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Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Nos casos de tumores de “risco” passa por medidas preventivas com hidratação adequada, alcalinização e uso de alopurinol (se possível, iniciar 48 horas da quimioterapia).
Nos casos em que a síndrome está já estabelecida, pode-se recorrer (além das medidas referidas sobre prevenção) à rasburicase (inibidor da xantina oxidase) que reverte em horas a hiperuricemia. Deve-se ainda corrigir cada uma das alterações metabólicas associadas, já referidas.

Farmacocinetica 180x180 - Azatioprina (Artrite Reumatóide)

Azatioprina (Artrite Reumatóide)

• Azatioprina – a azatioprina é um fármaco imunossupressor, análogo das purinas, que interfere com a síntese de adenosina e guanina, utilizado na AR em doentes que não responderam a outras terapêuticas, a maior parte das vezes em associação com outras terapêuticas de fundo. A dose habitual é de 1 a 2,5 mg/kg/dia/p.o.
A dose deve ser reduzida em caso de associação terapêutica com o alopurinol ou em caso de insuficiência renal.
A monitorização dos efeitos tóxicos deve ser apertada, nomeadamente através da realização periódica de hemograma. A contagem leucocitária não deverá descer abaixo das 3000 células/ml.
A melhoria pode iniciar-se aos 3 a 6 meses de tratamento.
Um dos efeitos indesejáveis a ter em conta é a possibilidade de ocorrência de neoplasias linforecticulares, apesar de não estar absolutamente esclarecida a eventual relação deste fármaco com uma probabilidade acrescida de ocorrência desse tipo de neoplasias. Outros efeitos adversos incluem a hepatotoxicidade, a leucopenia a trombocitopenia ou anemia, infeções oportunistas e queixas dispépticas.

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Alopurinol

Como inibidor da xantina-oxidase reduz a produção de ácido úrico, assim como a concentração de ácido rico quer no sangue quer na urina. A excreção elevada de ácido úrico pode induzir a cristalização de ácido úrico e/ou de urato de sódio.
Os cristais de urato de sódio podem conduzir à nucleação heterogénea do oxalato de cálcio. A redução do oxalato urinário, a fixação de glicosaminoglicanos pelo ácido úrico ou os uratos coloidais são outros mecanismos possíveis da atuação do alopurinol na prevenção da recorrência litiásica, não só na litíase úrica mas também na cálcica.
A indicação do alopurinol é, portanto, específica para a litíase úrica e na litíase cálcica para os casos em que exista excreção aumentada de ácido úrico.
Os efeitos secundários do alopurinol são moderados e quase sempre bem tolerados para as doses terapêuticas de 300 mg/dia. Para além de perturbações gástricas e das reações alérgicas com manifestações cutâneas, há raramente depressão medular.
Da evidência encontrada na literatura não há dúvidas sobre a sua indicação para o tratamento da litíase úrica. Nos casos da litíase oxalocálcica com hiperuricosúria, os dados são controversos.
Em resumo, o alopurinol está indicado no tratamento de doentes com hiperuricosúria e litíase úrica, e pode igualmente ter indicação na litíase oxalocálcica com hiperuricosúria. O alopurinol pode igualmente ser indicado quando se procura dissolver cálculos de ácido úrico fazendo a alcalinização da urina. A administração do alopurinol vai permitir manter baixa a concentração de ácido úrico na urina, acelerando o processo de dissolução. Logo, há evidência científica para o uso de alopurinol na litíase úrica e talvez suporte para a litíase oxalocálcica com hiperuricosúria.