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Problemas socioeconómicos na PC

Após 10 anos de evolução, cerca de 71% continuam a trabalhar regularmente. Os restantes estão incapacitados com baixa prolongada ou reformados por doença, e a maioria mantém o consumo de álcool. Após 15 anos de evolução cerca de 68% continuam a trabalhar e 6% totalmente incapacitados. O número de incapacitados é inferior ao observado aos 10 anos devido à mortalidade da doença e suas complicações.

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Medidas Gerais – AVC

Incluem a redução da tensão arterial, tratamento da diabetes, redução do colesterol com dieta e estatinas em todos os doentes com colesterol >160 mg/ml, abstinência de tabaco, redução da ingestão de álcool (abstinência se o AVC tiver sido hemorrágico; máximo de três copos (30 g/etanol)/dia se tiver sido isquémico), redução ou controlo do peso, dieta com baixo teor de sal e gorduras saturadas e elevado teor de frutas, vegetais e fibras, e exercício físico regular. As mulheres que tomem anticoncetivos orais devem passar a utilizar outro método anticoncetivo. A terapêutica hormonal de substituição está contraindicada.

choco frito 180x180 - Medidas higieno-dietéticas (Dispepsia Funcional)

Medidas higieno-dietéticas (Dispepsia Funcional)

—> Medidas higieno-dietéticas.
Estas medidas devem ser tomadas independentemente do sintoma dominante.
O consumo de tabaco e AINEs associa-se numa frequência dupla ao desencadear de uma síndrome dispéptica, pelo que a sua suspensão está indicada na presença desta sintomatologia. Em relação ao café, gorduras e fritos, condimentos e álcool, a associação sintomática não é tão firme, mas a redução da sua ingesta é recomendável.

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Álcoois

Os álcoois como o etilenoglicol e o metanol são metabolizados pela desidrogenase do álcool, formando-se metabolitos ácidos onde predominam os ácidos glicólico e oxálico, o qual induz cristalúria (oxalúria) com risco de obstrução intratubular renal.
Nas intoxicações agudas, há acidose metabólica com hiato aniónico e hiperosmolaridade sérica.
Pode ser utilizado o bicarbonato de sódio para corrigir a acidemia e o ácido folínico e altas doses de piridoxina para facilitarem o metabolismo.
O tratamento específico das intoxicações por etilenoglicol e metanol compete na via de metabolização. O etanol a 10% na dose inicial de 10 ml/kg por via e.v. durante 30 minutos e depois em perfusão de 15 ml/kg ou, melhor ainda, se disponível, o fomepizole na dose inicial de 15 mg/kg por via e.v. durante 30 minutos e depois 10 mg/kg cada 12 horas são as drogas preconizadas.
Em casos mais graves com persistência de acidose metabólica ou falência renal aguda, recorre-se à hemodiálise que, para além dos benefícios óbvios de correção da acidose e substituição da função renal, remove eficazmente os álcoois por serem moléculas de baixo peso molecular e fraca ligação às proteínas.

147310122 180x180 - Laringite Crónica

Laringite Crónica

Mais frequente no sexo feminino, está geralmente associada a esforço vocal, má colocação da voz, tabaco, álcool ou sinusite crónica. Manifesta-se por disfonia de agravamento progressivo ao longo do dia e sensação de corpo estranho na orofaringe. Devem corrigir-se os factores precipitantes e aconselhar repouso vocal e terapia da fala.

31 medicina otorrinolaringologista 180x180 - Corpos Estranhos

Corpos Estranhos

Mais frequente nas crianças, devem ser retirados cuidadosamente sob controlo microscópico e com instrumentação apropriada. Em casos de má colaboração, deve ser feito sob anestesia geral, para evitar complicações, como a perfuração timpânica ou traumatismo da cadeia ossicular.
A presença de insectos vivos no CAE pode causar um acufeno muito intenso, difícil de tolerar. Deve matar-se ou imobilizar o insecto com álcool ou azeite antes de o retirar, por manipulação instrumental ou por lavagem.

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Mortalidade na PC

A mortalidade entre os 6 e 10 anos devido à PC é cerca de 12,8 a 19,8%. A mortalidade aos 20-25 anos é cerca de 50%.
O consumo de álcool após terapêutica conservadora/cirúrgica diminui significativamente a sobrevida.
A mortalidade de 20-25% dos doentes é devida a complicações da PC, enquanto nos restantes é resultante de problemas associados ao consumo de álcool, tabaco, má-nutrição, infecção, diabetes mellitus, complicações relacionadas com a insulinoterapia e suicídio.
Estes doentes apresentam um maior risco de mortalidade por cancro, muitos deles relacionados com o tabaco.

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Outras (Hemorragia Digestiva)

– Mallory-Weiss – lacerações na junção esofago-gástrica por vómitos repetidos (ou eructações, soluços) com excesso de álcool, mas também pela insuficiente ingestão de água com a toma de certos medicamentos. A sua incidência (5-10%) tem vindo a aumentar e pode acompanhar-se de hemorragia grave. Pode ser necessária HE, esclerose+coagulação ou Árgon, gás emitido por sonda própria que, uma vez ionizado, transmite corrente eléctrica à distância, com efeito de coagulação mas sem tanta “penetração” como a electrocoagulação de contacto. IBP e sucralfate.
– Dieulafoy – lesão mínima com pequena artéria anómala, na parte proximal do estômago (mas cada vez mais se diagnosticam em outros locais, incluindo o duodeno).
As vezes difícil de a localizar (repetir EDA); indicação para HE (clips, Árgon) e marcação (possibilidade de cirurgia de urgência).
– Angiodisplasias com lesões cutâneas associadas (Rendu-Osler, telangiectasia hemorrágica hereditária, Ehler-Danos) ou sem (idosos, insuficiência renal, radioterapia) – milimétricas, em qualquer parte do estômago (e duodeno), requerem por vezes observação demorada ou repetida; únicas ou múltiplas (Rendu-Osler); electrocoagulação ou Árgon; associação estrogénio-progesterona já resultou (menos transfusões) em casos de muitas angiodisplasias ou que reaparecem após repetidas HE.
Gastrite e duodenite erosivas – poucas vezes HDA aguda grave: úlceras agudas de stress (AINEs, álcool, doentes ventilados, politraumatizados, grandes queimados).
Podem resultar em anemia crónica (microcítica) porque os doentes já vinham sangrando quantidades mínimas há semanas ou meses. IBP e sucralfate (mesmo de forma preventiva), com decisão difícil, caso a caso, de suspender (ou não) antiagregação e anticoagulação.
—> Pólipos quando ulcerados, às vezes causa de hemorragia importante. Indicação para polipectomia ou ressecção cirúrgica se demasiado grande e séssil (ou leiomioma).
—> Carcinoma, linfoma quando sangram muito (úlceras extensas, necrose), HE (Árgon, injecção de álcool) pouco eficaz. Se ressecção cirúrgica impossível, radioterapia paliativa.
—> Fístula aorto-entérica HDA muito grave, com alta mortalidade. 75% das fístulas são para o duodeno (3.ª porção) e podem surgir de aneurisma, mas na maioria das vezes de prótese da aorta abdominal; a infecção da prótese tem importância na patogénese.
“Hemorragia de aviso” que pára espontaneamente acontece em metade dos doentes, de horas a meses antes da hemorragia cataclísmica. TC e RM fazem o diagnóstico (sem plano divisório entre o duodeno e a prótese, ar à volta da prótese).

Pancreatite 2 180x180 - Pancreatite Aguda

Pancreatite Aguda

Em Portugal, a causa mais comum de PA em homens e mulheres são os cálculos biliares.
O álcool é a segunda causa próxima nos homens, mas pouco frequente no sexo feminino.
O mecanismo é a passagem de um cálculo pela ampola de Vater, antes de ser eliminado para o duodeno ou ficar encravado, desenvolvendo-se a PA, que poderá ser grave ou mesmo fatal. Na suspeita de PA por cálculo encravado na papila de Vater, a CPRE com EEB é uma urgência que dever ser efectuada nas primeiras 24/48 horas (máximo 72 horas) após o início dos sintomas, para extrair o cálculo impactado.

dormir melhor 180x180 - Terapêutica (Distúrbio dos Movimentos Periódicos do Sono)

Terapêutica (Distúrbio dos Movimentos Periódicos do Sono)

—> Terapêutica não farmacológica – inclui o tratamento da ferropenia, quando presente, e o evitar de substâncias e fármacos potenciadores da síndrome das pernas inquietas (SPI) e PLMS tais como o álcool, a maioria dos antidepressivos, anti-histamínicos e antagonistas dopaminérgicos (incluindo muitos antieméticos e anti-psicóticos). A privação do sono deve também ser corrigida.
-> Terapêutica farmacológica – está indicada no distúrbio primário e se os sintomas persistem apesar do tratamento da causa subjacente. As recomendações atuais indicam como terapêutica de 1ª linha os agonistas dopaminérgicos como o ropinirol (evidência de grau 1). O tratamento deve ser iniciado com uma dose baixa e a titulação efetuada até que se atinja um alívio suficiente dos sintomas. Nalguns doentes por perda de eficácia, tolerância ao fármaco ou evolução da doença, pode haver necessidade de um aumento da dose na terapêutica a longo termo. O ropinirol administrado em dose única ao deitar ou ao jantar e ao deitar constitui um tratamento eficaz. A posologia inicial é de 0,25 mg, sendo aumentado progressivamente em intervalos de 2-3 dias para evitar efeitos secundários como náuseas e hipotensão.
A dose média eficaz é de 1 a 2 mg/dia.
A gabapentina demonstrou também melhorar a eficiência do sono e o índice de PLMS, podendo ser utilizada como alternativa ou como agente adjuvante neste distúrbio, principalmente quando concomitantemente existe uma neuropatia periférica com sintomatologia dolorosa/disestésica ou nos doentes com perturbação do sono persistente devido às suas propriedades ligeiramente sedativas.