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Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Nos casos de tumores de “risco” passa por medidas preventivas com hidratação adequada, alcalinização e uso de alopurinol (se possível, iniciar 48 horas da quimioterapia).
Nos casos em que a síndrome está já estabelecida, pode-se recorrer (além das medidas referidas sobre prevenção) à rasburicase (inibidor da xantina oxidase) que reverte em horas a hiperuricemia. Deve-se ainda corrigir cada uma das alterações metabólicas associadas, já referidas.

Thin Blood Step 7 180x180 - Salicilatos

Salicilatos

A alcalinização da urina deve ser promovida de imediato nos doentes com evidência clínica e laboratorial de intoxicação por salicilatos, podendo utilizar-se uma solução e.v. de bicarbonato de sódio na dose de 3 ampolas (150 mEq) para cada litro de glucose a 5% em água. O pH urinário deve ser mantido a níveis superiores a 7,5. Normalmente é necessário administrar também cloreto de potássio.
Na presença de acidemia, deve administrar-se bicarbonato de sódio e.v. para corrigir o pH para 7,4.
Se os níveis plasmáticos de salicilatos ultrapassarem os 80 a 100 mg/dl, se a acidemia for refratária ou houver toxicidade do SNC, deve fazer-se hemodiálise. A hemoperfusão também pode ser usada, mas não corrige a alteração metabólica subjacente.

Comprimidos 2 180x180 - CISTINÚRIA

CISTINÚRIA

1)Diurese >4 L/dia.
2) Alcalinização – manter pH urinário >7, bicarbonato de sódio 12 a 24 g/dia, ou de preferência se não houver insuficiência renal ou hipercaliemia, citrato de potássio 8 a 10 g/dia.
3) Diminuição do aporte de sal.
4)Limitar o aporte de metionina nos adultos a 1,5 g/dia. Não restringir na criança nem no adolescente. Falência do sistema de base proposto ou na tentativa de dissolução de cálculos não obstrutivos.
5)MPG – 900 a 1200 mg/dia (metade da dose ao deitar) ou D-penicilamina – 1 a 2 g/dia ou captopril – 75 a 100 mg/dia.


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farmacos030809 180x180 - Tratamento (Hipercaliemia)

Tratamento (Hipercaliemia)

A hipercaliemia grave (>7mEcl/L)< ou com alterações preocupantes do ECG, requer uma terapêutica faseada por etapas; de imediato tentamos limitar a despolarização da membrana, estabilizando-a; procuramos depois promover a transferência de potássio para dentro das células para cobrir os 60 minutos seguintes e planeamos desde logo medidas mais tardias que promovam a excreção real de potássio. A inibição da despolarização da membrana faz-se com gluconato de cálcio administrado em bolus (ampolas de 10ml a 10%) quem, em geral, melhora quase de imediato o padrão electrocardiográfico, estreitando o QRS e corrigindo a bradicardia; pode repetir-se cada 5 a 10 minutos até obter o efeito desejado e ganhar tempo para que as outras medidas tenham eficácia. A insulina é uma das armas mais eficazes a induzir a transferência de potássio para dentro das células reduzindo a caliemia em 1 a 1,5 mEq/L em cerca de 30 minutos, durando este efeito algumas horas. É usual utilizar na urgência ampolas de glicose hipertónica de 20 ml a 50% com 20 unidades de insulina de ação rápida, ou a mesma dose para infundir com 500cc de dextrose a 10%, conforme a urgência da correção e o volume que possamos empregar. Os agonistas adrenérgicos têm o mesmo efeito, ainda que menos eficaz, resultam em alguns doentes por via inalatória, por exemplo seis a oito bombadas de salbutamol repetidas cada 4 horas, mas induzem em geral tremor e taquicardia nem sempre bem tolerado. A alcalinização com bicarbonato não faz parte do tratamento da hipercaliemia; nos casos de acidose grave com pH<7,20 associados a hipercaliemia, a administração de bicarbonato para tratar a acidose pode, no entanto, ter um efeito benéfico. A estratégia a utilizar para promover a excreção de potássio depende da nossa urgência bem como se o doente tem função renal recrutável a nosso favor. Nos doentes com função renal residual superior a 20 a 25 ml/min de depuração da creatinina, a associação de um diurético de ansa, o furosemido, a agentes actuando noutros segmentos do túbulo como a metolazona e/ou uma tiazida pode ser muito eficaz. Outra arma são as resinas permutadoras de catiões, no nosso mercado em fase cálcica, isto é, trocam no aparelho digestivo potássio por Ca. Pode ser administrada p.o.,tem sabor repulsivo e é bastante obstipante; damos 25 a 50 g (1 a 2 colheres medidas) 8/8 horas diluído em água juntando 150 ml a 250 ml de manitol (1 frasco a 209f) pela boca como laxante, baixa o potássio 0,5 a 1 mEq/L durante 1 a 2 horas; em alternativa, nos doentes em que não dispomos da via oral, podemos fazer um clister de retenção que, na prática, consiste em diluir em 100 ml de soro salino 50 ml de manitol e 3 a 4 colheres medidas de resina administrados lentamente via rectal por uma algália com o balão insuflado, que fica clampada para reter a solução por 1 hora. Nos casos mais graves ou com insuficiência renal, fazemos diálise, que pode baixar a caliemia de 3 mEq/L em 3 horas; escolhemos um filtro de grande área >1.5 m, solução dialisante sem glicose e suspendemos as medidas terapêuticas tendentes a transferir potássio para dentro das células, que roubariam eficácia ao processo depurativo da diálise, que apenas atua no setor extracelular.