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Tratamentos Emergentes (Síndrome do Intestino Irritável)

Uma melhor compreensão dos neurotransmissores das hormonas mediadoras da motilidade e sensibilidade tem levado a novas fórmulas terapêuticas. Dos componentes actualmente em investigação ressaltam os antagonistas dos receptores da colecistoquinina-A, da neurokinina 1 e 3, muscarínico M3, e dos agonistas dos receptores opióides K e alfa-2-adrenérgicos. O renzapride actua sobre receptores da serotonina. Estas novas substâncias podem reduzir a sensibilidade ou a motilidade intestinal.

Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Opióies Antagonistas

Opióies Antagonistas

Estes opióides são caracterizados por se ligarem aos receptores u de uma forma total, mas sem evidenciarem actividade intrínseca e, portanto, não produzirem analgesia. São utilizados, por isso mesmo, para antagonizarem toda a espécie de efeitos indesejáveis atribuíveis aos opióides agonistas dos receptores u, especialmente as depressões respiratórias por overdose. A naloxona e a naltrexona são os antagonistas conhecidos e utilizados na prática clínica actual.

intestino irritavel 180x180 - Outras Terapias (Síndrome do Intestino Irritável)

Outras Terapias (Síndrome do Intestino Irritável)

O preparado comercialmente disponível STW5 (Iberogast) tem demonstrado eficácia na redução dos sintomas da SII. Composto por nove extractos de plantas, sendo uma a Iberis amara, tem efeito espasmolítico sinérgico. A sua grande afinidade e selectividade para os receptores 5-HT3, 5-HT4 e M3 constitui uma vantagem relativamente aos antagonistas 5-HT3, agonistas 5-HT4 ou medicamentos emergentes, porque actua indiferentemente do sintoma predominante. Apresenta uma boa tolerabilidade, sendo de considerar a potencial toxicidade dos alcalóides. O óleo essencial de hortelã-pimenta tem sido indicado como tratamento da SII apesar de resultados terapêuticos controversos. Actua como um agente espasmolítico-carminativo e, daí, o efeito relaxante directo no músculo liso intestinal, incluindo o esfíncter esofágico inferior, condicionando refluxo gastresofágico, o que constitui uma limitação terapêutica.

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Escolha da Terapêutica Farmacológica (Angina Estável)

A opção terapêutica vai em grande parte ser determinada por fatores individuais, como sejam a eficácia da resposta, as contraindicações, a manifestação de efeitos indesejáveis. Devemos, no entanto, considerar na 1ª escolha os medicamentos que demonstraram influenciar o prognóstico, nomeadamente o AAS, os bloqueantes e, quando indicadas, as estatinas. Se os bloqueantes não puderem ser utilizados, recorremos aos antagonistas do cálcio ou aos nitratos, atualmente a ivabradina pode ser alternativa. Como já se referiu, os nitratos não devem ser usados em monoterapia. Por vezes, para controlar a sintomatologia ou os episódios de isquemia silenciosa, há necessidade de associar medicamentos de dois grupos terapêuticos ou fazer mesmo terapêutica tripla (bloqueantes, nitratos e antagonistas do cálcio).

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Antagonistas dos receptores H2 (Doença do Refluxo Gastresofágico)

Antagonistas dos receptores H2 – este grupo de fármacos foi, durante muito tempo, o mais utilizado, existindo actualmente quatro drogas disponíveis: cimetidina, ranitidina (150 mg bid), famotidina (20 mg bid) e nizatidina (150 mg bid). Um aspecto particularmente importante é o seu perfil de acção. Pelo facto de na doença do refluxo ser necessário uma supressão ácida durante 24 horas, uma só dose é incapaz de controlar os sintomas (que ocorrem mais frequentemente no período pós-prandial e no início da noite), criando a necessidade de 2-4 tomas diárias. Na prática clínica utiliza-se habitualmente o fármaco em 2 tomas: uma matinal e outra antes do jantar. A sua eficácia está documentada em múltiplos estudos, embora no que diz respeito à cicatrização da esofagite, não ultrapasse os 60-90% para lesões dos graus I-II, e os 30-50% em esofagites graus III-IV, às 12 semanas, após terapêutica bidiária. A duplicação da dose ou a associação a procinéticos, apesar de aumentar a sua eficácia, deixa ainda lugar a um importante número de doentes que não controlam os seus sintomas ou não cicatrizam as lesões esofágicas. De igual modo, muitos doentes em manutenção com antagonistas dos receptores H2 recidivam precocemente, em especial aqueles com formas de doença mais graves ou sintomas mais intensos. Quando comparados com os IBP, oferecem clara desvantagem, quer na melhoria da qualidade de vida em doentes sem esofagite, quer na velocidade e eficácia da cicatrização das lesões esofágicas, quer ainda na prevenção da recidiva em doentes sob terapêutica de manutenção.
Este grupo farmacológico voltou a ganhar algum protagonismo num passado recente, após ter aparecido na literatura que doentes com sintomas nocturnos sob IBP em dose dupla controlavam os seus sintomas com um inibidor H2 administrado antes do deitar.
Contudo, estudos posteriores vieram demonstrar que o organismo se adapta em semanas ou meses ao inibidor H2, perdendo-se o efeito, e, assim, esta indicação continua a ser muito questionável.
Finalmente, é indiscutível o perfil de segurança destes fármacos, quer em terapêuticas agudas, quer em tomas crónicas.

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Farmacoterapia na asma – Antagonistas dos recetores dos leucotrienos

Antagonistas dos recetores dos leucotrienos (montelucaste) diminuem a inflamação das vias aéreas. Possuem especial importância na asma induzida pelo esforço e pelo ácido acetilsalicílicoco ou como poupadores de terapêutica com corticosteroides.

medicamentos 1024 180x180 - Escolha dos fármacos individuais (Hipertensão Arterial)

Escolha dos fármacos individuais (Hipertensão Arterial)

– Todas as classes apresentadas – diuréticos, P-bloqueantes, bloqueadores dos canais e cálcio, IECA e antagonistas dos recetores da angiotensina – podem ser selecionadas como opção terapêutica de 1ª linha.
– A maior parte das classes de fármacos anti-hipertensores apresentam efeitos semelhantes nos outcomes clínicos – AVC, DC (doença coronária), IRC (insuficiência renal crónica) – , pelo que a sua utilização poderá basear-se também nas patologias concomitantes que os doentes apresentem (quer para justificar a sua seleção, quer para evitar o seu uso.
– A maior parte dos doentes irá necessitar de mais do que um fármaco para controlar a sua tensão arterial, mas inicialmente é aconselhável iniciar a terapêutica da HTA em monoterapia. Se os níveis tensionais iniciais forem grau 2-3, começar tratamento com dois medicamentos.
-O efeito anti-hipertensivo dos medicamentos deve estar presente, se possível, durante as 24 horas do dia.
– Os diuréticos tiazídicos em baixas doses são a opção mais custo-eficaz como terapêutica de 1ª linha na HTA.
– A utilização de bloqueantes em 1ª linha é hoje algo controversa (o atenolol deve ser evitado em monoterapia). Se se desejarem utilizar, devem selecionar-se os BB cardiosseletivos.
– Os IECA podem ser utilizados em todos os graus de HTA e a sua eficácia é maior em doentes com altos níveis de renina.
– Os ARA são medicamentos de 2ª linha para substituição dos IECA quando existem efeitos adversos marcados por estes (tosse, por exemplo).
– Os bloqueadores dos canais de cálcio podem substituir os bloqueantes nos doentes fisicamente ativos.
– A atenção aos efeitos secundários é primordial, já que estes são a causa principal de menor adesão terapêutica.
As associações de medicamentos anti-hipertensores promovem um melhor controlo de HTA, reduzem os efeitos secundários e aumentam a adesão terapêutica. As associações ideais combinam IECA ou ARA com diuréticos tiazida, IECA com bloqueantes (exceto atenolol) com bloqueadores dos canais de cálcio (exceto verapamil ou dilitiazem).
– A terapêutica nos hipertensos idosos (sistólica isolada ou ambas) reduz a mortalidade e morbilidade cardiovasculares, deve ser iniciada com diuréticos, antagonistas dos canais de cálcio e dos recetores da angiotensina, devem titular-se gradualmente as doses para os níveis recomendados e ter-se em conta as inevitáveis co-morbilidades que estes doentes sempre apresentam.
A hipertensão resistente é normalmente provocada por adesão terapêutica deficiente, não modulação dos estilos de vida (peso, álcool), ingestão continuada de drogas indutoras de HTA (corticóides, drogas ilegais, etc), aumento da volemia por dosagem insuficiente de diurético ou por insuficiência renal, presença de síndrome de apneia do sono e problemas com a técnica de medida da tensão arterial.

vitamina k1 180x180 - Agentes anticoagulantes (antagonistas da vitamina K)

Agentes anticoagulantes (antagonistas da vitamina K)

A ACO (anticoagulação oral) está indicada em doentes com IC e fibrilhação auricular permanente, persistente ou paroxística. O ajuste das doses de ACO reduz o risco de complicações tromboembólicas, incluindo AVC.
Classe de recomendação I, nível evidência tipo A.
ACO está ainda recomendada em doentes com IC e antecedentes de embolismo sistémico ou pulmonar ou com evidência de trombo intracardíaco, devendo-se atingir níveis médios de INR entre 2 e 3,5.


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Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II

Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II

Os ARA II estão recomendados em doentes com IC e FEVE <40%, que permaneçam sintomáticos apesar da terapêutica com IECA e P-bloqueante, a menos que estejam também medicados com antagonista da aldosterona. O tratamento com ARA II melhora a função ventricular e reduz as admissões hospitalares por IC. Classe I, nível evidência tipo A. Os ARA II podem ser usados como alternativa nos doentes intolerantes aos IECA. Uma vez que têm idêntico impacto benéfico sobre a morbilidade e mortalidade. Classe recomendação IIa, nível de evidência tipo B. Atuam por antagonismo directo dos receptores da angiotensina II. As vantagens deste grupo de fármacos sobre os IECA são: não induzir tosse (secundária à libertação de bradiquinina/prostaglandinas) e não originar um "escape" hormonal (hiperreninemia e aumento da angiotensina II). Uma eventual desvantagem seria a ausência dos potenciais efeitos benéficos dos IECA atribuíveis à libertação de bradiquininas (endotélio).


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medicine pills 180x180 - Antagonistas dos recetores da aldosterona

Antagonistas dos recetores da aldosterona

—> Os antagonistas dos recetores da aldosterona estão recomendados em associação aos IECA, bloqueantes e diuréticos na IC grave sintomática (classe III e IV da NYHA com FEVE <35%, na ausência de hipercaliemia e insuficiência renal significativa. —> Os antagonistas da aldosterona estão, ainda, recomendados, em associação a IECA e bloqueantes na IC após EAM com disfunção sistólica ventricular esquerda (FEVE <40%) e sinais de IC ou diabetes. Classe recomendação I, nível evidência tipo B. Embora a espirinolactona tenha sido desenvolvida como um diurético em altas doses, o seu papel na terapêutica da IC não resulta da promoção da diurese. De facto, a aldosterona tem um papel importante na progressão da IC uma vez que promove fibrose miocárdica e vascular, fenómenos protrombóticos, ativação simpática, inibição parassimpática, disfunção dos barorecetores e depleção de potássio e magnésio. O estudo RALES demonstrou que baixas doses de espirinolactona (12,5 a 50 mg/dia) em associação a IECA diurético de ansa e digitálico resultava numa melhoria marcada da sobrevivência em doentes com IC grave (classe III e IV da NYHA) e disfunção sistólica ventricular esquerda (FEVE <35%), independentemente da etiologia. Nestas dosagens, o efeito diurético da espirinolactona é mínimo. No estudo EPHESUS foram analisados doentes com disfunção sistólica ventricular esquerda (FEVE <40%) e IC (ou diabetes) pós EAM. A eplerenona demonstrou reduzir de forma significativa a mortalidade e a necessidade de hospitalização por IC. Os antagonistas da aldosterona podem induzir hipercaliemia e agravamento da função renal. Assim os ensaios clínicos com espirinolactona e eplerenona excluíram doentes com creatinina sérica >2,5 mg/dl, clearance da creatinina <30 ml/minuto e potássio >5 mmol/L.
Um dos efeitos adversos mais frequentes da espirinolactona é a ginecomastia dolorosa que, em cerca de 10% dos casos, requer interrupção da terapêutica.
Contraindicações para antagonistas da aldosterona:
• Potássio sérico >5 mmol/L.
• Creatinina sérica >2,5 mg/dl.
• Terapêutica concomitante com outros diuréticos poupadores de potássio.
Início de tratamento com antagonistas da aldosterona e titulação.
• Avaliar função renal e ionograma.
• Começar com doses baixas (espirinolactona ou eplerenona 25 mg/dia) e reavaliar a função renal e electrólitos 1 a 4 semanas depois.
• Considerar titulação após 4 a 8 semanas. Não aumentar se houver agravamento da função renal ou hipercaliemia.
• Se possível, tentar atingir doses alvo na IC (espirinolactona ou eplerenona 50 mg/dia).
• Reavaliar a função renal e ionograma aos 1, 2, 3 e 6 meses após o início do tratamento e depois semestralmente.
Efeitos adversos potenciais:
• Hipercaliemia
– Se o potássio aumentar >5,5 mmol/L, reduzir para metade as doses e monitorizar.
– Se potássio >6 mmol/L parar antagonista da aldosterona imediatamente e monitorizar; tratamento específico para a hipercaliemia pode ser necessário.
• Agravamento da função renal.
– Se a creatinina aumentar para >2,5 mg/dl, reduzir para metade as doses e monitorizar
– Se a creatinina aumentar para >3,5 mg/dl, parar antagonista da aldosterona imediatamente e monitorizar; tratamento específico para a hipercaliemia pode ser necessário.
• Ginecomastia e dor mamária – mudar da espirinolactona para eplerenona.