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Valvula Ileocecal Sana 2 180x180 - Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Sim, pela anamnese consegue-se presumir, na grande maioria dos casos, de onde está a sangrar, mas pensando em todas as possibilidades: um doente com hematoquézias (sangue vivo pelo recto), sem hipotensão, deve estar a perder do recto ou cólon esquerdo; mas se antes (ou com) da hematoquézia tiver tido enterorragias (de sangue semidigerido), ou “melenas recentes” e estiver em hipovolemia pode ter uma úlcera duodenal (ou outra causa de HDA) com hemorragia muito grave. Lesões do cólon (mesmo do esquerdo, se o trânsito não estiver acelerado) manifestam-se por enterorragias. Melenas quer dizer habitualmente lesão alta, acima do ângulo de Treitz; mas também pode querer dizer lesão do cego/ascendente ou do delgado. Com uma curta história clínica, podem-se pôr as seguintes hipóteses diagnosticas:
– Hematoquézias sem dor abdominal: divertículos.
– Hematoquézias com trânsito normal, sangue “a pingar” ao defecar: hemorróidas.
– Hematoquézias com dor anal intensa: fissura anal.
– Hematoquézias/enterorragias com dor, alterações hemodinâmicas, doença cardiovascular: colite isquémica.
– Hematoquézias subagudas ou intermitentes, diarreia sanguinolenta, dor/desconforto: colite ulcerosa ou doença de Crohn.
– Polipectomia recente, antiagregantes/anticoagulantes: escara da polipectomia.
– Hematoquézias/enterorragias subagudas, alterações do trânsito, história familiar: neoplasia do cólon.
– Idade >70 anos, hemorragia intermitente, doença cardiovascular: angiodisplasia do cólon ou delgado.
– Radioterapia abdominal ou pélvica (pode ser anos): enterite ou proctite radicas.
– Aspirina/AINEs: ulcerações do delgado ou cólon.
– Epistaxes frequentes, telangiectasia hereditária ou Rendu-Osler: angiodisplasia do delgado.
– Idade <60 anos, história de neoplasia, suboclusão intermitente, síndrome de Lynch: neoplasia do delgado. - Idade <40 anos, hemorragia intermitente sem explicação: divertículo de Meckel.

Como tratar candidíase 1 180x180 - Hemorragia Disfuncional

Hemorragia Disfuncional

Hemorragia uterina sem causa orgânica, numa mulher não grávida.
Dado que o diagnóstico de HD é feito por exclusão, há que fazer uma anamnese minuciosa, um exame clínico cuidadoso e complementá-los com análises, ecografia pélvica e se necessário histeroscopia com biopsia.


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Fotolia 52813457 Hematemesis 180x180 - Primeira Abordagem: Estabilidade Hemodinâmica

Primeira Abordagem: Estabilidade Hemodinâmica

—> Anamnese – lipotimia? Sente-se a “desmaiar” quando se senta? Tem hematémeses de sangue vivo?
—> Exame físico – taquicardia >100 (não em doentes com P-bloqueantes), TA sistólica <100 mmHg, queda postural TA sistólica >20 mmHg, tempo de enchimento capilar >2 segundos.
Esta rápida e correcta avaliação clínica impõe como:
—> Primeira medida – venoclise com agulhas 14-16 g de preferência em dois locais; dextrose, soro fisiológico (SF) e/ou expansores do plasma (Gelfundina, Dextrano), tipagem do grupo sanguíneo e transfusões se a HDA tiver sido importante e o doente estiver em hipovolemia/choque (a decisão de transfundir logo não depende só do valor inicial da hemoglobina (Hb) visto não ter havido ainda a natural reposição da volemia, 24-48 horas).
—> Vias aéreas patentes (entubação traqueal em determinados casos) e O2 nasal ou máscara.
—> Entubação nasogástrica e lavagem com água ou soro (não deve ser gelado).
—> Algaliação (diurese deve ser >30 ml/hora).
—» Cateter para pressão venosa central (PVC) em doentes idosos ou com problemas cardiovasculares e também nos bloqueados.
Não havendo qualquer indicador clínico de gravidade e hipovolemia, nesta primeira fase o doente terá apenas a veia canalizada com SF ou Dextrose 5%, O2 nasal e entubação nasogástrica, sendo dispensáveis a algaliação e a PVC.

ScannedImage 76 180x180 - Cefaleias

Cefaleias

O diagnóstico das cefaleias primárias é essencialmente clínico e sindromático. Baseia-se sobretudo na anamnese e estão definidos critérios operacionais pela International Headache Society (2004), que permitem classificar os tipos mais frequentes de dores de cabeça.


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Avaliação Clínica

A colheita da história pormenorizada proporciona informações sobre a possível etiologia do derrame pleural.
Na anamnese, os sintomas relacionados com a doença de base devem ser investigados, tendo particular atenção a fatores de risco e exposição profissional (por exemplo, asbestos), co-morbilidades e terapêutica farmacológica. É importante ter presente que em cerca de 90% dos casos a etiologia do derrame corresponde a insuficiência cardíaca congestiva, pneumonia, neoplasia ou tromboembolismo pulmonar. Os doentes podem apresentar:
— Ausência de sintomas respiratórios, normalmente quando a etiologia é síndrome nefrótica, hipoalbuminemia, diálise peritoneal, urinotórax, artrite reumatóide ou exposição a asbestos.
— Tosse irritativa, toracalgia com características pleuríticas e dispneia cujo grau depende do volume do derrame, desvio do mediastino e patologia subjacente. Os sintomas surgem habitualmente perante neoplasia, pneumonia, insuficiência cardíaca, tromboembolismo pulmonar, lúpus e status pós-reperfusão miocárdica.
Também o exame físico pode documentar alterações sugestivas da etiologia. Relativamente às características e volume do derrame, a observação torácica identifica:
— <250 ml - habitualmente normal. - >500 ml – diminuição das vibrações vocais à palpação; submacicez à percussão; diminuição do murmúrio vesicular e da transmissão da voz à auscultação.
— >1000 ml – hipomobilidade e assimetria torácica à observação; ausência de murmúrio vesicular e egofonia no limite superior do derrame.