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Classificação (Distonias)

-> Classificação – entre as várias classificações possíveis, assumem particular relevância na abordagem terapêutica as efetuadas de acordo com a etiologia, distribuição anatómica e características clínicas.

cirurgia da atm2 180x180 - Sequelas Anatómicas e Funcionais da Cirurgia

Sequelas Anatómicas e Funcionais da Cirurgia

Na sequência da cirurgia (por vezes em associação a outras terapêuticas feitas sequencialmente, em particular a RT) podem surgir diversas complicações resultantes quer de alterações morfológicas, quer funcionais: bridas (nomeadamente em cirurgia abdominal), estenoses, dumping (gastrectomias), fístulas, linfedema, dor, disestesia.
O tratamento das estenoses, por exemplo, pode ser multidisciplinar: dependendo da localização anatómica pode justificar o recurso a dilatações mecânicas, uso de prótese ou mesmo de cirurgia correctiva.
Na cirurgia do tumor da mama, o linfedema do braço é uma das complicações resultantes do esvaziamento axilar; além da limitação funcional e de compromisso da imagem corporal, é sede frequente de celulite.

stage medical3D 180x180 - Endoscopia ultra-sónica (EUS)

Endoscopia ultra-sónica (EUS)

Técnica invasiva com sensibilidade de cerca de 95% e especificidade de 97%. É o método mais sensível para detectar cálculos ampolares. As principais limitações são: a obstrução gastroduodenal e gastrectomizados, em que existe uma impossibilidade anatómica; a visualização do coledoco distai em doentes com pancreatite crónica e calcificações pancreáticas; visualização da VBP superior nos casos de pancreatite aguda necrosante grave; aerobilia.

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Doença Hemorroidária

As hemorróidas sintomáticas são frequentes na população adulta. Estima-se que afectam aproximadamente 50% da população nalguma altura da vida. As “almofadas” hemorroidárias estão presentes à nascença e representam uma característica anatómica normal do canal anal. O tecido hemorroidário tem três funções principais. Primeiro, mantém a continência anal, pois o preenchimento vascular constitui 15 a 20% da pressão anal em repouso. Segundo, protege o mecanismo esfincteriano durante a evacuação ao formar uma almofada esponjosa. Finalmente, forma um revestimento compressível, permitindo o encerramento completo do ânus. A doença hemorroidária requer a presença de alterações patológicas responsáveis pela hemorragia, prolapso ou trombose.

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Vacina Antipneumocócica

A vacina antipneumocócica 23-valente, vacina inactivada não conjugada contendo antigénios polissacáridos de 23 tipos capsulares de pneumococo, escolhidos de acordo com a sua prevalência nos EUA, demonstrou uma eficácia média de 56-57% na protecção contra infecções pneumocócicas invasivas (sangue e liquor) em adultos, apresentando taxas de protecção superiores a 65% em doentes com diabetes mellitus, doença cardíaca e pulmonar crónicas e com asplenia anatómica. Está recomendada em indivíduos a partir dos 65 anos (idade da toma única, quando esta não tenha sido feita entre os 60 e os 64 anos) e em indivíduos jovens com risco elevado de infecção pneumocócica invasiva devido a co-morbilidades: diabetes mellitus, doença cardíaca ou pulmonar crónica, alcoolismo, doença hepática crónica, insuficiência renal crónica, imunossupressão (designadamente em doentes asplénicos, com mieloma múltiplo, doenças de Hodgkin, transplante, VIH) e em doentes com fístulas de LCR (líquido cefalorraquidiano). Nos doentes com estas co-morbilidades, deve ser administrada uma toma aquando do diagnóstico e uma 2.ª toma aos 65 anos. A vacina é, geralmente, bem tolerada, estando descritas reacções locais ligeiras e de curta duração, bem como casos raros de reacção febril.
Está disponível uma vacina com polissacáridos de sete serotipos de pneumococo, cinco dos quais responsáveis pela maioria das infecções por pneumococos resistentes à penicilina nos EUA, que apresenta um maior poder imunogénico do que a não conjugada (23-valente), mesmo em adultos. Embora a vacina tenha demonstrado uma eficácia considerável na redução das infecções pneumocócicas invasivas em crianças até aos 2 anos nos estudos feitos antes do licenciamento, estudos posteriores à sua utilização não são tão conclusivos quanto ao benefício da vacinação neste grupo etário, provavelmente devido à emergência de serotipos não vacinais igualmente possuidores de potencial para resistência. Em 2008, a Comissão Nacional de Vacinas (CNV) pronunciou-se pelo adiamento da sua inclusão no PNV A não disponibilidade de estudos clínicos adequados em adultos não permite recomendações quanto à sua utilização.

04 29 distonia 180x180 - Distribuição (Distonias)

Distribuição (Distonias)

– Distribuição. De acordo com a localização anatómica definem-se cinco categorias:
• Distonia focal, quando há envolvimento de um único segmento corporal (por exemplo, distonia cervical ou torticollis, blefaroespasmo, distonia laríngea, cãibra de escrivão).
• Distonia segmentar, quando afeta dois ou mais segmentos contíguos (por exemplo, distonia craniocervical, distonia de um membro inferior e tronco).
• Distonia multifocal, quando envolve duas ou mais regiões não contíguas (por exemplo, distonia oromandibular e membro inferior).
• Distonia generalizada, que consiste numa distonia segmentar crural acompanhada de distonia em pelo menos outra região corporal.
• Hemidistonia, que envolve metade do corpo e está habitualmente associada a uma lesão estrutural envolvendo os gânglios da base contralaterais.


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28 11 parkinson 180x180 - Tremor

Tremor

O tremor é a doença do movimento mais frequente nos adultos e consiste em movimentos oscilatórios rítmicos e involuntários, de uma parte do corpo.
—> Classificação – em termos fenomenológicos descrevem-se vários tipos de tremor: tremor de repouso; tremor de acção: tremor postural, tremor cinético (inclui o tremor durante movimentos dirigidos a um alvo, anteriormente designado por tremor intencional), tremor cinético específico de tarefa e tremor isométrico. A combinação de vários tipos permite definir síndromes clínicas, essenciais para programar a investigação diagnostica e a intervenção terapêutica.
—> Diagnóstico – o tremor é um sinal encontrado nas mais variadas situações fisiológicas e patológicas, não tendo por base, obrigatoriamente, uma doença neurológica. O diagnóstico assenta em critérios quase exclusivamente clínicos. Na história clínica é fundamental caracterizar o tipo de início, distribuição anatómica, progressão, existência de história familiar de tremor, doenças associadas (por exemplo, polineuropatia,
hipertiroidismo, etc), hábitos medicamentosos e ainda a potencial melhoria após a
ingestão de bebidas alcoólicas. Especificamente na caracterização do tremor devem
ser descritas a localização topográfica (cefálico, mento, palato, mãos, etc), os fatores precipitantes ou que intensificam o tremor e a frequência (baixa <4 Hz, média 4-7 Hz, alta >7 Hz). Objectivamente, o doente deve ser observado nas situações que exacerbam o tremor e em repouso (sentado com os braços apoiados), durante a prova de braços estendidos, prova dedo-nariz, durante a escrita, desenhando uma espiral e por exemplo, despejando água de um copo para outro. Na prática, perante um quadro clínico de tremor, deve começar por ser excluída a possibilidade de este ser induzido por fármacos; se o tipo de tremor (ortostático, da escrita) ou os sinais acompanhantes não forem só por si esclarecedores (associado a parkinsonismo, distonia ou sinais cerebelosos), deve ser investigada uma causa metabólica (principalmente o hipertiroidismo) e ponderadas formas mais raras.
—» Terapêutica – as formas de tremor mais frequentes na prática clínica são o tremor essencial e o tremor parkinsónico (ver secção “Doença de Parkinson”). O tratamento do tremor essencial é o mais intensamente estudado. E escassa a informação proveniente de ensaios clínicos sobre a abordagem terapêutica de outras síndromes tremóricas.


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20100317125316 180x180 - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Em 1959, o Simposium Ciba marca o primeiro encontro para a definição de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica). O enfisema, a bronquite crónica e o conceito de obstrução ao fluxo aéreo foram então definidos.
O enfisema define-se como a alteração anatómica caracterizada pela dilatação anormal e permanente dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, sem evidência de fibrose.
A bronquite crónica é definida em termos clínicos pela presença de tosse e expetoração na maioria dos dias, durante o mínimo de 3 meses, em pelo menos 2 anos consecutivos sem que os sintomas possam ser atribuídos a outra causa.
A obstrução ao fluxo aéreo pode ter carácter reversível ou irreversível (persistente). A reversibilidade da obstrução (intermitente) é a característica funcional da asma e afasta esta entidade do conceito de DPOC – obstrução brônquica persistente associada a alterações anatómicas e estruturais das vias aéreas e do parênquima pulmonar (correspondentes a bronquite crónica e a enfisema).
Em 2001, surge o Projecto GOLD com os objetivos de divulgar o conhecimento da DPOC nos meios científicos e público em geral, melhorar o diagnóstico, a abordagem terapêutica e a prevenção da mesma e estimular a investigação nesta área.
A definição atual de DPOC engloba os seguintes conceitos:
– Doença prevenível e tratável.
– Manifestações extrapulmonares significativas em alguns casos, que podem contribuir para a gravidade da doença.
– Obstrução ao fluxo aéreo não completamente reversível e geralmente progressiva.
– Associação a resposta inflamatória anormal do pulmão a gases e partículas nocivas.
Por consenso, são excluídas outras patologias respiratórias que se podem manifestar com obstrução brônquica, como as bronquiectasias, as sequelas de tuberculose, as bronquiolites virais e sobretudo a asma.
A espirometria é obrigatória. A demonstração de obstrução é uma exigência da definição, e é considerada se – FEV1/FVC<0,70. Quanto à estratificação por graus de gravidade, o valor do FEV1 em percentagem do preditivo é o fator adotado. O reconhecimento atual da DPOC é crescente e universal, para o que contribui seguramente o seu impacto clínico social e económico. A prevalência da doença em adultos com idade igual ou superior a 40 anos, e quando avaliada com espirometria, é estimada em 9 a 10%. Os fatores de risco para DPOC resultam da interação entre os fatores genéticos e a exposição ambiental, de que se destaca o fumo do tabaco (até 90% nos países desenvolvidos). A inalação de fumos provoca inflamação do pulmão. Esta resposta normal é amplificada nos casos que desenvolvem DPOC, causando uma resposta inflamatória exagerada que conduz a alterações patológicas, das quais se destacam: -Aumento da células inflamatórias, das células Goblet e das glândulas submucosas nas vias aéreas. - Espessamento das paredes das vias aéreas periféricas e fibrose peribrônquica. - Destruição das paredes alveolares. - Alterações estruturais da vasculatura pulmonar. As anomalias fisiológicas resultantes são o reflexo das alterações patológicas referidas: - Hipersecreção de muco. - Obstrução ao fluxo aéreo dependente do grau de inflamação, fibrose e exsudação intraluminal. Aceleração do declínio do FEV1 ao longo dos anos. Air trapping com insuflação pulmonar. - Alteração das trocas gasosas sobretudo relacionada com desequilíbrio da relação Ventilação/Perfusão (V/Q). - Hipertensão da artéria pulmonar. - Manifestações sistémicas - desnutrição; atrofia muscular; osteoporose; depressão. O diagnóstico de DPOC deverá ser considerado no doente com dispneia, tosse e/ou expetoração crónicas com ou sem história de fator de risco. A orientação da história clínica deverá focar parâmetros preferenciais. O exame objetivo é de pouco valor na ajuda do diagnóstico precoce. Em fases mais avançadas da doença surgem alterações características embora não patognomónicas. Em relação aos exames complementares, destaca-se a obrigatoriedade da espirometria para o diagnóstico, mas o estudo funcional respiratório tem também importância no prognóstico da doença e informação adicional relevante é obtida com o estudo da capacidade de difusão do CO e a medição dos volumes pulmonares. A gasometria arterial deve ser efetuada em fase estável em todos os doentes com FEV1 50% do preditivo ou com sinais sugestivos de insuficiência respiratória ou cardíaca direita. Os exames de imagem justificam-se sobretudo para o diagnóstico diferencial e avaliação de complicações. A TC fornece informação adicional sobre o enfisema e é essencial no candidato a abordagem cirúrgica. Dos exames laboratoriais destaca-se a avaliação do hematócrito, da PCR e da alfa-1-antitripsina em candidatos selecionados. A avaliação do cor pulmonale e hipertensão pulmonar é habitualmente feita pela ecocardiografia com Doppler. De referir também os testes de exercício, sobretudo no candidato a programas de reabilitação pulmonar e o estudo do sono em casos selecionados pela frequência da sobreposição das duas patologias.