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cancer de hipofaringe 180x180 - Corpos Estranhos na Hipofaringe

Corpos Estranhos na Hipofaringe

Espinhas, ossos, dentaduras e moedas são exemplos de corpos estranhos que devem ser retirados prontamente da hipofaringe ou esófago, sob risco de perfuração, mediastinite ou formação de abcesso. Após observação otorrinolaringológica cuidadosa e exame radiológico, se necessário para o diagnóstico ou localização, o corpo estranho deve ser retirado por laringoscopia ou esofagoscopia, o que exige anestesia geral.

Hepatite atinge 6 em cada 10 pacientes com problemas no fígado 180x180 - Cirurgia na Doença Hepática

Cirurgia na Doença Hepática

A presença de doença hepática prévia é um factor de risco peri-operatório, a redução da perfusão hepática durante a anestesia pode provocar descompensação aguda, sendo o risco composto pela utilização de fármacos potencialmente hepatotóxicos. O risco deve ser estratificado apenas em doentes que sabemos terem doença hepática, o risco acompanha a classe do score Child-Pugh.
Obter no pré-operatório destes doentes as proteínas totais, tempo de protrombina e plaquetas, bilirrubina, ALT/AST, ionograma e função renal.
Se possível adiar, a cirurgia na insuficiência hepática aguda e hepatite tóxica ou infecciosa aguda.
Se houver tempo, corrigir:
– Coagulação, nomeadamente um tempo de protrombina alterado com vitamina K, plasma fresco, ou em situações excepcionais com factor Vila.
– Alterações grosseiras da volemia, optimizando assim a função renal.
– Na e K e alcalose mista, frequentemente presentes.
– Ascite sob tensão.
– Encefalopatia hepática, exercendo algum controlo sobre fármacos sedativos e narcóticos.

culos1 180x180 - Considerações Pediátricas (Glaucoma Agudo)

Considerações Pediátricas (Glaucoma Agudo)

– Considerar glaucoma do desenvolvimento (relativamente raro: 1:10000 nados-vivos) numa criança irritável, fotofóbica ou com “olhos grandes”.
—> Ponderar anestesia geral em crianças com menos de 5 anos para um exame oftalmológico adequado.

Equipe-Cirurgia-Geral

Factores de Risco (Risco Respiratório)

—> Cirurgia – as de maior risco são a cirurgia torácica ou abdominal alta, a reparação de aneurisma da aorta é a mais relevante.
—> Duração da cirurgia.
—> Anestesia – apesar de controverso, uma anestesia locorregional, pode reduzir o risco de complicações respiratórias.
—> Doença respiratória crónica, em si, nunca é uma contra-indicação.
—> Tabagismo.
—> Insuficiência cardíaca congestiva.
—> Hipoalbuminemia.
Na presença de uma infecção respiratória, devemos adiar uma cirurgia electiva para permitir o tratamento da infecção.
A obtenção de provas de função respiratória no pré-operatório só está indicada na tomada de decisões na cirurgia de ressecção pulmonar.

4 dia 180x180 - Fractura da Pirâmide Nasal

Fractura da Pirâmide Nasal

Manifesta-se por deformidade da pirâmide nasal e eventualmente epistaxe. A fractura deve ser reduzida o mais precocemente possível, com anestesia local ou geral. Alguns dias após o traumatismo, qualquer deformidade só poderá ser corrigida por rinoplastia.
A fractura da pirâmide pode ser acompanhada por laceração da pele, que deve ser suturada; ou hematoma do septo nasal, que deve ser drenado, para evitar necrose da cartilagem septal.

31 medicina otorrinolaringologista 180x180 - Corpos Estranhos

Corpos Estranhos

Mais frequente nas crianças, devem ser retirados cuidadosamente sob controlo microscópico e com instrumentação apropriada. Em casos de má colaboração, deve ser feito sob anestesia geral, para evitar complicações, como a perfuração timpânica ou traumatismo da cadeia ossicular.
A presença de insectos vivos no CAE pode causar um acufeno muito intenso, difícil de tolerar. Deve matar-se ou imobilizar o insecto com álcool ou azeite antes de o retirar, por manipulação instrumental ou por lavagem.

30 01 003 180x180 - Cricotomia

Cricotomia

Este procedimento permite a manutenção de uma via aérea definitiva através de uma incisão através da membrana cricotiroideia. Está contraindicada nas crianças com menos de 12 anos. Neste grupo etário este segmento da via aérea é o mais estreito, e a cicatrização posterior leva a sequelas permanentes.
Após anestesia local, uma incisão cutânea vertical com cerca de 3 a 4 cm é feita na pele de forma a expor a membrana cricotiroideia. Após a sua exposição, é feita uma incisão com cerca de 1 cm na membrana, que é dilatada com uma pinça hemostática ou tesouras curvas. Quando a abertura o permitir, introduz-se um tubo de traqueostomia n° 4.


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arritmia 1560x690 c 180x180 - Perturbações do Ritmo no EAM

Perturbações do Ritmo no EAM

Fibrilhação Auricular/Arritmias Supraventriculares
A FA (fibrilhação auricular) é o evento supraventricular mais frequente no EAM com ST; o flutter auricular e a taquicardia supraventricular paroxística são menos frequentes. O seu tratamento é, contudo, semelhante, ressalvando-se apenas que as duas últimas revertem por vezes com pacing auricular (overdrive). Ocorrem sobretudo nas primeiras 24 horas e, ainda que possam recorrer, são geralmente transitórias.
—> A FA e o flutter sustidos em pacientes com compromisso hemodinâmico devem ser tratados com um ou mais dos seguintes protocolos:
• Cardioversão elétrica sincronizada com um choque monofásico inicial de 200 J para a FA e de 50 J para o flutter, precedidos por uma breve anestesia ou sedação, se possíveis.
• Para episódios de FA que não respondem à cardioversão elétrica ou que recorrem após um breve período em ritmo sinusal, está indicada a terapêutica antiarrítmica com o objetivo de reduzir a resposta ventricular. Quer a amiodarona, quer a digoxina, isoladas ou em associação, podem ser utilizadas:
– Amiodarona e.v.: impregnação com bolus de 5 mg/kg (máximo 300 mg) e.v. durante 5 minutos ou perfusão rápida da mesma dose em 50 cc D5W durante 30 minutos seguido por dose de manutenção: 600 mg/50 cc D5W a 3 cc/hora durante 24 horas (totalizando com a dose de impregnação 1200 mg/24 horas); se necessário continuar com administração oral.
– Digoxina e.v., principalmente em pacientes com disfunção ventricular esquerda severa e insuficiência cardíaca: 8-15 Hg/kg (0,6-1,0 mg num paciente com 70 kg) com metade da dose administrada inicialmente e a restante 4 horas depois (a digoxina é mais lenta a atuar do que os bloqueantes; contudo, alguma diminuição da resposta ventricular é geralmente percetível entre a V2 e as 2 horas). FA e flutter auricular sustidos em pacientes com isquemia continuada mas sem compromisso hemodinâmico devem ser tratados com uma ou mais das seguintes opções, sendo a primeira (P-bloqueantes) a preferida na ausência de contraindicações:
• P-bloqueante e.v. de forma a reduzir a resposta ventricular rápida em pacientes sem disfunção ventricular esquerda clínica, doença broncospástica ou BAV: – Suspender se TAS <100 mmHg ou FC <50 bpm. - Metoprolol 2,5-5,0 mg cada 2-5 minutos num total de 15 mg durante 10-15 minutos. - Atenolol 2,5-5,0 mg durante 2 minutos para uma dose total de 10 mg durante 10-15 minutos. • Diltiazem ou verapamil e.v. de forma a reduzir a resposta ventricular rápida se os bloqueantes estiverem contraindicados ou forem ineficazes: - Verapamil e.v. 2,5-10 mg durante 2 minutos, repetindo se necessário 5-10 mg 15-30 minutos depois. - Diltiazem e.v. 20 mg (0,25 mg/kg) durante 2 minutos seguida de uma perfusão a 10 mg/hora; se a redução da resposta ventricular não for significativa, um segundo bolus de 25 mg (0,35 mg/kg) durante 2 minutos pode ser administrado após um intervalo 15 minutos. • Cardioversão sincronizada com um choque inicial monofásico de 200 J para a FA e de 50 J para o flutter, precedida por uma breve anestesia ou sedação, se possível. Para episódios de FA ou flutter sustidos, sem compromisso hemodinâmico ou isquemia, está indicado o controlo da frequência ventricular. Se o paciente não tinha história de FA ou de flutter auricular antes do EAM, deve-se considerar a cardioversão a ritmo sinusal. Pacientes com FA ou flutter sustidos devem iniciar anticoagulação, inicialmente com HNF (bolus de 60 U/kg seguida de perfusão a 12 U/kg/hora de forma a atingir um aPTT entre 50-70 segundos) ou HBPM e, posteriormente, com cumarínicos, embora a decisão de o fazer indefinidamente deva ter em atenção a perceção do risco tromboembólico de cada paciente. A FA transitória não obriga à prescrição a longo prazo de anticoagulação ou de agentes antiarrítmicos (amiodarona ou sotalol); contudo, restaurado o ritmo sinusal, se se optar por fazê-lo, o seu uso deve ser limitado a 6 semanas. A taquicardia supraventricular paroxística por reentrada, dado ter uma frequência rápida, deve ser tratada com a seguinte sequência de procedimentos (se um resultar, não se fazem os seguintes): • Massagem do seio carotídeo. • Adenosina e.v. (bolus de 6 mg em 1-2 segundos seguido, se não houver resposta, por 12 mg após 1-2 minutos e por nova dose de 12 mg, se necessário). • Bloqueantes e.v. (metoprolol 2,5 a 5,0 mg cada 2-5 minutos num total de 15 mg durante 10-15 minutos; atenolol 2,5 a 5,0 mg durante 2 minutos num total de 10 mg em 10-15 minutos). • Diltiazem e.v. (20 mg - 0,25 mg/kg - durante 2 minutos seguidos por perfusão a 10 mg/hora). • Digoxina e.v. (8-15 Jig/kg - 0,6 a 1,0 mg num paciente com 70 kg), embora possa haver um atraso superior a 1 hora antes que o seu efeito seja percetível.