Artigos

anemia 2 180x180 - Diagnóstico (Anemia Hemolítica)

Diagnóstico (Anemia Hemolítica)

– Sintomas de anemia e sintomas gerais, icterícia.
– Esplenomegalia ocasional.
– Laboratório com teste de antiglobulina directa + (IgG e C3 nos casos a quente, C3 apenas nos casos a frio) e por vezes antiglobulina indirecta +, haptoglobina diminuída, esferócitos.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 4 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
Glóbulos vermelhos 180x180 - Patologia do Glóbulo Vermelho

Patologia do Glóbulo Vermelho

A patologia do GV (glóbulo vermelho) é diversa, abundante, pode manifestar-se por anemia (o mais frequente) ou poliglobulia, pode ser congénita ou adquirida e pode ter origem em alterações da membrana, da molécula de hemoglobina ou dos mecanismos enzimáticos do glóbulo vermelho. Nem sempre produz sintomas e por vezes só há manifestações quando há exposição a factores provocadores.
O diagnóstico faz-se essencialmente por análise quantitativa e qualitativa do sangue periférico – hemograma e plaquetas, contagem de reticulócitos, morfologia do sangue periférico, parâmetros hematométricos (por exemplo, VGM (volume globular médio), RDW (red cell distribution width) – uma medida calculada automaticamente que traduz o grau de anisocitose; esta é a informação base a partir da qual pode ser orientado o estudo subsequente.
De um ponto de vista clínico podemos classificar a patologia do GV como:
—> Patologia quantitativa, defeito – anemia (hematócrito <36% na mulher e <41% no homem): • Anemia por produção deficiente: -Deficiência de substrato (ferro, BI2, folatos). - Disfunção da stem cell (mielodisplasia, anemia aplástica). - Desregulação (eritropoietina). - Infiltração medular (fibrose, infecção, malignidade). • Anemia por destruição ou perda: - Hemorragia. - Hemólise. —> Patologia quantitativa, excesso – poliglobulia.

doencas cardiovasculares 1 180x180 - Etiologia

Etiologia

A doença coronária é a causa mais frequente de IC no mundo ocidental, atingindo 60 a 70% dos doentes com disfunção sistólica ventricular esquerda.
A hipertensão arterial, as alterações primárias do músculo cardíaco (miocardiopatias), as doenças valvulares, congénitas, do pericárdio e as arritmias também são causas comuns de IC. A exposição a fármacos cardiotóxicos, em particular citostáticos, pode exacerbar ou causar IC. A IC de alto débito pode ser causada por anemia grave, beribéri, shunts arteriovenosos, doença de Paget e tireotoxicose.
A identificação das causas potencialmente reversíveis, bem como dos fatores precipitantes e de exacerbação da IC, é fundamental para uma eficaz abordagem terapêutica.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 2 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
treat anemia chronic disease 800x800 180x180 - Diagnóstico (Anemia da Doença Crónica)

Diagnóstico (Anemia da Doença Crónica)

—> Geralmente anemia normocítica e normocrómica com sideremia baixa, transferrina normal a baixa e ferritina normal a alta.
—> A eritropoietina geralmente não contribui para diagnóstico, mas valores médios (<200 unidades/ml) sugerem benefício com eritropoietina. —> Mielograma com estudo do ferro pode ser fundamental por excluir outras causas.

lamina 11 1 180x180 - Mielodisplasias

Mielodisplasias

Conjunto de doenças resultantes de alteração clonal da célula estaminal, sem etiologia habitualmente reconhecida (há casos secundários a quimio ou radioterapia prévia), geralmente manifestadas por anemia ou outras citopenias com medula óssea normo ou hipercelular (eritropoiese ineficaz), com evolução crónica e risco de transformação em LA (leucemia aguda).

HC Lab Hematologia 018 11 Fto Cecilia Bastos 038 180x180 - Complicações Hematológicas

Complicações Hematológicas

As alterações hematológicas são frequentes no doente oncológico.
Mais de 90% dos doentes oncológicos apresentam algum tipo de disfunção medular, com insuficiência da mielopoiese. Podem também verificar-se alterações no sentido de hiperprodução de alguma das três linhas hematológicas ou ainda alterações da coagulação nomeadamente com ocorrência de fenómenos protrombóticos.
A anemia é a complicação mais frequente, enquanto a leucopenia/neutropenia é a alteração que mais frequentemente se relaciona com a quimioterapia. As causas são muitas vezes multifactoriais: défices nutricionais, redução da reserva medular (idade, co-morbilidades), supressão da mielopoiese por infiltração medular pela neoplasia, mecanismos imunológicos (síndrome paraneoplásica) ou ainda por causas iatrogénicas (quimioterapia ou RT).
A terapêutica da insuficiência medular passa, quando possível, pelo tratamento da causa (por exemplo, tratamento da neoplasia no caso de infiltração medular; suspensão, adiamento ou redução de dose no caso da alteração ser provocada por quimioterapia) ou por correcção do défice. Dependendo da causa, gravidade e tradução sintomática da anemia, pode ser necessária uma terapêutica de factores carenciais (ferro, mais frequentemente; ocasionalmente também vitamina B12 ou folatos), terapêutica com eritropoietina ou transfusão de eritrócitos. A neutropenia, especialmente se relacionada com a quimioterapia, pode ser corrigida com factores de crescimento (G-CSF: filgrastim ou lenogastim). A trombocitopenia (por enquanto ainda sem factores de estimulação específicos disponíveis correntemente) pode ser corrigida com transfusão de concentrado plaquetário, reservando-se esta para situações em que os valores são especialmente baixos, com risco de hemorragia significativo, ou com discrasia hemorrágica já presente ou ainda em situações em que é necessário algum procedimento invasivo.
A eritrocitose ou poliglobulia é uma complicação rara de tumores do fígado ou rim e pode ser o primeiro sinal/sintoma da doença.

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Benefícios dos Contraceptivos Orais

Benefícios dos Contraceptivos Orais

— Regularização do ciclo menstrual.
— Diminuição do fluxo menstrual.
— Menor probabilidade de anemia ferropénica.
— Melhoria da dismenorreia.
— Regularização das alterações menstruais da perimenopausa.
— Menor incidência de quistos do ovário.
— Menor incidência de gravidezes ectópicas.
— Diminuição dos fibroadenomas/doença fibroquística mamária.
— Menor incidência de doença inflamatória pélvica.
— Menor incidência de neoplasia do ovário e endométrio.
— Melhoria do acne.
— Benefícios emergentes (efeito benéfico na massa óssea, na neoplasia colorrectal, na artrite reumatóide, no hiperandrogenismo, na endometriose e na redução dos fibromiomas uterinos).

A red blood cell in a capillary pancreatic tissue   TEM 180x180 - Anemia Microangiopática

Anemia Microangiopática

Anemia por fragmentação de eritrócitos em consequência de alteração da parede vascular (vasculite, hipertensão), alteração dos mecanismos de coagulação (CIVD, PTT (púrpura trombopénica trombótica), SHU (síndrome hemolítica urémica, neoplasia metastizada) ou prótese valvular cardíaca (geralmente com leak para valvular ou outra anomalia de funcionamento). A morfologia do sangue é geralmente sugestiva com presença de esquizócitos, anemia com trombopenia, LDH elevada, bilirrubina aumentada à custa da livre e diminuição de haptoglobina. É particularmente importante pensar em PTT e SHU nos quadros que se acompanham de alteração da função renal e de alterações neurológicas.

Hereditary Spherocytosis smear 2010 03 17 180x180 - Esferocitose Hereditária

Esferocitose Hereditária

Conjunto de doenças genéticas diversas que têm em comum a alteração da estrutura de membrana, de que resulta uma fragilidade do eritrócito e hemólise. A anemia é habitualmente moderada, há frequentemente esplenomegalia e uma história familiar de anemia hemolítica. O diagnóstico é sugerido pela morfologia – esferocitose com Coombs negativo. O tratamento clássico é a esplenectomia, mas nem todas as formas de esferocitose necessitam de cirurgia (quando necessária, habitualmente há também indicação de colecistectomia).

Anemias hemoliticas 180x180 - Anemia Hemolítica

Anemia Hemolítica

A anemia hemolítica, no geral, deve-se a destruição aumentada de eritrócitos (bilirrubina livre e LDH elevadas) e excedendo a capacidade de produção de novos glóbulos (reticulócitos aumentados); a hemólise pode ser extravascular (destruição no sistema mononuclear fagocítico e baço – anemia imuno-hemolítica a quente, esferocitose) ou intravascular (incompatibilidade ABO, anemia microangiopática, anemia hemolítica a frio, infecção eritrocitária). Nesta secção será abordada a anemia imuno-hemolítica por anticorpos a quente e a frio e na secção seguinte as outras causas.