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Agitação e Delírio

A ansiedade, a agitação e o delírio são frequentes nos doentes críticos.
Por agitação entende-se as alterações de comportamento que refletem a incapacidade do doente tolerar o ambiente da unidade onde está internado.
O delírio caracteriza-se pela alteração aguda do estado de consciência, pensamento desorganizado, níveis de vigília flutuantes durante o dia e diferentes tipos de manifestações motoras (hipoactivo, hiperactivo ou misto). Parece estar associado a hipoperfusão de extensas regiões cerebrais, nomeadamente do lobo occipital e tronco cerebral. A sua incidência em doentes críticos é de 50 a 80% (maior nos doentes ventilados), e o seu diagnóstico traduz um aumento de mortalidade aos 6 meses de 3 a 11 vezes.
As causas de ansiedade, agitação e delírio no contexto do doente crítico são múltiplas.
Em primeiro lugar estão causas corrigíveis como a dor e o desconforto, alterações metabólicas, efeitos secundários de fármacos e síndromes de privação.
Se estas não estiverem presentes, deverão ser equacionadas outras etiologias tais como: a dificuldade do doente em comunicar (IOT (intubação oro traqueal), barulho e movimento excessivos na UCI, imobilização); a incompreensão da sua situação clínica e daquilo que lhe é transmitido pelo pessoal da UCI; a luz contínua na UCI com alteração do ciclo noite/dia.
Como consequências da agitação e do delírio estão a não adaptação à ventilação assistida/controlada, o aumento de consumo de 02, o arrancamento pelo doente de tubos, drenos e cateteres, as lesões provocadas por queda ou por imobilizações excessivamente apertadas e a síndrome de stress pós-traumático.

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Psicoterapia (Disfunção Eréctil)

A psicoterapia na DE deve ser exclusivamente orientada por terapeuta sexual. Exigindo o envolvimento dos dois parceiros sexuais, tem por objectivo principal melhorar a comunicação no casal e aumentar a autoconfiança do doente, eliminando a antecipação do falhanço e tentando substituir a ansiedade pelo prazer sexual. Pode assumir um simples aconselhamento ou uma terapia sexual específica. Mas é potencialmente útil em todas as situações de DE, mesmo na presença de compromisso orgânico. Pode ter um papel importante no apoio a um tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

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Clínica (Associada ao Hipercortisolismo e ao aumento dos Androgénios da Suprarrenal)

– Obesidade centrípeta, fácies de lua cheia, estrias purpúricas no abdómen, axilas, mamas e anca.
– Acne e hirsutismo.
– Pele fina e equimoses fáceis.
– Ausência de pigmentação (apesar do aumento da concentração de ACTH, este aumento normalmente é insuficiente para levar a hiperpigmentação).
– Fraqueza muscular proximal.
– Amenorreia, impotência e infertilidade.
– Intolerância à glicose, DM, HTA e osteopenia.
– Depressão, ansiedade, irritabilidade, euforia, labilidade emocional e psicose.
– Elevação moderada de cortisol e de androgénios (DHEAS, DHEA, androstenediona e testosterona e dihidrotestosterona).

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Factor Depressão/Ansiedade

Deve ser feito o diagnóstico de depressão do idoso, que apresenta algumas diferenças em relação à depressão do adulto mais jovem, mas que saem fora do âmbito desta discussão.
As terapêuticas não farmacológicas para a depressão do demente não foram muito estudadas de forma sistemática. Recomenda-se que as pessoas possam tomar decisões pessoais, no que diz respeito à escolha das roupas ou das refeições, que sejam envolvidas em atividades hedónicas personalizadas e que seja evitado o isolamento social (a melhor forma é, se possível, interagir com pessoas com significado para o doente).
Em termos farmacológicos, o tratamento da depressão na demência deve ser idêntico ao tratamento da depressão do idoso, mantendo-se, regra geral, as mesmas precauções. A depressão no idoso tem sido sistematicamente associada ao aumento da mortalidade e, por isso, não deve ser subtratada. Todavia, a dose a usar é habitualmente menor, é maior o tempo para atingir os resultados terapêuticos e há maior sensibilidade a alguns efeitos adversos.
São claramente preferíveis os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, pelos baixos riscos cardiovasculares, embora também existam riscos de quedas, hiponatremia, perda de peso e interações medicamentosas. Também relativamente seguro do ponto de vista cardíaco, existe a mianserina. Para casos mais graves podem ser usados os inibidores da recaptação da noradrenalina e da serotonina, como a venlafaxina e a duloxetina, ou o inibidor reversível da monoaminoxidase, o moclobemide.
Para o tratamento da ansiedade, podem ser usadas benzodiazepinas, com as precauções atrás referidas, ou a buspirona. A buspirona, desde que em doses adequadas e após um período de tempo adequado (4 a 6 semanas), é uma excelente opção para a terapêutica da ansiedade crónica diurna, pois não tem potencial de dependência, não tem propriedades sedativas e é praticamente desprovida de efeitos adversos cardíacos.

Depressão em mulheres 180x180 - Depressão

Depressão

– Depressão – nos meses ou anos a seguir a um AVC, a prevalência de sintomas depressivos é de aproximadamente 30%. É muito frequente a coexistência de ansiedade.
A terapêutica antidepressiva deve ser apoiada por psicoterapia de suporte e prolongada pelo menos durante 6 meses. A escolha do antidepressivo depende do perfil dos sintomas depressivos (por exemplo, necessidade de efeito sedativo ou de efeito estimulante; coexistência ou não de ansiedade; aumento ou diminuição do apetite) e dos efeitos secundários que se pretendem evitar. Os antidepressivos tricíclicos ou tetracíclicos (amitriptilina, 25-75 mg/dia; clomipramina, 25-75 mg/dia; maprotilina, 10-75 mg/dia) podem causar sedação, arritmias, hipotensão ortostática ou quadros confusionais. A mianserina é relativamente desprovida de efeitos secundários a nível cardíaco ou oftalmológico. Os medicamentos inibidores da recaptação da serotonina (SSRI), tais como a fluoxetina (20 mg/dia), sertralina (25-50 mg/dia), paroxetina (10-20 mg/dia), escitalopram (5-10 mg/dia) ou a venlafaxina (37,5-150 mg/dia) que é também inibidora da recaptação da noradrenalina, não têm os inconvenientes dos tricíclicos, mas podem causar vómitos e anorexia. Os SSRI têm interações com os cumarínicos. A fluoxetina pode desencadear crises de hipoglicemia em doentes diabéticos.