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gota11 180x180 - Hiperuricemia Assintomática

Hiperuricemia Assintomática

A hiperuricemia é definida por valores séricos de ácido úrico acima de 7,0 mg/dl no sexo masculino e de 6,0 mg/dl no sexo feminino. A hiperuricemia assintomática consiste em valores elevados de ácido úrico sem episódios de artrite, tofos ou litíase renal.

Bacteriuria pyuria 4 180x180 - Bacteriúria Assintomática

Bacteriúria Assintomática

Definida como uma cultura de urina com mais de 100000 cfu/ml num doente sem sintomas, ocorre em 6% das mulheres em geral, 18% das diabéticas, 7% das grávidas e 18% das mulheres acima dos 70 anos. Não há justificação para fazer por rotina culturas de urina em doentes sem sintomas, nem tão pouco fazê-las depois do tratamento com sucesso aparente da IU, com o objetivo de confirmar a cura. Uma bacteriúria assintomática só deve ser tratada:
– Na grávida, em que o risco de pielonefrite aguda sobe até aos 40% e aumenta a mortalidade fetal. Utilizar de preferência amoxicilina ou cefalosporina durante 7 a 15 dias, a que podemos associar um aminoglicósido nos casos graves de pielonefrite.
– Antes de uma intervenção urológica.
– Refluxo vesicoureteral grau III.
– Após remoção de uma algália.
Bacteriúrias assintomáticas no homem, no diabético ou no velho não devem ser tratadas.

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Clínica (Gota Úrica)

A gota úrica pode ser dividida em quatro estádios clínicos: hiperuricemia assintomática, artrite gotosa aguda, gota intercrítica e gota tofácea crónica.

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Estenose Carotídea Assintomática

Acima dos 70 anos, cerca de 30% da população apresenta algum grau de ateroma carotídeo. A auscultação das artérias carótidas pode revelar um sopro se a estenose for superior a 50%. No entanto, mais de metade dos sopros cervicais são irradiados ou devidos a fenómenos de turbulência local, não correspondendo a estenose carotídea.
A deteção e estimativa do grau de estenose carotídea deve ser realizada por eco-Doppler.
A angio-RM ou a angio-TC não têm, para este efeito, vantagem sobre o eco-Doppler.
O risco de AVC associado a uma estenose carotídea é baixo (1 a 2%/ano), mas depende do grau de estenose, aumentando acima dos 60-70%. Não é ainda consensual a indicação para endarterectomia carotídea na estenose carotídea assintomática. O custo-efetividade deste procedimento é também duvidoso: enquanto que para prevenir um AVC em 2 anos em doentes com estenoses sintomáticas superiores a 70-80%, basta realizar seis endarterectomias, o número aumenta para 67 quando se trata de estenoses assintomáticas. Por isso, a endarterectomia de estenoses carotídeas assintomáticas só é recomendada em indivíduos com elevado risco de AVC (homens com estenoses superiores a 80% e esperança de vida superior a 5 anos) e só deverá ser realizada nos centros onde a morbilidade e a mortalidade associadas a este procedimento seja inferior a 3%. Os estudos mais recentes mostraram que a angioplastia das estenoses extracranianas, com ou sem prótese (stent), não tinha vantagem, considerando a eficácia e os riscos, relativamente à cirurgia.
A angioplastia só deve ser, portanto, considerada nos doentes com indicação para desobstrução carotídea e contraindicação para a cirurgia: co-morbilidades de elevado risco anestésico/cirúrgico, estenoses altas ou não acessíveis cirurgicamente, estenose radiógena, reestenose após endarterectomia. Aos doentes com estenoses carotídeas assintomáticas superiores a 50% deve ser prescrito ácido acetilsalicílico em baixa dose para reduzir o risco de eventos vasculares cerebrais e coronários.

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Miocardite

A miocardite é um processo inflamatório do miocárdio produzido por uma miríade de agentes, a maioria dos quais infeciosos.
A etiologia mais frequente é a viral, em particular os Coxsackievirus B os Echovirus. Regra geral, a miocardite é subclínica, assintomática e autolimitada. Nos pacientes com tradução clínica observa-se remissão espontânea em 50% dos casos.
Acredita-se que a miocardiopatia dilatada idiopática é, na maioria dos casos, a sequela de uma miocardite viral.