade fica no ângulo da mandíbula. Um tubo excessivamente comprido pode ocluir a glote. Excessivamente curto é ineficaz.

vacinas 180x180 - Agentes biológicos (Espondilartrites)

Agentes biológicos (Espondilartrites)

– Agentes biológicos – aprovados para as doenças intestinais inflamatórias, artrites psoriáticas e espondilite anquilosante, os fármacos anti-TNF-a (infliximab, etanercept e adalimumab) constituem, hoje em dia, uma opção terapêutica nos doentes refratários às terapêuticas convencionais. Nas formas axiais de espondilite anquilosante constituem a principal opção terapêutica após ineficácia de dois AINEs ou intolerância. Apresentando uma boa eficácia, o início de ação tende a ser rápido e os efeitos sustidos. Os doentes que não respondem ou não toleram um anti-TNF podem responder a outro. A terapêutica anti-TNF diminui também a probabilidade de recorrência de uveítes.
O custo destes fármacos e eventuais problemas de segurança a longo prazo continuam a ser os principais fatores limitantes à sua utilização. As infeções constituem o efeito adverso mais frequente devendo motivar a interrupção transitória destes fármacos e a realização de antibioterapia dirigida. A reativação de tuberculose latente constitui um dos principais receios, em particular nos países latinos. A introdução de testes de rastreio e de terapêutica profiláctica veio diminuir a sua ocorrência.
O risco acrescido de neoplasias (não confirmado), a exacerbação ou agravamento de doenças desmielinizantes, o agravamento de insuficiência cardíaca, alterações hematológicas e das provas hepáticas são efeitos adversos potenciais. Uma adequada monitorização deve manter-se, tentando minimizar eventuais efeitos secundários.

Medicina paga 1362384770 82 180x180 - Factores e Agentes de Decisão

Factores e Agentes de Decisão

No nosso entender, quando estão em causa decisões tão delicadas como o não iniciar ou suspender terapêuticas de suporte de vida, o princípio da autonomia deve ser respeitado. Este permite ao doente, adequadamente informado, escolher ou recusar as opções terapêuticas que lhe são propostas, sem poder, no entanto, exigir tratamentos julgados inapropriados pelo seu médico. O princípio da autonomia é em geral aceite por todas as tendências modernas de bioética, bem como pelas diversas profissões religiosas, pelo que, no doente consciente, a decisão de suspensão da terapêutica não é, em geral, controversa e depende essencialmente da sua vontade depois de bem informado.
Infelizmente, quando sentimos necessidade de envolver o doente no processo decisório, só muito raramente ele conserva capacidade para exercer o seu direito de autonomia, ou porque o seu estado neuropsiquiátrico não lhe permite, ou porque existem outras barreiras como a sedação, ou a ventilação mecânica, que o impossibilitam de ter uma percepção correcta da realidade, avaliá-la, ou comunicar a sua opinião.
Nestas circunstâncias, recorremos habitualmente aos seus familiares mais chegados, ainda que esteja sobejamente demonstrado que a família e o médico assistente são em geral maus representantes da vontade do doente. O recurso aos tribunais, em representação dos interesses e do sentir da sociedade, para arbitrar disputas de opinião, salda-se sempre por um fracasso e um mau serviço prestado ao doente.
Continua por demonstrar que a implementação do chamado testamento vital, em que o doente é incentivado, enquanto capaz de expressar a sua vontade, a fazer um documento em que detalha circunstâncias concretas, tipo de cuidados a que deseja ser submetido e nomeia um familiar ou amigo como interprete da sua vontade quando incapacitado, tenha contribuído para estender o exercício do direito de autonomia aos doentes quando incapazes de participar no processo decisório.

img quais sao as causas da fosfatase alcalina elevada 3841 orig 180x180 - Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

A profilaxia pós-exposição (PEP) tem como objectivo a minimização do risco de ocorrência de infecção após uma exposição esporádica a um agente microbiano transmissível.
Em doenças com risco elevado e/ou prolongado de transmissão inter-humana, a PEP deve ser encarada, também, na perspectiva da Saúde Pública. A quase totalidade dos casos de exposição ocorrem em circunstâncias acidentais, nas quais se devem incluir as decorrentes de perda permanente ou temporária do exercício das funções intelectuais.
É importante lembrar que a estimativa do risco de transmissão em cada situação concreta tem, geralmente, um grau de incerteza considerável e que a avaliação da eficácia e da segurança das intervenções pós-exposição se baseia em pressupostos teóricos ou, quando muito, em dados obtidos em modelos animais ou extrapolados a partir de intervenções com grau de afinidade variável em humanos. Neste contexto, a decisão quanto à prescrição de PEP é, muitas vezes, complexa, exigindo, da parte do médico:
— O esclarecimento, tão perfeito quanto possível, das circunstâncias associadas à exposição, incluindo as relativas aos aspectos epidemiológicos relacionados com o acidentado e com o indivíduo-fonte.
— Conhecimentos actualizados quanto à avaliação do risco, às intervenções recomendadas e às características farmacológicas dos meios de intervenção disponíveis.
— O pleno exercício do seu senso clínico.
— A observação do princípio da precaução, sempre que a magnitude da incerteza associada com a decisão o justifique.
A avaliação do benefício/risco da PEP deve ser ponderada em todas as situações de exposição, quer profissional, quer não profissional. A exposição em profissionais de saúde, ocorrendo no exercício da sua actividade profissional, deve ser objecto de regulação obrigatória por parte das entidades responsáveis pela saúde ocupacional das unidades de saúde.

21 1 180x180 - Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Os agentes bacterianos causadores de MAB estão, com frequência, envolvidos em infecções das vias aéreas superiores ou inferiores, salientando-se o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), a Neisseria meningitidis e as estirpes invasivas capsuladas de Haemophilus influenzae, este último relativamente mais raro em adultos e, actualmente, excepcional durante a infância como consequência da introdução da imunização específica contra H. influenzae tipo B (Hib) no Programa Nacional de Vacinação. O envolvimento do pneumococo, que é o agente etiológico mais frequente das infecções do tracto respiratório (otites, sinusite, agudização da bronquite crónica e pneumonia), obriga ao despiste de focos a este nível (sinusite, otite média, designadamente associada à presença de colesteatoma). Outros agentes ocorrem mais raramente e estão, habitualmente, associados à presença de co-morbilidades específicas, embora não seja excepcional a sua ocorrência em indivíduos sem factores de risco detectáveis. Salientam-se:
– histeria monoeytogenes, mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos, grávidas, alcoólicos, doentes neoplásicos, doentes sob corticoterapia e doentes imunodeprimidos, designadamente submetidos a transplante renal, sendo rara no contexto da infecção por VIH. A gravidade dos quadros de meningite causados por este agente, muitas vezes com envolvimento encefálico, e a frequência com que têm sido registados casos fora do contexto das co-morbilidades “clássicas” devem levar à sua consideração em todos as situações de MAB.
– Estreptococos do grupo B (Streptococcus agalacíiae), ocorrendo sobretudo durante a gravidez ou puerpério, em diabéticos, indivíduos com mais de 60 anos, alcoólicos, doença hepática crónica, doenças do colagénio, doenças cardiovasculares, neoplasias, insuficiência renal, corticoterapia, bexiga neurogénica e escaras de decúbito.
– Enterobacteriáceas (E. coli, sobretudo portadora do antigénio Kl, Klebsiella spp., Serratia spp., Salmonella spp., Pseudomonas aeruginosa, ocorrendo sobretudo em doentes hospitalizados, particularmente com traumatismo craniano ou intervenção neurocirúrgica recente, em idosos, imunodeprimidos, no contexto de bacteriemia/sépsis relacionada com estes agentes e, por vezes, associada a fase de migração sistémica da estrongiloidíase (síndrome de hiperinfecção).
– Estafilococos. Embora sendo um agente muito frequente em patologia infeciosa humana, particularmente em doentes hospitalizados, o Staphylococcus aureus é um agente etiológico relativamente raro na MAB, sendo isolado como agente causador deste quadro sobretudo no contexto de infecções contíguas, designadamente do foro osteoarticular (espondilites, espondilodiscites), e de bacteriemia, o que obriga ao despiste sistemático de outros focos estafilocócicos, incluindo focos a distância (endocardite). Os estafilococos coagulase-negativos podem causar MAB em doentes com derivação ventrículo-peritoneal.
Outros agentes raros incluem: estreptococos do grupo A, Streptococcus viridans e S. bovis, enterococos, geralmente no contexto de bacteriemias com origem em focos distantes.
Outros agentes bacterianos, como o Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum, borrélias (particularmente B. burgdorferi) e leptospiras podem ser causadores de quadros de MAB, geralmente no contexto de um quadro clínico multiorgânico, mas os achados laboratoriais do LCR nas meningites causadas por estes agentes enquadram-nos geralmente no contexto das meningites linfocitárias.

MelasmaWideBA1 180x180 - Tratamento (Melasma)

Tratamento (Melasma)

– Protecção solar – durante todo o ano, com índices de protecção elevados.
– Despigmentantes:
• Hidroquinona isolada (3%-10%) ou em combinação com outros agentes, nomeadamente retinóides e corticóides. Não existem, actualmente, tópicos contendo hidroquinona, mas podem manipular-se compostos comerciais com 3-5% desta substância. São, contudo, compostos instáveis que oxidam com facilidade. Actua por inibição da tirosinase, aumento da degradação dos melanossomas e inibição da síntese de RNA e ADN nos melanócitos.
• Ácido azelaico – actua por inibição da tirosinase, causa ligeira irritação, mas tem limitada actividade despigmentante.
• Ácido cójico – pode ser usado em concentrações de 2-4%. Dadas as limitações actuais de utilização da hidroquinona, tende a substituí-la em muitas formulações.
A associação com o ácido glicólico parece ter um efeito sinérgico.
• Outros despigmentantes – na impossibilidade de utilização da hidroquinona, outras substâncias, com diversos mecanismos de acção, vêm sendo utilizadas, sobretudo em produtos de dermocosmética – ácido fítico, glabridina, licorice e outros – com grau de eficácia variável.
• Tretinoína (ácido retinóico) – isolada (a 0,1%) ou em associação com outros agentes despigmentantes, parece potenciar os efeitos destes, mas acompanha-se, frequentemente, de efeito irritante local.
—» A associação de hidroquinona, tretinoína e corticóide tópico (fórmula de Kligman) foi muito utilizada na presunção de efeito sinergístico entre os três componentes. É difícil de manipular e muito instável.
—> Peelings – com ácido tricloroacético ou alfa-hidroxiácidos (ácido glicólico), combinados com a aplicação de tretinoína e hidroquinona, proporcionam resultados mais precoces, sobretudo se se trata de melasma epidérmico. No entanto, a possibilidade da ocorrência de hiperpigmentação pós-inflamatória torna os resultados imprevisíveis.
—> Laserterapia – a laserterapia tem resultados habitualmente pouco satisfatórios podendo inclusive correr o risco de provocar pigmentação pós-inflamatória e agravar o melasma. O laser mais utilizado é o Q-switched Nd:YAG.

benzodiacepinas 180x180 - Agentes biotecnológicos (Lúpus)

Agentes biotecnológicos (Lúpus)

– Agentes biotecnológicos – vários fármacos encontram-se em fase avançada de desenvolvimento, mas ainda não aprovados. Contudo, a depleção de linfócitos B com anti-corpo monoclonal anti-CD20 tem sido usada com sucesso em numerosos casos de doença refratária aos corticóides e imunossupressores.