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Controlo e Seguimento

Instituída a terapêutica, o doente com litíase deve ser controlado com intervalos regulares.
A necessidade desta vigilância assenta em três pontos:
– Controlar a resposta ao tratamento, eventualmente acertar a dose e verificar a evolução e atividade da própria doença litiásica.
– Controlar e minimizar os efeitos secundários dos medicamentos administrados por longos períodos e eventualmente adicionar terapêuticas corretivas (por exemplo, potássio se está a fazer tiazidas).
– Não esquecer que com o passar do tempo o período de adesão ao tratamento, à dieta e à hidratação baixa. O exame de rotina e os conselhos renovam a confiança do doente na continuidade dos mesmos.
– Em todos os doentes com litíase recorrente ou complicada, se assintomáticos, aconselhamos, no mínimo, uma visita médica anual.


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cirurgia 180x180 - Indicações para Cirurgia (Insuficiência Valvular Aórtica)

Indicações para Cirurgia (Insuficiência Valvular Aórtica)

Ao contrário da IA aguda, a IA crónica pode permanecer assintomática durante muitos anos ou mesmo durante toda a vida l2-5J.
A substituição valvular aórtica está indicada nos doentes com IA grave:
Sintomáticos.
Assintomáticos com:
• Disfunção VE (FE<50% em repouso ou induzida por ARN ou dobutamina). • FE<50% e/ou dimensão telediastólica >70 mm e telessistólica >50 mm ou 25/m ) ou o rápido aumento dos parâmetros ventriculares em avaliações seriadas.
• Normal FVE e necessidade de outra cirurgia cardíaca (coronária ou valvular).
Disfunção VE muito grave, FE<25% (deve ser individualizado). Para qualquer grau de IA: • Associado a patologia da raiz da aorta com diâmetro: -45 mm com síndrome de Marfan. -50 mm e válvulas bicúspides. -55 mm nos outros pacientes. Nota: Na IA, e ao invés da IM (insuficiência mitral), os doentes devem ser sempre operados, mesmo quando ultrapassados os limites indicados e mesmo seja em presença de insuficiência cardíaca direita. O risco operatório é sem dúvida maior nestes casos, mas a qualidade de vida irá ser melhorada, apesar de, em muitos, a evolução ser inexoravelmente para miocardiopatia dilatada, alguns anos após a cirurgia. A substituição valvular aórtica e reconstrução da raiz da aorta estão indicadas nos doentes com doença da aorta próximal e IA de qualquer gravidade quando a dilatação é, por ecocardiografia ou RM, superior a 50-55 mm.

kiki13.12 180x180 - Leucocitoses

Leucocitoses

Leucocitoses de 12000 a 14000 são comuns em fumadores; em indivíduos assintomáticos, adultos, a causa mais frequente de leucocitose (com linfocitose) é a leucemia linfática crónica. Em situações raras podem existir reacções leucemóides associadas a infecções e neoplasias.

12 180x180 - Segurança (Vacinas Antialérgicas)

Segurança (Vacinas Antialérgicas)

Podem ocorrer reacções adversas sistémicas (asma, rinite, urticária, angioedema, choque anafiláctico – raro) e locais (edema, eritema, prurido, desconforto, nódulos subcutâneos), ocorrendo habitualmente nos primeiros 20 minutos após a inoculação do alergénio, pelo que deve ser sempre mantido um período mínimo de vigilância de 30 minutos após a administração das vacinas subcutâneas (recomendam-se períodos superiores no caso dos venenos de himenópteros), devendo apenas ser aplicadas quando os pacientes estiverem assintomáticos e sob supervisão médica. Devem estar disponíveis os recursos que permitam o tratamento de reacções anafilácticas.
As reacções adversas graves relacionam-se frequentemente com erros de dosagem ou por não ser suspendido o tratamento em doentes sintomáticos. As reacções locais extensas não fazem prever a ocorrência de reacções sistémicas.
Sendo frequente a administração de vacinas antialérgicas ao nível dos cuidados primários de saúde, é fundamental que se estabeleça uma articulação com os centros especializados onde é efectuada a sua prescrição, assegurando a segurança e a qualidade da continuidade dos cuidados de saúde prestados a estes pacientes.


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Foto 1 SES cirurgias de vesícula 180x180 - Indicações para Cirurgia (Estenose Valvular Aórtica)

Indicações para Cirurgia (Estenose Valvular Aórtica)

Têm indicação para cirurgia de substituição valvular aórtica os pacientes:
—> Sintomáticos – (angor, insuficiência cardíaca, síncope) com EA grave (área <1 cm2, ou <0,6 cm2/m2, gradiente médio >40 mmHg, velocidade máxima >4,0 metros/segundo).
—> Assintomáticos – com EA grave e com: 1) disfunção do VE; 2) hipotensão/depressão ST-T com o exercício.
—> Com EA moderada/grave e que vão ser submetidos a outra cirurgia cardíaca (revascularização coronária de outras válvulas, da aorta) ou com fatores preditivos de mau prognóstico (idade avançada, válvula muito calcificada, progressão rápida do grau de estenose – velocidade máxima >0,3 metros/segundo/ano).

transplante cardc3adaco 180x180 - Fisiopatologia e Clínica  (Estenose Valvular Aórtica)

Fisiopatologia e Clínica (Estenose Valvular Aórtica)

A área normal da válvula aórtica é de cerca de 2,5 cm2/m2. Uma área de orifício valvular inferior a 1 cm2/m2 realiza uma estenose significativa a que está associado um gradiente de pressão entre o VE (ventrículo esquerdo) e a aorta de, pelo menos, 50 mmHg.
O doente pode estar assintomático, mas se a estenose é grave, determina, a jusante, incapacidade de aumentar o débito cardíaco durante o exercício, com angor, eventualmente síncope ou morte súbita, e a montante, hipertrofia ventricular concêntrica e reduzida distensibilidade ventricular com queixas de congestão pulmonar. Em casos avançados surgem sintomas de insuficiência cardíaca também direita (por interdependência ventricular). O desenvolvimento destes identifica, portanto, um ponto crítico na história natural da doença, sendo a sobrevivência média inferior a 2-3 anos após o seu aparecimento. A morte súbita ocorre numa percentagem inferior a 1%/ano dos doentes assintomáticos.
Classifica-se a EA em: ligeira, moderada e grave.
Todos os doentes com EA requerem uma monitorização cuidadosa do aparecimento de sintomas (dispneia, desconforto precordial, tonturas de esforço ou síncopes, insuficiência cardíaca congestiva, angiodisplasia gastrintestinal) e da progressão da doença, sendo o eco-Doppler o exame auxiliar de diagnóstico fundamental. Os pacientes com achados de EA devem ser submetidos a observação e exames complementares de diagnóstico seleccionados: ECG, raio X do tórax, eco-Doppler e eventualmente cateterismo cardíaco (discrepância clínica/ecocardiograma ou necessidade de conhecer a anatomia coronária) a fim de definir a severidade da valvulopatia. Em casos específicos a avaliação pode ter de ser complementada com TC torácica, ecocardiograma de sobrecarga com dobutamina, RM cardíaca. Nos doentes assintomáticos a PE (prova de esforço) pode ser útil para definir o nível de atividade física permitida e desencadear sintomas dissimulados por autolimitação nas atividades regulares, mas está contraindicada nos doentes sintomáticos.
O seguimento dos pacientes assintomáticos deve ser de forma a educá-los no sentido de informarem do aparecimento de sintomas, tendo em atenção o mau prognóstico a partir desse momento. Assim, doentes assintomáticos com EA ligeira devem fazer avaliação clínica anual e ecocardiográfica de 3/3 anos. Aqueles assintomáticos com EA moderada/grave mas com válvulas aórticas muito calcificadas e com velocidade máxima >4 metros/segundo no exame inicial devem fazer nova reavaliação clínica, aconselhados/ensinados a reconhecerem e reportarem os sintomas. Se a sintomatologia for pouco clara, ponderar a realização de prova de esforço. Se a velocidade máxima aumentar 0,3 metros/segundo/ano ou existir outra evidência de progressão hemodinâmica desde a última visita, deve-se equacionar a terapêutica cirúrgica, nomeadamente nos pacientes de alto risco (calcificação aórtica extensa, doença coronária concomitante, disfunção ventricular esquerda). Se não se verificaram modificações clínicas nem hemodinâmicas desde a última avaliação e não preenchem nenhum destes critérios, o doente deverá ser seguido regularmente clínica e ecocardiograficamente.