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anemia 180x180 - Terapêuticas Experimentais

Terapêuticas Experimentais

Na sépsis e MODS foram testadas, na última década, inúmeras terapêuticas experimentais com ações anti-inflamatórias, antioxidantes, antiendotoxinas, anticitoquinas e anticoagulantes, que, de um modo geral, após resultados muito promissores em modelos animais e animadores em estudos preliminares no humano, se revelam grandes deceções em estudos prospetivos controlados.

colesterol da mulher 180x180 - Fibrilhação auricular

Fibrilhação auricular

A FA paroxística deve ser tratada com conversão elétrica caso se verifique compromisso hemodinâmico. Na sua forma crónica, a frequência cardíaca deve ser controlada com digitálicos, antagonistas do cálcio (verapamil. diltiazem) ou amiodarona.
Os anticoagulantes orais estão indicados na IM crónica com FA (INR entre 2,0 e 3,0), ficando os antiagregantes para quando existir contra-indicação para anticoagulação oral ou cardiopatia isquémica subjacente.

B VARICE 180x180 - Hemorragia Digestiva Alta

Hemorragia Digestiva Alta

– A incidência da hemorragia digestiva alta diminuiu nos últimos anos?
Não, apesar da progressiva erradicação do Helicobacter pylori (Hp) e redução da úlcera duodenal; 4-5% dos internamentos em grandes hospitais são de doentes com hematemeses e/ou melenas. O envelhecimento da população (doenças associadas), o uso de AINEs e de antiagregantes/anticoagulantes explicam isso.
– A mortalidade por HDA tem vindo a diminuir?
Também não, mesmo com os inibidores da bomba de protões (IBP) e as cada vez mais sofisticadas técnicas de hemostase endoscópica (HE); varia entre 4 e 10% e em algumas séries mais (doente que já estava internado, idade, causa da HDA).
– Quais são as causas de HDA?
Por ordem de frequência (não muito variável em Portugal): úlcera gástrica ou úlcera duodenal 30-40%, gastrite ou duodenite erosivas 20%, ruptura de varizes esofágicas 10-20%. Nos restantes 20% esofagite ulcerada (refluxo, cáusticos), Mallory-Weiss, malformações arteriovenosas (angiodisplasias, Dieulafoy), gastropatia hipertensiva tumores benignos (pólipos hiperplásicos, adenomas, leiomioma), carcinoma, linfoma, corpos estranhos, fístula aorto-entérica, hemobilia (pós-CPRE, tumores, cálculos), causa não determinada.

o exame examinar diagnostico diagnosticar coracao emergencia cardiaco prevencao pulmao enfermeira pulso pesquisa ciencia 1298305163588 1024x768 180x180 - Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Em termos de custo/benefício, quando se introduz uma terapêutica com AINEs, só se preconiza a prevenção de lesões erosivo/ulceradas gastroduodenais nos doentes de risco: idade superior a 60 anos, co-terapia com antiagregantes plaquetários, corticóides ou anticoagulantes, uso de doses altas de AINEs ou associação de AINEs e antecedentes pessoais de UP. Os fármacos mais rentáveis para esta prevenção são os anti-secretores, nomeadamente os IBP. Em doentes sem risco cardiovascular e com antecedentes pessoais de UP sob AINEs e que necessitem de os manter, estes podem ser substituídos pelos inibidores selectivos da COX-2. No caso destes doentes terem risco cardiovascular, pode manter-se os AINEs e associar um IBP, em terapêutica de manutenção.
A erradicação do Hp é controversa nos indivíduos sob AINEs. Nos casos da utilização de novo dos AINEs, a erradicação prévia do Hp pode ser benéfica. Nos utilizadores crónicos tal não se verifica e só se preconiza naqueles que já sofreram uma UP hemorrágica.
Mas, neste caso, a erradicação do Hp não parece ser suficiente para prevenir a recidiva ulcerada e deve associar-se um IBP, em terapêutica de manutenção.

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Anticoagulantes e antiagregantes (Lúpus)

– Anticoagulantes e antiagregantes – os anticoagulantes orais estão indicados no tratamento das tromboses associadas à síndrome dos anticorpos antifosfolípidos. No caso de fenómenos trombóticos de repetição, a anticoagulação deve ser para a vida inteira. As perdas fetais recorrentes associadas à presença destes anticorpos podem ser evitadas com a utilização durante a gravidez de aspirina em baixa dose (75 mg/dia), associada a heparina s.c.

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Anticoagulantes Orais

Os anticoagulantes são fundamentalmente utilizados na prevenção secundária do AVC isquémico associado a cardiopatias embolígenas de alto-médio risco (por exemplo, próteses valvulares mecânicas, valvulopatia mitral reumática, FA não valvular, miocardiopatias dilatadas) sendo indicado manter o INR entre 2 e 3.
A anticoagulação é muito eficaz na prevenção secundária do embolismo cerebral na FA não valvular, pois evitam-se 90 eventos vasculares (principalmente AVC) se forem tratados com anticoagulantes 1000 doentes com FA durante um ano, e 40 eventos se forem tratados com aspirina. O risco da anticoagulação oral nesta indicação é baixo (3% hemorragia/ano; 0,2% hemorragia intracraniana/ano). A maioria destas hemorragias ocorre quando o INR é superior a 4,5. Existem, contudo, diversas contraindicações para a anticoagulação nesta situação tais como alcoolismo crónico, insuficiência hepática, hipertensão crónica não controlada (tensão arterial diastólica >100 mmHg, tensão arterial sistólica >180 mmHg em pelo menos 2 dias sucessivos), retinopatia hemorrágica, hemorragia intracraniana prévia, diátese hemorrágica, úlcera péptica nos últimos 3 anos, hemorragia gastrintestinal ou hematúria nos últimos 6 meses, gravidez, doença neurológica ou osteoarticular que provoque quedas frequentes, demência, impossibilidade de tomar a medicação consoante as prescrições ou de realizar as análises de controlo com a regularidade necessária, doentes dependentes. A anticoagulação está indicada mesmo em doentes com mais de 80 anos, embora seja menor a segurança da anticoagulação oral neste grupo etário e a possibilidade de a utilizar, porque em geral coexistem uma ou mais contraindicações. Nos doentes com FA e com contraindicações para a anticoagulação devem usar-se antiagregantes (ácido acetilsalicílico numa dose baixa).
Nas cardiopatias potencialmente embolígenas de baixo risco (por exemplo, forâmen oval patente, aneurisma do septo interauricular, prolapso da válvula mitral, área acinética/discinética ou aneurisma da parede ventricular) devem ser excluídas outras possíveis causas de AVC, nomeadamente estenose das artérias pré-cerebrais, estando indicado o ácido acetilsalicílico 250-300 mg/dia, No caso de FOP (forâmen oval patente), associado a AVC por embolia paradoxal, flebotrombose profunda comprovada ou aneurisma do septo interauricular, está indicada a anticoagulação ou o encerramento percutâneo do FOP. O encerramento cirúrgico ou endovascular do FOP é ainda uma alternativa terapêutica em doentes anticoagulados com AVC recorrente. A adição de antiagregantes a anticoagulantes aumenta substancialmente o risco hemorrágico. A sua vantagem só foi demonstrada em doentes com próteses valvulares mecânicas e eventos embólicos recorrentes.

2fd080f893bd83c8eedc3934cb0432a5 180x180 - Controlo dos fatores de risco – Anticoagulantes (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Controlo dos fatores de risco – Anticoagulantes (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Indicados nos doentes com história de eventos tromboembólicos, trombo ventricular esquerdo, fibrilhação auricular persistente ou paroxística. Considerar a combinação com antiagregantes plaquetários nos doentes com EAM com risco elevado de tromboembolismo, enfarte anterior extenso, aneurisma ventricular, insuficiência cardíaca pós-enfarte.

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Terapêutica Médica (Insuficiência Mitral)

A terapêutica médica pode ser importante em alguns pacientes. Esta inclui, para além da profilaxia da endocardite bacteriana, todas as medidas usadas no tratamento da insuficiência cardíaca.
Diuréticos – úteis no controlo da insuficiência cardíaca, principalmente da dispneia.
Digitálicos – utilizam-se para controlar o ritmo nos pacientes com FA (isolados ou em associação) e na disfunção VE.
Anticoagulantes orais – devem ser administrados nos pacientes com FA.
Bloqueantes – são os fármacos de escolha nos doentes com prolapso da válvula mitral e palpitações ou precordialgias.
Vasodilatadores (hidralazina, IECA, nifedipina) – nos pacientes assintomáticos com IM crónica e FVE preservada não existem estudos que demonstrem, ao contrário da IA, o benefício dos vasodilatadores, embora o seu uso pareça ser lógico, em particular nos doentes com hipertensão arterial.