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Amigdalite Aguda

Infecção das amígdalas palatinas, mais frequente nas crianças, geralmente causada por Streptococcus ou de origem viral. Manifesta-se por odinofagia, recusa alimentar, otalgia reflexa, febre e adenopatias. Repouso, hidratação, antibioterapia (penicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, cefalosporinas) e analgesia geralmente resolvem o quadro.

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Objectivos Nutricionais na PC

Aumentar a ingestão alimentar, melhorar a digestão e absorção. A ingestão pode melhorar com a abstinência em álcool e, se existe dor, é indispensável tratamento para o seu alívio porque é limitante e condiciona a alimentação.
A dieta aconselhável deve ter 2 g/kg/dia de proteínas, 6 g/kg/dia de hidratos de carbono e lípidos inferiores a 20% das calorias totais ou triglicéridos da cadeia média no caso de intolerância a lípidos responsáveis por aporte calórico inferior a 10% do total.
Portanto, a dieta deve ser hipercalórica, rica em hidratos de carbono, pobre em lípidos e hiperproteica.
Nos doentes com diabetes, a dieta deve ser reformulada, personalizada, e os hidratos de carbono em doses adequadas à gravidade da diabetes e medicação (diabetes) instituída.
A dieta deve ser fraccionada, pobre em gorduras, em pequena quantidade, com cápsulas de lipase (pancreatina) e inibidores da bomba de protões/inibidores de H2.

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Alergia Alimentar II

As determinações de IgE específica, de requisição muito difundida e pouco criteriosa, se indiscriminadamente pedidas, relacionam-se com custos elevados, sem contribuir minimamente para o esclarecimento dos quadros clínicos, devendo a sua requisição ser muito criteriosa. Será importante recordar que se a identificação de uma resposta IgE mediada não implica por si só a existência de clínica, a negatividade de um teste pode não excluir o diagnóstico. Acresce que as IgE específicas podem continuar detectáveis muito para além de se alcançar a tolerância ao alimento.
Finalmente, mesmo conjugados os dados clínicos e os resultados dos exames auxiliares, em apenas até um terço dos casos se confirma a hipótese de diagnóstico inicial assumindo-se as provas de provocação como o gold standard na abordagem diagnostica e na avaliação evolutiva dos quadros de alergia alimentar.
O tratamento da alergia alimentar assenta fundamentalmente na evicção dos alimentos identificados e responsabilizados pelos quadros de alergia, embora seja promissora a abordagem com recurso a protocolos de indução de tolerância, já em curso no nosso país. A terapêutica farmacológica não é habitualmente utilizada, excepto a utilização de kits para auto-administração de adrenalina em doentes de risco anafiláctico.
As provas de provocação regulares em ambiente hospitalar, efectuadas de acordo com um calendário onde se inclui a idade do doente, os alergénios incriminados e as apresentações clínicas referidas constituem o seguimento adaptado a estas formas clínicas, sempre dependente da supervisão de clínicos com experiência nesta área muito particular com capacidade para interpretar padrões clínicos, resultados de exames auxiliares conseguir assim reduzir o impacto pessoal, familiar e social desta patologia emergente, potencialmente fatal.
Nos primeiros anos de vida para os alergénios mais frequentemente envolvidos (leite, ovo, trigo,..), as provas são programadas com uma periodicidade trimestral ou semestral; se as queixas persistem para além dos 2 anos, ou se estão envolvidos outros alimentos (peixe, legumes, frutos,…), então a periodicidade das provas de provocação passa a ser de anual até de 3 em 3 anos. .
As medidas de prevenção primária (Quadro 4.4) têm, em regra, mostrado algum efeito, quando são incluídos lactentes de risco atópico (ambos os progenitores alérgicos, ou um alérgico e um irmão alérgico ou um alérgico e marcadores in vitro do lactente claramente positivos).
Evicção da exposição tabágica é o único factor prevenível quanto à expressão de alergia respiratória, começando na gravidez. Assim, a dieta deve ser indiscutivelmente fornecida num ambiente sem tabaco…

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Alergia Alimentar

A alergia alimentar é um dos maiores desafios alergológicos, não só pela sua frequência crescente, mas também pela versatilidade dos quadros clínicos. Nas crianças, o leite de vaca, o ovo, o trigo, o peixe e o amendoim são, entre nós, os alimentos mais incriminados no aparecimento de quadros de alergia alimentar. Outrora considerados transitórios, estes quadros assumem actualmente, com alguma frequência, períodos de duração muito prolongada. Nos adultos, os frutos secos, os mariscos, os moluscos, os vegetais e os frutos frescos são os alimentos mais envolvidos nestas reacções, registando-se um número crescente de reacções a frutos frescos, particularmente em indivíduos com alergia a pólenes.
As reacções adversas relacionadas com a ingestão de alimentos ocorrem em qualquer grupo etário, podendo ser denominadas duma forma abrangente em hipersensibilidade alimentar e divididas em duas categorias principais: 1) Alergia alimentar – compreendem qualquer resposta imunológica anormal secundária à ingestão de um alimento, mais frequentemente mediadas pela produção de anticorpos IgE (alergia alimentar IgE mediada), mas podendo ter subjacentes mecanismos com envolvimento de outras células e mediadores do sistema imunitário (alergia alimentar não IgE mediada). 2) Hipersensibilidade alimentar não alérgica (anteriormente referidas como intolerância e/ou toxicidade alimentar) – formas mais prevalentes, associadas a fenómenos não imunológicos secundários à ingestão de um alimento ou de um aditivo alimentar, podendo consistir em reacções tóxicas, defeitos estruturais, reacções metabólicas, reacções farmacológicas ou reacções idiossincráticas.
Os quadros de alergia alimentar podem então ter um substrato imunológico IgE mediado ou não IgE mediado (celular ou outro), existindo situações clínicas em que podem estar envolvidos qualquer um dos mecanismos imunológicos (mistas).
A sensibilização a alergénios alimentares será a primeira causa de anafilaxia, sobrepondo-se a outros agentes etiológicos frequentemente mais valorizados, como são os fármacos. Recentemente, verificou-se uma modificação do padrão epidemiológico dos alimentos responsáveis pela maioria dos quadros clínicos mais graves: de um padrão tradicionalmente considerado das proteínas do leite de vaca, do ovo e dos mariscos, são referidos agentes major na última década, relacionados com casos fatais, o amendoim, a soja, os frutos secos e frescos e os legumes.
Na criança, as reacções alérgicas ocorrem em até 10%, com tendência crescente. A prevalência nos adultos será de cerca de 2%.
Os alergénios mais frequentemente responsáveis por alergia alimentar em Portugal serão o leite, o ovo, o peixe, os cereais, o amendoim e a soja, os frutos frescos, os crustáceos e os moluscos, os frutos secos, os legumes e as especiarias, sendo uma distribuição de alergénios semelhantes às descritas para outros países do Sul da Europa, bem como se evidencia que a maioria dos doentes apresenta alergia a apenas um grupo alimentar; a alergia alimentar múltipla constitui a excepção, embora seja cada vez mais frequente.
Uma abordagem diagnostica bem sucedida deve basear-se na história clínica – permite identificar os alimentos agressores, baseado numa razoável correlação entre ingestão, presença de eventuais factores condicionantes e aparecimento dos sintomas. Deve ser considerado o padrão clínico que tradicionalmente se associa com os alimentos suspeitos em estudo e nos exames auxiliares de diagnóstico – a escolha deve basear-se na apresentação clínica e no respectivo quadro imunológico subjacente, IgE ou não IgE mediado, adequando-se assim os exames a pedir, constituindo importantes auxiliares, nomeadamente na selecção dos alimentos a incluir na programação de provas de provocação alimentares.

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Indicações (Vacinas Antialérgicas)

Pacientes com reacções sistémicas relacionadas com as picadas de himenópteros (indicação absoluta) e com asma e/ou rinoconjuntivite alérgica relacionadas com sensibilização a alergénios cuja vacinação seja segura e eficaz, comprovada por estudos em dupla ocultação, controlados com placebo. Como extractos alergénicos usam-se os ácaros, animais de companhia (gato), pólenes, fungos (Alternaria e Cladosporium) e venenos de himenópteros. De entre os alergénios emergentes referimos a evidência que suporta o recurso a vacinas antialérgicas em doentes com clínica de anafilaxia relacionada com o látex e na alergia alimentar.

Saùde Viagem 180x180 - Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

A recomendação da QP nesta situação não está fundamentada em evidência científica adequada, só devendo ser considerada em doentes com risco elevado (imunodeprimidos) e para estadias de curta duração em ambientes de risco. Não deve substituir a observação das recomendações para a higiene alimentar. O antibiótico escolhido deve ter um espectro de actividade adequado aos agentes microbianos mais frequentemente implicados (enterobacteriáceas) e cobrir outros menos frequentes, como o Vibrio cholerae, V. parahemolyticus e S. aureus. Os elevados índices de resistência de enterobacteriáceas, designadamente E. coli e Salmonella spp., e de Campylobacter ao co-trimoxazol, quinolonas e doxiciclina tornam difícil a escolha de um fármaco adequado. No entanto, a boa actividade da azitromicina contra a maioria dos agentes habitualmente implicados, associada à sua tolerabilidade, tornam-na uma alternativa aceitável para os doentes considerados em risco.
O esquema preferencial é:
– Azitromicina – 500 mg, p.o., durante 3 dias.
Pode-se também optar pelos seguintes esquemas alternativos:
– Ciprofloxacina – 500 mg de 12/12 horas, p.o., durante 3-5 dias.
– Co-trimoxazol – 960 mg 12/12, p.o., durante 5-7 dias.


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Carcinoid cancer 180x180 - Síndrome de Pseudo-Cushing

Síndrome de Pseudo-Cushing

É causada por quadros depressivos, alcoolismo e perturbações do comportamento alimentar como a bulimia e a anorexia nervosa.
Estas situações podem levar a alterações do metabolismo dos glicocorticóides como elevação do cortisol urinário, perda do ritmo circadiano do cortisol e insuficiente supressão do cortisol pela dexametasona.
O melhor teste para diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing com o pseudo-cushing é o teste de 2 dias com dexametasona 0,5 mg seguido de administração de CRH 2 horas após a última dose.
Na síndrome de Cushing verifica-se um cortisol >1,4 mg/dl (após a administração de CRH) e no pseudo-cushing <1,4 mg/dl.

Diabetes Diet Foods 180x180 - Tratamento da DM tipo 2

Tratamento da DM tipo 2

O plano alimentar com fraccionamento em 6-8 refeições por dia deve ter o objectivo de gerar um défice de 500 Kcal/dia, o que leva a uma perda de 0,5 kg/semana.
Os HC (hidratos de carbono) complexos devem ser responsáveis por mais de 55 a 65% da ingestão calórica total e os ácidos gordos devem ser responsáveis por menos de 30%. Deve haver igualmente uma restrição dos ácidos gordos saturados em menos de 10% da ingestão de calorias por dia.
As proteínas devem ser responsáveis por 10-15% da ingestão calórica (80-120 g de carne por refeição).
Aconselhar uma redução da ingestão de álcool para 30-40 g/dia, principalmente se houver obesidade, dislipidemia ou neuropatia, e uma de sal em menos de 6 g/dia.
A glicemia pode ser normalizada em 15-20% dos doentes com DM tipo 2 apenas com o plano alimentar e aumento da actividade física.


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Nutrição Parentérica

A NP está indicada em doentes sem trato digestivo funcionante e que previsivelmente não serão capazes de se alimentar adequadamente por um período de tempo prolongado. Isto significa um período >10-14 dias em doentes bem nutridos e 5-7 dias em doentes que padeçam de situações de elevado catabolismo ou previamente desnutridos.
Nos doentes cirúrgicos poderá ser benéfica a instituição de NP pré-operatória em doentes severamente malnutridos (albumina <2,5 g/dl ou perda de peso >20%). NP total durante 7-10 dias antes da cirurgia pode reduzir as complicações não infeciosas.

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Restrição de Cálcio

À luz dos conhecimentos atuais fundamentados na fisiologia da absorção do cálcio e do oxalato e dos trabalhos epidemiológicos recentes levados a cabo por Curhan et al, não há razão para se fazer qualquer restrição dietética de cálcio, exceto em condições muito particulares. Orientadas pelo estudo metabólico e fundamentadas em qualquer desvio alimentar, as necessidades mínimas diárias estão estimadas em 800 mg/dia e, de forma nenhuma, os consumos pedidos devem ser inferiores. A recomendação geral será de 1000 mg/dia, como consumo de cálcio desejado para um adulto. Os suplementos de cálcio não são recomendados a doentes com litíase. Exceto nos casos de hiperoxalúria entérica. Nestes casos, os suplementos devem ser tomados com as refeições.
Também nos casos de osteopenia, sempre que haja necessidade de suplementos de cálcio estes devem ser administradas com as refeições. Há evidencia de que os suplementos de cálcio têm um efeito diferente do encontrado com uma dieta rica em cálcio. Tanto no homem como na mulher, os suplementos de cálcio aumentam cm cerca de 20% o risco de formação de cálculos. Variações dos níveis de cálcio na dieta mostraram que quanto maior for a ingestão de cálcio, menor será a excreção de oxalato.
Em doentes submetidos a uma carga de 2 g/dia de oxalato, a dose de 1 g/dia de cálcio apresenta, na urina, cristais de oxalato de cálcio agregados, que desaparecem quando a dose de cálcio sobe para 4 g/dia.
Em resumo, podemos dizer que uma ingestão baixa de cálcio tem um efeito nocivo sobre a densidade óssea. Por outro lado, a falta de cálcio no intestino irá impedir a formação do complexo de oxalato de cálcio e reduzir assim a absorção de oxalato.
Por todas estas razões, o doente litiásico não deve ser aconselhado a fazer restrição de cálcio, desde que mantenha padrões normais do seu consumo. Mas também não deve ser encorajado a fazer grande ingestão de leite de vaca com a ideia de prevenir a sua falta ao nível do osso, pois também isto se contesta hoje.