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Fase Aguda

Os objetivos da conduta inicial no doente com AVC agudo são a confirmação do diagnóstico, a identificação do tipo de AVC, a avaliação da sua gravidade, a seleção para tratamento trombolítico e a identificação e prevenção de complicações e da recorrência precoce.

Equipe-Cirurgia-Geral

Cirurgia na Insuficiência Renal

A doença renal crónica é um factor de risco importante no peri-operatório para complicações cardiovasculares e para lesão renal aguda.
No doente com doença renal crónica que não faz diálise, é particularmente importante a manutenção da volemia e da pressão arterial, prevenindo a redução da perfusão renal, evitando os nefrotóxicos, principalmente, neste contexto, os anti-inflamatórios e os aminoglicósidos. A prevenção de acidose e hipercaliemia não é em geral problemática.
No doente em terapêutica dialítica, deve ser feita uma gestão muito cerimoniosa do volume a administrar, que deverá ser apenas o indispensável para assegurar a estabilidade hemodinâmica, deve ser poupado o membro do acesso vascular, impedindo punções, garrotagem e posicionamento incorrecto, deve ser planeado em conjunto com o nefrologista a data da primeira diálise pós-operatória, a anticoagulação nesse tratamento e a gestão de volume infundido.
Em todos os doentes insuficientes renais, prestar particular atenção ao controlo da coagulação, usando se necessário 10U de crioprecipitado e.v. em 30 minutos, e/ou desmopressina (DDAVP) 0,3 mcg/kg e.v. ou sublingual nos casos de maior risco hemorrágico.

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Clínica (Condrocalcinose)

A DDPC pode manifestar-se clinicamente sob seis formas principais:
– Tipo A – pseudogota – uma artrite aguda causada pela libertação de cristais de PPC (pirofosfato de cálcio) para o espaço articular. Os surtos são autolimitados, mono ou poliarticulares e por vezes associados a febre. Entre as crises, o doente está tipicamente assintomático. O joelho é a articulação mais frequentemente afetada (em 50% dos casos). Outras articulações podem ser atingidas: punhos, ombros, ancas ou tibiotársicas. Tal como na gota úrica, as crises podem ser desencadeadas por doenças médicas ou intervenções cirúrgicas.
A condrocalcinose pode estar associada ao hiperparatiroidismo, hemocromatose, hipofosfatemia ou hipomagnesemia, sendo mais frequente nos idosos.
-> Tipo B – pseudo-artrite reumatóide – é caracterizada por uma poliartrite crónica simétrica mimetizando a artrite reumatóide.
-> Tipo C – pseudo-osteoartrose com crises agudas – caracteriza-se por alterações degenerativas em múltiplas articulações com sobreposição de crises agudas.
-> Tipo D – pseudo-osteoartrose sem crises agudas – difere da anterior por não cursar com agudizações.
-> Tipo E – assintomática ou lantânica – é a forma de apresentação mais frequente. Traduz-se por alterações radiológicas sem manifestações clínicas.
-> Tipo F – pseudo-artropatia neuropática ou de Charcot – é uma artropatia rapidamente destrutiva, rara, semelhante à que ocorre nas neuropatias, mas sem que haja alterações neurológicas.


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Colecistite Aguda – II

Nas formas ligeiras e moderadas de colecistite aguda, o tratamento de eleição é geralmente a colecistectomia precoce (<48-72 horas após o início do quadro). Nos casos de doença grave ou muito grave, e em doentes com elevado risco operatório, pode optar-se pela terapêutica dita conservadora (antibioterapia e suporte biológico geral) e de vigilância armada, pois quando a terapêutica farmacológica não controla o processo infecioso, o risco de sépsis é muito elevado e a cirurgia de salvamento pode ter que se efectuar com emergência - dependendo das condições encontradas localmente, e do estado geral do doente, a opção pode ser a colecistectomia (se a definição anatómica o permitir) ou a colecistostomia. Nos centros em que os imagiologistas têm capacidade de intervenção, a colecistostomia pode ser, com vantagem, realizada por via transcutânea guiada por imagem. Passada a fase aguda, nos doentes tratados conservadoramente, a colecistectomia deve efectuar-se nas 8-12 semanas subsequentes, para garantir definição adequada das estruturas. Durante este período não é raro o recrudescimento do quadro que assume geralmente uma maior gravidade. A cirurgia da colecistite aguda (por laparoscopia ou por laparotomia) deve ser realizada por cirurgiões experientes e em centros adequados. O risco de complicações, na fase precoce, é menor do que quando a intervenção se efectua após as 48-72 horas, ou aquando do não controlo ou do recrudescimento do quadro, no decurso do tratamento conservador.

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Lesão Renal Aguda

A lesão renal aguda manifesta-se por um espectro contínuo que vai desde a lesão incipiente, rapidamente reversível, mas só por si já capaz de influenciar negativamente o prognóstico do doente hospitalizado, até à lesão estrutural mais grave e estabelecida, com necessidade de técnicas depurativas de substituição da função renal.
O que chamávamos insuficiência renal aguda é modernamente denominada lesão renal aguda (AKl – acute kidney injury), utilizando-se na sua definição e classificação prognóstica apenas o valor da creatinina sérica (Cr.) e da diurese. Define-se como: “Redução abrupta (em 48 horas) da função renal, correspondendo a uma elevação da creatinina no soro igual ou superior a 0,3 mg/dl, ou o seu aumento percentual em 50% (aumento de 1,5 vezes), ou uma redução da diurese para menos de 0,5 ml/kg/hora por mais de 6 horas. Tudo isto num contexto clínico plausível e após adequada ressuscitação de volume.
Estes critérios, eventualmente excessivamente sensíveis, têm como objetivo assegurar que a alteração da função renal é de facto aguda e enfatizar que até uma elevação de 0,3 mg/dl na creatinina pode ter repercussão substantiva no prognóstico.

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Hidrocefalia (Hemorragia Subaracnoideia)

— Hidrocefalia – se bem tolerada, pode não necessitar de qualquer tratamento. A hidrocefalia aguda implica a colocação de uma derivação ventricular externa. Mais tardiamente e quando sintomática pode melhorar com punções lombares repetidas ou com uma derivação ventrículo-peritoneal.

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Artrite Gotosa Aguda

Quanto mais precoce for o início do tratamento da crise aguda, mais rápida será a sua resolução. O tratamento da crise é dirigido à resposta inflamatória intensa.
– Medidas gerais – repouso da articulação afetada e aplicação de frio local
– Terapêutica farmacológica – a crise gotosa aguda pode ser tratada com sucesso com vários medicamentos, incluindo os AINEs, a colchicina e corticosteróides (locais e sistémicos). O sucesso do controlo da crise não reside na escolha do agente, mas na rapidez com que é iniciado. Quanto mais rapidamente for iniciado o tratamento, mais satisfatória será a resposta. A escolha do fármaco deve ser individualizada para o doente em questão, tendo em conta a eficácia e a toxicidade. O doente deve ser instruído a ter sempre um medicamento oral consigo para o iniciar assim que surgir uma crise. Esta estratégia pode abortar a crise e permitir uma resolução mais rápida, minimizando as doses de medicamentos necessárias. Estes fármacos atuam sobretudo na fase de inflamação aguda, não tendo qualquer efeito sobre o metabolismo do ácido úrico. Apesar de reduzirem a inflamação, aliviarem os sintomas da crise e ajudarem a cessar a mesma, os seus mecanismos de ação não corrigem a hiperuricemia, nem alteram a progressão da deposição de cristais de ácido úrico nos tecidos.
Uma vez que estes agentes atuam por mecanismos diferentes, podem ser combinados nas crises graves e refratárias.
Os medicamentos que alterem a concentração plasmática de ácido úrico, como os agentes hipouricemiantes, não devem ser alterados, iniciados, ou descontinuados durante a crise aguda. Tal como as alterações bruscas de níveis séricos de ácido úrico podem precipitar e/ou prolongar a crise, uma reação inflamatória em evolução pode agravar-se significativamente por oscilações dos níveis de ácido úrico.
– AINEs – constituem, atualmente, o grupo de fármacos de 1ª linha, uma vez que têm um efeito rápido, duradouro, e são geralmente bem tolerados quando utilizados por períodos curtos até ultrapassar a crise.
Atualmente existem numerosos AINEs tradicionais (isto é, indometacina, ibuprofeno, naproxeno e diclofenac) que inibem as isoformas de ciclooxigenase 1 e 2 (COX-1 e COX-2) e AINEs que inibem selectivamente a COX-2 (isto é, celecoxib, etoricoxib).
No que respeita ao alívio da dor e da inflamação, não existe evidência suficiente para recomendar um destes agentes em detrimento de outro. Assim, a opção do AINE a usar deve depender das patologias associadas do doente, do risco de efeitos laterais e do preço.
Em geral, os AINEs não devem ser utilizados em doentes com história de hemorragia digestiva ou úlcera péptica ativa, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal, ascite ou em doentes a fazer terapêutica com anticoagulantes. Também deve ser cautelosa a terapêutica com AINEs em doentes com risco acrescido de doença coronária.

Viral pharyngitis2010 180x180 - Faringite Aguda

Faringite Aguda

Geralmente de origem viral, está frequentemente associada a infecção nasal aguda.
Manifesta-se por odinofagia e deve fazer-se terapêutica sintomática.

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Sufentanil

O sufentanil é mais um potente analgésico opióide para utilização no âmbito da dor aguda peri-operatória, 5 a 7 vezes mais potente do que o fentanyl quando administrado por via e.v. e 2 a 5 vezes quando administrado por via espinhal, tendo uma duração de acção mais curta que aquele.

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Dor

Não há nada mais subjectivo do que a dor. Qualificá-la ou quantificá-la são tarefas impossíveis, apesar das múltiplas estratégias que se utilizam na prática clínica diária para o fazer. E se a existência do fenómeno doloroso está ligada à existência do próprio Homem – existe dor desde que existe vida humana – o primeiro gesto clínico que o Homem deve ter praticado terá sido, seguramente, a tentativa de a aliviar.
A IASP (International Association for the Study of Pain), em 1990, através de uma task-force nomeada para o efeito, enunciou e divulgou uma série de definições acerca da dor, para que todos os profissionais de saúde passassem a utilizar a mesma nomenclatura e uniformizassem o seu discurso.
Algumas dessas definições:
– Dor – é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com destruição tissular actual ou potencial, ou descrita em termos dessa destruição.
– Dor aguda – é uma dor de início recente e de provável duração limitada. Normalmente há uma identificação temporal e/ou causal.
– Dor crónica – é uma dor prolongada e persistente no tempo, normalmente com difícil identificação temporal e/ou causal, provocando sofrimento. Pode manifestar-se com várias características e gerar vários estádios patológicos.
A dor aguda é sempre um sintoma, conhecendo-se a sua causa e o momento do seu início, havendo uma expectativa previsível da sua duração. A forma mais paradigmática de dor aguda é a dor do pós-operatório, mas também é dor aguda a dor traumática, a dor de parto, a cólica renal ou os períodos súbitos de agravamento da dor crónica, entre outras.
A dor crónica é uma doença, podendo aparecer, associados, um conjunto de sintomas em que o principal, se assim o quisermos qualificar, é a dor. Tudo é difícil e subjectivo na dor crónica, desde a identificação da causa à precisão do seu início. A dor oncológica é a mais emblemática das várias formas de dor crónica, mas nem por isso a única nem tão pouco a que, necessariamente, coloca aos clínicos maiores problemas.