Artigos

DSC00374 180x180 - Tratamento (Tendinite e Bursite Aquiliana)

Tratamento (Tendinite e Bursite Aquiliana)

A terapêutica da tendinite aquiliana deve ser iniciada pela eliminação de fatores desencadeantes ou agravantes como a remoção dos fatores traumáticos locais, a correção de eventuais alterações da estática, pelo uso de plantares apropriados, e pelo repouso.
O alívio da dor pode ser conseguido pela utilização de AINEs por via sistémica e local.
A injeção local com corticosteróide só deverá ser feita sob controlo ecográfico, pelo perigo de rutura do tendão de Aquiles.
No caso de bursite aquiliana o procedimento é similar.
Devem ser ensinados exercícios de estiramento dos músculos posteriores da perna e da fáscia plantar (na posição de sentado com os joelhos em extensão, coloque uma banda elástica em torno do pé, puxando o antepé em direção ao joelho; esta posição deve ser mantida durante 10-30 segundos; deve repetir-se cinco vezes por sessão, com duas sessões por dia).
A reabilitação, nomeadamente a utilização de meios físicos, pode ser extremamente útil.
O uso de plantares com elevação posterior, almofadando e elevando o calcanhar, pode aliviar a dor, sobretudo em desportistas (corredores).

tala para punho e polegar 180x180 - Tratamento (Dedo em gatilho)

Tratamento (Dedo em gatilho)

O tratamento inicial passa por medidas de proteção articular tais como: evicção de movimentos repetitivos, repouso frequente, utilização de talas e de ajudas técnicas de suporte para a execução de tarefas dependentes da articulação afetada. Uma das medidas mais importantes é a imobilização com tala de apoio. Medidas fisiátricas semelhantes às da tenossinovite de DeQuervain podem ser aplicadas.
Para o alívio da dor pode recorrer-se aos AINEs orais e tópicos. A injeção local na região peritendinosa com uma mistura de corticosteróide e anestésico é geralmente necessária. A injeção local é suficiente, na maioria dos casos, para o alívio imediato da dor.
A intervenção cirúrgica é raramente necessária, para casos refratários à terapêutica médica.

1863612 2548396 180x180 - Terapêutica (Mioclonias)

Terapêutica (Mioclonias)

Abaixo apenas se listam os medicamentos que fornecem alívio sintomático das mioclonias, usualmente em terapêutica associada.
—> Valproato de sódio (depakine e depakine chrono e chronosphere doseados a 50, 100, 250, 300, 350, 500, 750, 1000 mg, xarope 1 ml=40 mg e solução oral 1 ml=200 mg; diplexil e diplexil-R doseados a 100, 150, 200, 300, 500 e 1000 mg e solução oral 1 ml=200 mg). O mais seguro e bem tolerado é usualmente o de 1ª linha (5 mg/kg tid a lg tid). Vigilância de função hepática e pancreatite.
—> Clonazepam (rivotril 0,5 e 2 mg e solução oral 1 gota=0,2 mg), o mais eficaz isoladamente. Induz habitualmente sonolência com tolerância parcial (0,5 mg tid a 4 mg tid).
—> L-5-HO-triptofano (cincofarm 100 mg) (25 mg qid a 750 mg qid). Efeitos adversos: queixas de intoxicação serotoninérgica (diarreia, náuseas).
-» Piracetam (noostan, nootropil, oxibran, piracetam, piracetam-ratiopharm) (1,2 g id a 12 g bid). Eficaz, nas mioclonias pós-hipóxicas.
—> Primidona (mysoline 250 mg). Eficaz nas mioclonias de ação. Efeitos adversos: hepatotoxicidade, interacções medicamentosas.

IMG 4235 1 180x180 - Terapêutica Cirúrgica

Terapêutica Cirúrgica

Quando não há resposta ou há intolerância à terapêutica médica, existem outras alternativas no alívio da dor:
—> A lesão percutânea do gânglio de Gasser (com glicerol ou por radiofrequência) tem uma taxa de recorrência da dor de 9-28%, mas uma morbilidade baixa, por isso está indicada nos indivíduos idosos ou com alto risco cirúrgico.
—> A descompressão microvascular da fossa posterior, que tem como objetivo afastar ansas vasculares da zona de entrada da raiz do trigémeo. Tem uma eficácia elevada (>80%) e baixa taxa de recorrência (1-6%), mas alguma morbilidade e mortalidade, pelo que se aconselha aos indivíduos mais jovens e com melhor estado geral.

medicamentos 1024 180x180 - Farmacoterapia na asma - Agonistas de curta duração de ação

Farmacoterapia na asma – Agonistas de curta duração de ação

Os fármacos aplicados é em caso de necessidade, uma vez que atuam de forma rápida nos sintomas através da reversibilidade da broncoconstrição, denominam-se de alívio, englobando os agonistas de ação curta, anticolinérgicos de curta duração de ação, metilxantinas de curta duração de ação e corticosteróides sistémicos.
Agonistas de curta duração de ação (salbutamol, terbutalina, procaterol, fenoterol) conduzem ao relaxamento do músculo liso revertendo rapidamente a broncoconstrição (início de ação em 3-5 minutos) e promovendo um aumento do clearance mucociliar.
Permitem o alívio sintomático e previnem os eventos passíveis de provocar broncoconstrição, nomeadamente no exercício físico. Não estão recomendados na terapêutica regular da asma, mas no tratamento das exacerbações, onde vários trabalhos demonstram a melhoria dos sintomas e da função respiratória. Principais efeitos adversos são: tremor, taquicardia e hipocaliemia (se em doses elevadas). As formulações orais e parentéricas não devem ser utilizadas dada a menor eficácia e maior número de efeitos sistémicos adversos comparativamente à via inalada.

medicacoes utilizadas em pronto socorro 180x180 - Terapêutica (Insuficiência Cardíaca Crónica)

Terapêutica (Insuficiência Cardíaca Crónica)

São objetivos – gerais – do tratamento da IC crónica:
—» Melhoria do prognóstico.
—> Alívio dos sintomas, melhoria da qualidade de vida, redução das hospitalizações.
—> Prevenção de agravamento.
A terapêutica deverá ser individualizada, de acordo com a etiologia, gravidade, factores precipitantes e presença de co-morbilidades. O tratamento da causa subjacente, sempre que possível, é a forma mais eficaz de tratar a IC.

Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Terapêutica Médica  (Insuficiência Valvular Mitral Aguda)

Terapêutica Médica (Insuficiência Valvular Mitral Aguda)

O objetivo do tratamento médico na IM aguda severa é diminuir a pós-carga, o volume regurgitante e a congestão pulmonar e aumentar o débito cardíaco:
Vasodilatadores (nitroprussiato de sódio, IECA) – devem ser iniciados urgentemente só ou em associação (se existir hipotensão) com inotrópicos (dobutamina).
Diuréticos – isolados ou com nitratos para alívio do edema pulmonar, se a pressão arterial o permitir.
Balão intra-aórtico – pode ser usado para estabilizar hemodinamicamente o paciente até à cirurgia.
Tratamento da endocardite bacteriana sendo esta a causa da IM aguda.

transplante cardc3adaco 180x180 - Medidas Gerais de Admissão (Enfarto do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST)

Medidas Gerais de Admissão (Enfarto do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST)

1) Seleção das derivações electrocardiográficas a monitorizar de acordo com a localização do enfarte e do ritmo cardíaco.
2) Nos pacientes hemodinamicamente estáveis, sem desconforto torácico de tipo isquémico, repouso no leito nas 12 horas iniciais; podem iniciar deambulação ao segundo dia.
3) Evitar manobras de Valsalva.
4) Atenção escrupulosa ao alívio máximo da dor.
5) Soro fisiológico ou dextrose em água (D5W) para manter veia.
6) Sinais vitais: cada 1/2 hora até estarem estáveis; depois cada 4 horas.
7) Oximetria de pulso nas 24 horas.
8) Dieta: nada p.o. até não haver dor, depois líquidos; progredir para dieta “cardíaca” (carbo-hidratos 50-55% das quilocalorias, gorduras monossaturadas ou não saturadas – 30%), incluindo alimentos com alto teor em potássio (por exemplo, frutos, vegetais, cereais, produtos lácteos), magnésio (por exemplo, vegetais verdes, cereais, feijão) e fibra (por exemplo, frutos, vegetais, cereais).